71 erros de português que precisam sumir dos seus e-mails

71 erros de português que precisam sumir dos seus e-mails

Escrever um e-mail não deveria ser uma coisa tão penosa. Não deveria ser aquele momento em que você excomunga o idioma porque hesita entre uma e outra forma de grafar as palavras. Não deveria ser como assumir um risco. Acima de tudo, não deveria ser um novo 7 a 1 todos os dias. Por isso, preparamos uma lista com os 71 erros de português e dúvidas ortográficas mais comuns em e-mails! Mais do que esclarecer suas dúvidas, você vai se espantar com algumas expressões que usa, mas que estão fora da norma gramatical. Guarde esta lista, caso se esqueça de algo, e aproveite para a compartilhar com seus colegas! Ah, aproveite também para ler este artigo sobre o substituto do e-mail: o software de gestão do trabalho. Já ouviu falar? Empresas do mundo todo estão substituindo o e-mail por essas ferramentas, e transformando a maneira como as pessoas trabalham.

a) Depende do contexto

1. Ao invés de / Em vez de

“Em vez de” é usado como substituição. Ex: São Paulo em vez de BH.

“Ao invés de” é usado como oposição. Ex: Grande ao invés de pequeno.

2. De encontro a / Ao encontro de

“Ao encontro de” expressa harmonia. Ex: Obrigada! Sua ajuda veio ao encontro do que eu precisava.

“De encontro a” expressa embate. Ex: Brigaram porque a opinião dele ia de encontro ao que ela acreditava.

3. Através de / Por meio de

“Por meio de” é o mesmo que “por intermédio”. Ex: Conseguimos por meio de muito trabalho.

“Através de” expressa a ideia de atravessar. Ex: Olhava através da janela.

4. Em princípio / A princípio

“A princípio” equivale a “no início”. Ex: A princípio, achei que não seria capaz.

“Em princípio” equivale a “em tese”. Ex: Em princípio, todo homem é igual perante a lei.

5. Se não / Senão

“Senão” significa “caso contrário” ou “a não ser”. Ex: Me avise, senão vou esquecer. Não fez senão o prometido.

“Se não” é usado para expressar uma condição. Ex: Se não puder, nos avise antes.

6. Retificar / Ratificar

“Ratificar” é o mesmo que confirmar. Ex: Os dados ratificaram a previsão.

“Retificar” é o mesmo que corrigir, emendar. Ex: Vou retificar os dados da empresa.

7. À medida que / Na medida em que

“Na medida em que” equivale a “porque”. Ex: Cancelamos a reunião na medida em que a negociação havia sido adiada.

“À medida que” mostra relação de proporção. Ex: A produtividade aumenta à medida que a equipe usa a ferramenta.

8. Eminente / Iminente

“Eminente” significa “excelente”. Ex: É uma professora eminente.

“Iminente” significa deverá acontecer em breve. Ex: O sucesso do projeto é iminente.

9. Bastante / Bastantes

O uso mais comum de “bastante” é como advérbio de intensidade, como “muito”. Ex: Andei bastante rápido para chegar a tempo.

Mas “bastante” também pode ser um adjetivo, sinônimo de “suficiente”, e neste caso concorda com o substantivo a que se refere. Ex: Recebo bastantes e-mails todos os dias.

10. Sessão / Seção

“Sessão” com “ss” quer dizer o tempo de um evento. Ex: Sessão de cinema, ou sessão de acupuntura.

“Seção” com “ç” quer dizer “departamento” ou “divisão”. Ex: A seção de arte moderna do museu, ou a seção de carnes do supermercado.

11. Tachar / Taxar

“Tachar” com “ch” é “censurar”, “rotular”. Ex: Foi tachado de louco.

“Taxar” com “x” é receber taxa, imposto. Ex: Grandes fortunas serão taxadas.

12. Trás / Traz

“Trás” só existe na expressão “Para trás”.

Se você está se referindo ao verbo “trazer”, lembre-se da letra z nele e use sempre “traz”.

13. Descrição / Discrição

“Descrição” é o detalhamento de algo. Ex: Não havia uma descrição clara do trabalho.

“Discrição” é a qualidade do que é discreto, não chamativo. Ex: É bom ter discrição durante a negociação.

