Liderança e motivação: 3 exercícios para dar o melhor de si

Liderança e motivação: 3 exercícios para dar o melhor de si

Existem algumas dicas infalíveis para quem deseja ser um bom líder (como estas aqui), mas outras não são tão óbvias assim – como na tomada de decisões: para que lado seguir? Joanna Barsh e Johanne Lavoie, ambas da McKinsey, lançaram o livro Centered Leadership: Leading with Purpose, Clarity, and Impact, onde dão dicas para que um novo comportamento possa aumentar sua habilidade de liderar melhor – e que isso se torne o mais natural possível. Se fosse resumir em poucas palavras, como liderança e motivação em doses diárias nos fazem ser líderes natos. Aproveite!

1. Ache seus pontos fortes

Perdemos um tempo considerável com nossos defeitos – o que separa os 100% que gostaríamos da porcentagem que conseguimos. Para não ficarmos estacados nisso, melhor tentar um exercício que traga o que temos de melhor. Ache um lugar confortável e sem focos de distração. Feche os olhos, respire profundamente e, quando estiver pronto, retorne a esses três momentos:

a. Quando criança. Que tipo de brincadeiras imaginárias você mais gostava? Que personagens escolhi para ser? Quais jogos te atraíam e quem você chamava?
b. Quando adolescente. Quais atividades te faziam perder a noção do tempo? O que fazia aumentar sua energia e o que isso diz sobre você?
c. Quando adulto já trabalhando. Olhe para o ponto mais alto que aconteceu nos últimos 18 anos. O que você estava fazendo? Qual é a natureza do impacto disso para você, para os outros e a empresa?

Olhando através desses momentos, você conseguirá entender quem você é, o que te orgulha, o que orgulha seus amigos e família… Esses são seus pontos fortes. A mágica é você aprender em como usá-los no dia a dia, frente a desafios reais. Todos temos fraquezas para melhorar. Mas focar-se nos pontos fortes é uma abordagem muito mais inspiradora.

2. Pratique a pausa

O trabalho nos desafia todos os dias: prazos estourados, recursos escassos, clientes furiosos, briga na equipe… Tudo isso poderia te fazer brigar, falar alto ou ficar sem ação. Segure a onda e dê um passo atrás. Enquanto isso, pense na metáfora de um iceberg (pouco visível na superfície).

a. Note o impacto sobre você: O que você está, ou não, fazendo? Dizendo ou não? Como está reagindo? Que efeitos têm suas palavras e atos?
b. Abaixo da linha d’água: O que está pensando e sentindo sem expressar? Quais resultados negativos mais te preocupam?
c. Mais profundamente, olhe para seus valores e crenças: O que é mais importante? O que você acredita sobre esse tipo de situação, sobre você e os outros?
d. Ainda mais profundo, examine suas necessidades subjacentes: O que está em jogo para você nessa altura? Você está ciente de todos os desejos e necessidades mais profundas?

Faça uma pausa e pergunte-se: “O que eu realmente queria para mim naquele momento?” Foque nas necessidades que deseja proteger, abrindo a possibilidade para vários tipos de comportamento.

3. Escolha perguntas de forma inteligente

Qual é a diferença entre os dois grupos de perguntas abaixo? E quais diferentes respostas eles instigam?

a. Qual é o problema? / Qual é a causa? / Quem está reclamando? / O que você tentou que não adiantou? / Por que não foi capaz de resolver isso ainda?

b. O que você gostaria de ver (e fazer) acontecer? / Você pode se lembrar de uma época em que a solução estava presente, pelo menos em parte? O que tornou isso possível? / Quais são os menores passos que você poderia dar que fariam grande diferença? O que você está aprendendo nesta conversa até agora?

As diferenças são grandes: o primeiro grupo de perguntas, com foco no problema, é bom para resolver questões técnicas, e frequentemente provoca reações defensivas, deixando os participantes se sentindo oprimidos. No segundo grupo, com foco na solução, os interlocutores se sentem mais animados, curiosos e engajados na conversa.

Nós somos inclinados a usar o primeiro de perguntas mais do que o segundo. Elas funcionam para questões lineares que tem respostas “certas”. Ao caminhar na direção da liderança e motivação, os desafios ficam mais complexos. se desenvolvemos instintos com foco na solução, capacitamos os demais e os engajamos, dando esperança (afinal, colaboradores com problemas também sentem medo) e buscando a melhor solução possível.

Além desses exercícios pessoais, você também pode usar ferramentas para te ajudar a registrar as atividades diárias da sua equipe para tomar decisões com mais impacto. Conheça o Runrun.it software de gestão de tarefas e equipes, teste grátis: http://runrun.it
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