Papel do gestor:  5 situações pelas quais você vai passar – ou já passa – como líder

Papel do gestor: 5 situações pelas quais você vai passar – ou já passa – como líder

Assumir e delegar responsabilidades, determinar metas e objetivos, organizar e direcionar atividades, controlar, avaliar e prever novos projetos… Liderar um time não é fácil. E como se não bastasse tudo isso, há a necessidade de lidar com funcionários carentes e de evitar problemas como fofocas no ambiente de trabalho, tarefas também atribuídas ao papel do gestor. Pensando nisso, reunimos agora uma série de dicas para que você desempenhe bem sua função de liderança no dia a dia.

Antes de tudo, o papel do gestor dentro da organização

Um gestor não existiria sem a sua contrapartida – a equipe. É em torno desse trabalho mútuo e cooperativo que se estende o papel do gestor dentro das organizações. Isso significa que o líder também é dependente da expertise técnica e operacional de seus colaboradores para desempenhar melhor seu papel na criação de um planejamento inteligente.

De acordo com este texto do Portal IBC – Instituto Brasileiro de Coaching, faz parte do papel do gestor:

  • Deter ampla visão de negócio para identificar pontos negativos e positivos nas atividades executadas;
  • Conhecer aspectos da gestão de pessoas para poder preparar as equipes durante situações de pressão e conflito;
  • Saber liderar com flexibilidade e comunicar-se de forma clara e objetiva;
  • Ser colaborativo e estar sempre disponível para auxiliar os colaboradores em seus eventuais problemas;
  • Desenvolver tarefas da forma mais tranquila e proveitosa possível, para contribuir com o ambiente de trabalho e a evolução dos profissionais envolvidos.

O bom desempenho do papel do gestor garantirá que sejam estabelecidos laços de confiança entre aqueles que estão acima do líder e as equipes, fortalecendo o desempenho da organização.

Agora vamos às situações com as quais você, como gestor, vai se identificar ou ainda vai vivenciar:

1. Colaboradores muito dependentes e repassando responsabilidades

Artigo da Harvard Business Review revela que, quando um gestor assume responsabilidades no lugar de sua equipe, na verdade está falhando em compreender seu verdadeiro papel. Observe alguns exemplos que demonstram esse tipo de situação:

– Quando funcionários falham em obter dados de outros departamentos;

– Quando o cliente atrasa o envio de especificações, mas cobra que não seja adiada a data de entrega;

– Quando o profissional de uma equipe é constantemente desviado para auxiliar outra equipe em caráter de função extra;

– Quando um diretor responsável pela cascata de aprovações está embargando o processo e implicando com o funcionário responsável para que ele inclua outras funcionalidades ao documento;

– Quando funcionários reclamam de sempre perderem e-mails por não estarem incluídos na lista de envios.

Esses são casos típicos em que o líder deveria abdicar de sua responsabilidade para que a própria equipe tomasse resoluções por conta própria. O papel do gestor, nesse sentido, é o de prover autonomia e entendimento do que deve ou não ser resolvido pelas próprias equipes.

Leia nosso artigo escrito por Franklin Valadares, co-fundador e CTO do Runrun.it, para saber se você está desempenhando seu papel corretamente ou fazendo “vista grossa”.

2. Dificuldade de dividir corretamente as responsabilidades

Em vez de abordar determinado assunto com a equipe dizendo “como podemos resolver esse problema”, diga “quem deveria ser encarregado disso?”, mostrando que você está à parte, e não incluído como fator para a resolução do problema.

– Ensine aos funcionários que eles têm relativa autonomia e que devem saber impor limites mesmo na sua ausência.

– Permita que sua equipe se envolva ao máximo nos processos de resolução, intervindo somente em pontos críticos, como atraso de entregas etc. Ainda assim, intervenha de forma a ser visto como colaborador, e não como aquele que irá solucionar o problema.

– Tenha sempre em mente que o papel do gestor é o de interferir minimamente. Ainda que você se sinta tentado a se mostrar útil e colaborativo, quanto mais puder orientar e menos fizer pelo andamento do processo, melhor para o seu papel de gestor.

Aprenda, no nosso artigo sobre como delegar tarefas, como distribuir o trabalho para melhorar a produtividade da sua empresa.

Identificando de quem é a responsabilidade

Outra dica da HBR para separar melhor as responsabilidades é distribuir os problemas em três tipos de nível: problemas de conteúdo, de padrão ou de relacionamento.

– Problemas de conteúdo estão relacionados à fonte imediata causadora da preocupação. Exemplo: um funcionário que não desempenha uma função essencialmente sua, como o preenchimento de um relatório. Esse é um problema de conteúdo, sendo a questão a resolver o relatório não preenchido.

– Problemas de padrão envolvem mais de uma questão recorrente, por exemplo, relatórios com partes que são deixadas sem preencher sistematicamente.

