Recolocação profissional: o que evitar na hora de criar seu perfil no LinkedIn

Recolocação profissional: o que evitar na hora de criar seu perfil no LinkedIn

Outro dia, em um grande evento corporativo em São Paulo, havia uma atração diferente para os participantes: um mini-estúdio em que eles poderiam fazer uma foto profissional de perfil para o LinkedIn e gravar um vídeo de apresentação para a mesma rede. Patrocinado por uma grande empresa de computadores, o estande é sinal dos novos tempos: na hora da recolocação profissional, todo cuidado com as redes sociais é pouco.

Há uma série de regras e condutas – muitas delas veladas – que, caso desrespeitadas, acabam com qualquer chance de contratação. Já falamos sobre isso neste artigo, que te ensina como montar um perfil de LinkedIn matador.

Agora, queremos compartilhar algumas dicas preciosas sobre o que não fazer. Não são recomendações aleatórias; elas vêm de recrutadores e gestores de RH que a Fast Company reuniu neste texto; são orientações de profissionais que passam boa parte do tempo pesquisando redes sociais (principalmente o LinkedIn, claro) em busca de perfis ideais para suas empresas. Por isso, quando questionados sobre o que não dá certo na apresentação de um profissional, eles conseguem listar uma série de equívocos – e conhecê-los é indispensável para que você otimize suas redes.

Vamos lá:

1. Informações desatualizadas

Não importa se você está simplesmente de olho nas oportunidades que surgem por aí ou se está ativamente procurando por uma recolocação profissional: um perfil completo e atualizado pode abrir portas, enquanto que um desatualizado pode fechá-las.

Um dos grandes equívocos de usuários do LinkedIn é essa desatualização. Vários usam seus perfis como CVs – uma fonte estática de informações que só é atualizada em tempos de necessidade. De acordo com Stacy Zapar, fundador da consultoria de recrutamento estadunidense Tenfold, esse é um “mau movimento”.

Ela afirma, no artigo da FastCompany, que o usuário deve “pensar no LinkedIn como um portfólio online”, devendo ser uma representação dinâmica e em tempo real de sua experiência profissional.

Caso você espere a busca pela recolocação profissional para atualizar seu perfil, fatalmente vai se esquecer de detalhes-chave – e perderá boas oportunidades, uma vez que recrutadores deixarão seu perfil de lado por conta da ausência desses detalhes.

Além disso, Zapara lembra que “fazer várias atualizações no perfil do LinkedIn subitamente pode levantar suspeitas no seu empregador atual”.

2. O título é fraco

Quando recrutadores procuram por perfis no LinkedIn, eles selecionam listas de candidatos que combinem com os critérios da pesquisa. E na maior parte das vezes esses recrutadores não têm tempo de ir muito além do título e do cargo de cada perfil – e é por meio disso que decidem ler mais ou não.

Isso significa que o título do seu perfil é o fiel da balança. Tem que ser chamativo. “O título é a primeira coisa que vemos”, afirma Andrew Carges, VP de aquisição de talentos da GoDaddy, empresa estadunidense de registro de domínios e hospedagem de sites.

“Certifique-se de utilizar esse recurso para dizer algo além do título do seu cargo”, recomenda Carges. “Agarre minha atenção e me dê um motivo para continuar lendo”, complementa. Caso contrário, você cairá na imensa vala comum dos que têm exatamente o mesmo cargo.

Um exemplo de título chamativo é o da empreendedora Cindy Gallop. No perfil de LinkedIn dela, lemos que “I like to blow shit up. I am the Michael Bay of business” (“Eu gosto de explodir a p****a toda. Sou o Michale Bay dos negócios”, em referência ao cineasta que é conhecido por suas explosões e pirotecnias).

recolocação profissional - cindy gallop

Mas só se auto-intitule de forma engraçada e inusitada se isso tiver a ver com sua estratégia. Os exageros também não geram boa impressão.

3. Você não conta uma história saborosa

Muitos usuários de LinkedIn usam seus perfis como currículos, como já foi dito. Além da desatualização, essa prática traz como resultado o fato de que as informações ficam muito lineares, dispostas de forma “insípida”.

Para que você se destaque, recrutadores recomendam o uso de storytelling. Ou seja, que você apresente seu perfil como uma história, mesmo. O estrategista criativo Victor Nguyen-Long levou essa recomendação a sério: em seu perfil, lemos cada passo de sua experiência profissional como uma mini-narrativa, em que ele explica porque resolveu mudar de cargos.

Eis a primeira linha de uma dessas etapas: “Depois de três anos e meio na Polônia, decidi que gostaria de voltar para Washington, DC, para me reaproximar da minha família”.

A dica é que você vá além de registrar “o quê” e “quando” – adicionando um pouco de “porquê” e “como”. Esse contexto adicional pode ajudar seu perfil a se destacar, jogando luz na sua criatividade, e deixando claro aos recrutadores o que te motiva.

4. Você não escreveu nadica de nada

Há alguns anos, o LinkedIn inaugurou uma plataforma de publicação aberta a todos os membros. Para blogueiros, escritores e demais produtores de conteúdo, a adesão à novidade ocorreu facilmente. Por outro lado, para os demais usuários, não foi bem assim.

Mas você não precisa ser um escritor prolífico para usar essa ferramenta como uma vantagem. Considere escrever um par de posts que expressem a forma como você vê seu campo de atuação, a forma como você trabalha, ou algumas considerações sobre novidades do seu segmento.

Sankar Venkatraman, um gerente sênior de produto no LinkedIn, afirma que esses posts podem ser tão curtos ou extensos quanto você considerar adequado, desde que permitam que você compartilhe “suas experiências e expertise em relação a um campo de interesse específico”.

O objetivo de “blogar” periodicamente no LinkedIn é duplo, afirma Venkatraman. A ideia é “proporcionar, aos recrutadores, mais insights sobre suas ideias, ao mesmo tempo em que aprimora a forma como você se apresenta nas pesquisas”.

Conforme este artigo de Guilherme Odri, Editor do LinkedIn no Brasil, em 2016, semanalmente foram publicados cerca de 12 mil artigos em português na plataforma. Ao final do ano, pela primeira a rede social elegeu seus Top Voices, lista com os usuários que se destacaram por usar essa ferramenta.

Resumindo: ao seguir esses passos e evitar tais erros, você não só escapará da imensa vala comum de perfis insípidos, como certamente aproximará o seu do centro do radar dos recrutadores.

>>Leitura recomendada: Ser líder: o que isso significa para 3 líderes no LinkedIn

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