Esgotamento mental x engajamento: saiba como atingir o equilíbrio

Esgotamento mental x engajamento: saiba como atingir o equilíbrio

Você já ouviu falar sobre a síndrome de burnout no trabalho? Nem todo mundo conhece esse distúrbio que causa esgotamento mental. Pior ainda, não consegue nem identificar a chegada desse problema associado a níveis elevados de estresse no trabalho. Todos os funcionários e gestores correm o risco de sofrer com a exaustão, mesmo os altamente engajados e motivados em seus trabalhos.

A questão que fica é como encontrar o equilíbrio para manter o comprometimento e evitar excessos profissionalmente. Segundo uma pesquisa desenvolvida pelo Centro de Inteligência Emocional da Universidade de Yale, 18,8% dos profissionais apresentam altos índices de engajamento e de esgotamento mental. Além disso, 35,5% possuem envolvimento moderado, mas também revelam sinais de burnout. Os dados são preocupantes, então vamos entender melhor o que significa essa síndrome.

O que é esgotamento mental e quais são seus sintomas?

Na década de 1970, depois de constatar em si próprio, o psicólogo norte-americano Herbert Freudenberger descreveu a síndrome de burnout pela primeira vez como o esgotamento mental e físico ligado à vida profissional. O transtorno pode aparecer em diversas carreiras, como nas áreas de saúde, educação, comunicação e marketing, gestão de projetos, tecnologia da informação, direito, entre outros.

Com início ameno, esse mal é difícil de ser detectado. Contudo, a exaustão pode mostrar sintomas como dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, insônia e problemas gastrointestinais. Mais importante ainda é ficar atento a atitudes decorrentes do burnout. Ausência do trabalho, mudanças bruscas de humor, agressividade, ansiedade, isolamento e lapsos de memória são alguns exemplos.

Um artigo de Freudenberger com Gail North na Scientific American relata os 12 estágios da doença:

1. Necessidade de aprovação – precisa demonstrar seu valor constantemente;
2. Trabalho demasiado – possui dificuldade em se desligar;
3. Não dá valor a necessidades pessoais – passa a se alimentar mal, tem problemas com sono e diminui interação social;
4. Transferência de conflitos – a pessoa afetada pode ignorar problemas, mas se sente ameaçada e nervosa;
5. Troca de valores – família e amigos são deixados de lado, lazer se torna irrelevante e o foco é apenas no trabalho;
6. Negação do surgimento de problemas – a pessoa se torna intolerante, agressiva, com dificuldade no contato social, se queixa de colegas e vê o trabalho e a falta de tempo como as causas dos problemas;
7. Distanciamento – a vida social se torna pouca ou quase nula e há a necessidade de aliviar o estresse. Álcool e drogas surgem como alternativa;
8. Mudanças no comportamento – acontecem mudanças evidentes e família e amigos começam a se preocupar;
9. Perda de personalidade – não dá valor a si próprio ou a outros e não percebe suas próprias necessidades;
10. Vazio interior – sente um vazio interno e, para suprimir isso, começa a valorizar atividades prejudiciais. Acaba exagerando;
11. Depressão – se sente perdido, exausto e com futuro escuro e incerto;
12. Síndrome de burnout – pode atingir colapso físico e mental total. Requer acompanhamento médico e provável medicação.

Como diferenciar cansaço de esgotamento

Doutora em psiquiatria pela Universidade de São Paulo, Alexandrina Meleiro revela, no jornal online da USP, como distinguir um simples cansaço e identificar o esgotamento mental. “O excesso de trabalho, a pressão constante, tudo isso com a redução de funcionários, a pessoa se sente atolada e gradativamente adoece”, explica.

A psiquiatra mostra que o profissional aos poucos faz o trabalho sem a mesma dedicação, mas mecanicamente ainda realiza com eficiência. Num segundo momento, o quadro se agrava: “Perde a eficiência, cai a qualidade e também o prazer que a pessoa tinha no trabalho”.

Nesta palestra no TEDx Talks, a doutora em gestão especializada em mudanças organizacionais e burnout, Geri Puleo, comenta sobre a síndrome e a compara ao estresse pós-traumático. A especialista e professora universitária tenta auxiliar quem enfrenta o problema e quer ajudar a erradicar o esgotamento mental dos locais de trabalho.

Como evitar o burnout e manter o equilíbrio

O estresse decorrente da vida profissional e a sobrecarga estão entre as principais causas para o funcionário chegar à exaustão. Além deles, pressão exacerbada, relação com fornecedores e consumidores, problemas com colegas, isolamento e fatores pessoais podem pesar. Leia sobre a gestão de conflitos e como lidar com grosserias no trabalho.

