SXSW 2017: um festival de inovações – e de inspirações para sua empresa

SXSW 2017: um festival de inovações – e de inspirações para sua empresa

A cada novo ano, durante a primavera do Hemisfério Norte, o Estado do Texas (EUA) torna-se o ponto de encontro do que há de mais inovador na atualidade. Isso porque lá acontece um dos eventos mais relevantes e influentes da atualidade sobre o tema: o South by South West – ou SXSW, para os “íntimos”. Muito mais do que um evento, na verdade; um verdadeiro conglomerado deles, com festivais de música, cinema e de mídia interativa, além de conferências diversas. E vamos falar sobre as tendências deste ano que você precisa acompanhar – entre elas, claro, a economia criativa, para os novos tempos.

Mas o que é o SXSW?

É um conjunto de festivais orientado para a tecnologia e a inovação. Ele acontece anualmente na cidade de Austin, Texas. O SXSW já é um balzaquiano: a edição deste ano é a 31ª. O evento começou na última sexta-feira, 10 de março, e vai até o dia 19.

A expressão “conjunto de festivais” não é exagero: a programação do SXSW é tão gigantesca e variada, que, neste ano, envolve temas que vão desde o futuro do mercado de drones a como a educação dos filhos em tempos digitais.

O ecletismo é mesmo uma marca: o ex-vice-presidente dos EUA, Joe Biden, falou no domingo, dia 12, no mesmo palco em que o ex-Nirvana Krist Novoselic e a pop star Kesha se apresentaram. Dezenas de grandes cientistas, cineastas e profissionais de vários ramos também deixam por lá um pouco de suas visões de mundo. E, nos bares e casas noturnas da cidade, são mais de 2 mil bandas se apresentando.

Retomando o conceito de economia criativa

Como dissemos, o SXSW influencia fortemente a economia criativa. Mas vale lembrar o que é isso: o termo foi criado para nomear modelos de negócio ou gestão que se originam em atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, da criatividade ou do capital intelectual de indivíduos para gerar trabalho e renda.

É diferente da economia tradicional, de manufatura, agricultura e comércio. Porque a economia criativa foca no potencial individual ou coletivo para produzir bens e serviços criativos. E, uma vez que o SXSW reúne o que há de mais inovador, o evento se tornou rapidamente o mais importante deste campo.

Temas relevantes deste ano

De acordo com o Inc., no evento deste ano podemos destacar os seguintes temas:

1. Política

É inevitável que a política permeie o SXSW, devido ao contexto atual da administração de Donald Trump. Questões como imigração estão dominando debates por toda a cidade.

2. Inteligência artificial

Parece que todo dia há uma novidade em relação à Inteligência Artificial. A indústria desse setor está em peso no SXSW para debater uma série de tópicos, incluindo quais campos serão os próximos impactados pela IA e assuntos espinhosos, como privacidade. Nós já discutimos o lado positivo da inteligência artificial neste post do blog.

3. Desemprego gerado pela automação

Uma recente pesquisa da Forrester concluiu que 6% de todos os empregos nos EUA serão substituídos por robôs até 2021. As companhias de tecnologia, que exercerão papel central nesse processo, estão presentes no festival debatendo esse tema tão espinhoso.

Veja este nosso texto sobre quais são as tendências do mercado – incluindo a automação.

4. O espaço

A viagem espacial está se tornando mais e mais acessível graças a companhias como SpaceX, que estão encontrando formas de reduzir drasticamente os custos de voos para além da atmosfera terrestre. Essas possibilidades sensacionais estão em pauta em várias conferências que acontecem em Austin nesse momento.

E a participação brasileira?

Tanto de público em geral como de empresas, a presença nacional no SXSW deste ano será massiva. 2017 é o ano em que o país terá a maior delegação em uma perspectiva histórica – disputando o primeiro lugar com o Reino Unido.

Até a última quarta-feira, 8, eram 1.035 brasileiros inscritos. E a presença do nosso mercado é ainda mais robusta em termos de negócios. A Apex (A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) leva sua maior delegação desde que começou a participar do evento, em 2014.

São 62 empresas de vários setores e uma agência de negócios intensa. “Além de o SXSW ser uma plataforma de promoção de imagem e reunir players importantes que atuam na economia criativa, os EUA têm se destacado como mercado com oportunidades para serviços ligados ao audiovisual e artes contemporâneas”, diz Christiano Braga, gerente de exportação da Apex, nesta matéria do Meio&Mensagem.

Audiovisual e educação

Para o Brasil, haverá novidades no campo do audiovisual no SXSW deste ano. Pela primeira vez, será promovido o “Brazilian Directors Showcase”, um encontro de produtores brasileiros com potenciais clientes internacionais.

Outro tema em que o Brasil terá destaque é a educação. O Centro Universitário Belas Artes de São Paulo está no evento representada por Alexandre Kuroda, arquiteto e professor do curso de Arquitetura e Urbanismo, com o painel “From Mud Cracks to Buildings: Endemic Interstices”. O arquiteto falará sobre processos computacionais na elaboração de modelos de arquitetura. “As ferramentas computacionais abrem um mundo de possibilidades em arquitetura e design”, afirma Kuroda ao M&M.

Economia criativa (e colaborativa) para construir carros autônomos

Este artigo do Propmark traz a cobertura de uma palestra realizada no dia 12: a de George Otz, fundador da comma.ai, intitulada “The Real Future of Self-Driving Cars” (“O futuro real de carros autônomos”).
Na conferência, Otz conta de sua companhia, que começou desenvolvendo um software open source que permite embutir a tecnologia de piloto automático da Tesla em carros antigos.

George Otz parte do pressuposto que carros autônomos são sistemas inteligentes, que tomam decisões baseadas em aprendizados – que, por sua vez, são constantemente enriquecidos com novos dados. Assim, ele afirma, quanto mais dados houver, mais correto o sistema será. Menores, portanto, serão os índices de erro, o que neste tipo de indústria é vital (literalmente).

Mas e a economia colaborativa?

Certo, até aí estávamos no território de IA. Ocorre que, para que aconteça esse aprimoramento do sistema, será necessário que os motoristas captem, em tempo real, em vídeo, o que acontece na rua ou estrada que eles estão percorrendo. E quem melhor faz isso é o Uber, que justamente usa a sua rede de motoristas para captar essas imagens em vídeo, atreladas aos dados de navegação dos mapas.

O objetivo de Otz é entrar nesse esquema. A comma.ai deverá ser a segunda em pouco tempo por meio de um programa colaborativo, que incentiva as pessoas a usarem um app da marca que capta os seus dados de direção em troca de pontos que, quando acumulados, podem ser trocados pelos produtos desenvolvidos pela empresa.

Assim, além da economia colaborativa, a empresa se vale da gamificação para buscar ter o controle de uma grande rede que capta o maior número possível de dados de pessoas dirigindo. Com isso, pretende auxiliar no desenvolvimento de um sistema de carros autônomos mais eficiente e menos propenso a erros.

Inovação lá, inovação aqui

Já que estamos falando de tendências de inovação e criatividade, aproveite também para conhecer ferramentas que organizam outras áreas da sua gestão e aumentam seu desempenho como gestor, gerando mais colaboração e melhores resultados.

Ferramentas como o Runrun.it, que realizam a gestão de projetos e tarefas por meio das gestão das pessoas. Com ele, você organiza seu trabalho, motiva sua equipe e otimiza a relação com seus clientes. Experimente gratuitamente e descubra: http://runrun.it.

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