Contra o machismo no trabalho e na sua vida

Contra o machismo no trabalho e na sua vida

Se você acredita que a desigualdade de direitos e de representatividade entre mulheres e homens no trabalho não vai diminuir tão cedo, vai gostar do InHerSight. Lançado em 2015, o site é o primeiro medidor do machismo no trabalho, em grandes empresas. A partir de um teste, profissionais de países como EUA, Reino Unido, Austrália e Canadá podem avaliar seu ambiente de trabalho e dizer se sofrem discriminação de gênero. Assim, a reivindicação para que as mulheres tenham uma carreira bem-sucedida, desenvolvendo suas habilidades, alcançando cargos mais altos e harmonizando tudo isso com a vida em família, ganha um aliado.

O objetivo do InHerSight é dar visibilidade ao problema que afeta as mulheres do mundo todo. Os dados coletados são públicos e servem para informar quem vai começar em um novo trabalho, mas, acima de tudo, são um ponto de partida para o debate sobre a responsabilidade das empresas em aprimorar suas políticas para acabar com práticas sexistas e discriminatórias. Ursula Mead, a criadora do projeto, é mãe e trabalha em período integral no setor de tecnologia financeira. Em reportagem do jornal El País, ela diz que tenta refletir como as mulheres se sentem quando essas políticas são aplicadas. “Se uma empresa oferece X semanas de licença-maternidade, mas as mães se veem pressionadas a ficar fora por menos tempo, temos um problema”, diz.

 

1. Estatísticas contra o machismo

Segundo levantamento feito pelo Fórum Econômico Mundial (FEM), só no ano de 2095 a igualdade de gênero no trabalho será mundialmente atingida. De acordo com a Central Mulheres, base de dados criada pela curadoria de conhecimento Inesplorato em parceria com a Avon, no Brasil

– Os homens ganham em média 27,1% a mais que as mulheres;
– Entre 2000 e 2010, enquanto o salário médio dos homens subiu 2%, o das mulheres diminuiu 3,2%;
– Só 23% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres;
– Apenas 14% dos CEOs são mulheres.

Mas há esperança, porque

– De 2005 para 2011, houve um aumento de 12,6% na proporção de companhias no país com mais de uma mulher no conselho diretor;
– No mesmo período, a evolução do preço das ações de empresas com mulheres em altos cargos foi em média 26% melhor do que a de empresas exclusivamente masculinas;
– Nos últimos dez anos, o número de engenheiras aumentou em 333%. No entanto, o ambiente hostil que muitas vivenciam em seus postos de trabalho, e em setores como ciência, tecnologia e engenharia, resulta em 50% dos casos de abandono do emprego.

 

2. O case de sucesso do Google

O Google é uma das empresas que, segundo as usuárias do InHerSight, tratam as mulheres da forma mais justa, com nota média 4,8 de 5 em iniciativas que promovam o bem-estar das mulheres, 4,7 em condições para ser mãe, 4,1 em satisfação com o salário e 3,9 em igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. Seu ponto fraco é a representação feminina em cargos da alta direção, em que a nota é 2,9. Com nota 3,5 em oportunidades de cargos de gestão para mulheres, o Google passou a evoluir neste aspecto desde procurou entender por que as mulheres não estavam atingindo cargos mais altos e, portanto, melhores salários. Afinal, quando surgem vagas, qualquer um poder se candidatar a uma promoção. Mas era justamente esse sistema voluntário o problema, conta Laszlo Bock, vice-presidente sênior de Gestão de Pessoas.

Bock, porém, tomou conhecimento de dois estudos sobre a desigualdade de gênero nas escolas e nos negócios. Ainda que uma maior taxa de precisão e de grandes ideias, as meninas não levantam a mão tanto quanto os meninos para responder a problemas de matemática, e as mulheres não oferecem suas ideias tanto quanto os homens em reuniões de negócios. Foi então que, em um experimento, Alan Eustace, um dos chefes de engenharia, enviou um e-mail para sua equipe contando de ambos os estudos e lembrando que era época de se candidatar para promoções. Imediatamente, o número de aplicações das mulheres subiu e o número de engenheiras promovidas foi maior do que o de engenheiros. Eustace passou a enviar o e-mail por vários dias seguidos, exceto um, e foi exatamente nesse dia em que o número de candidaturas femininas despencou.

A mensagem era clara. Demonstrar às mulheres que a sua insegurança – fomentada pelo machismo que sofreram durante a vida inteira – barrava seu caminho brilhante já corrigia parte do problema.

 

3. Como promover a igualdade no seu trabalho

a) Informe-se. Na sua empresa, as mulheres têm oportunidades de subir de cargo? Têm condições para conciliar a maternidade e o trabalho? Há mulheres assumindo papéis de direção na cúpula da empresa? Peça por essas informações e tenha uma conversa com seus gestores de RH para negociar um plano de medidas pela igualdade de gênero.

b) Envolva. O ideal é que não só você, mas um grupo de colegas participe da mesma reivindicação. Que tal marcar um bate papo coletivo, no almoço ou no happy hour, para esclarecer o tema da desigualdade ao time? Com todos conscientizados, reúna as estatísticas e alternativas que você viu aqui e em outros estudos disponíveis online para aumentar as chances de ter uma providência tomada o quanto antes.

c) Manifeste-se. Se você sofre assédio sexual ou discriminação no trabalho, denuncie. Pode ser desagradável balançar o barco, mas é para o bem de todos (inclusive dos seus empregadores) que se combatem a misoginia (aversão às mulheres) e a desigualdade.

d) Prove o seu valor. Se você pode descrever seus feitos, suas habilidades e seu comprometimento com o futuro da empresa, você pode melhorar seu salário e seu plano de carreira. Isso sem falar do direito de licença-maternidade inviolável. Por isso, vá em frente e prove seu valor. Só você pode fazer isso acontecer.

 

4. HeForShe: a campanha que ganhou o mundo

A atriz britânica Emma Watson faz seu memorável discurso como embaixadora da boa vontade pela ONU, em que convida todos os homens a combater o machismo, que prejudica não só mulheres, mas eles mesmos. E ela prova o que diz.

 

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