Grandes marcas e orgulho LGBT: sua empresa trabalha pela diversidade?

Grandes marcas e orgulho LGBT: sua empresa trabalha pela diversidade?

Diversidade é o que torna rica a experiência humana. Há não muito tempo, reconhecer a diversidade era uma opção das empresas. Mas, nos dias de hoje, o diálogo já foi instaurado. É preciso entender e acompanhar os novos tempos – o orgulho LGBT faz parte da agenda das empresas mais modernas e inovadoras do mundo.

Accor Hotels, Brasken, BB Mapfre, Dow, Carrefour, AmBev, 3M, Microsoft, Avon… a lista é grande e tais empresas aqui no Brasil compõem o Fórum de Empresas e Direitos LGBT. A organização, fundada em 2013, defende o respeito e a promoção dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros no mercado de trabalho. Junho é o mês do orgulho LGBT o país tem uma das maiores paradas do mundo – o assunto, portanto, não pode ser ignorado.

Os 10 compromissos da empresa amiga LGBT

Uma das primeiras iniciativas do Fórum foi a criação de 10 compromissos da empresa amiga LGBT. Eles fazem parte de um manual organizado pelo Instituto Ethos, em parceria com a Txai Consultoria e com o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos. Cada compromisso ajuda a orientar ações e a postura das empresas para encontrar o caminho da diversidade.

1. Comprometer-se, presidência e executivos, com o respeito e com a promoção dos direitos LGBT;
2. Promover igualdade de oportunidades e tratamento justo às pessoas LGBT;
3. Promover ambiente respeitoso, seguro e saudável para as pessoas LGBT;
4. Sensibilizar e educar para o respeito aos direitos LGBT;
5. Estimular e apoiar a criação de grupos de afinidade LGBT;
6. Promover o respeito aos direitos LGBT na comunicação e marketing;
7. Promover o respeito aos direitos LGBT no planejamento de produtos, serviços e atendimento aos clientes;
8. Promover ações de desenvolvimento profissional de pessoas do segmento LGBT;
9. Promover o desenvolvimento econômico e social das pessoas LGBT na cadeia de valor;
10. Promover e apoiar ações em prol dos direitos LGBT na comunidade.

Como identificar empresas amigas da causa

Na hora de procurar um emprego, ou fechar uma parceria, o fórum considera importante saber reconhecer organizações que compõem o coletivo que promove o orgulho LGBT, ou que no mínimo não promovam a discriminação. Aqui vão três dicas básicas:

Leia os sinais

Como a empresa se comunica com o público? Cheque as redes sociais da marca. Procure no site a missão, a visão e os valores. Observar os sinais claros que a empresa manda para a sociedade diz muito sobre a forma que ela se coloca sobre o assunto.

O Boticário, por exemplo, levanta bandeiras em suas campanhas defendendo a diversidade – contribuindo para que as diferenças sejam encaradas com cada vez mais naturalidade.

Conheça o histórico recente da empresa

Qual é a cobertura que a imprensa deu para a empresa? O que os funcionários falam dela? Procure por ações movidas contra a empresa para saber que tipo de “engano” ela se envolveu recentemente. Assédio e preconceito deixam um rastro na Justiça e você tem o direito de saber o que ocorreu e como as coisas foram conduzidas.

Quem a empresa apoia?

Pesquise as instituições beneficiadas pela empresa, que tipo de trabalho voluntário ela estimula e em que trabalhos sociais ela está envolvida. São dicas para saber se é um local de trabalho que promove a transformação ou que só se apropriou de um discurso sem agir.

Siga o exemplo

Esse é um caminho repleto de impasses e novidades. Mas não necessariamente precisam ser situações complicadas. Na verdade, tudo é muito mais simples do que a sociedade instituiu até hoje. Se houver respeito, não é preciso separar banheiros por gênero, por exemplo. Empresas com consciência da diversidade já resolveram algumas questões e ninguém precisa quebrar a cabeça de novo.

Pride@SAP

Além de promover eventos para a discussão do tema, como o LGBT Summit, a SAP possui um grupo interno da empresa para fomentar informação sobre diversidade no ambiente de trabalho.