14. Afim / A fim de 

“A fim de” indica ideia de finalidade. Ex: Irei ao evento a fim de praticar o networking.

“Afim” é um adjetivo, o mesmo que “semelhante”. Ex: Temos ideias afins.

15. Desapercebido / Despercebido

“Despercebido” significa “sem atenção”. Ex: A mudança passou despercebida.

“Desapercebido” significa desprovido, desprevenido. Ex: Estava desapercebido de dinheiro.

16. De mais / Demais

“Demais” significa “excessivamente”. Também pode significar “os outros”, na expressão “os demais”.

“De mais” se opõe a “de menos”. Ex: Uns têm privilégios de mais; outros de menos.

17. Tão pouco / Tampouco

Tampouco corresponde a “também não”, “nem sequer”. Ex: Ele não fez o que pedi, tampouco o que você pediu.

Tão pouco corresponde a “muito pouco”. Ex: O fim de semana foi delicioso, mas durou tão pouco.

18. Mau / Mal

Mal opõe-se a bem. Ex: Acordo mal-humorada. Estava malfeito.

Mau opõe-se a bom. Ex: Hoje é um mau dia para conversarmos.

19. Obrigado / Obrigada

Homens dizem “obrigado”. Mulheres dizem “obrigada”.

20. Descriminar / Discriminar

“Discriminar” significa “separar” e também “discernir”. Ex: Discriminar por orientação sexual é desprezível. As notas fiscais já foram discriminadas.

“Descriminar” significa “inocentar” e também “descriminalizar”. Ex: A juíza descriminou o réu.

21. A cerca de / Acerca de

“Acerca de” é o mesmo que “a respeito de”. Ex: Deveríamos discutir mais acerca de política. Já “a cerca de” indica aproximação. Ex: Moro a cerca de 3Km daqui.

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b) A forma correta é a segunda

22. Responder o e-mail / Responder ao e-mail

Lembre-se que o sentido é “dar resposta a alguém”, portanto, sempre acompanha a preposição “a”.

23. Seguem as imagens em anexo / Seguem anexas as imagens

Para a maior parte dos linguistas, é preferível adotar a expressão “no anexo”, ou ainda, usar a palavra “anexo” como adjetivo, concordando com número e gênero do substantivo a que se refere. No exemplo, o substantivo “imagens” está no feminino e no plural, gerando, portanto, “anexas”.

24. Visar o objetivo / Visar ao objetivo

O verbo visar, no sentido de almejar, pede a preposição “a”. No entanto, quando ele está junto de outro verbo, dispensa-se a preposição. Ex: Visamos viajar para o exterior este ano.

25. Precisar de fazer / Precisar fazer

Assim como o verbo anterior, “precisar” só vem junto da preposição “de” quando há um substantivo. Ex: Precisamos de mais foco. Precisavam tirar umas férias.

26. Media a reunião / Medeia a reunião

Lembre-se dos outros verbos irregulares com final “-iar”: ansiar, incendiar e odiar. Por maior que seja seu ódio, você não diz: “Eu odio”.

27. Interviu, interviram / Interveio, intervieram

O verbo “intervir”, assim como “convir”, se conjuga como o verbo “vir”.

28. Quando dispor / Quando dispuser

O verbo “dispor”, assim como “repor”, “propor” se conjuga como o verbo “pôr”.

29. Preveu, preveram / Previu, previram

O verbo “prever”, assim como “rever”, se conjuga como o verbo “ver”.

30. Tinha chego, Tinha trago / Tinha chegado, Tinha trazido

“Chego” e “trago” só existem na expressões “Eu chego” e “Eu trago”.

31. Foi imprimido, Tinha impresso / Foi impresso, Tinha imprimido

O verbo ser pede o particípio irregular, que não termina em -do. Por isso se diz “foi impresso” e não “foi imprimido”. O verbo ter pede o particípio regular. Por isso se diz “tinha acendido” e não “tinha aceso”.

32. A curto, médio, longo prazo / Em curto, médio, longo prazo

A expressão exige a preposição “em”.

33. Por hora / Por ora

A palavra “ora” não só existe como significa “agora”.

