Liderança e motivação: 7 tendências para aplicar em sua empresa

Liderança e motivação: 7 tendências para aplicar em sua empresa

No ambiente de trabalho, a relação entre liderança e motivação se torna mais próxima a cada dia, algo que é amplificado pelas novas tendências de gestão de pessoas e constantes transformações tecnológicas e sociais. 

Sem dúvidas, o principal fator para as mudanças é um maior número das gerações Y e Z nas empresas. Mais conectados com o digital, esses profissionais possuem anseios que se aplicam ao desenvolvimento da carreira, ao bem-estar mental e ações de promoção à diversidade. 

Diante desse panorama, as instituições passam por uma remodelação da cultura organizacional, trazendo um novo olhar acerca da liderança e motivação.  

Nesse artigo, vamos apresentar as temáticas que ganham relevância dentro das corporações e como preparar as lideranças para essa nova fase da gestão. 

 

A relação entre liderança e motivação no trabalho

A motivação é uma peça essencial para a execução das ações no espaço de trabalho. Geralmente, ela surge de objetivos que podem ter sido traçados de maneira individual, a partir de desejos de crescimento profissional, ou coletivos, quando há o propósito de alcançar os resultados pretendidos pela corporação. 

Para que isso aconteça, é preciso que as lideranças fomentem o engajamento em torno das metas estabelecidas, conquistando a confiança de colaboradores com transparência, valorização das competências e empatia para compreender as ambições de cada um. 

A relação de liderança e motivação pode ser descrita como simbiótica no trabalho, pois um elemento depende do outro para existir. Para isso, a gestão precisa se atentar às necessidades das equipes para tomar decisões com inteligência emocional, incentivando a autonomia e o despertar de novas competências dos colaboradores. 

Geração Z e Millennials: o que pensam sobre liderança e motivação 

A mudança geracional no mercado de trabalho é uma realidade que vem se acentuando gradativamente. Profissionais pertencentes aos grupos etários dos Millennials e da geração Z estão assumindo postos de liderança em seus respectivos trabalhos, e com eles vem uma nova mentalidade. 

A atuante presença deles provoca uma reconfiguração do espaço profissional, que se aplica também aos posicionamentos e valores institucionais. Dessa maneira, as hierarquias tradicionais passam a ser substituídas por modelos de liderança compartilhada, enquanto o discurso e as ações envolvem melhorias que abrangem saúde mental, representatividade e foco na atuação social. 

Para entender o comportamento dessas gerações no trabalho, a consultoria Deloitte realizou a pesquisa 2022 Gen Z and Millennial Survey, com jovens de diferentes partes do mundo. Na amostra brasileira, os profissionais apontaram quais iniciativas seriam adotadas por eles para equilibrar a relação entre trabalho e vida pessoal, como mostramos na imagem a seguir. 

Geração Z: os chefes do futuro

O relatório também trouxe dados significativos em relação às oportunidades e condições de trabalho oferecidas pelas empresas. Para esses grupos o benefício mais importante é o espaço para o aprendizado e desenvolvimento de suas carreiras. Veja os resultados abaixo: 

Geração Z no mercado de trabalho

Tais elementos funcionam como fatores de identificação para as novas gerações, que procuram antes de tudo, se identificar com o local de trabalho. Portanto, essas pautas podem ser vistas como aspectos preponderantes para a liderança e motivação dentro das empresas na atualidade. 

As principais tendências de liderança e motivação 

O entendimento de liderança e motivação ganhou novos contornos com a adição de pontos de vista diversificados em relação às práticas de engajamento e bem-estar nas empresas

Para que sua empresa esteja preparada para conduzir as relações profissionais de maneira transparente, harmoniosa e eficiente, trouxemos as principais tendências de liderança e motivação para o futuro do trabalho

Trabalho híbrido 

Junto ao home office, o termo trabalho híbrido passou a ser mais discutido durante a pandemia de Covid-19, principalmente após a flexibilização de alguns setores e do avanço da vacinação. 

