Cultura de dados: como adotar esse modelo de gestão na sua empresa

Cultura de dados: como adotar esse modelo de gestão na sua empresa

A era digital se consolidou e modificou nossa forma de viver. Hoje, temos um acesso gigantesco às informações e isso nos faz conviver com uma série de mudanças, a todo minuto. No mercado, a realidade é a mesma. Se você pensar um pouco verá que, em menos de 30 anos, nós pulamos da máquina de escrever para a cultura de dados.

E, se a tecnologia avança, a competitividade acompanha. Em meio a essa verdadeira enxurrada de informação que recebemos todos os dias, o único caminho que resta para as empresas é a análise, para constatar o que dá certo e replicar entender o que não dá certo para evitar.

Veja o que mais você vai encontrar nesse artigo sobre o tema da cultura de dados:

 

O que é cultura de dados

Cultura de dados é um modelo organizacional no qual todas as ações são planejadas com base em análise de dados e cruzamento de informações. Neste modelo, as decisões tornam-se estratégicas e são ação/reação dos próprios resultados. 

Os dados utilizados com mais frequência são as métricas: quantas ações foram feitas e quais foram os resultados alcançados com elas.

Em um setor de Vendas, por exemplo, são dados importantes:  

  • taxa de conversão 
  • número de oportunidades geradas
  • taxa de follow up
  • número de fechamentos 
  • volume de vendas 
  • indicadores de produtividade 
 

Tudo isso transformado e interpretado em números, para analisar e cruzar informações a fim de obter valores exatos. 

Ao abraçar a cultura de dados, as empresas começam a basear todas as suas decisões nos números: em todos os setores há coleta e análise deles para ajustar estratégias de trabalho. Ainda usando como exemplo o setor de Vendas, é a cultura de dados que permite estipular metas com maior precisão e conexão com a realidade da empresa. 

Qual o benefício da cultura de dados

Os dados refletem o que está acontecendo dentro da empresa e fora dela: seja na concorrência e, também, no mercado como um todo. Eles estão acima de opiniões e feeling baseado em experiência. É claro que a vivência segue sendo importante. No entanto, mesmo profissionais muito experientes não conseguem fazer projeções tão precisas quanto uma boa análise de métricas consegue.  

Por refletir tão bem a realidade, eles facilitam qualquer tipo de planejamento. São os dados que aumentam as chances de assertividade e possibilitam às empresas responder rapidamente – e com maior precisão – às demandas feitas pelo mercado.  

São alguns dos benefícios práticos de uma gestão baseada em dados: 

Permite ter mais eficiência no trabalho: você trabalha com mais assertividade, sabendo exatamente quais serão os pontos críticos de sucesso. Trata-se do famoso conceito de “trabalhar melhor sem necessariamente trabalhar mais”, já que você sabe onde os seus esforços devem ser poupados/intensificados. 

Permite dar melhores feedbacks: se você tem dados, seus feedbacks não serão baseados em opiniões. Isso é muito importante para evitar cometer quaisquer injustiças. Você acompanhará a performance de cada um de seus colaboradores e vai saber quantos deles estão entregando aqueles resultados que você espera.  

Permite ter mais precisão nas metas: já que os dados refletem a realidade do mercado e da empresa, é melhor que você utilize os dados para traçar as suas metas. É só assim que elas realmente farão sentido e serão alcançáveis. Acredite você ou não, muitas empresas não conhecem quais são seus resultados. Mas vamos concordar: é muito difícil, dessa forma, saber que está dando certo e o que não está, não é mesmo? 

Permite diminuir erros: todas as ações estarão mapeadas para alcançar uma meta específica. Portanto, haverá um processo de trabalho. Toda vez que uma empresa analisar suas métricas e constatar que há um gargalo e que os resultados não estão conforme o esperado, saberá que há erro em algum lugar e que são necessários ajustes. 

Permite deixar a empresa mais enxuta: neste contexto da cultura de dados, é muito mais fácil compreender o quê – de fato – traz resultado para a empresa. Desse modo, é possível focar naquilo que realmente tem implicações nos resultados da companhia.