34. Quando ver / Quando vir

“Quando vir” se refere ao verbo ver no futuro e na condicional. Ex: Quando eu te vir, vou te dar um abraço apertado! Além disso, “quando ver” não existe.

35. Eu quiz / Eu quis

A menos que você se refira a um quiz (aqui estão vários!), escreva “quis”.

36. A nível de / Com relação a

“A nível de” é uma expressão coringa, que não tem sentido próprio. Procure substituir, por ex., “a nível de Brasil” por “a nível nacional”, ou ainda melhor, por “com relação ao Brasil”. Em outros casos, a expressão é inútil. Em vez de dizer “problemas a nível de foco”, diga apenas “problemas de foco”.

37. Benvindo / Bem-vindo

Mesmo após a última reforma ortográfica, a palavra continua sendo grafada com hífen.

38. Esquecer da reunião / Esquecer-se da reunião

O verbo “esquecer” só é usado com a preposição “de” quando vem acompanhado de um pronome oblíquo (me, te, se, nos…). O mesmo vale para o verbo “lembrar”.

39. Fazem dez anos / Faz dez anos

No sentido de tempo decorrido, o verbo “fazer” só é usado no singular.

40. A dois anos / Há dois anos ou Dois anos atrás

Para indicar tempo passado, usa-se o verbo haver. O “a”, como expressão de tempo, é usado para indicar apenas tempo futuro ou distância. Ex: Falarei com o diretor daqui a cinco dias. Ele mora a duas horas do escritório.

41. Haviam muitos, Vão haver muitos / Havia muitos, Vai haver muitos

No sentido de existir, o verbo “haver” fica sempre no singular. Já nas locuções verbais, ele concorda com o sujeito. Ex: Elas haviam feito um ótimo trabalho.

42. Estamos quite / Estamos quites

“Quite” deve concordar com o sujeito a que se refere. Ex: Estou quite com você.

43. Aonde está / Onde está

“Onde” se refere a um lugar em que alguém ou alguma coisa está. “Aonde” é formado pela preposição “a”, porque indica movimento. Quem vai vai a algum lugar. Nessa mesma lógica, não existe a expressão “daonde”, pois quem vem vem de algum lugar. Existe apenas “de onde”.

44. Assistir a palestra / Assistir à palestra

O verbo assistir, no sentido de ver, exige a preposição “a”. Caso contrário, significa “ajudar”. Ex: A enfermeira assistiu o paciente por horas.

45. Admite-se vendedores / Admitem-se vendedores

Quem admite admite “algo”. Quando isso ocorre, o verbo é chamado de transitivo direto. Direto porque não há preposição entre ele e o objeto da frase, como acontece por exemplo na frase “Precisa-se de vendedores”, em que há a preposição “de”. Assim sendo, quando o verbo é transitivo direto, ele concorda com o sujeito da oração, que no nosso exemplo é “vendedores”, no plural. Portanto, “Admitem-se vendedores”.

46. Precisam-se de vendedores/ Precisa-se de vendedores

Quem precisa precisa “de algo”. Isso classifica o verbo “precisar” como transitivo indireto. Quando isso ocorre, o verbo fica no singular.

47. Implicar em retrabalho / Implicar retrabalho

O verbo “implicar” tem sentido de “requerer” e também de “acarretar” e, em ambos casos, não admite preposição.

48. Somos em cinco / Somos cinco

Não se usa a preposição “em” nessa expressão.

49. Entre eu e você / Entre mim e você

“Entre eu” só pode ser usado antes de um verbo no infinitivo. Ex.: “Passou-se um bom tempo entre eu começar o trabalho e você me ajudar.”

50. Eles tem / Eles têm

Tem refere-se à 3ª pessoa do singular do verbo “ter” no Presente do Indicativo. Têm refere-se ao mesmo tempo verbal, porém na 3ª pessoa do plural. Vêm, Convêm e Retêm

51. Chegar em São Paulo / Chegar a São Paulo

Verbos de movimento exigem a preposição “a”.

52. Preferir… do que / Preferir… a

A regência do verbo preferir é com a preposição “a” e não “do que”.

53. Meio-dia e meio / Meio-dia e meia

O correto é meio-dia e meia, pois o numeral fracionário concorda em gênero com a palavra hora.

