Allyship: saiba o que você pode fazer para promover a diversidade no trabalho

Allyship: saiba o que você pode fazer para promover a diversidade no trabalho

O conceito de allyship (aliança, em português) fala sobre  uma mudança de consciência individual e de cultura corporativa, visando a promoção da diversidade e o apoio à grupos minoritários dentro das empresas. O termo, que é comum em discussões sobre igualdade racial, vem sendo aplicado com mais frequência no mercado de trabalho, conforme as companhias vêm adotando medidas e estratégias para aumentar a diversidade nas equipes. 

Segundo relatório da McKinsey, empresas com maior diversidade racial e de gênero em seu corpo de funcionários tendem a obter maior retorno financeiro (se comparada a outros de mesmo porte e setor de atuação). Além disso, empresas com equipes mais diversas – também em termos de idade e orientação sexual – têm mais facilidade para atrair e reter novos talentos. 

Mas como exatamente é possível aumentar a diversidade  – tanto nas equipes, como nos cargos de liderança-, melhorar a igualdade de gênero e oferecer apoio a todas as gerações que fazem parte do mercado de trabalho? Nesse artigo, vamos falar sobre como o conceito de allyship pode ajudar a criar uma cultura que promova a diversidade e a igualdade dentro das empresas.

Veja o que você vai encontrar: 

 

Como a allyship pode ajudar na inclusão e na diversidade

A promoção da diversidade é algo que já faz parte da agenda de muitas empresas. Entretanto, as mudanças necessárias para que isso aconteça na prática tem acontecido com lentidão. Segundo um artigo da Forbes, 68% dos trabalhadores de empresas de tecnologia são brancos – e esse número aumenta para 83% em cargos de gerência. Apenas 5,3% são negros e, na liderança, a taxa cai para 2%. 

Outros grupos minoritários como hispânicos e asiáticos geralmente desaparecem no nível executivo da indústria de tecnologia. Além disso, se focarmos em gênero, menos de 7% dos profissionais são do sexo feminino. Quanto às mulheres de grupos minoritários, os resultados são ainda piores: de 2007 a 2015, houve um declínio de 15% no número de mulheres negras atuando no ramo. 

Apesar da situação não ser das melhores, o conceito de allyship, aplicado a esse contexto, pode colaborar para uma mudança no cenário. 

O que é allyship

Como o próprio nome já diz, o conceito de allyship tem a ver com a criação de alianças dentro das empresas como uma forma para  promover a inclusão de pessoas que fazem parte de grupos minoritários. 

Um aliado nada mais é que alguém que dá apoio e suporte a um grupo que não é o seu (em termos de identidade racial, gênero, orientação sexual, etc.). Aliados são pessoas capazes de reconhecer as condições de desvantagem sofridas por esses grupos e promover ativamente uma cultura de trabalho mais inclusiva, justa e acolhedora. 

A ideia é que grupos ditos “privilegiados” em determinado contexto – como homens brancos na indústria de tecnologia – possam ser aliados dos grupos que, por sofrerem algum tipo de discriminação e opressão estrutural, não tem as mesmas oportunidades dentro desse universo. 

Em suma, criar alianças envolve o desenvolvimento de um senso de responsabilidade por parte dos grupos privilegiados e a construção de relacionamentos interseccionais que tenham por base a cumplicidade e a confiança. 

Como se tornar um aliado

Mas, para ser um aliado, não basta compreender as condições de desvantagem em que o outro se encontra. É preciso também se comprometer a apoiar  sempre que preciso, tomando determinadas medidas e ações, como por exemplo:

  • o desenvolvimento de escuta ativa;
  • ter empatia para entender as experiências de vida de outras pessoas; 
  • estar ciente de preconceitos implícitos e desigualdade estruturais;
  • criar e/ou compartilhar oportunidades de trabalho que priorizem as minorias;
  • usar linguagem inclusiva ou neutra.
 

Além disso, é importante atentar para comportamentos inadequados e até mesmos ofensivos no  ambiente de trabalho. Na maioria de vezes, o preconceito atua de forma velada. Chamar a atenção sobre um comportamento ou comentário inapropriado pode ajudar  outras pessoas a entender melhor como sua própria forma de agir está errada e para que isso não volte a se repetir. 

