Tendências de mercado para 2020: como incorporá-las na sua estratégia de marca

Tendências de mercado para 2020: como incorporá-las na sua estratégia de marca

Conhecer as principais tendências de mercado é fundamental para você posicionar sua marca e entender o seu consumidor. Por isso, nós fizemos uma lista com as principais tendências de mercado para 2020, para você se preparar para a próxima década sabendo no que pode apostar e quais serão as frentes indispensáveis de atuação da sua empresa. 

Veja quais tendências de mercado para 2020 você vai encontrar neste post: 

  1. 1. Eco-consumo 
  2. 2. Humanização da marca
  3. 3. Personalização da experiência  
  4. 4. Bem-estar e saúde mental 
  5. 5. Redes sociais para a sociedade 
  6. 6. Multi Experiência nas jornadas digitais 
  7. 7. A ferramenta certa para inovar em 2020
 

As 5 primeiras tendências deste post foram apresentadas por David Mattin, presidente global de tendências e insights da TrendWatching, neste webinar. Basicamente, o critério utilizado por Mattin é que uma tendência deve representar uma mudança na forma com a qual uma necessidade humana começa a ser atendida. Ou seja, as necessidades humanas continuam sendo as mesmas, porém, existem diversas maneiras de atendê-las. E, quando surge uma nova forma que seja inovadora e esteja à altura dos novos hábitos e das nossas expectativas, ela se torna uma tendência. 

E é por isso também que elas são tão importantes para você, já que estamos todos interessados no comportamento do consumidor para que possamos nos conectar a ele de maneira eficiente. 

1) Eco-consumo

A chamada “pressão verde” nada mais é do que a ideia do consumo e da produção consciente. Ou seja, nós, enquanto sociedade estamos cada vez mais preocupados com pautas relacionadas às mudanças climáticas.  

Uma das provas disso é o fato da ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, ter sido eleita a personalidade do ano de 2019 pela revista Time. Greta trabalhou ativamente, cobrando posicionamentos de grandes nações em prol do meio ambiente. 

Dessa forma, produtos e serviços que são eco-friendly têm ganhado cada vez mais espaço. Até então, consumir esses produtos era considerado um símbolo de “status social”. Atualmente, como estão mais acessíveis e tão bons quanto produtos tradicionais, o ato de não consumi-los se torna um constrangimento, uma vez que se traduz em ato de agressão ao meio ambiente. 

Um exemplo são os chamados “hambúrgueres do futuro”, de origem vegetal, ou roupas confeccionadas com tecidos ecológicos. Eles são tendência já que, de acordo com artigo publicado pelo Fórum Econômico Mundial, a agropecuária é responsável por 10% a 12% das emissões de gases do efeito estufa, que contribuem para o aquecimento global. Além disso, o consumo desenfreado de bens materiais tem sido mal visto, levando em consideração que são produzidos, mundialmente, mais de 2 bilhões de toneladas de resíduos por ano. 

Isso significa que todos mudarão seus hábitos de consumo? Não! Porém, adquirir um produto que não prejudique o meio ambiente fará com que as pessoas se sintam felizes e confortáveis com a sua marca, estabelecendo uma relação de confiança. 

2) Humanização da marca

Chegou a hora de fazer um exercício de Branding para a sua empresa e, sobretudo, para a sua marca. Isso porque uma das maiores buscas da humanidade é por conexões que sejam reais, gerem identificação e se tornem relacionamentos duradouros. Você pode até achar que estamos falando apenas de relacionamentos pessoais, porém nos relacionamos com marcas o tempo todo, principalmente pelas redes sociais. 

Pensando nisso, algumas empresas criaram “assistentes virtuais” – como a Nat, da Natura, e a Magalu, da Magazine Luiza – que assumem a forma e os trejeitos de uma pessoa real para interagir com os consumidores, substituindo robôs impessoais.  

A importância desse movimento está diretamente relacionada ao uso cada vez mais frequente das redes e da necessidade das marcas estarem presentes em várias plataformas, mas agora proporcionando aos seguidores interações com figuras humanas. 

Além dos exemplos citados acima, o fast food Wendy’s ganhou o Grand Prix em Social & Influencer em Cannes em 2019 pelo projeto “Keep Fortnite Fresh”, uma campanha realizada dentro de um videogame. Como a rede não usa carne congelada, eles criaram um personagem (uma menina ruiva e com tranças no cabelo) cuja missão dentro do jogo era destruir freezers de hambúrguer congelado. Essa ação foi transmitida ao vivo e muitos jogadores se uniram para jogar junto.