54. Meia ansiosa / Meio ansiosa

A menos que você esteja dizendo que a meia do seu pé está ansiosa, o correto é no masculino, sempre que quiser dizer “um pouco”. No sentido de “metade”, concorde com o substantivo. Ex: Meia hora, meia xícara de chá.

55. Menas / Menos

“Menas” não existe.

56. Perca de tempo / Perda de tempo

“Perca” é verbo. Ex: Não quero que você perca sua fé em mim. “Perda” é substantivo. Foi uma perda incalculável.

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c) Abandonando pleonasmos

57. Na minha opinião pessoal = Na minha opinião

58. Repetir de novo = Repetir

59. Multidão de gente = Multidão

60. Encarar de frente = Encarar

61. Duas metades iguais = Metades

62. Preferir mais = Preferir

63. Há anos atrás = Há anos ou Anos atrás

d) Descomplicando o uso da crase

Motivo de erros de português há gerações, a crase é simplesmente quando duas letras se fundem numa só: a preposição “a” e o artigo feminino “a”.

Algumas pessoas inclusive preferem ler “à” como “a a”. Tendo isso em mente, fica bem mais fácil entender quando a crase é necessária.

Veja alguns erros:

64. De segunda à sexta / De segunda a sexta

Você está dizendo “De segunda até sexta” e não “De segunda até a sexta”. Portanto, não há duas vezes o “a”. Logo, não faz sentido haver crase.

65. Das 17 até às 18h / Das 17 às 18h

É o mesmo caso que acabamos de explicar.

66. À partir de / A partir de

Nenhum verbo exige crase antes.

67. À prazo / A prazo

Prazo é uma palavra masculina e, portanto, não acompanha o artigo feminino “a”, necessário para haver crase.

68. Refiro-me aquilo / Refiro-me àquilo

As palavras “aquilo” e “aquele”, masculinas, levam acento quando provêm da fusão do “a” preposição com a letra “a” de “aquilo”. Ex: Refiro-me àquilo que você disse na reunião ontem.

69. Disse à você / Disse a você

Não ocorre crase antes de pronome pessoais (eu, você, ele, ela, nós, vocês, eles, elas), uma vez que nenhum deles vem acompanhado do artigo feminino “a”.

70. A vista, a disposição, a beira, a espera, a base / À, à, à, à, à

Sem o acento grave, todas essas expressões são apenas substantivos.

71. Vou à Curitiba, Vou a Bahia / Vou a Curitiba, Vou à Bahia

Quando estiver se referindo a cidades e países, lembre-se: Vou a, volte de… Crase pra quê? Vou a, volta da… Crase há! No exemplo: Vou a Curitiba (porque volto dE Curitiba) vs. Vou à Bahia (porque volto dA Bahia)

e) Descomplicando os porquês

Por fim, um dos mais célebres erros de português é a confusão que se faz entre os porquês. Veja como é mais simples do que parece!

  • Sempre que a palavra “motivo” estiver implícita na expressão, use “por que”. Mesmo que não seja uma pergunta.
  • Caso haja pontuação (ponto final, de exclamação ou interrogação) após, acentue a palavra “quê”, ficando “por quê”.
  • Se é possível substituir por “pois”, use “porque”.
  • Se é possível trocar pela palavra “motivo”, use o substantivo “porquê”.

Exemplo 1: Você não sabe por que [motivo] eu fiz aquilo, e agora me pede que eu explique por quê. Mas eu não irei dizer o porquê! Ainda estou triste porque você me ofendeu.

Exemplo 2: Você fez isso porque me amava? Eu nem sei por que [motivo] eu ainda continuo com você. Eu não sei por quê. Deve ser assim mesmo, a gente nunca sabe o porquê total de continuar amando.

E-mails? Você ainda troca e-mails?

Agora que você deu um importante passo para não cometer mais erros de português em e-mails, é hora de avançar ainda mais. O número de e-mails e a forma como a troca de demandas fica desordenada provavelmente são um pesadelo diário para você e sua equipe. O fim do pesadelo está na contratação de uma ferramenta de gestão de projetos, tarefas e fluxo de trabalho, como o Runrun.it. Experimente grátis e sinta a diferença: http://runrun.it

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96 thoughts on “71 erros de português que precisam sumir dos seus e-mails

  1. Excelente! Ê sempre bom relembrar. A nossa língua é um idioma difícil, e a gramática complicada.
    Quero receber sempre, essas dicas.
    Obrigada, Raquel Ferreira.