Como o nome indica, trata-se do modelo em que os colaboradores alternam entre dias na sede física da empresa e o trabalho remoto. Na Pesquisa de Clima Organizacional, realizada por nós do Runrun.it, essa dinâmica foi apontada como a favorita por 75% das/os entrevistadas/os, o que desperta olhares de atenção dos cargos de gestão. 

No relatório produzido pela Deloitte, os participantes contaram que o home office trouxe impactos positivos, como a redução de gastos, a possibilidade de estar próximo a familiares e cuidados com a saúde mental. 

Já no modelo híbrido, os profissionais conseguem conciliar a rotina flexível remota com idas pontuais no escritório, seja para realizar reuniões importantes com as/os clientes ou iniciar projetos inéditos. 

Essa fórmula de trabalho também adapta e gera insights valiosos para a gestão, principalmente na visão participativa e na aplicação de práticas de liderança e motivação que podem igualmente serem realizadas de forma presencial ou em qualquer lugar em que as pessoas executem suas atividades. 

Experiência do funcionário 

Você já deve ter ouvido falar no Customer Experience, ou experiência do usuário, é um conjunto de percepções e impressões que um cliente adquire após o contato com uma marca. Então, a mesma premissa é colocada em prática no Employee Experience, conhecida por aqui como experiência dos funcionários.

Segundo o artigo Employee Experience, essential to compete (Experiência do Funcionário é essencial para competir), publicado pela Mckinsey esse conceito pode ser explicado como a colaboração entre empresas e seus/suas colaboradoras/es para criar estratégias personalizadas que despertam o prazer em pertencer e o fortalecimento do desempenho individual e coletivo das equipes. 

Essa visão reimagina os aspectos relativos ao trabalho desde o momento do recrutamento até as avaliações e feedbacks, para que os profissionais se sintam integrados e tenham nas práticas de liderança e motivação um entendimento mais claro das vantagens oferecidas pelo local do trabalho. 

Esse senso de identificação e adaptação à cultura organizacional traz resultados ainda mais evidentes quando a experiência do/a funcionário/a contempla pessoas mais jovens, que possuem maior espírito de comunidade e esperam ter reconhecimento, benefícios que tragam qualidade de vida e acessibilidade no ambiente onde trabalham. 

Bem-estar e saúde mental 

O crescimento de casos da Síndrome de Burnout, estresse e esgotamento mental acendeu o alerta das corporações quanto à preocupação com bem-estar físico e emocional de suas equipes. 

Em nossa pesquisa Estresse e Burnout nas empresas, as/os entrevistadas/os relataram que sentimentos como o cansaço excessivo após o expediente, queda na concentração e a sobrecarga de trabalho se tornaram mais frequentes nos últimos anos. 

Por isso, as empresas passaram a fazer investimentos adicionais para apoiar e oferecer suporte para a saúde mental de suas/seus profissionais. No entanto, as medidas mais importantes precisam ser contínuas e constantes, evidenciando o amparo nas dificuldades e oferecendo soluções para a superação dos desafios socioemocionais. 

O acompanhamento e capacitação em torno da saúde mental é visto como um dos métodos mais efetivos de liderança e motivação pelas gerações Y e Z. Entre as medidas que podem ser adotadas pela sua organização estão: 

  • A abertura de canais de diálogo para exprimir sentimentos e vulnerabilidades; 
  • Distribuição igualitária de tarefas, respeitando a capacidade de entrega; 
  • Uma rede de assistência que garanta a segurança física e emocional das/os trabalhadores/as; 
  • Uso de ferramentas de gestão. 
 

Diversidade, Equidade e Inclusão 

A sigla DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) passou a ser enfatizada e aplicada nos processos de seleção e recrutamento de organizações que tem como objetivo ampliar as oportunidades de trabalho para grupos sociais minoritários, como pessoas LGBTQIA+ pretas, mulheres, portadoras de deficiência, entre outros. 

A intenção dessa mudança de direcionamento não é apenas a de preencher os cargos com um grande volume de profissionais que representam esses grupos, mas também colocá-los em posições de liderança, refletindo uma mudança significativa das hierarquias sociais.

O senso de pertencimento afeta positivamente a motivação e a felicidade de todas/os envolvidas/os, o que impacta também a produtividade, a qualidade das entregas e a retenção de talentos.

