Meu colega é um computador: Máquinas como força de trabalho

Meu colega é um computador: Máquinas como força de trabalho

Num mundo em que a tecnologia permeia nossa existência, profissionais de recursos humanos e analistas de negócios dão duro para responder às grandes questões sobre o impacto dos computadores no ambiente de trabalho. Quando tantos processos podem ser automatizados – e os dados nos mostram que computadores podem facilmente substituir três ou quatro empregos e ainda ser bem mais barato – temos de nos perguntar: qual o papel das máquinas nesse cenário?

Não é difícil ficar assustado se você começa a considerar máquinas como um talento no escritório. Uma análise feita pela Deloitte University Press com base num estudo de Oxford descobriu que quase metade dos empregos dos EUA podem de fato ser automatizados nos próximos 10 ou 20 anos, sendo substituídos por máquinas. No entanto, a mesma análise faz um alerta aos profissionais contra o medo de perderem o emprego. Em vez do medo da substituição de pessoas de carne e osso por máquinas, os departamento de RH deveriam canalizar seus esforços para entender como humanos e computadores podem colaborar.

O que as máquinas podem mesmo fazer?

A ideia de computadores tomando o lugar dos seres humanos soa como saída de um filme de ficção científica. Máquinas com talento é uma coisa engraçada. Elas nunca serão capazes de nos substituir completamente, certo? Na verdade, essa ficção está se tornando bem real. Estamos falando de tecnologia de computação cognitiva, em outras palavras, computadores que foram ensinados a pensar.

Você oferece um problema para o computador analisar, e depois que ele recebe um feedback, aprende como fazer melhor da próxima vez. Você presencia isso todos os dias no seu smartphone. Já reparou que quando você digita uma palavra complicada e acaba errando a grafia, ele oferece uma auto correção? Isso é tecnologia de computação cognitiva, uma das principais vantagens de se ter máquinas no local de trabalho. Computadores pensantes são capazes de reconhecer vozes, ler e até mesmo assistir a vídeos no YouTube para aprender a fazer coisas novas.

Mas afinal, quais postos de trabalho exatamente as máquinas poderiam tomar de nós? Dos iniciantes, tarefas como redigir relatórios de receitas. Uma máquina pode realizar isso bem mais rápido e com maior eficiência. Relatórios assim requerem análise de dados, e um computador pode aprender a fazer isso, usando dados que já estão armazenados neles. Com base em uma fórmula, tudo pronto. E se os computadores podem fazer isso com a rapidez de um relâmpago, por que pagar uma pessoa? E é aí que reside o maior problema com o conceito de utilização de máquinas como talento. Como equilibrar nossa força de trabalho homem-máquina para colaborar em vez de competir?

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Como aumentar a eficiência sem eliminar empregos

Uma das formas de enxergar as consequências da adoção de máquinas é mudar a pergunta que estamos fazendo. Em vez de buscar maneiras de usá-las para eliminar custos, devemos começar a nos perguntar como o seu “talento” pode aumentar as receitas. É matemática simples. Se sua empresa paga a um empregado o salário médio e você o substitui por um sistema automatizado, o montante máximo que a empresa ganha é meramente o salário do empregado. No entanto, se um computador é utilizado por esse mesmo empregado para aperfeiçoar seu fluxo de trabalho e gerar produtividade, o potencial de receita é bem interessante.

Um exemplo disso é o da Associated Press, que tem trabalhado na implementação de “robôs repórteres”, para escrever matérias de negócios que exigem análises mais complexas de dados. Com essa decisão, houve um aumento de 300 para 4000 o número de matérias publicadas quinzenalmente. Eles conseguiram sem substituir nem um ser humano sequer, e ainda contribuíram para que os repórteres passem mais tempo em campo, investigando, apurando fatos, em vez de fazer o trabalho pesado de analisar de dados.

Usando máquinas como um talento a mais

Pequenos ajustes na forma como pensamos sobre máquinas levarão a uma saudável cooperação. Como a AP, diretores de RH devem se perguntar que tipo de “trabalho duro” seus colaboradores estão sendo obrigados a fazer, e entender como a implementação de máquinas pode fazer a diferença. Se um computador pode cuidar das desgastantes mas necessárias tarefas que todos os tipos de trabalho implicam, então, os profissionais podem ser aliviados para se dedicarem mais ao trabalho pelo qual você os contratou.

Outro exemplo é o de softwares de tradução. Conforme as máquinas se aprimoram na tradução de línguas, tradutores humanos se tornam editores, capazes de concluir volumes maiores de material em menos tempo, o que significa receita para a empresa. Ainda, algumas companhias de seguros têm adotado sistemas que permitem que a papelada das solicitações de seguro possa ser enviada por meio do app no celular, reduzindo o tempo que os atendentes passavam ao telefone, e deixando que os avaliadores processem ainda mais solicitações.

Em suma, usar máquinas e sistemas como um talento a mais no ambiente trabalho só tem lado positivo. Profissionais mais felizes, se dedicando mais ao trabalho para o qual foram contratados, mais receita sendo gerada por maiores volumes de trabalho entregue, e um cenário onde máquinas e seres humanos se integram harmoniosamente. Esse é o ambiente de trabalho do futuro. Mais produtivo e mais eficiente.

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Este post é uma tradução de My Coworker is a Computer: Machines as Talent in the Workplace

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