Seu projeto de TI está pronto para o sucesso? A resposta depende de uma boa análise de requisitos

Seu projeto de TI está pronto para o sucesso? A resposta depende de uma boa análise de requisitos

O que veio primeiro, o ovo ou a galinha? No caso de empresas de TI, essa pergunta é fácil de responder: a galinha. Isso, claro, se assumirmos que essa galinha é representada pela demanda a ser resolvida por um software – que seria o ovo. Porque não faz sentido desenvolver um sistema para só depois descobrir os problemas que ele vai resolver, certo? Os desafios vêm primeiro; e, para se estabelecer com exatidão o que o software deverá fazer para solucioná-los, é indispensável que se realize uma aprofundada análise de requisitos.

Certo! Mas o que são requisitos?

Trata-se de um termo técnico da indústria de TI. Requisitos são o conjunto de necessidades estabelecidas por um cliente ou por um usuário para definir a estrutura e o comportamento de um software que esteja sendo desenvolvido.

Como requisitos, podemos citar todos os processos, os dados a serem gerados pelo sistema, as restrições operacionais, as pessoas que irão utilizá-lo. Também são consideradas requisitos as formas como esses aspectos vão se relacionar entre si. Em outras palavras, cada requisito é uma premissa para que o software possa cumprir seus objetivos básicos, que são:

  • Permitir que o cliente/usuário resolva os problemas relacionados ao negócio;
  • Atender às necessidades ou às restrições da organização ou dos outros módulos do sistema.

 

Tipos de requisitos

De acordo com a literatura de TI, há duas espécies de requisitos: diretos e indiretos. Os diretos são chamados também de funcionais, por serem relacionados a diferentes funcionalidades que o cliente/usuário deseja que o sistema realize. A descrição do requisito direto deve especificar detalhadamente o que se espera que o sistema ou faça, sem a preocupação de como esse sistema será construído.

Já os requisitos indiretos ou não funcionais referem-se às qualidades globais do software. Entre essas qualidades, podemos citar a facilidade de manutenção, a segurança, a facilidade de utilização, a acessibilidade e o desempenho, entre outras.

Em suma, os requisitos devem deixar claro o que o sistema deve fazer, bem como o que ele não deve fazer, sem especificar o como fazer.

Alguns exemplos ajudam

Claro. São exemplos de requisitos funcionais os seguintes:

“o software deve possibilitar o cálculo dos gastos diários, semanais, mensais e anuais com pessoal”;
“o software deve emitir relatórios de compras a cada quinze dias”;
“os usuários devem poder obter o número de aprovações, reprovações e trancamentos em todas as disciplinas por um determinado período de tempo”.

E exemplos de requisitos indiretos:

“a base de dados deve ser protegida para acesso apenas de usuários autorizados”;
“o tempo de resposta do sistema não deve ultrapassar 30 segundos”;
“o software deve ser operacionalizado no sistema Linux”;
“o tempo de desenvolvimento não deve ultrapassar seis meses”.

 

E o que é a análise de requisitos?

Está no Manifesto Ágil: “aceitar mudanças de requisitos, mesmo no fim do desenvolvimento. Processos ágeis se adaptam a mudanças, para que o cliente possa tirar vantagens competitivas”.

Ou seja, para serem bem sucedidos, os envolvidos em um projeto de TI devem ficar atentos a todos esses aspectos. Devem realizar uma análise de requisitos, que é o processo de observação e levantamento dos elementos do ambiente em que o software será implantado.

Essa análise envolve a identificação de todas pessoas que terão contato com o software – quer seja um contato operacional ou para o fornecimento de informações relevantes para o seu desenvolvimento. Também devem ser checadas todas as atividades que estão envolvidas no sistema: quem faz, por que se faz, possibilidade de outras formas de realização, e por aí vai.

Como realizar a melhor análise de requisitos

De acordo com esta matéria do portal iMasters, o primeiro passo para uma análise bem sucedida é a especificação correta dos requisitos. Que devem ser:

– Claros e sem ambiguidades
– Completos
– Corretos
– Compreensíveis
– Consistentes
– Concisos
– Confiáveis.

 
Especificados os requisitos diretos e indiretos, você terá uma lista para realizar a análise. Durante essa análise, os requisitos devem ser detalhados – isso pode resultar no surgimento de novos requisitos, bem como no desmembramentos de requisitos complexos.

Nesta etapa, para agilizar o procedimento, procure detalhar o suficiente para que a equipe entenda os problemas a serem resolvidos. Mas não peque pelo excesso; você não precisa descrever cada requisito nos mínimos detalhes – principalmente os mais comuns. Atenha-se a detalhar aqueles que são nebulosos, tanto para a equipe de desenvolvimento quanto para futuros usuários.

Ao término desse processo temos, o que os adeptos as técnicas ágeis chamam de product backlog ou “lista de desejos”, ou seja, tudo o que se espera do novo software.

>> Leitura recomendada: Metodologia ágil: um presente da indústria de software para todo o universo da gestão

Priorizando, organizando, verificando e validando os requisitos

Assim que a lista for elaborada e os requisitos forem detalhados, você deve se dedicar aos próximos processos:

Priorização dos requisitos: deve ser realizada pelos principais stakeholders do projeto, pois são eles que sabem o que tem mais valor para negócio, e quais funcionalidades tem mais urgência de serem colocadas logo em produção. Aproveitando a deixa, leia este nosso texto sobre gestão de stakeholders em projetos de TI.

Organização dos requisitos: a tarefa deve ser realizada pela equipe de desenvolvimento. Aqui, deve-se respeitar a priorização do passo anterior. Normalmente, a priorização dos stakeholders não leva em consideração as interdependências entre os requisitos. Assim, cabe aos desenvolvedores e o gerente do projeto identificar essas dependências e ajustar a ordem das tarefas para que os módulos entregues sejam plenamente utilizáveis.

Verificação dos requisitos: essa etapa consiste na checagem junto aos clientes se o que está descrito no requisito é correto ou não. Também é possível identificar se os requisitos são viáveis de serem implementados.

Validar os requisitos: por fim, após a implementação, é feita a validação, onde é analisado se o que foi descrito do requisito está corretamente codificado.

Uma ferramenta para aperfeiçoar sua análise de requisitos

Quanto mais controlados e otimizados forem seus processos internos, mais tempo sobrará para você dedicar à análise de requisitos. Por isso, uma ferramenta de gestão como o Runrun.it pode ser de enorme auxílio.

Na verdade, o Runrun.it pode te ajudar em praticamente todas as etapas de uma operação, já que permite que você formalize a comunicação, controle o desempenho de seus colaboradores e mensure o tempo e os recursos investidos nos projetos. Em suma, o braço direito do gerente de projetos de TI. Experimente de graça e comprove: http://runrun.it

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