De fundador pra fundador – uma tarde na casa de Larry Ellison

De fundador pra fundador – uma tarde na casa de Larry Ellison

*Post escrito por Antonio Carlos Soares, CEO e co-fundador do Runrun.it, originalmente publicado no Linkedin (em inglês).

 

Sobre as coisas que aprendi aproveitando uma vista de 180° de São Francisco, bebendo champagne, de pantufas, na tarde de uma quarta-feira com Larry Ellison. Sim, AQUELE Larry Ellison.

  • Sério? Como diabos o co-fundador de uma startup brasileira acabou ao lado de alguém que é, sem dúvida, o verdadeiro titã da indústria de software do mundo (dono de um negócio de US$ 200 bilhões)?

 

Mais sobre isso, abaixo. Por ora, apenas acredite que aconteceu. E aqui escrevo o que direi aos meus netos:

  • Ninguém liga para o que você está fazendo? Ótimo

Numa época em que a indústria de software já deu sua mordida na economia mundial, é difícil imaginar que nos anos 1980 investidores fugiriam ao escutar de alguém que estava desenvolvendo um software. Não hardware – SOFTWARE. Mas isso aconteceu com tanta frequência e por tanto tempo, que Larry teve que sustentar a empresa apenas com a receita do primeiro cliente. E foi esse cliente que permitiu que ele e sua equipe desenvolvessem o que veio a ser o Oracle Database Versão 2. Não a versão 1 – porque ninguém compra a primeira versão de qualquer software, certo? De fato. A primeira versão foi chamada de dois.

  • Diversidade é o segredo. E ela pode vir de lugares incomuns

Eu só me pergunto quantas noites é preciso passar codando para você chegar a discutir seus desafios financeiros com o entregador de pizza. E foi exatamente como a Oracle contratou seu primeiro gerente financeiro. A equipe de nove engenheiros estava na lama, tentando fazer o fechamento financeiro, quando a pizza chegou nas mãos de um estudante de negócios de Berkeley, que deu um show. Duplamente maravilhoso! Depois, contrataram algumas pessoas de vendas. Mesmo que Larry não soubesse nada sobre o que eles fariam na empresa (afinal, não poderiam ajudar a codar).

  • Tem de 15 a 50 funcionários? Tudo certo para 50.000

Como disse o próprio Larry, parece que a parte mais difícil da vida de qualquer empresa é enfrentar os desafios de quando ela tem de 15 a 50 funcionários. É quando o que não escala deve começar a escalar, e os processos diários passam a degringolar tanto que as pessoas passam a almejar coisas horríveis – como estrutura e processos (rs). Se você consegue superar esse limite, é muito provável que tenha sucesso.

 

Ótimo conselho de Founder2Founder (de fundador para fundador) – dado diretamente de um dos maiores fundadores da História. Isso tudo aconteceu no Founder2Founder, evento fora do comum, já que poucos executivos do alto-escalão da Oracle já chegaram a conversar frente a frente com Larry Ellison – muito menos no sofá de sua casa! A oportunidade fez parte de uma viagem do Oracle Startup Cloud Acceleration Program (OSCA, do qual participamos), que fizemos a São Francisco (Califórnia) para participar do Oracle Open World 2017. Apenas duas startups brasileiras foram convidadas: o Runrun.it e a Netshow.me.

O programa é liderado por Reggie Bradford, que fundou três empresas, sendo a última comprada pela Oracle. Pegando sua experiência como empresário, ele criou um programa que visa ajudar startups a conquistar clientes, receitas e experiência em P&D (pesquisa e desenvolvimento), alavancadas pelos produtos, serviços de nuvem e o alcance da marca Oracle. Foi uma grande honra para o Runrun.it estar entre o 1% das empresas selecionadas para o programa no Brasil. Em minha opinião, este é provavelmente o programa de aceleração mais adequado para uma empresa de SaaS como a gente participar.

Com mais de 1.000 candidatos no mundo todo, o OSCA hoje tem programas em São Paulo, Bristol (Inglaterra), Paris (França), Tel Aviv (Israel), Bangalore, Delhi e Mumbai (Índia) e Singapura.

Eu não poderia terminar este post sem agradecer a liderança da Oracle no Brasil – a Rodrigo Galvão, Fernando Lemos, Marcelle Paiva e Raul Miyazaki, que estão extremamente empenhados em fazer do OSCA um grande sucesso.

Saiu na mídia sobre o Oracle Open World 2017:

  • Jornal do Comércio: Startup se credencia para vender a grandes empresas
  • PEGN: Oracle mudou de imagem ao apostar em parcerias com startups
  • IT Forum 365: Startups inspiram processo de reinvenção da Oracle

 

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