    1. Muito obrigado, Raquel! Volte sempre, hein? Estamos diariamente produzindo textos cujo objetivo é descomplicar. Sejam questões de liderança, formas de ser produtivo, e desafios de carreira. Abraços!

      1. Parabéns, muito bom o seu texto dos 71 erros…eu incluiria também o “baseado em fatos reais”, que seria somente ” baseados em fatos” pois fatos já são reais e também que eu ouço os políticos falarem ” Senado Federal ” errado, pois não existe Senado Estadual ou Senado Municipal, portanto, dizer somente SENADO! Obrigada, Abraços!

        1. Muito bom! Ótimos exemplos de redundância. Caso venhamos a escrever um segundo post sobre o assunto, deveremos incluir esses casos que você citou. Obrigado e até a próxima!

          1. Sempre ouço dizer : de pé , chacoalhar em vez de : em pé e chocalhar,o chocalho não chacoalha…estou certo?
            ,

          2. Bom dia, Anselmo! As expressões “de pé” e “em pé” têm o mesmo significado. Da mesma forma, “chacoalhar” acabou se tornando aceita pela frequência de uso, como uma variação do verbo original “chocalhar”, de chocalho, como você bem notou. Um abraço!

      1. Oi Eloi,
        As expressões que você citou são sinônimos.

        O segredo é evitar os pleonasmos, por exemplo:
        Novamente outra vez = Novamente ou Outra vez

        Obrigado pela sua contribuição e volte sempre.
        Um abraço!

  2. Muito bacana todas as dicas, mas tem uma que eu mesma sempre tenho dúvida:

    Estou à disposição \ Estou a disposição

    com crase ou sem crase? (eu escrevo com crase… mas não com muita certeza)

    Abraços!

    1. Estou à disposição, com certeza.
      Tente trocar por um substantivo o masculino equivalente, como “dispor”…
      Estou ao seu dispor.
      Se leva o artigo “o” é porque é a soma de a+o =ao, sendo agora um substantivo feminino (certeza) resulta na contração de 2 “a” = à.
      Lamento que autor cima não abordou o fatídico e repugnante hábito de (principalmente) paulistas de falar “esse dai” reeferindo-se a algo parado!
      Eu quero esse dai. ERRADO!
      Eu quero esse ai. CERTO
      Tira esse dai. CERTO

  3. Não é e mail,mas um erro de português q tenho visto muito nas redes. Fico chocada vendo que muita gente não aprendeu que a Mulher diz OBRIGADA !!! Homem diz OBRIGADO!!!

    1. É isso mesmo, homens dizem “obrigado” e mulheres dizem “obrigada”. No plural, também existem: “obrigados” e “obrigadas”, embora essas formas sejam pouco vistas. Abraços e obrigado pelo comentário!

  4. Muito bom.

    Noto que hoje em dia usam eficiente e eficaz como sinônimos e da mesma maneira, atraente e atrativo. Está correto? Para mim há diferença entre elas, ainda que sutis.

    Só uma dúvida: no erro 64 está correto… “De segundo até a sexta”?

    Abraço

    1. Bom dia, Sandra! Vamos lá. Segundo o dicionário Priberam, “atraente” e “atrativo” têm o mesmo sentido. Já “eficiente” e “eficaz” ganharam conotações diferentes e hoje podemos entender “eficaz” como aquilo que atinge o resultado, mesmo que tenha havido contratempos até isso, enquanto “eficiente” é o que atinge o resultado com excelência, sem falhas no percurso. No erro 64, acabamos de corrigir! “De segunda até a sexta” era a frase correta. Abraços! E obrigado pelo comentário!

      1. Sempre pensei que “atrativo” fosse usado como “algo que desperta interesse”; ex: “o prêmio é um atrativo para os trabalhadores”. Houaiss

        E “atraente”, adjetivo, fosse usado mais para pessoas. Por exemplo: Tal pessoa é atraente.

        Hoje em dia, ouço com frequência como sinônimos, mas achei que fôsse pelo fato de ser uma adaptação livre do inglês – “attractive” .

