Gamificar para ganhar o cliente

Gamificar para ganhar o cliente

Por Thayane Veiga* 

Gamificação é um termo que começou a ficar conhecido entre os profissionais de marketing em 2010 e, de lá para cá, só ganhou mais força. Um relatório recente da Gartner, empresa de pesquisa de temas ligados ao marketing, afirma que até 2018 a gamificação movimentará um mercado de mais de 5 bilhões de dólares em todo o mundo. Mas como isso pode ajudar a fidelizar seu cliente? Muito.

Antes de tudo, o que é gamificar? Basicamente, propor ao usuário que complete uma série de ações ou tarefas para conquistar uma recompensa, como num jogo mesmo. Essa recompensa pode ser uma conta premium por um período determinado, desconto e até presentes físicos. Essa interação com usuário tem alguns propósitos primordiais: engajá-lo com sua marca e receber algum tipo de dado, sejam mais diretos, como telefone, e-mail e informações comerciais, ou de personalidade e hábitos de consumo.

É engajando seu cliente que você o deixa mais próximo da sua marca e tem chances de fidelizá-lo. Ao criar um grupo ou um fórum, por exemplo, por meio do qual o cliente ganha pontos ao responder perguntas ou criar tópicos, a empresa está inserindo aquele usuário em um grupo, fazendo-o se sentir parte de um todo pulsante. Isso é estimulante e fará com que ele participe mais, indo a todas as jornadas estabelecidas pelo game, disponibilizando mais e mais informações.

A personalidade do usuário e hábitos de consumo, reveladas enquanto joga, possibilita que a empresa entenda o perfil do seu público de interessa e possa, assim, entregar em seus produtos exatamente o que ele procura e direcionar de forma mais assertiva os investimentos em comunicação e o speech de vendas. Para isso, no entanto, é necessário que a empresa fique de olho nos feedbacks dos usuários, a fim de aprimorar a experiência do jogo e estimular a participação.

O jogo, para atrair a atenção, precisa ser, necessariamente, estimulante, divertido e recompensável. O usuário precisa ter uma boa experiência no game para continuar jogando e precisa se sentir desafiado, ou vai se entediar rapidamente. A qualidade da bonificação também influencia muito para que o cliente complete e jornada do game e forneça as informações que a empresa precisa. Isso não significa que a premiação precisa ser cara, ela pode ser um “badge” ou título, por exemplo. Vide o Foursquare, que considerava o usuário mais ativo em cada local como rei. O “badge” precisa ter legitimidade ou perde importância. É preciso que ele seja reconhecido pelos demais usuários como algo almejado.

* Thayane Veiga é communication analyst no Scup

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