Microsoft Hello Pride

Uma das maiores empresas de tecnologia do mundo mostrou seu apoio incondicional na parada do Orgulho LGBT em São Paulo. Vestir a camisa na parada impactou o ambiente interno, gerou debates e conscientização de dentro para fora da organização.

Carrefour e a inclusão

A rede varejista arregaçou as mangas e colocou na prática a ideia de inclusão. Hoje tem em seu quadro de funcionários transexuais. Elas receberam treinamento de negócios e a equipe foi instruída sobre respeito.

Como SER uma empresa amiga da causa

Se esse é um tema que nunca foi abordado de forma séria e institucional na sua empresa, é uma boa hora para começar um trabalho mais consistente.

Comece pelo começo: qual é o posicionamento?

Reúna um comitê representante que irá definir o posicionamento da empresa frente ao tema e redigir um manifesto para que ele seja claro e passível de ser absorvido por todos (público interno e externo). Considere o impacto que este posicionamento vai gerar no negócio, na estrutura da empresa e na sociedade.

Defina o hoje, o que a empresa quer ser amanhã e como chegar lá

Faça um diagnóstico da empresa. Quantos homens, quantas mulheres, qual a orientação sexual. A princípio, todos podem parecer tolerantes e respeitosos, mas o discurso tem que condizer com a realidade. Se a empresa deseja ter mais diversidade e 100% dos colaboradores são heterossexuais, é possível que haja alguma barreira para contratação de talentos independente da orientação sexual.

Desenhe então onde a empresa deve estar. A partir daí, estabeleça uma plano de ações para que esse quadro de funcionários ideal se materialize, ou que o posicionamento da empresa impacte efetivamente nas relações da sociedade.

Acompanhe a evolução e dialogue

Com o plano de ações documentado, monitore o andamento dessa nova cruzada. Como tudo em uma empresa, as coisas só vão mudar se houver uma gestão sobre o projeto. E um alicerce inerente do orgulho LGBT é o diálogo. Valorize a troca com quem está diretamente envolvido no processo. Ouça, converse, abra canais em que as pessoas possam se expressar sem serem julgadas. Isso trará um grande aprendizado e permitirá corrigir rotas e abordagens.

Conforme as metas forem alcançadas, abra o diálogo com empresas parceiras e toda a sua cadeia de valor. Pense na sua marca como a origem de um movimento que reverbera em diferentes esferas.

Diversidade, Diálogo e resultados

Seja para gerenciar uma iniciativa da sua empresa, ou para fazer com que todos se comuniquem da melhor forma, acrescente um software de gestão para todos ficarem na mesma página. Diversidade é uma questão de diálogo. E para ajudar no diálogo produtivo e nos processos internos, conte com o Runrun.it.

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3 thoughts on “Grandes marcas e orgulho LGBT: sua empresa trabalha pela diversidade?

  1. Não, não posso aceitar que haja um direito especial para homossexuais. São pessoas idênticas a mim e a você. Com personalidade, identidade e vida. Não há diferenças, a não ser pela opção sexual que fizeram. Isto não as faz diferentes, pois continuam sendo seres humanos que merecem nosso respeito como qualquer hétero. Estão transformando homossexuais, tanto feminino como masculinos em classes especiais que detém privilégios especiais, em detrimento daqueles não o são. Ora essas pessoas optaram pelo uso diferente de sua vida sexual, mas isto não as tornas especiais. Comparativamente podemos nos reportar as pessoas que usam drogas proibidas. Elas tem os mesmos direitos de serem respeitadas em sua integridade física. São pessoas que optaram por algo que a sociedade condena. Os homossexuais, de igual forma resolveram transformar aquilo que fazem e que é contrário à natureza, em uma bandeira que querem enfiar guela abaixo para que as julguemos especiais em direito e respeito. Não e não! Homossexuais são pessoas que merecem todo o respeito por serem simplesmente pessoas que, constitucionalmente tem o direito a preservação da integridade física, liberdade e direitos iguais a todos os demais cidadãos. Empresas que incentivam esses programas de apoio aos LGBT nada mais fazem aceitar o que é “politicamente correto”, sem raciocinarem que criaram guetos de privilégios para LGBT, mas estes mesmos privilégios devem ser estendidos e concedidos não só a esses grupos, mas a todos os cidadãos.