Essa pode ser uma ótima oportunidade para você afirmar os valores da sua marca, solidificar o core branding e, claro, democratizar a participação e o acesso dos clientes à sua marca. 

3) Personalização da experiência

As pessoas querem experiências e interações personalizadas e, até mesmo, únicas. Ou seja, no que a marca pode entregar para eles do ponto de vista da relevância. 

E essa busca é constante: o desejo é que as experiências sejam atualizadas com frequência, quase como uma metamorfose. Dessa forma, tudo se torna um serviço. Mas como assim? Imagine que você foi a uma loja e comprou um fogão e, através de um QR code, você pode acessar do seu celular uma lista de receitas, que são personalizadas de acordo com o seu tipo de dieta. Ou seja, a experiência de comprar um fogão (que é um bem físico) não se esgota na loja, ela está presente no celular no cliente e é adequada ao seu estilo de vida. 

O surgimento de novas tecnologias de reconhecimento facial, digital, sensores, assistentes como a Siri e a Alexa, acompanham o crescimento e os novos hábitos do consumidor, mostrando que tudo pode ser personalizado e atualizado constantemente. 

Nesse ponto, é importante que você tenha em mente que quanto mais impessoal for a sua interação com os consumidores, menos atenção e interesse você vai conseguir atrair. Por isso, desenvolva produtos interativos que possam ser personalizados e que estejam em constante upgrade.

4) Bem-estar e saúde mental 

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu a síndrome do burnout (ou esgotamento mental) na próxima edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que passa a valer em 2022. O burnout foi incluído no capítulo de problemas associados ao emprego ou desemprego. 

Segundo pesquisa da Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil), 72% dos brasileiros que estão no mercado de trabalho sofrem algum tipo de sequela ocasionado por estresse.Por outro lado, 92% das pessoas com síndrome de burnout continuariam trabalhando para evitar a perda do emprego.

Esse sentimento de esgotamento e ansiedade não é exclusivo dos brasileiros, já que segundo pesquisa realizada pela Microsoft, 88% dos britânicos têm sentido ansiedade devido à pressão no trabalho. Além disso, dois terços dos pais australianos que trabalham têm problemas para equilibrar os cuidados com a saúde, o trabalho e a criação dos filhos (de acordo com o National Working Families Report, de 2019).

Já deu para perceber que essa doença contemporânea é quase universal. Mas você deve estar se perguntando o que a sua empresa tem a ver com isso e como o burnout pode ser considerado uma tendência para 2020. A resposta é bem simples! A ideia aqui é que as marcas ajudem as pessoas a lidar com esse sentimento, priorizando a saúde e o bem-estar dos funcionários e consumidores. 

Nesse caso, temos dois pontos importantes a serem destacados: 

  1. 1. A cultura da sua empresa:
    Você se preocupa com a saúde e o bem-estar dos seus funcionários?
    Oferece plano de saúde?
    Desenvolve algum programa de incentivo à atividade física?
    Espaço para descanso? Meditação?
    A sua jornada é flexível? Pratica o 4 day-workweek? 
 

Então explore isso a favor da sua marca, criando um storytelling que consiga mostrar para todos como é a cultura da sua empresa. Mas atenção: é preciso realmente praticar essas ações e não apenas “vendê-las como ações de marketing”, porque o efeito pode ser o contrário do desejado.

  1. 2. Os produtos desenvolvidos: aliando tecnologia, como o uso de algoritmos preditivos, com produtos e serviços que tenham como objetivo promover a saúde e o bem-estar. Um exemplo é a empresa de saúde britânica Trivia, que lançou um teste para medir os níveis de estresse, baseando-se na quantidade de cortisol (um hormônio associado ao estresse) encontrada na saliva. Dessa forma, quem faz o teste consegue verificar o quão alto estão os níveis de cortisol, e em quais períodos do dia estão mais altos. Para isso, usuários mastigam um pedaço de um certo material 4 vezes ao dia e enviam para análise, que pode levar até 48h. 
 

