Eu não planejei ser profissional de marketing: sobre rumos profissionais

Eu não planejei ser profissional de marketing: sobre rumos profissionais

Eu vou ser sincera, como sempre costumo ser. Eu não planejei lá no começo ser uma profissional de marketing. Acho que, quando somos jovens e estamos diante da decisão de entrar para a faculdade, nem sempre temos uma visão clara de nossas habilidades. Aliás, muitas delas podem nem estar desenvolvidas ainda. Hoje, eu tenho 33 anos e o mundo mudou muito. Temos amplo acesso à informação e as profissões vêm se mesclando, se reinventando muito. Mas, aos 17 anos, eu sequer sabia como era ser profissional de determinada área. Era difícil ter acesso a conhecimento baseado na rotina real de uma profissão.

Além disso, eu era extremamente tímida e realmente não sabia ainda no que eu era boa. Tinha poucas condições de pagar um curso caro e o que mais se aproximava do que eu queria, naquela época, só existia em uma universidade privada. Ainda assim, eu não me sentia completamente apaixonada pelo tema e confesso que comecei a faculdade pouco empolgada. Tudo que eu sabia era que gostava de Língua Espanhola, porque estava motivada a estudar o assunto depois de ter ganho um livro antigo de meu avô, de família espanhola. O curso era o mais acessível e eu me matriculei em poucos créditos. Assim, segui fazendo o curso de Letras.

O dia a dia me mostrou que eu não gostava mesmo do assunto e não me via dando aulas de Língua Portuguesa para o resto da vida. Eu já amava tecnologia, meu pai havia presenteado a mim e meu irmão com um computador, que na época se resumia a alguns joguinhos e alguns anos depois à internet discada. Não existia celular, nem Google ainda. Mas mesmo gostando de tecnologia, não era nada a ponto de estudar um curso da área de Exatas, por exemplo.

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Durante meu curso, eu pensei em parar, trancar, desistir, diversas vezes. Até fiz isso umas duas vezes, mas eu continuava sem saber o que queria. Quando faltava um ano para me formar, ingressei em uma empresa de tecnologia educacional. Era um bom emprego, envolvia tecnologia e isso me motivou. Aos poucos, o dia a dia me mostrou que era muito traumático trabalhar com o que eu seguia não amando: Língua Portuguesa com foco em crianças. Segui tentando fazer um bom trabalho, até que um dia uma vaga interna para uma nova área abriu.

Eu me candidatei a mudar de área e passar a integrar uma equipe de Pesquisa e Desenvolvimento. As etapas deram certo e eu finalmente mudei de área. A partir dali teria uma rotina diferente pesquisando tendências tecnológicas em educação e fiquei extremamente animada. Comecei então a estudar para estar sempre preparada. É que eu sabia, lá no fundo, que uma promoção poderia surgir e que eu teria mais chances de consegui-la se estivesse realmente atualizada. Parecia cedo ainda para conseguir isso, mas eu fiz um curso de duas semanas focado em gerenciamento de produtos. E não é que, poucos meses depois, uma vaga surgiu repentinamente e eu consegui ser promovida porque estava preparada?

Ali eu seguiria firme e forte, fazendo o que amava. Eu achava que permaneceria naquela área um bom tempo e me identificava muito com ela. Paralelamente, também acabava sendo convidada com frequência para participar dos eventos da empresa. Eu também me envolvia com materiais de comunicação da empresa e sempre que podia adorava falar em nome dela, apresentando seus produtos para clientes ou em eventos.

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Migrando para a área de marketing

Certo dia, o diretor da empresa me chamou na sala dele e me disse que gostaria que eu mudasse para o marketing, inaugurando uma área nova, com a missão de estruturá-la. De acordo com ele, eu tinha esse perfil. E hoje eu tenho certeza que tinha mesmo, mas ainda não sabia exatamente na época. Foi assim que ingressei em uma função relacionada ao marketing. É claro que eu precisei estudar muito, afinal, era uma área nova. Eu já fazia mestrado e havia feito algumas disciplinas interessantes que acabaram me ajudando muito nessa área nova. Então, o dia a dia me mostrou o quanto tudo aquilo fazia sentido. Eu estava finalmente trabalhando com algo que se encaixava em meu perfil e não havia, necessariamente, estudado aquilo na faculdade.

O tempo passou e, depois disso, eu segui firme no marketing. Outras empresas surgiram e em todas elas eu tive funções nessa área, como gerente e diretora de marketing. O foco era no digital e foi preciso me manter sempre muito atualizada. Afinal, essa área é extremamente dinâmica e muda muito rápido.

O meu dia a dia no marketing me mostrou que não era fácil ser boa em tudo. Era realmente muita coisa e eu precisava escolher me focar em algo. Eu também aprendi que manter um olhar amplo sobre toda a área era essencial e assim o fiz. Acabei entendendo conforme fui estudando mais e mais, testando metodologias e ferramentas, que eu me identificava muito com o marketing de conteúdo.

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E, olha que legal, eu conseguiria associar muito do que havia estudado no curso de Letras. Finalmente, eu sentia que as coisas faziam sentido e que nada havia sido em vão. Desde então, eu decidi me especializar cada vez mais no assunto e acabei conectando-o à minha própria metodologia, que fui desenvolvendo aos poucos.

Se produzir conteúdo ajudava tanto as empresas a ganharem destaque, por que não falar de conteúdo para ajudar profissionais a se destacarem em suas carreiras? Foi o que fiz e, hoje, acabo falando muito sobre produção de conteúdo para ajudar a promover a imagem de profissionais, principalmente, no LinkedIn.

Muita coisa aconteceu desde então, passei por outros cargos e empresas, fundei startups, escrevi livros… de algum modo sempre relacionados à área com a qual eu me identificava.

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Conselhos para quem está começando

Se você é um estudante, com esse artigo quero deixar a mensagem de que, às vezes, precisamos nos cobrar menos, mas não deixar de testar, de provar. Nem sempre teremos as respostas na ponta da língua. Pode ser que elas só cheguem com o dia a dia.

Agora, se você é um estudante ou profissional de marketing em início de carreira, meus conselhos são os seguintes: 1) ter paciência e 2) escolher algo para se focar e continuar mantendo o olho no todo.

Sobre ter paciência, é porque geralmente em início de carreira nem sempre trabalharemos com as coisas mais legais, receberemos os melhores salários ou nos sentiremos completamente identificados com o que fazemos. O dia a dia vai ensinar muito, inclusive sobre o que você gosta e o que não gosta. É importante provar um pouco do dia a dia nessa área.

E escolher algo para se focar, porque como eu já falei lá em cima, marketing é algo imenso e será impossível ser um profissional que domina todas as técnicas, ferramentas e plataformas. Somando esses dois, aos poucos, você conseguirá descobrir em seu dia a dia o que faz o seu olho brilhar de verdade.


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