    1. Caro(a) og souzaomsse, obrigada pela leitura!
      Respeitamos a sua opinião e consideramos importante o debate com visões diferentes. O texto, no entanto, trata de empresas que incentivam que as pessoas sejam como elas são, e não como parte da sociedade as obriga ser – por questões religiosas, filosóficas ou por desconhecimento. Não existe um direito especial para os homossexuais, mas uma abertura de porta para que eles não se sintam obrigados a viver ‘escondidos’ por medo do preconceito. Inclusive, do ponto de vista legal, é recente a permissão que eles se unam no civil – o que indica que por muito tempo eles tiveram esse direito negado.
      Acreditamos que ações de inclusão são necessárias enquanto existir preconceito. Portanto, o exemplo dessas empresas pode ser útil para debatermos formas de tornar a sociedade mais igualitária e justa.

    2. 1 – Sou leitor como você. Entrei aqui porque a empresa que eu trabalho busca entender e se adaptar às novas e urgentes realidades que se apresentam sobre o tema. Não entendi o seu comentário, uma vez que sinaliza uma opinião sobre algo que não se trata o texto;
      2 – Não há um pedido do autor ou das pessoas público alvo do texto pedindo a sua opinião para que se sinta no direito de dizer se aceita ou não, direitos iguais para homossexuais. Aqui, acho que você perdeu seu tempo.
      3 – Que bom que você entende que todos merecem respeito. Aproveito essa sua abertura para sugerir leitura em relação ao tema. Termos como “opção” não faz sentido porque não se trata disso. Logo, essas pessoas não escolheram absolutamente nada. Assim como você, que apesar de não me interessar saber sua orientação sexual, seja qual for, nunca escolheu, saca?
      4 – Parece que você já escutou falar sobre privilégios, porém não da melhor maneira. Estude sobre oportunidades, meritocracia, racismo estrutural, preconceito, etc. Isso pode ajudar. Não há nenhuma espécie de direitos melhores exigidos para homossexuais. Seja qual for sua orientação, reflita sobre sua história e sobre a história de pessoas que anos e anos passaram por discriminação e precisaram se esconder para sobreviverem, isso se não morreram antes. O que se espera é somente direitos exatamente iguais para algo que, pasme, um pedido de equidade por direitos, não vai atingir em absolutamente nada na sua vida. Apenas siga.
      5 – Comparar usuários de droga a homossexuais e vice versa sugerindo que há uma escolha pela vida que vivem, é minimamente nonsense. Mas uma vez aqui, fica claro que você precisa estudar.
      6 – Sobre as empresas atuarem no apoio ao tema e criarem possíveis guetos, acho que minha opinião não vai ajudar muito. Mas, entendo que o que se busca é colocar pra dentro e respeitar pessoas que sempre foram violentadas física e emocionalmente, além de rechaçadas dentro das suas próprias casas e, por isso, nunca tiveram oportunidades como a da maioria, dentro das grandes organizações. Pare e reflita: quantas pessoas assumidamente gays e lésbicas trabalham com você? Você conhece transsexuais? Quantos trabalham onde você trabalha? Porque será que a quantidade é tão pequena se não, zero? Um recado e tanto, né?

      Desculpe, mas em 2020 ainda ouvir que os privilégios devem ser estendidos a todos os cidadãos, soa tão pequeno, sei lá. Ao mesmo tempo que estou indignado com seus comentários, acho que é serve como uma oportunidade excelente para entender que a luta está só começando. Eu, vou morrer do lado certo da história e, sinceramente, espero do fundo do meu coração que antes, eu trabalhe muito e possa esbarrar com transsexuais executivas nos corredores da minha empresa sem que isso soe estranho para pessoas como você.

      Sim, posso ter perdido meu tempo escrevendo tudo isso, mas fui invadido por um sentimento que desconheço. O tom irônico é uma homenagem a todas as pessoas LGBTQI+ que estão anos e anos cansadas de lutarem em prol de melhores condições de vida.

      É isso!

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