        Obrigada.
        Abs

  5. Bom Dia , Rodrigo !

    Tenho dúvidas no ponto 23. As duas formas não estão corretas? “Em anexo”, não seria um adj.adverbial e por isso não há variação? Ex: segue a foto em anexo, seguem as imagens em anexo. Grande abraço e ótimo blog.

    1. Olá, Maura! Muito bem observado. Na realidade, é uma questão de os linguistas em geral preferirem a expressão “no anexo”. Após seu comentário, atualizamos o texto para o seguinte: Para a maior parte dos linguistas, é preferível adotar a expressão “no anexo”, ou ainda, usar a palavra “anexo” como adjetivo, concordando com número e gênero do substantivo a que se refere. No exemplo, o substantivo “imagens” está no feminino e no plural, gerando, portanto, “anexas”. Obrigado! Esperamos vê-la aqui de novo. Um abraço e obrigado pelo elogio!

  6. Nossa querida língua portuguesa, tão mal falada e tão mal escrita!
    É sempre bom rever as regras e aprimorar os conhecimentos.
    Post inteligente!
    Gostei!

  7. Muito bom rever uns conceitos e aprender outros. Mui grato.
    Seu ótimo texto merece revisão.
    1- No item 40, o exemplo final ficou só de erro.
    2- No item 45 é dito que o verbo flexiona com o sujeito, mas acaba o sendo com o objeto direto no exemplo em que o sujeito é indeterminado. Seria com o sujeito na voz passiva? Vendedores são admitidos por alguém ou algo (uma empresa?). Nesse caso tive professores com opiniões contrárias uns aos outros.
    Obrigado!

  8. Com relação a diferença entre a palavra “mas”ou “mais”. No meu entender mais é usado para adição e “mas” é no sentido de porém. Artistas, jornalistas, deputados, até intelectuais percebo que usam a palavra “mais” para o sentido de porém, quando deveriam usar o”mas”

    1. É isso mesmo, Walkiria! Na hora de falar, acabamos pronunciando “mais” quando queremos dizer “mas”. No entanto, para escrever, é preciso ter atenção porque têm sentidos diferentes. Um abraço

  9. Olá Rodrigo,

    Muito legal a sua iniciativa.
    Proporcionar essa orientação neste mundo cada vez mais digital é fundamental!
    Não sou um exímio escritor, mas me esmero em escrever corretamente e principalmente transmitir o que está sendo escrito.
    Vez ou outra tenho o desprazer em ler textos que não dá para entender nada, isso sem contar com os gritantes erros gramaticais e de concordância.
    Se me permitir, vou compartilhar no meu Facebook aberto, no “SIMPLES ASSIM…” que é um grupo fechado, como também, no Face da Softway que disponibiliza um Perfil Comportamental denominado “PMP – Pesquisa Motivacional e de Positividade”, que você poderá ver em http://www.softway.inf.br/pmp disponível para todos.
    Fico no seu aguardo para poder compartilhar.
    Sucesso e um abraço,
    Richard

    1. Olá, Richard! Fique à vontade para compartilhar. Quanto mais pessoas tirarem suas dúvidas de português, menos recusa e medo haverá em relação à escrita. Muito obrigado pelo comentário! Um abraço, e espero vê-lo aqui de novo

  10. Faltou a mais recente maldição da língia que é a conjugação do verbo IR na formação do futuro composto.
    O certo é Eu vou fazer, Ela vai ver, Nós vamos comprar, Eles vão viajar e NÃO Eu irei fazer, Ela irá ver, Nós iremos comprar, Eles irão viajar.
    Queria saber de onde diabos tiram essas criações. Deve ser do mesmo poço lamacento em que nasceu o tal “risco de morte”.

    1. Boa observação, Cadmo, quanto ao uso do verbo “ir” no futuro composto. Além disso, “risco de morte” de fato não faz muito sentido, o mais coerente é dizer “risco de vida”, não é mesmo? Obrigado por comentar! Um abraço

  11. Excelente texto.
    Apenas acrescentaria expressões que são comumente escritas juntas de maneira errada, como “concerteza” e “derrepente”.

    Vejo muito isso, principalmente em comentários de posts.