ESG 

Os princípios de ESG – Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança) são fatores cada vez mais incorporados nas empresas que buscam atrelar o desenvolvimento sustentável, responsabilidade social e boas práticas de gestão à imagem da marca. 

As ações derivadas desses pilares contribuem para mudanças estruturais na sociedade, criação de soluções inovadoras e o aumento da eficiência operacional. De quebra, o posicionamento cria vínculos com esferas comunitárias, aumentando a identificação do público. 

Tais atitudes também refletem internamente, já que as novas gerações buscam trabalhar em empresas com consciência ambiental, programas inclusivos e preocupadas com as condições de trabalho ofertadas. 

Ao exercerem suas atribuições em empresas que valorizam as diferenças e possuem um compromisso claro com as causas comunitárias, essas/es profissionais nutrem uma afinidade com o local de trabalho, mantendo-se assim motivadas/os a apresentar propostas criativas que colaboram para alavancar os resultados da organização. 

Jornadas flexíveis 

Graças à tecnologia, o trabalho hoje pode ser efetuado em qualquer lugar com conexão à internet. Com o isolamento social ocasionado pela pandemia, o movimento de flexibilização das jornadas se intensificou ainda mais. 

Logo, práticas como o home office, trabalho híbrido, nomadismo digital e o anywhere office mostraram que era possível manter o mesmo nível de excelência (e até aumentá-la) que em um escritório ou sede da empresa. 

Isso aumentou o desejo das/os profissionais de buscarem métodos alternativos para a execução de suas funções, ao mesmo tempo que levantou uma discussão sobre os hábitos que envolvem liderança e motivação: é possível engajar equipes à distância? 

A resposta é sim, principalmente com o uso de softwares de gestão como o Runrun.it, que permitem o acompanhamento remoto do fluxo de trabalho, a integração de equipes em projetos colaborativos e o compartilhamento de informações e ideias online. 

A motivação em jornadas flexíveis de trabalho também pode ser construída a partir de brainstorms, gamificação, treinamentos online e pelo suporte prestado pela empresa, permitindo que as/os colaboradoras/es tenham autonomia para gerenciar suas atividades e cuidar do bem-estar pessoal ao mesmo tempo. 

Gestão de dados

Nos dias de hoje, os dados são elementos preciosos para a análise de resultados, verificação de métricas e entendimento de comportamentos. Por isso, a gestão de pessoas vem utilizando cada vez mais as informações e registros obtidos em ferramentas digitais para elaborar propostas focadas na liderança e motivação. 

Métodos como o People Analytics permitem a compreensão dos padrões de personalidade e performance no trabalho. Com essa organização dos dados, é possível mensurar pontos de identificação e padrões de desempenho que ajudam a orientar e desenvolver talentos com auxílio da tecnologia. 

Assim, a gestão de dados pode ser aplicada em processos de requalificação e alinhamento de carreira, o que deixa as/os profissionais da empresa mais motivadas/os ao perceberem que há uma preocupação com o aprendizado de outras habilidades e funções dentro da empresa. 

A partir da gestão de dados, as lideranças conseguem extrair informações preciosas para a avaliação de desempenho e para entender o grau de engajamento da/o colaborador/a com a empresa. 

Por exemplo, usando o Runrun.it, as gestoras/gestores têm acesso a um histórico de dados sobre a produtividade e o índice de capacidade de cada pessoa, conseguindo assim montar uma rotina equilibrada para suas equipes. 

Além desses recursos, com o Runrun.it você possui a tranquilidade de acompanhar os projetos e colaborar com a sua equipe de qualquer lugar, no escritório ou no trabalho remoto.

Isso sem falar que por ser simples de usar, a ferramenta facilita a tomada de decisões assertivas para a sua gestão. 

Descubra as vantagens que o Runrun.it disponibiliza criando sua conta agora mesmo: https://runrun.it/pt-BR

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Pesquisas mencionadas: 

https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/br/Documents/human-capital/Deloitte-Millennials_Gen_Z_Survey-2022_BRAZIL.pdf

https://www.mckinsey.com/business-functions/people-and-organizational-performance/our-insights/the-organization-blog/employee-experience-essential-to-compete

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