Gerenciando a criatividade com criatividade: dicas para a gestão de pessoas em agências

Gerenciando a criatividade com criatividade: dicas para a gestão de pessoas em agências

O mercado publicitário é mesmo um mundo à parte, com seus próprios pormenores – ou melhor, pormaiores. A administração de pessoal, por exemplo: como o produto final das agências depende, em grande parte, de trabalho intelectual, há questões específicas que devem ser consideradas, em comparação a outros setores. Específicas e delicadas, como ego, orgulho, vaidade, e por aí vai. Para obter os melhores resultados de um time, é indispensável que o gestor saiba administrar tudo isso. É indispensável, pois, que entenda as particularidades da gestão de pessoas em agências.

É tão diferente assim? Por quê?

Pode acreditar que é diferente. Gestores de agências têm tipos de conflitos bem particulares para resolver. Claro que muitas ferramentas e práticas corporativas de gestão de pessoas servem para uma agência, mas há um ponto específico em que a atividade se difere daquela de outros segmentos: a criatividade.

Porque, assumindo que o coração de uma agência seja o material criativo dela, temos que observar, também, que os colaboradores vão se expor. Ao apresentarem suas ideias, estão expondo seus repertórios, suas vivências, seus valores. Isso é de foro bastante íntimo, e deve-se tomar muito cuidado na forma como é gerenciado.

Ou, como bem aponta o estudioso Mateus Jacques Falcade, em sua pesquisa de mestrado sobre o tema, “os trabalhadores criativos são os principais insumos produtivos das agências de publicidade […]. E a elevada customização dificulta a padronização do trabalho bem como a substituição de trabalhadores. Assim, a retenção de trabalhadores-chave é fundamental para a consecução dos objetivos de uma agência”.

E para te ajudar a administrar melhor esse material criativo, vamos compartilhar agora algumas dicas de gestão de pessoas em agências.

Não confunda o tempo para criar com a falta de comprometimento

A gestão de pessoas em agências está muito ligada à gestão de inovação. É um constante desafiar a si próprio, superar-se. Assim, a cada nova campanha, o criativo está sujeito à chamada “barreira de criatividade”, que ele precisa transpor para cumprir com os objetivos esperados.

É uma baita pressão, sem dúvida, e é preciso respeitar o tempo de cada colaborador — dentro dos limites do projeto, claro. No entanto, é bem provável que você saiba do que falamos – e que, como um criativo, entenda como essa barreira pode afetar a produtividade. Mas é fundamental que você não confunda isso com falta de motivação ou de comprometimento com a agência. Caso você leve para este lado, a situação pode piorar.

Mudar o foco para arejar as ideias

Uma saída para quebrar essa barreira é colocar o colaborador para trabalhar com outro projeto. Mudar o foco, por um tempo, porque isso ajuda a oxigenar as ideias e retomar o processo criativo.

Outra boa dica para contornar a questão é incentivar o trabalho em conjunto. Se um colaborador passar por uma fase de retraimento, o restante do time pode motivá-lo. Vale a pena incentivar essa prática.

Entenda, também, que alguns projetos podem demandar mais tempo que outros. Uma campanha de mídia impressa para um cliente antigo da casa muito provavelmente sairá mais rapidamente do que uma concorrência para um potencial novo cliente.

>> Leitura recomendada: Job rotation: o que é e como implementar na sua empresa

Feedbacks são indispensáveis

Pelo fato de envolver trabalho criativo, os feedbacks, na gestão de pessoas em agências, são ainda mais importantes do que em outros ramos. Jamais deixe de dá-los, para bem e para mal. Se a campanha foi elogiada pelo cliente, compartilhe com todo o time.

Caso o feedback seja negativo, encontre formas de comunicá-lo diretamente ao colaborador envolvido, de forma reservada. Expô-lo diante de toda a equipe pode agravar ainda mais a questão da barreira, mencionada ali em cima. Além de trazer outros contratempos indesejados.

O objetivo mais importante, aqui, é o de manter um diálogo constante, abrindo espaço para opiniões e direcionando os feedbacks para valorizar o trabalho da equipe. Com a iniciativa, você terá funcionários mais engajados, trabalhando com mais satisfação e conforto em relação aos líderes. Em termos de produtividade, os resultados certamente serão melhorados.

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Organize os processos para avaliar a produtividade

O time de uma agência de publicidade precisa cuidar de muitas tarefas. Além da produção criativa, há a administração do atendimento aos clientes, o controle de prazos para entrega dos trabalhos pelo tráfego e até a prospecção. Por isso, organizar-se como gestor é essencial para que sua agência consiga exercer várias tarefas sem perder a qualidade no produto final.

Para auxiliar nessa prática, você pode contar com uma ferramenta de gestão. Como o Runrun.it, que traz uma abordagem prática e direta para os principais desafios que a empresa enfrenta no dia a dia.

Com ele, você formaliza a comunicação na sua agência, controla o desempenho e a entrega das pessoas e, mais importante, mensura o tempo investido nos projetos Assim, você mapeia os custos, entende onde pode-se diminuir despesas e aumentar esforços, e muito mais.

Na hora de motivar, deixe que o time se rebele

A italiana Francesca Gino, professora de Business Administration em Harvard, tem uma teoria tão polêmica quanto interessante: partindo do princípio que somos “acomodados” e mesmo “reprimidos”, ela defende que gestores estimulem a rebelião de seus comandados.

“As organizações, de forma consciente ou não”, afirma Gino, “impelem seus funcionários a reprimir boa parte de sua personalidade na porta de entrada do escritório. Quem paga preço são ambos os lados: o engajamento cai, a produtividade cai, e também cai a inovação da empresa”.

Então, ela dá algumas dicas para que isso não aconteça. Recomenda “deixar que as pessoas sejam o que elas são”, “dizer qual trabalho deve ser feito em vez de dizer como fazer”, “deixar as pessoas resolverem problemas de seus próprios modos”, e por aí vai.

Neste artigo, você encontra todas as dicas de Francesca Gina para motivar sua equipe de forma diferente.

Incorpore essas iniciativas à cultura da sua agência de publicidade

Por último, vale lembrar que líderes criativos precisam, acima de tudo, desenvolver habilidades de relacionamento com a equipe. As práticas sugeridas acima contribuem com isso, e devem ser reconhecidas como um princípio interno da agência. Devem fazer parte da cultura.

Um ambiente saudável, dinâmico e descontraído contribuem para que as ideias fluam naturalmente, e para que a inovação seja uma constante no dia a dia da sua agência.

>> Leitura recomendada: As tendências globais de gestão de pessoas, segundo Deloitte e McKinsey

Webinar para você organizar a gestão de pessoas em agências

Como já citamos aqui, o Runrun.it pode ser usado por todas as áreas da empresa, do financeiro (para receber os dados registrados no sistema) à operação (para organizar o trabalho, melhorar a relação com os clientes e fornecer dados confiáveis à administração da agência).

Para conhecer mais sobre como o Runrun.it pode melhorar a gestão de pessoas em agências, não perca este webinar sobre o uso da ferramenta em agências.

Eis alguns temas que serão abordados:

– Como distribuir as demandas por área (atendimento, tráfego, criação);
– Como acompanhar as campanhas;
– Como mapear custos dos clientes;
– Como fazer o controle do desempenho dos profissionais;
– Como melhorar o fluxo de trabalho (identificação de gargalos e ação de melhoria).

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