Sílvio Celestino: Como agir quando a meta não é alcançada

Sílvio Celestino: Como agir quando a meta não é alcançada

Será que você está sabendo lidar quando fracassa em um compromisso que assumiu? Ao longo da nossa carreira, somos continuamente cobrados e continuamente cobramos. Agora, estamos no último mês do ano, o mês da ansiedade para conhecer os resultados finais e desenhar novas estratégias. Por isso, esta é a melhor hora de encontrar a resposta do que fazer se a meta que a empresa estipulou não foi alcançada.

1º passo: A meta amiga

Não encare sua meta como uma inimiga a ser, como se diz, batida. Perceba que uma meta é uma chance rara, uma chance que você tem ou teve para aprender algo novo. E já que é assim, toda meta deve exigir um pouco mais do que o seu atual nível de conhecimento. Ela deve te fazer pensar nas habilidades que você já tem mas, principalmente, no que precisará aprender para chegar até ela. Além de novos conhecimentos, você terá uma chance de amadurecer emocionalmente, aperfeiçoar sua capacidade de comunicar e de cuidar da sua agenda. Você influenciará pessoas e deverá se recompor para lidar com a pressão.

2º passo: A autonomia

Nós quase nunca conseguimos escolher nossa meta já que ela é uma imposição da empresa para todos. O que isso quer dizer? Que você não pode esperar a companhia te dizer em que pontos amadurecer. Você terá que observar sozinho o que acontece no mundo, como isso influencia o país, seu mercado, sua empresa e, finalmente, sua carreira. Suas novas habilidades surgirão da incessante busca por conhecimento e assim será pelos próximos anos. Afinal, onde você estará daqui a cinco anos? E daqui a 10?

3º passo: O reconhecimento

Não alcançar uma meta não se trata simplesmente de não ser bom o bastante. Você deve saber dizer qual foi o contexto em que isso aconteceu, qual o papel dos outros e, principalmente, qual foi sua responsabilidade no resultado. Para um profissional maduro, assumir seus erros não significa se humilhar perante os líderes, ou tentar mudar os fatos. Assumir seus erros significa, acima de tudo, arcar com as consequências com responsabilidade.

4º passo: O aprendizado

Ninguém gosta de não alcançar uma meta (lembre-se: não há o que bater, mas alcançar). Alguns vão fazer de tudo para esconder a derrota, outros tentarão mudar as regras, mas os profissionais maduros buscarão a resposta: o que eu aprendi? Vão assumir sua responsabilidade, vão aceitar as consequências e, o mais importante, vão seguir em frente, com um novo olhar – mais experiente.

Por experiência própria

Lembro-me de uma negociação, em 1992, no valor de R$ 4,8 milhões que perdi para um concorrente. Foi minha primeira derrota amarga em vendas – eu vendia projetos computacionais de alta complexidade. A falta daquela venda fez com que a empresa em que eu trabalhava não cumprisse os números estabelecidos para o ano. O presidente se demitiu, e eu também. Fiquei noites sem dormir, pensando no que mais poderia ter feito. Mais do que difícil, essa foi uma experiência crucial para a minha carreira de empreendedor. E, apesar das outras derrotas, percebo o quanto aprendi a cada meta estabelecida.

 “Leia outras colunas do Sílvio Celestino”

 

silvio_celestino_blog

*Sílvio Celestino é colunista do Blog do Runrun.it, autor do livro Conversa de Elevador – Uma Fórmula de Sucesso para sua Carreira e sócio-fundador da Alliance Coaching. @silviocelestino.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>