5) Redes sociais para a sociedade 

Essa frase pode parecer um pouco óbvia. Porém, o conceito e o propósito das redes sociais se transformaram em um ringue de luta, chegando ao ponto em que nós precisamos nos relembrar que estamos interagindo com outros seres humanos e que é preciso ter empatia para se viver em sociedade. 

Por isso existe um movimento contrário, que busca criar conexões verdadeiras e significativas, criando um senso de comunidade e acolhimento, o que contrapõe com o sentimento de exclusão que é especialmente crítico com mulheres (pelo preconceito a partir da aparência) e que provoca o aumento da taxa de suicídio entre os adolescentes. 

Nesse sentido, sua marca pode criar campanhas nas redes sociais com o objetivo de nutrir e incentivar um ambiente saudável. Além disso, é possível fazer parcerias com essas plataformas para transmitir uma mensagem relevante sem perder a sua autoridade. A Sprite lançou uma campanha em parceria com o Google na América Latina chamada “You are not alone”  (você não está sozinho), que identificou os principais problemas pelos quais os jovens passam (como autoestima e sexualidade) e os conectou em fóruns para discutir essas questões, mostrando que eles não estavam sozinhos. 

6) Multi Experiência nas jornadas digitais

Multi experiência é uma das 10 tendências tecnológicas listadas pela consultoria Gartner em um relatório recente. Anteriormente, as pessoas possuíam conhecimento em tecnologia. Agora é a tecnologia que possui conhecimento sobre as pessoas. 

Dessa forma, as experiências proporcionadas pelo tecnologia são cada vez mais profundas e imersivas, como a realidade aumentada, virtual e mista, em multicanais que extravasam a experiência do usuário para várias telas. 

Assim, é possível estar presente em diferentes contextos e de diferentes formas, e tudo para impactar e acompanhar a jornada digital que as pessoas fazem ao se relacionar com a sua marca. 

Um exemplo disso foi uma ação realizada pela pizzaria Domino’s que, além de ter criado um aplicativo para rastreio da pizza, possibilita que você acompanhe através de comandos inteligentes. Ou seja, eles ampliaram os pontos de contato com o consumidor durante a compra, e aumentaram também a quantidade de interações e os meios pelos quais isso pode ocorrer. 

De acordo com o estudo da Kantar 2020 Media Trends, a tecnologia 5G (que já está disponível em alguns lugares como Reino Unido, Estados Unidos e China), irá impulsionar iniciativas em internet das coisas (IoT), com produtos e aplicativos conectados. Possibilitando então, que as marcas consigam ter contato com os usuários em vários momentos, com experiências hiper personalizadas. 

Isso significa também que as informações estarão mais fragmentadas – já que elas ocuparão múltiplas plataformas, ampliando também a discussão em relação à proteção de dados dos usuários.

A ferramenta certa para inovar em 2020

Neste post nós trouxemos várias tendências de comportamento e consumo que farão a diferença em 2020, com foco na criação de conexões. No ambiente de trabalho não seria diferente. Por isso, para inovar e construir um ambiente colaborativo, use o Runrun.it, a ferramenta de gestão ideal para integrar equipes e/ou setores de uma empresa, organizar as demandas, e claro, acompanhar de perto todos os seus projetos do próximo ano. Teste grátis: www.runrun.it

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5 thoughts on “Tendências de mercado para 2020: como incorporá-las na sua estratégia de marca

  1. Adorei o artigo! Bom demais que as tendências sejam positivas e para a construção de uma sociedade mais humana, empática e inclusiva. Eu acredito demais nisso e criei uma rede social de empatia para ajudar pessoas em transição profissional ou em busca de mais propósito. Uma rede em que possamos falar e desabafar sem julgamento e ego.
    Ainda tenho muito a fazer por lá, mas é bom de ver que estou no caminho certo com a Engaging.
    Quem quiser conhecer, fica o convite: http://www.engaging.com.br
    Independente do seu momento, estamos juntos nessa gangorra. Se nesse momento, você não precisa de ajuda, com certeza pode ajudar. Exs: escutando, compartilhando uma experiência, ensinando algo, dando alguma indicação!

    1. Cláudia, gostei bastante do Enganging, acho que, assim como a postagem acima, as tendências estão cada vez mais fazendo com que nos encaminhemos para um mundo mais empático, humano e responsável com o nosso planeta e acredito que com empresas e instituições não seja diferente.

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