Não há arte em gerenciar uma equipe: Um relato do front

Não há arte em gerenciar uma equipe: Um relato do front

*Post escrito por Franklin Valadares, CTO e co-fundador do Runrun.it, originalmente publicado no Linkedin.

 

Até há uma certa arte em achar pessoas com o perfil correto. Há testes e processos que ajudam a errar menos na hora de encontrar a pessoa para um determinado cargo. A experiência vai ensinando a intuição a criar um julgamento que ajuda nas entrevistas. No entanto, não há a menor arte em gerenciar o time formado. Lá embaixo, é guerra.


“É muito difícil construir algo. Não há respostas fáceis”


Existe um livro que é super indicado, não só para empreendedores, mas para todos aqueles que, em algum momento, já sentiram dificuldades no processo de gestão de suas empresas e equipes: The hard thing about hard things, do Ben Horowitz, empreendedor e investidor. É um relato honesto sobre o quão difícil é construir algo. Não há respostas fáceis. O que funcionou no passado, não funciona mais (inclusive, muitas coisas que te ensinaram na escola). Escolhas difíceis estarão à sua frente todos os dias. E a maioria não consegue lidar com isso por muito tempo.


“Não raramente, vejo pessoas comentando que estão ‘apanhando’ no seu dia a dia”


Não raramente, vejo pessoas comentando que estão “apanhando” no seu dia a dia, mas com um detalhe: um certo sorriso no canto da boca. De fato, vários conceitos do exército foram transportados para o ambiente corporativo. Como na popular recomendação: “É preciso resiliência”, isto é, ter capacidade de “envergar” e voltar ao lugar. Mas o que isso quer dizer?

Na minha opinião, os profissionais que estão encarando as perguntas mais difíceis, tentando mudar os números importantes, são justamente aqueles que vão ficar para conduzir o pelotão. No ambiente corporativo, é possível se esquivar das grandes batalhas. É possível manter um nível de produtividade e até crescer numa carreira razoável, sem responder às perguntas difíceis. Mas, quem muda a empresa de patamar são os profissionais que tomam o risco de encarar o desconhecido.


“Hoje em dia, encaramos os problemas como engenheiros”


A boa notícia é que a tecnologia do nosso tempo está ao lado dos que querem fazer a diferença. Há sistemas de gestão do trabalho, produtividade, comunicação e até inteligência artificial para ajudar gestores e empresas a identificar os dedicados e a se focarem no que realmente importa. Hoje em dia, encaramos os problemas como engenheiros, transformamos todos os desafios em projetos e solucionamos de forma pragmática. Deixamos a arte para quando estivermos celebrando os resultados das nossas batalhas. Encare a guerra, soldado! “Sentido”.

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2 thoughts on “Não há arte em gerenciar uma equipe: Um relato do front

  1. Não concordo com essa afirmação:
    “Hoje em dia, encaramos os problemas como engenheiros, transformamos todos os desafios em projetos e solucionamos de forma pragmática. Deixamos a arte para quando estivermos celebrando os resultados das nossas batalhas.”

    Talvez tenha faltado mais profundidade sobre o tema. O modo como autor apresenta essa questão de gestão de equipes é muito superficial e pode facilmente ser entendido da seguinte forma. Você é pago para trabalhar e pronto! Gerir uma equipe pode e deve ser uma arte, afinal de contas se fosse encarado somente com soluções pragmáticas não precisaríamos de grandes mentes para realizar grandes feitos no estado da arte. Talvez não fosse essa a mensagem que o autor desejava passar, mas foi essa a impressão que tive do artigo.

    1. Olá Edivaldo, obrigado pelo seu comentário.

      Realmente, não foi o propósito desse texto aprofundar a discussão sobre todos os aspectos na gestão de uma equipe. O propósito é, em um texto rápido, provocar a reflexão sobre motivação e disciplina.
      Respeito seu ponto de vista, mas discordo. Ao longo da vida, tive mais sucesso com disciplina do que focando puramente nos aspectos “artísticos” que envolvem a complexa relação entre seres humanos. Em um ambiente altamente competitivo e capitalista, sim, você é pago para trabalhar, gerar valor acima do que lhe é pago como remuneração. O que, na minha opinião, não impede os momentos de inspiração que conseguem mudar o direcionamento das empresas e produtos.

      Um abraço.

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