A hiperconectividade é quase inevitável. Mas não precisa ser tão ameaçadora

A hiperconectividade é quase inevitável. Mas não precisa ser tão ameaçadora

É bem provável que você já tenha experimentado o seguinte exercício: ficar por um certo tempo sem mexer no celular ou em qualquer dispositivo — totalmente desconectado(a). Mas não foi nada fácil, certo? Nossas mãos buscam os dispositivos quase como por meio de espasmos, sem que as controlemos. E, quando menos percebemos, lá estamos nós com o celular nas mãos, espiando as redes sociais, vendo notícias, checando e-mails, conferindo mensagens instantâneas… enfim, lá estamos nós rendidos à hiperconectividade.

A julgar pelos avanços, sobretudo da tecnologia mobile, é um caminho sem volta. É claro que os benefícios tendem a ser muito maiores do que os riscos — aqui mesmo você encontra muitos artigos sobre como as inovações impactam positivamente as nossas vidas e a gestão de empresas. Alguns exemplos são este sobre inteligência artificial; este sobre edge computing; e este sobre automação de processos.

No entanto, é preciso atentar para o outro lado da moeda. A hiperconectividade traz, sim, sérios riscos em diversos aspectos — e, para qualquer gestor(a), a perda de foco pode ser o mais ameaçador. Vejamos agora como você pode se preparar contra esse perigo.


Hiperconectividade é um termo criado pelos cientistas sociais canadenses Anabel Quan-Haase e Barry Wellman. A expressão refere-se ao uso de múltiplos meios de comunicação, como e-mail, mensagens instantâneas, telefone e serviços na internet, e do excesso de aparelhos, conexões e tempo na web.


A terceira fase da internet

Antes, vale contextualizar o momento atual. Estamos nos tempos de Internet of Things (IoT, ou Internet das Coisas), conceito que abordamos neste artigo sobre futuro do trabalho. Ou seja, hoje, são as “coisas” que estão se conectando. Trata-se da terceira fase de desenvolvimento da internet, sendo que a primeira foi a que trouxe conexão entre computadores e a segunda, entre smartphones e outros dispositivos.

Para que a IoT funcione adequadamente, os aparelhos e dispositivos precisam ter sensores e processadores embutidos. Já há diversos exemplos desse funcionamento, como wearable devices (como pulseiras FitBit e relógios da Apple) e carros autonômos.

Não somos apenas nós que estamos mais e mais conectados: as “coisas” também. Não é de se estranhar que a hiperconectividade seja a tônica para a nossa relação com esse contexto.

Um problema que atinge não só os jovens

A situação é tão grave que, na França, já foi promulgada uma lei que permite a trabalhadores o “direito de desconectar” dos e-mails das empresas, além de se desligar de smartphones e outros equipamentos eletrônicos que possam ser usados para trabalhar depois do fim do expediente.

Também é fato que as novas gerações já chegam muito mais conectadas do que as anteriores, e que a hiperconectividade preocupa a maior parte dos pais. De acordo com a pesquisa do OpinionBox, 32% das pessoas da geração Z acreditam que usam os dispositivos móveis de forma abusiva.

>> Leitura recomendada: Sua empresa está pronta para os novos consumidores?

Aqui, nosso intuito é te ajudar, gestor(a), a aproveitar o lado positivo da hiperconectividade, mantendo o foco e transformando sua relação com dispositivos em um caminho para aumentar a produtividade.

Formas de driblar a hiperconectividade — ou de transformá-la em aliada

Agora vamos às dicas práticas. Uma primeira forma de contornar a hiperconectividade é experimentar aquele exercício mencionado no começo do artigo, mas de forma sensata, em pequenas doses.

Por exemplo: procure alternar vinte minutos de trabalho e cinco de conexão, de forma a gamificar a produtividade. Coloque o celular em modo “avião”, feche a aba do Web WhatsApp, evite checar e-mails. Desta maneira, seu cérebro entenderá o acesso ao dispositivo como uma recompensa e será mais fácil “enganá-lo”.

Outra forma de “sabotar” a hiperconectividade é planejar bem o seu dia. Estabeleça todas as tarefas a serem realizadas e seja rígido com o cumprimento delas. Projete a sua jornada de trabalho: os compromissos, as entregas, as reuniões. Escreva num papel todas as atividades antes que aconteçam. Anote o que precisa ser realizado e o que você quer realizar. Depois, você vai poder comparar o que houve com o que você esperava; e vai conseguir identificar se a hiperconectividade está atrapalhando ou não. Isso vai clarear bem o caminho para os próximos dias.

Pausas e fones de ouvido: use sem moderação

Blocos de trabalho intensos seguidos por pausas rápidas, daquela forma que mencionamos acima, ajudam a evitar a distração e o cansaço — e são bons recursos contra a hiperconectividade.

Utilizar o fone de ouvido também pode ser uma boa tática. Ainda que seu trabalho seja mais de gestão, sempre tem aquela tarefa que demanda imersão e foco. E, se música te ajuda a produzir melhor, simplesmente use o fone para embalar de vez.

Neste artigo sobre como manter o foco no trabalho, você encontra várias outras estratégias para não dispersar na hora errada.

E-mail: um perigoso inimigo do seu foco

Por fim, segue uma recomendação importante para você evitar os riscos da hiperconectividade: reconsiderar seu uso do e-mail. São vários os exemplos de empresas que trocaram o correio eletrônico por softwares de gestão. Para ficarmos em dois: a francesa Atos baniu o e-mail da vida de seus mais de 76 mil colaboradores, em 52 países; do outro lado do Canal da Mancha, na Grã-Bretanha, a Halton Housing Trust, uma ONG que cuida de pessoas sem moradia e gerencia milhares de casas, decidiu simplesmente extinguir a ferramenta em nome de um software de gestão.

Isto porque e-mails são, acima de tudo, “ralos” de tempo. De acordo com um relatório econômico global da McKinsey, se você usa a ferramenta, está gastando mais de 25% da sua jornada de trabalho com isso. Neste artigo, você encontra várias razões para substituir o e-mail por um software de gestão.

>> Leitura recomendada: Aplicativos e técnicas para desacelerar o ritmo

Ferramenta online de gestão: a hiperconectividade a favor da produtividade

Uma última dica, e talvez a mais importante, se refere justamente à adoção de uma ferramenta online de gestão do trabalho. Como o próprio Runrun.it, que organiza o fluxo de informações da sua empresa e permite que tudo fique estruturado e centralizado.

Com o Runrun.it, está tudo lá, sem omissões, sem ruídos, sem perda de tempo. Bom para o colaborador e para você, gestor(a), que fica conectado somente ao aumento de produtividade. E se você ainda está em dúvida, aqui vai mais um argumento: o teste é grátis. Acesse e confira: http//runrun.it.

 

Gif_Signup-1-1-3

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>