E, normalmente, após descoberto o esgotamento mental, a pessoa necessita ficar afastada do trabalho de forma temporária para o tratamento e a recuperação. Então, é válido ficar de olho no desgaste excessivo e em momentos de tensão, como a proximidade de um prazo final, entregas para clientes e conclusão de projetos. Ter muitas responsabilidades sobre si mesmo e pouco suporte pode prejudicar o trabalhador, que vai encarar o risco de esgotamento.

Para minimizar as chances da síndrome de burnout atingir você ou a sua equipe, este artigo do Harvard Business Review explica como promover o engajamento, mas também visar o bem-estar dos funcionários.

Monitorar demandas, cobranças, necessidades, mostrar reconhecimento e dar oportunidades são passos importantes a serem dados pelos gestores. Da mesma maneira, é preciso ajustar a reorganização das atividades dos colaboradores para eles atingirem o equilíbrio físico e emocional. Entenda como um timesheet fácil de utilizar, com sistema de integração e fluxo de trabalho, pode previnir esse tipo de problema.

>> Leitura recomendada: Um por todos, todos por um: a gestão à vista como forma de engajar equipes e aumentar produtividade

Meditação e técnicas para controlar estresse e ser produtivo

Quem não quer ter uma qualidade de vida melhor, menos estresse e ficar menos suscetível a doenças, não é mesmo? Para ajudar a alcançar essas metas e lutar contra o esgotamento mental, há uma série de fatores que contribuem, além dos já citados aqui: o treinamento das habilidades dos funcionários, a construção de equipes com autonomia e harmonia, a criação de boas relações no ambiente de trabalho, assim como a adoção de horários mais flexíveis na jornada.

Vale a pena ainda incentivar a alimentação saudável e as atividades físicas. De acordo com a Associação de Ansiedade e Depressão da América, a prática de exercícios diminui a tensão, eleva o humor e melhora o sono.

A meditação também oferece benefícios comprovados à saúde e, neste texto, contamos como essa atividade pode render bons frutos a você.

Além dessas sugestões, sua equipe pode contar com a técnica de mindfulness, que ajuda a desacelerar o ritmo e evitar a ansiedade. Essa lista cita alguns aplicativos e traz detalhes sobre como a prática estimula o relaxamento e a atenção plena.

Todas essas dicas são muito úteis para controlar o desgaste, manter o corpo e a mente dos funcionários em harmonia e deixá-los produtivos no seu dia a dia. Você também pode conferir o nosso guia tudo sobre produtividade para aplicar já na sua rotina.

>> Leitura recomendada: Indicadores de produtividade e eficiência. Veja como obter:

Engajamento da equipe X Esgotamento

Os pontos positivos do comprometimento são óbvios, com maior dedicação dos funcionários, tarefas realizadas com melhores desempenhos e resultados. Porém, é importante ficar alerta a dois tipos de profissionais engajados: o harmonioso e o obsessivo. O artigo de Scott Barry Kaufman, publicado na Harvard Business Review, mostra as diferenças entre os dois.

O primeiro consegue ter controle sobre o seu trabalho, sabe que precisa se desligar para ir ao cinema ou brincar com os filhos, mantém seu bem-estar e emoções positivas. Já o segundo valoriza demais o trabalho e tem um desejo incontrolável em se envolver com sua vida profissional. Logo, o efeito é negativo, há mais conflitos entre esse forte impulso e outros aspectos da sua vida.

Um estudo recente publicado pelo Centro Nacional de Informação Biotecnológica, nos Estados Unidos, analisou dois grupos de enfermeiros no período de seis meses, em países diferentes (França e Canadá). Ficou claro que o engajamento obsessivo aumentou os riscos de esgotamento mental ou burnout, já que o comportamento não estava associado à satisfação no trabalho.

Preocupação com engajamento (ou melhor, a falta de)

O esgotamento mental pode gerar essa preocupação com o comprometimento exagerado de funcionários. Por outro lado, hoje, os gestores também precisam observar atentamente o declínio do engajamento dentro das suas equipes. O envolvimento dos trabalhadores teve a primeira queda desde 2012, segundo o Relatório de Tendências Globais de Engajamento de Empregados, desenvolvido pela empresa Aon Hewitt.

Após monitorar cinco milhões de pessoas em mil organizações no mundo, o estudo observou que o índice de envolvimento global caiu de 65% em 2015 para 63% em 2016. Só 24% dos funcionários estão altamente comprometidos e apenas 39% estão engajados de forma moderada.

Automação contra o esgotamento mental

Um software de gestão como o Runrun.it vai ajudar você a melhorar o envolvimento da sua equipe, monitorar a execução de projetos para clientes internos e externos e tornar a sua rotina mais produtiva.

Também pode contar com a ferramenta para cuidar do tempo de forma mais responsável para evitar o esgotamento mental. O Runrun.it tem uma gestão mais eficaz contra os riscos da síndrome de burnout, além de possuir uma maneira dos líderes analisarem a evolução e o desempenho dos colaboradores. Teste agora grátis: http://runrun.it

 

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