Permite otimizar a gestão de recursos: olhando de perto os resultados, será fácil controlar a execução dos processos e a utilização dos recursos. Você saberá se algo ou alguém está sobrando ou faltando para alcançar determinada meta. E, desta forma, será fácil descobrir exatamente do quê é necessário lançar mão para fazer os objetivos acontecerem.

Permite prever tendências e oscilações de mercado: tão importante quanto saber o que dá certo é saber o momento de fazer ajustes e mudanças para atender ao mercado. A gestão Data driven ajuda a prever tendências e detectar demandas de mudanças para se manter no mercado. É fundamental saber o momento de mudar de caminho. 

Permite aumentar o faturamento: esse tópico traduz principalmente o bônus aquelas empresas que trabalham com vendas. Afinal, será por meio da análise dos números que estão nos relatórios comerciais que você saberá quais ajustes fazer na sua estratégia comercial para bater todas as metas e aumentar o faturamento. 

Como implementar a cultura de dados

1. Planeje o que vai analisar: ao adotar a cultura de dados, é muito fácil abraçar muitas métricas para mensurar e perder o controle de tudo. Entenda: na gestão Data driven, menos é mais. Descubra quais são as análises-chave para a sua empresa e abrace apenas o indispensável, para simplificar. 

2. Comece aos poucos: cultura de dados é mindset. Por isso, não é necessário começar a fazer tudo de uma vez só. Se você sentir necessidade de implementar a gestão com base em dados aos poucos, então faça isso! Comece pelas métricas principais, faça os primeiros cruzamentos e depois implemente gradativamente. 

3. Crie rotinas de análise: não adianta analisar as métricas na segunda-feira se você pular a próxima ou as duas próximas. Estipule uma rotina: vai analisar semanalmente? Então, toda segunda-feira, às 9h. faça a análise da semana. Se for quinzenal ou mensal, mesma lógica. Se você não criar uma rotina, não é gestão Data-driven. Afinal, o tempo também é um fator que influencia no resultado.  

4. Tenha líderes: é preciso ter um líder que faça a gestão de análise dessas métricas. É ele vai controlar se as análises estão seguindo a rotina estabelecida, a frequência, cruzar as métricas e elaborar os relatórios. Esses profissionais devem ter plena consciência dos resultados a serem alcançados e acompanhar o caminho que a empresa está percorrendo para chegar lá.  

5. Engaje os times na cultura de dados: como falamos, a cultura de dados é mindset. Por isso, é importante que todos tenham essa mentalidade e reconheçam a importância disso. Trabalhe os benefícios de maneira pública e mostre os dados, sempre que puder. Todos vão se sentir parte do resultado alcançado e isso aumenta o engajamento com a empresa e com os objetivos comuns. 

Desmistificando a cultura de dados 

Não tenho capital para investir nesse modelo de gestão

Em primeiro lugar, saiba que a gestão baseada em dados é uma cultura organizacional e que, portanto, não demanda alto investimento para ser implementada. 

Se você não trabalha com um alto volume de dados, então pode analisar suas métricas de maneira manual mesmo – ou em planilhas. No entanto, empresas grandes costumam ter muitos problemas de gerenciamento ao trabalhar com planilhas. E aí entra um grande complicador: os erros humanos. 

Agora, se você trabalha com um volume considerável de dados, provavelmente já contratou algum software de gestão de quaisquer categorias, como por exemplo: 

  • CRM 
  • Automação de Marketing 
  • LRM 
  • ERP
  • Gerenciador de tarefas 
 

Todos esses sistemas são gerenciadores de algum processo empresarial. E geram dados organizados em relatórios. Alguns deles têm mais inteligência que outros e se adéquam melhor à determinados segmentos do que os outros. Mas todos geram dados e permitem extrair relatórios completos que podem ser usados para que a sua empresa utilize nas tomadas de decisão. 

O formato SaaS já permite que empresas menores possam fazer esses investimentos de forma a obter maior custo-benefício do que as aquisições de licença exigiam antigamente. Portanto, saiba que mesmo se investir pouco, você terá um bom ROI.