– Problemas de relacionamento já dizem respeito a problemas entre profissionais da equipe, como falta de respeito, postura antiética etc, e normalmente exigem reestruturação na política organizacional.

Você, como gestor, deve permitir que os funcionários resolvam sozinhos a maioria dos problemas de conteúdo e padrão, intervindo somente no terceiro caso. Essas dicas de criação de Matriz RACI vão ajudá-lo a definir responsabilidades.

Ainda assim, lembre-se de que, ao desempenhar o papel do gestor, você não pode se deixar levar por situações que o coloquem no patamar de “herói”. Se as equipes o tiverem como “salvador”, então a chance de que as responsabilidades dos colaboradores sejam empurradas para você será muito maior.

3. Ausência de continuidade depois de uma reunião

Qualquer líder deveria saber, de acordo com o artigo de Paul Axtel da HBR, exatamente o que ocorre entre as reuniões com as equipes. Ainda que seja um desafio monitorar e manter os funcionários focados nas atividades acordadas, confira as dicas a seguir:

– Certifique-se de que todos estão em sintonia e concordância, ao final da reunião, para dar início ou continuidade a um projeto;

– Crie um cronograma claro com especificação das responsabilidades e prazos de cada um;

– Explique que qualquer atraso ou imprevisto no andamento das atividades deve ser notificado com antecedência e, se possível, agende novas reuniões para acompanhar o andamento do processo;

– Eleja um funcionário que fique responsável por acompanhar o andamento das equipes, gerando relatórios entre uma reunião e outra;

– Mantenha registro do andamento das atividades e apresente essa execução às equipes como forma de motivá-los, gerando sentimento de realização;

– Seja compreensivo, e não um chefe implacável. Ainda assim, tenha discernimento para considerar quando for necessário estabelecer novas condutas.

4. Fofocas no escritório

Victor Lipman, articulista da HBR, afirma que a fofoca no escritório floresce tão naturalmente quanto capim. Caberá ao papel do gestor criar estratégias para limpar o terreno. Eis algumas orientações para isso:

– Mantenha-se afastado, retirando-se com mensagens rápidas como “estou atrasado”, “tenho uma tarefa a terminar” etc.

– Mude de assunto. Uma boa ideia é mudar o foco para os negócios da empresa, em vez de assuntos pessoais.

– Se parecer razoável, foque no lado positivo da questão. Exemplo: “estranho, isso não me parece ser algo que Fulano faria”.

5. Funcionários carentes

O gestor pode, muitas vezes, sentir-se tentado a prover todos os funcionários com a atenção necessária. Rebecca Knight alerta, no entanto, em seu artigo para a HBR, que deve-se atentar àqueles funcionários que sistematicamente buscam pela sua atenção, seja pedindo numerosos feedbacks ou vindo constantemente à sua mesa para conversar.

Confira algumas dicas para lidar melhor em tais situações:

– Tente compreender o que está ocasionando a carência desse profissional. Diagnosticando a causa, você talvez identifique um problema dentro da própria empresa, como a microgestão.

A causa também pode estar relacionada à insegurança e ao medo de que as atividades deem errado. Como anda o quadro empresarial? A empresa está enfrentando períodos de crise ou de demissão de funcionários? Todas essas questões podem interferir na confiança da equipe.

– Converse com seus funcionários, e faça isso de forma delicada, sem usar tom de voz alto, impaciente ou desdenhoso. Isso principalmente quando precisar alertá-lo de um comportamento inadequado, como visitas constantes ao seu escritório, sempre procurando compreender o motivo por trás dessa necessidade.

– Utilize-se do combo “conectar-se, elogiar, tranquilizar, oferecer apoio e estabelecer novos objetivos” para lidar com funcionários que estão obviamente enfrentando situações de carência e insegurança.

Confira também nosso artigo sobre como evitar a microgestão para não se tornar uma das fontes causadoras de funcionários carentes ou excessivamente dependentes. Leia mais, ainda, sobre organização de projetos e softwares de gestão em nossos textos relacionados.

Lembramos, por fim, que ferramentas como o Runrun.it são poderosas aliadas do seu papel de gestor. Com elas, você situações complicadas e monitorar o assumo o controle do desempenho das equipes, formulando cronogramas e desenvolvendo listas de prioridades. Faça um teste gratuito hoje mesmo: http//runrun.it

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2 thoughts on “Papel do gestor: 5 situações pelas quais você vai passar – ou já passa – como líder

    1. Oi Isaac, tudo bem?
      Fizemos uma seleção de posts do nosso blog para auxiliar no seu desenvolvimento.
      Espero que te ajude. Estamos à disposição para mais informações.
      Um abraço!

      https://blog.runrun.it/como-ser-um-bom-gestor/
      https://blog.runrun.it/sistema-de-gestao-empresarial/
      https://blog.runrun.it/diagnostico-organizacional/
      https://blog.runrun.it/como-ser-mais-produtivo/
      https://blog.runrun.it/gestor-online-como-melhora-sua-gestao/

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