Líder vs. Seguidor: Qual é você?

Líder vs. Seguidor: Qual é você?

Não tem nada a ver com seu cargo. Nem com sua autoridade. Você nem sequer precisa ter pessoas se reportando a você para ser líder. Assim como você não é um seguidor só porque tem um chefe. Na verdade, se você se prende ao seu status, mantém a mente fechada e não motiva as pessoas à sua volta a planejarem, aprenderem e a fazerem mais, então você é um seguidor. Da mesma forma, um executivo sênior que perpetua burocracias desnecessárias, que se fecha em sua sala e interage pouco com a equipe não é mais líder do que um cientista que trabalha completamente sozinho no laboratório. Não mesmo. Liderança e motivação demandam energia. Para você entender melhor qual deles – líder ou seguidor – é você, responda, com cautela, a estas 7 perguntas.

Você lidera uma equipe? Aprenda 3 lições básicas

 

Perguntas

1. Você acredita que fazer seu trabalho bem-feito basta?
2. Você consegue controlar suas próprias emoções?
3. É bom estar rodeado de pessoas menos experientes?
4. Você tem necessidade de agradar e dificuldade de negar?
5. Você demora a superar certas críticas?
6. Você tem receio do que é muito novo?
7. Você ama o que faz?

Veredito

1. Você acredita que fazer seu trabalho bem-feito basta?
Seguidores fazem seu trabalho e ponto final. Não importa quão bons eles sejam, raramente lhes ocorre ir além de suas funções básicas. Líderes, por outro lado, veem seu escopo de trabalho como o mínimo, como a base sobre a qual poderão alcançar o topo. Seguidores podem alegar que já se dedicam ao máximo a suas atribuições e, por isso, lhes falta tempo, mas, na realidade, o que lhes falta é dedicação.

A desculpa do tempo é uma forma de o seguidor autossabotar seu crescimento profissional e se manter na zona de conforto. O líder, em contrapartida, se entusiasma com trazer inovações e se empenha em ser produtivo para dar conta do básico e das novidades. Não subestime seu silêncio: eles estão frequentemente vasculhando para encontrar formas de surpreender com seus projetos e novas oportunidades de negócio para a empresa.

2. Você consegue controlar suas próprias emoções?
Se você respondeu com um retumbante e orgulhoso “sim”, vamos com calma. Estudos vêm apontando que a noção de inteligência emocional (IE) é um pouco equivocada. Em outras palavras, a capacidade de controlar as próprias emoções pode sinalizar também a capacidade de dissimular as próprias emoções e falta de autenticidade. Além disso, os testes que medem a IE são de autodeclaração, o que pode comprometer a precisão dos resultados.

Na realidade, o que difere o líder do seguidor é justamente a humildade e pouca convicção sobre sua própria habilidade de liderança e motivação. Por conta do seu elevado senso crítico, não costumam estar satisfeitos com seu desempenho e buscam o aperfeiçoamento continuamente. “Não é para menos que os líderes mais célebres que conhecemos, como Steve Jobs, Bill Gates e Mark Zuckerberg não são nenhum exemplo de inteligência, ou controle, emocional”, afirma Steve Tobak , autor do livro Real Leaders Don’t Follow (Líderes de verdade não seguem, tradução livre).

3. É bom estar rodeado de pessoas menos experientes?
“Claro, assim eu posso ensinar a elas tudo o que eu sei”. “Conhecimento só existe quando é compartilhado”. Foi nisso que você pensou? Nesse caso, você está mais para líder do que para seguidor. Mas se, no entanto, lá no fundo, você concordou com essa pergunta porque gosta de estar cercado de pessoas menos experientes, porque assim consegue se sobressair e fazer sua imagem pessoal e sua opinião prevalecerem… Más notícias.

Pois são justamente os seguidores que veem os talentos e realizações das outras pessoas como uma ameaça. Líderes tratam esses mesmos talentos e realizações como uma joia bruta a ser lapidada. Por quê? Simples: líderes, como dissemos, querem realizar seu trabalho sempre melhor, e para isso, precisam de ajuda. Nessa hora, eles recorrem àqueles que se mostram talentosos, mas não para mantê-los como seguidores e, sim, para convertê-los, pouco a pouco, em futuros líderes. Liderar é não ter medo de admitir que precisam de outras pessoas para ser fortes naquilo em que se é fraco.