  12. Olá Rodrigo! Ótimas dicas! Com relação a “outra alternativa”. O correto seria apenas “alternativa”, já que “alter” já nos remete à idéia de “outra”? Grande abraço!

  13. Muito obrigado , por essa ajuda fundamental para corrigir possíveis erros que cometemos as vêzes involuntariamente , mais que compromete nossa comunicação! Espero contar sempre com essa ajuda fundamental para reséitar a ortografia do noso vocabulário!!Gostei de verdade!

    1. Oi Selly! “Visar” neste sentido tem a ver com o fato de o banco colocar o “visto”. Portanto, vem do verbo “ver”. Assim, o correto é “visar o cheque” mesmo. Abraços e obrigado pelo comentário!

  14. Por Favor , Corrija a Resposta da Nº 70 , Não é Êrro de Grafia, é Conceitual, Veja Lá !!! Onde Está Escrito “Sem o Acento Grave, Todas Estas Expressões Seriam Substantivos”, a Correta Deveria Ser Assim : “Sem o Acento Crase, Todas Estas Expressões Seriam Substantivos” , Crase e Não Grave , Que Tem Significado Diferente do Que Necessita a Resposta, a Grafia do Acento Grave Desce Oblíqüa da Direita Para a Esquerda e Significa a Sílaba Tônica da Expressão, e a Grafia do Acento Crase ou da Crase, Como Preferem Alguns, Desce Obliqüa da Esquerda Para a Direita e Tem o Intenção de Duplicar o Som do A , Sugerindo Dois A’s Com Significados Diferentes , Dentro do Meu Parco Entendimento , e Incansável Auto-Didática , Entendo Que, Todas As Respostas Corretas da Nº70 São Com Acento Crase e Não Grave, Conforme o Escrito no Complemento da Resposta .

    1. Olá, Frank! Obrigado pelo comentário. “Crase” é o nome do fenômeno em que os dois “a” se fundem. “Grave” é o nome do acento adotado – em oposição ao agudo. Um abraço!

  15. Uma Sugestão de Inclusão de Uma de Nº72 – A Própria Palavra E-Mail Pronunciada Errada , e Se Ouve Freqüentemente No Brasil, Aquí Pronuncia-se E-Meil e a Pronuncia Correta é I-Meil, Se Aceitaria Como Correto E-Meio , Como o E Tanto Pode Significar E de Eletronic , em Inglês, Como E de Eletrônico, e Meio Indicando a Forma Como Se Remete a Mensagem , Meio = Midia , ou Mail = Correio, Portanto , ou é E-Mail (I-Meil) ou E-Meio (Meio Eletrônico) ou Correio Eletrônico.
    Que Tal ? Não é um Êrro Crasso ?
    Grato

    1. Frank, acredito que a pronúncia da palavra “e-mail” varie e alguns pronuncie com som de “e” enquanto outros com “i”. É comum que isso aconteça com palavras estrangeiras, como Facebook (que uns pronunciam como “Feicebúqui” e outros como “Fêisbuq”), Twitter (Tuíter ou Tuírer) e por aí vai. Obrigado por comentar!

    2. Frank, tu não deves usar palavras com a inicial em letra maiúscula no meio de frases, a menos que seja nome próprio, escreveu tudo errado e quer se preocupar com a pronuncia correta de palavras estrangeiras, te liga!

  16. Amei a publicação!
    Ah, como seria bom se todos se empenhassem em, no mínimo, escrever corretamente!
    p.s.: Parei no item 17. Acho que existe uma redundância ali: NEM e SEQUER tem o mesmo significado e, neste caso, ou usa-se um, ou usa-se outro.
    Se eu estiver errada, me corrija, por favor!
    Abraços,
    Zita

    1. Olá, Zita! Que bom receber seu comentário. A expressão “nem sequer” existe e tem o mesmo sentido de “nem mesmo” ou “pelo menos”. A palavra “sequer” sozinha também tem esses mesmos sentidos. Por ex: “Não vai comer sequer (nem mesmo, pelo menos) a sobremesa?”. Um abraço!