Diversidade começa no board

Promover a diversidade e a igualdade de gênero pode ser uma tarefa difícil, dado que as empresas precisam vencer preconceitos estruturais que dizem respeito a forma como nos organizamos enquanto sociedade. E, se é complicado superar a discriminação de raça, gênero, idade e orientação sexual na própria formação das equipes, quando olhamos para a composição do corpo diretor das empresas o cenário é ainda mais alarmante. 

De acordo com um relatório da Deloitte, em 2018, somente 22,5% dos cargos de liderança nas empresas da Fortune 50 eram ocupados por mulheres. Já a porcentagem de pessoas negras nesses postos era de apenas 16,1%.

Mas, segundo a própria consultoria, essa situação vem mudando, ainda que lentamente. De acordo com Keith Meyer, consultor da Allegis Partners (que auxilia empresas na escolha de novos executivos C-level), “atualmente, quase todo conselho diretor tem o intuito de se tornar mais diversificado”. 

É verdade que algumas ações vêm sendo tomadas para tentar equilibrar a balança. Recentemente, David Solomon, CEO da Goldman Sachs, afirmou em entrevista à CNBC que o banco de investimentos não vai auxiliar a oferta inicial de ações de empresas que não “demonstrem diversidade em seu conselho de administração”. Ou seja, as empresas precisarão ter pelo menos um integrante de grupos minoritários compondo o board, particularmente mulheres. 

De forma geral, podemos dizer que empresas que possuem um corpo diretor mais diverso tendem a refletir isso em todas as áreas do negócio, atuando assim na promoção de um ambiente de trabalho mais respeitoso, com processos justos de divisão de tarefas e responsabilidades,  onde todos são ouvidos. 

A seguir, veja  algumas dicas do que você pode fazer, enquanto líder, para promover a diversidade e a igualdade de gênero, e auxiliar na formação de alianças na sua equipe ou na sua empresa. 

Ofereça programas e treinamentos

Adote programas baseados em diversidade e inclusão, como  palestras com especialistas no assunto. Você também pode distribuir cartilhas e outros materiais com pesquisas e dados que apresente as ações que a empresa está fazendo para mudar esse quadro de desigualdade, adotando o discurso da allyship. 

Experimente diferentes métodos de recrutamento

Para compor equipes mais diversas, é essencial experimentar novas formas de seleção e recrutamento. Uma das ações adotadas na allyship consiste em oferecer vagas que tenham como prioridade a contratação de minorias. Você também pode fazer parceria com organizações que facilitam a inclusão desses grupos e que fornecem às empresas perfis compatíveis com as vagas em aberto.

Adote um programa de mentoria reversa 

O ageísmo também é uma forma de preconceito e precisa ser combatido. Segundo relatório da Fairygodboss, 28% das pessoas com idade acima de 40 anos já enfrentaram algum tipo de discriminação devido à idade no ambiente de trabalho. 

A mentoria reversa pode ser um bom ponto de partida para integrar as diferentes gerações e criar novas alianças. Neste tipo de programa, um colaborador mais jovem assume o papel de mentor, trabalhando em conjunto com um colega mais velho, ajudando-o em tópicos com os quais os mais novos são geralmente mais familiarizados, como, por exemplo, novas tecnologia e ferramentas digitais. 

Para os colaboradores mais jovens, a experiência representa uma oportunidade de desenvolvimento, enquanto que para os mais velhos é uma chance de obter novas perspectivas sobre as coisas. 

Uma ferramenta para colocar todos na mesma página

Conforme vimos nesse artigo, as empresas devem concentrar seus esforços para suprir desigualdades estruturais, formando equipes mais diversas e construindo relações igualitárias. 

Mas, para que todas as pessoas da equipe possam trabalhar de forma colaborativa, é fundamental que todos  estejam na mesma página. E, para isso, você pode contar com o Runrun.it, uma ferramenta de gestão completa para times e gestores. Na plataforma, você vai conseguir visualizar o todo, dos projetos e clientes, os gargalos, e também o impacto do seu trabalho no time. Teste grátis: http://runrun.it

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