4. Você tem necessidade de agradar e dificuldade de negar?
E que mal haveria em gostar de agradar e evitar dizer não para as pessoas? Acontece que a prática é menos colorida, e você pode não ganhar respeito nem exercer sua liderança e motivação, se desejar fazer as pessoas sorrirem o tempo todo. “As pessoas sabem com quem estão lidando quando você é honesto em suas interações. Quando você não evita sair da zona de conforto só para não balançar o barco”, afirma Adrienne Partridge em seu artigo para a Inc., “7 traços que todos os líderes autênticos têm em comum”.

Mas não confunda. O que separa líderes de seguidores é autenticidade, não sinceridade extrema. Já dizia Oscar Wilde: “Sinceridade de menos é perigosa, mas sinceridade demais é fatal”. Autenticidade significa mostrar aos outros quem você é, expor seus valores numa discussão, escolher um lado, ou assumir que não tem embasamento para emitir uma opinião. É dessa forma que seus comentários não ficarão vulgarizados. Afinal, você não é conhecido por tentar agradar ou por ter receio de desapontar as pessoas. Você é conhecido pela verdade com que se expressa.

5. Você demora a superar certas críticas?
Seguidores enxergam as limitações antes das possibilidades de mudança. Por isso, quando algo dá errado ou não é considerado bom o suficiente, gastam um bom tempo remoendo a frustração, buscando culpados, em vez de entender como seu trabalho pode melhorar. Em alguns casos, podem até assumir que não é a tarefa criticada em questão deve ser revista, mas todo o projeto está fadado ao fracasso.

Com um líder, quando um colega ou superior se mostra insatisfeito com seu trabalho ou discorda do seu posicionamento, ele se mostra curioso para saber o que a pessoa tem a dizer. Líderes se destacam porque gostam de ser desafiados. Naturalmente, ninguém é de ferro e pode se irritar se não houver reconhecimento pelo seu trabalho duro, mas não será a raiva o sentimento dominante – sempre a curiosidade. Afinal, eles preveem que mesmo o projeto mais bem planejado pode ser prejudicado por problemas inesperados.

6. Você tem receio do que é muito novo?
Aquele frio na barriga e o coração acelerado… Não há sensação mais natural, quando se vai fazer algo pela primeira vez. O problema é que, ao contrário dos líderes, seguidores tendem a hesitar muito para realizar algo novo e adiar seu desafio até o último instante, até que alguém o tome para si. Tudo por conta de uma insegurança incontrolável de fazer a coisa errada. Preferem se fechar na zona de conforto, realizando suas tarefas – ainda que muito bem – sempre da mesma forma.

E como reagem os líderes? Basicamente, eles conseguem se livrar dessa paralisia de indecisão e fazer o que é preciso ser feito na mesma hora. Ou, repriorizar sua agenda, mas nunca deixar para lá até que alguém esqueça. A ansiedade, afinal, nunca irá embora da sua mente enquanto você não esgotar a sua fonte. Líderes não têm medo de fazer uma ligação importante, participar de uma reunião com diretores ou apresentar para clientes, mesmo que não tenham certeza do seu desempenho.

7. Você ama o que faz?
Um seguidor está preso na rotina diária. Só é motivado por fatores externos: o próximo cargo, o próximo aumento, o próximo status. Vai trabalhar e entregar suas tarefas para poder voltar para casa, no fim do dia, e retomar sua vida real. Um líder não pensa assim. Ama o que faz e vê seu trabalho como uma parte importante da sua vida real, uma parte de quem é. E por isso sua motivação e sua vontade de se destacar, e se tornar o melhor no seu ramo, vem de dentro.

E é devido a essa sede interior que um líder não perde tempo, ensaiando antes de admitir quando não sabe alguma coisa. Definitivamente, se você chegou até aqui e sente que está pendendo mais para o lado dos seguidores que dos líderes, lembre-se: líderes estão sempre dispostos a aprender. Com qualquer um que puder ensiná-los, seja um desconhecido, um colaborador, um colega ou um superior. Seguidores estão tentando provar que são competentes o bastante para aprender alguma coisa com qualquer outra pessoa.

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