Clubhouse: do medo de ficar fora às estratégias de marketing digital que dão certo

Clubhouse: do medo de ficar fora às estratégias de marketing digital que dão certo

Você já deve ter ouvido falar sobre o Clubhouse, uma rede social que só permite interação via voz em salas de bate-papos que podem durar horas e agrupar milhares de pessoas ao mesmo tempo. A novidade tem quase um ano, mas se tornou popular no início de 2021, após celebridades, personalidades e especialistas fazerem parte do clube.

Segundo dados da empresa de análise de mercado móvel App Annie, a plataforma ultrapassou 8 milhões de downloads em todo o mundo desde o lançamento, sendo que Reino Unido, Alemanha, Japão, Brasil e Turquia são os países que mais baixaram o aplicativo. Por conta do sucesso e da infraestrutura da plataforma que favorece a conexão entre as pessoas, empresas estão correndo para engajar suas marcas no aplicativo que não tem espaço para comentário, like e nem imagem. Quer saber como fazer estratégias de marketing assertivas no Clubhouse, acompanhe as dicas nosso artigo:

 

Como funciona o Clubhouse?

O Clubhouse foi lançado em março de 2020 pelos norte-americanos Paul Davison, empreendedor do Vale do Silício, e Rohan Seth, ex-funcionário do Google, mas o aplicativo só se tornou popular no início de 2021. Inclusive, em maio do ano passado, a plataforma foi avaliada em US$ 100 milhões de dólares e agora é estimada em US$ 1 bilhão de dólares, de acordo com o site de negócios The Information.

Para especialistas, muito desse sucesso é derivado dos elementos de FoMO (Medo de ficar de fora, na sigla em inglês) que o aplicativo emprega na dinâmica de acesso. Isso porque o Clubhouse só está disponível para o sistema iOS. O Brasil, por exemplo, está entre os cinco maiores mercados do Android no mundo: nove em cada 10 pessoas usam smartphones. Além disso, não basta ter um celular da Apple, é preciso receber um convite ou ter a sua entrada permitida por um usuário.

Esse medo de ficar de fora também diz respeito à forma como o conteúdo circula na plataforma: a conversação não fica salva, você precisa estar na sala para não perder o que está acontecendo. Essa dinâmica exige que as pessoas estejam presentes no bate-papo, pois não existe um “depois eu reescuto”. Há relatos de usuários que ficam inúmeras horas seguidas nos bate-papos ou pulando de uma sala para outra justamente para não perder nada.

Para além do FoMO, as pessoas aderem a fama do aplicativo ao formato do conteúdo. Em um período marcado pelas métricas de vaidade, como número de likes e seguidores, o Clubhouse lança uma proposta mais horizontal sobre compartilhamento de conteúdo, que está ligada àquilo que você tem a contribuir para as discussões, tornando os debates mais qualificados. A plataforma também dispensa um feed infinito de publicações e passa a te indicar as salas que os seus amigos estão criando. Assim você consegue filtrar o tema que deseja consumir no momento e não ficar vendo uma variedade aleatória de assuntos ao mesmo tempo.

O sucesso do formato fez até com que gigantes da internet, como Twitter e Facebook, pensassem em ferramentas parecidas para as suas redes sociais. No entanto, o Clubhouse chama a atenção pelo o que ele não tem: corrida por engajamento nas publicações e mensagens de texto. Desta forma, o aplicativo não pode ser resumido em bate-papo de voz, pois possui todo um ecossistema pensado para formas de interações específicas. 

Até mesmo por isso, o Clubhouse não significa a morte de outras redes sociais, já que elas têm outros focos: o Facebook impulsiona o compartilhamento de ideias por texto, o Instagram é imagem, o Twitter serve como newsletter diária com a sintetização dos acontecimentos e o LinkedIn é uma rede de trabalho. 

Ademais, quando pensamos em uma rede social fundamentada em áudio, pessoas surdas ou com baixa audição não têm acesso ao conteúdo. A Forbes lançou o artigo “Clubhouse Is A Club So Exclusive, It Excludes Disabled People By Design” só para tratar do assunto polêmico, já que nem legendas automáticas são disponibilizadas pelo aplicativo.

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Qual é o potencial do Clubhouse para a sua marca?

A máxima “quem sabe faz ao vivo” resume muito bem como funcionam as salas de bate-papo do Clubhouse. Essa dinâmica beneficia principalmente startups, empresas de pequeno e médio porte que são especialistas em algum assunto, mas muitas vezes são esmagadas por concorrentes que conseguem fazer altos investimentos em mídia paga. 

Um dos diferenciais do Clubhouse é que até o momento ele não permite a criação de perfis institucionais. Então, o porta-voz da marca se torna essencial para consolidar a empresa na plataforma. Por isso, CEOs e gestores que estão representando a marca precisam ter o domínio do conhecimento para sustentar uma conversa bem alinhada ao objetivo da empresa. Mesmo que você conte com uma equipe de marketing bem preparada, isso não é garantia de sucesso no Clubhouse.

A filial da Audi no Brasil foi uma das primeiras empresas a criar salas temáticas em português. Sob o tema “A Era dos Carros Elétricos, Powered by Audi”, a montadora conduziu um debate que contou com funcionários e especialistas e ainda relacionou o assunto com as novidades da empresa. Os ouvintes que participaram do bate-papo podem se interessar pelo tópico, mas não necessariamente por comprar um carro. Por isso, a conversão de leads não é um resultado imediato no Clubhouse, mas serve para consolidar a sua empresa como autoridade em um assunto. 

