Sílvio Celestino: “Mea culpa, mea maxima culpa”

Sílvio Celestino: “Mea culpa, mea maxima culpa”

Ninguém consegue um emprego ou é promovido por fugir dos problemas, e sim por solucioná-los. E quanto maior for a questão que a pessoa seja capaz de resolver, maior será seu valor. Dependendo do problema, existem diversos modos de chegar à solução, mas sob o ponto de vista comportamental, o primeiro passo de um(a) profissional é delimitar e assumir sua responsabilidade na questão. E, bem, isso quer dizer que ele(a) deve procurar saber que ações ou omissões suas levaram ao resultado atual.

Profissionais que preferem desviar a atenção do problema, que se preocupam em bolar argumentos para apontar outros culpados, isso existe aos montes e você sabe do que estou falando, já deve ter presenciado isso. Essa covardia – assim eu vejo – derruba a credibilidade de um(a) profissional, mas, acima de tudo, causará desentendimentos e estresse até que a real origem do problema seja encontrada.

Infelizmente, observo que não são poucos os líderes, isso mesmo, líderes que não aceitam o fato de serem eles mesmos a causa de muitos dos problemas dos quais reclamam. Se a liderança não é capaz de ouvir um feedback sincero, não pode esperar que as pessoas assumam, espontaneamente, a responsabilidade pelos acontecimentos ou que se lancem a novos desafios. Alguém em cargo de liderança, que poderia pensar o time como um todo, não pode se esquivar de um problema, certo?

Ninguém gosta de falhar, de demorar a aprender, mas não há outra saída. “O que não nos mata nos torna mais fortes” são palavras de Nietzsche e não poderiam ser mais sábias. A capacidade de enxergar o erro que você cometeu não é nenhum dom. O que exige talento é assumi-lo. E é por isso que a cultura de qualquer empresa inteligente não repreende com frieza aquele que erra, mas ensina que agora será sua missão consertar.

Quando um(a) profissional aprende que certa tarefa depende dele, entende que deve assumir seu erro o quanto antes para não prejudicar o fluxo de trabalho lá na frente. E se houver alguém que também contribuiu para o problema e couber a você alertá-lo a repará-lo, faça isso em particular, com diplomacia. Meu último conselho é que você sempre procure entender o contexto em que o problema aconteceu. Não só para te ajudar a encontrar a melhor saída, mas também para se justificar com maturidade. É fundamental que você seja visto como alguém confiável, de respeito, e a forma como você enfrenta as questões diz muito a seu respeito. Pense nisso.

 

silvio_celestino_blog

Sílvio Celestino é colunista do Blog do Runrun.it, autor do livro Conversa de Elevador – Uma Fórmula de Sucesso para sua Carreira e sócio-fundador da Alliance Coaching. @silviocelestino.

 

 

 

 

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