    1. Concordo plenamente com você, Gustavo. Usamos a expressão “erros de português” pelo fato de ser uma palavra-chave bastante buscada e, por isso, fazia sentido para nossa estratégia de Marketing. Neste artigo de Marcos Bagno, temos uma ótima reflexão sobre o assunto. Obrigado pelo comentário! Abraços

    1. Olá, Rosangela! Obrigado pelo comentário! “Bastantes” é sinônimo de “suficientes”. Atualizei a explicação para deixar mais clara:

      9. Bastante / Bastantes

      O uso mais comum de “bastante” é como advérbio de intensidade, como “muito”. Ex: Andei bastante rápido para chegar a tempo.

      Mas “bastante” também pode ser um adjetivo, sinônimo de “suficiente”, e neste caso concorda com o substantivo a que se refere. Ex: Recebo bastantes e-mails todos os dias.

      Um abraço!

  17. Muito bom, claro e elucidativo. Mesmo para nós, profissionais da palavra escrita, é sempre bom reler artigos como esse,, pois sempre aprendemos algo ou relembramos algo que andava meio esquecido, Gostei da iniciativa. Não sou saudosista, mas é uma pena que alguns jovens e seus textos curtos, concisos e abreviados, consequência da escrita rápida pelos WhatsApps da vida não se detenham em tema tão importante. Para falar a verdade, mesmo entre os adultos bem-formados e informados, lemos coisas de arrepiar os cabelos. Obrigada pela sua iniciativa.

    1. Brigadão pelo comentário, Fátima! Também gosto muito de conhecer as normas da língua, e reconhecer que elas se aplicam à língua escrita, mas nem sempre à falada, que é mais mutante. Espero ver você de novo por aqui! Um abraço

  18. Tenho uma dúvida no item 23:
    Quando estiver entre vírgulas, o uso de “em anexo” é permitido, pois se trata de uma locução adverbial invariável equivalente à anexamente. Ex.: “Segue, em anexo, o arquivo solicitado”. Certo?

  19. Estou desesperado atrás disso: “Gentileza imprimir o anexo…” ou “Por gentileza imprima o anexo…”; as duas formas estão certas, erradas? Obrigado.

    1. Olá, Fabricio. Tudo bem?

      “Em anexo” trata-se de um adjunto adverbial. Em geral, é o último elemento da frase. Alguns gramáticos afirmam que sempre que o adjunto adverbial vier deslocado da ordem direta da frase é necessário o uso da vírgula para marcar esse deslocamento.

      Seria correto dizer: “Por gentileza, imprimir o documento em anexo”. Ou ainda “Imprimir o anexo, por gentileza”.

      1. Olá, Juliana! Você escreveu “ ‘em anexo’ trata-se”. Até onde eu sei, “trata-se” não pede sujeito. Estarei equivocada?
        Obrigada

        1. Olá Isabel,
          Obrigado pelo comentário.
          Realmente, o verbo tratar no sentido de “diz a respeito a” não utiliza a preposição se.
          O correto no caso seria a ‘expressão “em anexo” trata de um adjunto adverbial’.
          Continue acompanhando o nosso conteúdo.
          Um abraço!

  20. No mesmo sentido da questão acima: “Favor responder a essa mensagem…”; “Por favor responda a essa mensagem…”; ou “É favor responder a essa mensagem”; Quais estão corretas?

    1. “Por favor” é uma locução adverbial com função de adjunto e como tal deve aparecer entre vírgulas, uma vez que não é um elemento fundamental da frase, ou seja, a sua supressão não altera o sentido da frase. Assim, qualquer que seja a ordem da frase apresentada, a expressão “por favor” deverá aparecer entre vírgulas:

      Está correto escrever “Por favor, responder a essa mensagem. Ou: “Por favor, responda a essa mensagem”.

      Abraço!

  21. Muito show o artigo, bem completo e direto nos maiores
    erros e que são fatais para nossa comunicação com nosso público,
    virei leitor fiel do site.

  22. ótimas explicações!! simples e fáceis.

    se me permite um complemento, há uma terceira forma de escrita ( e significado) do ítem sobre sessão:

    Cessão – escrita desse modo, significa ceder, ou seja, ato ou efeito de repartir.

    Exemplos:

    O juiz determinou a cessão da herança.

    Foi determinada a cessão das cadeiras para a ONG.

    O governo autorizou a cessão de livros para as escolas.

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