Não tenho estrutura para abraçar esse modelo de gestão

Nesse caso, você pode seguir a linha do tópico acima, mas também englobar o capital humano. Antes de cair nessa armadilha, saiba que a maioria das empresas não conta com cientistas de dados em seu corpo de colaboradores e analistas. Aliás, esta é uma formação bastante nova – e que foi criada em função da demanda de mercado, pois a escassez de profissionais começou a prejudicar algumas grandes empresas. 

Da mesma forma que falamos no tópico anterior, o Data driven é muito mais uma questão de mindset do que qualquer outra coisa. Por isso, a primeira coisa que você precisa fazer é aceitar que a cultura de dados pode beneficiar sua empresa. Depois, a implementação será feita aos poucos, à medida em que o orçamento e a maturidade da sua empresa permitirem. 

Não sou uma empresa grande o suficiente para ter esse modelo de gestão

Empresas de porte maior ou menor, grandes conglomerados, empresas multinacionais ou pequenas startups: todos os negócios, em menor ou maior grau, podem se beneficiar da análise de dados. 

Por isso, entenda de uma vez por todas: cultura de dados não é uma coisa exclusiva às multinacionais que querem expandir. A análise de resultados para gerar novas metas é para todos. Tudo o que você precisa saber é adequar esse gerenciamento à realidade da sua empresa. 

Não geramos dados na minha empresa

Toda empresa gera dados. Eles são o reflexo do comportamento do seu produto ou serviço no mercado em que atua. Se a empresa tem transação comercial, então ela gera dados passíveis de análise, sim. 

Melhores práticas para abraçar a cultura de dados 

1. Saiba priorizar dados do negócio: a adoção da cultura de dados não segue um script pronto, cada empresa tem o seu processo. Entenda o que é importante mensurar na sua empresa, de acordo com a sua realidade. Feito isso, priorize as métricas principais para os cruzamentos de informações que realmente serão significativas.   

2. Use os dados para criar processos: uma vez que você sabe quais são os resultados que precisa alcançar, já pode mapear o passo a passo de cada ação para chegar lá. Crie processos padrões e replicáveis. Isso vai permitir que você tenha, por exemplo, um jeito fixo de fazer as coisas – algo comprovadamente muito importante. 

3. Utilize dados ao tomar decisões: é incrível como muitas empresas coletam dados e até fazem análises de maneira superficial. Na hora de tomar decisões, preferem seguir o feeling. Como comentamos antes, isso é uma armadilha – e você não deve cair nela. Use esses dados de forma efetiva para tomar decisões e fazer definições sobre o próximos passos.   

4. Globalize o acesso aos dados: salvo os dados mais sensíveis, é recomendado que toda a equipe envolvida em um determinado projeto tenha acesso às informações. Isso é importante para que cada pessoa entenda a sua responsabilidade naquele objetivo. Portanto, na medida do possível e do gerenciável, globalize esse acesso. 

5. Simplifique tudo ao máximo: é muito comum querer abraçar a cultura de dados e achar que deve mensurar todas as métricas possíveis. Mas, para que isso funcione, uma das melhores práticas da gestão Data driven é saber tornar tudo o mais simples possível. Lembre-se que essa atividade é analítica e, portanto, demanda muita atenção. Por isso, quanto mais simples, mais eficiente.   

Tenha visibilidade dos dados com um software de gestão do trabalho

Como você viu, a cultura de dados é capaz de revelar a realidade vivida pela sua empresa muito além de opiniões sobre ela e sobre a produtividade de seus time. Por isso, para para atender às demandas do mercado e se antecipar às necessidades dos seus clientes, você pode contar com ela. 

Para te ajudar a construir uma cultura de dados que aumente a eficácia e a velocidade dos processos dentro da sua empresa, utilizar um software de gestão do trabalho como o Runrun.it é fundamental. Afinal, um dos principais objetivos da plataforma é auxiliar na cultura de resultados e na visibilidade de dados. A ferramenta oferece dashboards customizáveis e relatórios automáticos para gerenciar projetos e equipes com base em informações reais. Crie uma conta grátis: http://runrun.it

Cultura de dados

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