Uma dica para alcançar leads é pensar em sala de topo, meio e fundo de funil. Que tal começar com um assunto amplo e consequentemente ir criando bate-papos que se aproximam do seu serviço e produto? Por isso, você precisa estar mais preocupado em atrair seguidores que realmente se interessam pelos assuntos que deseja abordar, do que com o número total de followers. 

Outro benefício para as empresas é que você consegue fazer testes mais rápidos e menos arriscados nas salas de bate-papo. Imagine contar com o feedback de 5 mil pessoas sobre alguma mudança que você deseja fazer. Todas essas potencialidades estão sendo testadas pelas empresas e ainda há muito o que descobrir sobre como alcançar um público qualificado nesta rede social. De qualquer modo, as pessoas estão esperançosas com as possíveis vantagens.

Qualidade no conteúdo produzido

Uma das expectativas do Clubhouse é que as empresas e pessoas estarão mais preocupadas em qualidade do que quantidade. Isso porque uma das estratégias de marketing comum é se manter constante no feed dos seguidores, mas como tudo é efêmero na plataforma, mais vale planejar uma experiência instigante para os ouvintes do que criar várias salas que não tem nada a agregar.

Colaboração e compartilhamento de ideias

Os ouvintes também têm a oportunidade de falar, basta sinalizar no botão de levantar a mão. A partir das falas, a sua empresa pode ter insights sobre a forma de fazer as coisas de novas maneiras. Além disso, você consegue alcançar pessoas de várias partes do mundo, que provavelmente não conseguiria reunir de outra forma, contar com essas perspectivas pode ser um prato cheio para aperfeiçoar seu produto ou serviço. 

Facilidade para interagir 

O Clubhouse tem sido chamado de podcast ao vivo e uma das vantagens do áudio é que você pode fazer outras coisas enquanto escuta sobre um tema. Além dessa praticidade, entusiastas da plataforma acreditam que o aplicativo tem tudo para ser uma segunda tela. Ou seja: enquanto acontece algum evento, como o Oscar, haverá salas destinadas a comentar o espetáculo. Você pode entrar na onda se uma celebração, torneio ou concurso relacionado à sua persona acontecer. 

Networking fortalecido

Muitas pessoas estão usando o Clubhouse como uma extensão do LinkedIn, já que conseguem reafirmar seus conhecimentos comentando em salas de interesse. Para as empresas essas interações podem ser ótimas para encontrar talentos e para construírem sua autoridade sobre assuntos relacionados ao produto e serviço entregue. Afinal, se as pessoas entraram na sua sala, elas são possíveis prospects ou conhecem alguém que é.

Humanização e conexão

Um ponto essencial do Clubhouse é que as pessoas sabem que estão conversando com outras pessoas e não com robôs. Esse elemento pode ser a chave para criar conexões com o seu público alvo, tornar a relação da marca com os consumidores mais íntima e reforçar o posicionamento da sua empresa a partir da presença de CEOs. Afinal, as pessoas estão cada vez mais atentas à opinião dos líderes na hora de escolher um produto ou serviço. 

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Desafios do Clubhouse para as marcas

Se tem uma coisa que o marketing não costuma gostar é lidar com a surpresa, e no Clubhouse não dá para prever muita coisa. Já que qualquer pessoa pode contribuir com o debate, alguns comentários críticos podem surgir e quem estiver mediando a conversa precisa ter um bom jogo de cintura para contornar a situação e evitar que isso recaia de maneira negativa para a empresa.

O ideal é que você evite temas polêmicos ou se a sua marca está passando por uma crise é melhor não investir no Clubhouse no momento, pois este pode ser um espaço para reclamações e você precisará lidar com elas na hora. Uma dica é dar uma conferida no perfil da pessoa que está pedindo para falar, esse método está longe de ser garantido, mas é o único filtro que a sua empresa tem à disposição se pretende criar salas abertas. 

Os tipos de bate-papo que podem ser criados no Clubhouse são:

  • Abertas: qualquer usuário pode entrar;
  • Sociais: apenas para quem você segue;
  • Privadas: o usuário escolhe quem pode participar.
 

Se você não está muito confiante, seja porque ainda está entendendo como se posicionar no Clubhouse ou com receio de que alguém pode ser hostil no bate-papo, a opção ideal é criar salas sociais ou privadas. Elas são bastante limitadas em relação ao alcance de público, mas podem ser uma forma de você conhecer melhor o aplicativo de maneira mais confortável.

Outro desafio das marcas é definir quem será o porta-voz. Os CEOs geralmente assumem essa posição e já estão acostumados a falar em público, mas a sua empresa pode delegar essa responsabilidade a outros líderes que considera mais capacitados para essa função que exige as seguintes habilidades:

  • Tomada de decisão rápida;
  • Conhecimento profundo sobre o assunto abordado;
  • Empatia para responder questionamento;
  • Resiliência para absorver as críticas sem se abalar o andamento do bate-papo;
  • Capacidade de ser objetivo e sucinto.
 

Em relação ao conteúdo, não dá para deixar de ser relevante. Afinal, há uma variedade de salas sendo criadas e disputando o tempo dos usuários. Por isso, é preciso garantir que o assunto abordado esteja dentro do timing, que vai além do negócio da empresa para gerar conexões e que é de interesse do público que deseja alcançar.

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