Histórias inspiradoras e novos caminhos para a igualdade de gênero nas empresas

Histórias inspiradoras e novos caminhos para a igualdade de gênero nas empresas

A cada ano, o mês da mulher ganha mais importância, já que a questão da igualdade de gênero parece estar sendo tratada com a seriedade que merece. A luta por uma maior presença feminina em todas as áreas da sociedade tem intensificado a cada ano. Ainda que seja preciso avançar, nesta semana do Dia Internacional da Mulher apresentamos alguns exemplos de liderança feminina que mostram que, com mais diversidade, as empresas só têm a ganhar.

Pouco para comemorar (ainda)

Os exemplos de liderança feminina ganham mais destaque num cenário ainda desanimador: de acordo com uma pesquisa da Grant Thornton IBR, no Brasil, somente 19% dos cargos de liderança em empresas eram ocupados por mulheres no ano passado. A taxa fica um pouco abaixo da média do mundo, que foi de 24%. Se olharmos para as mulheres que ocupam cargos de CEO, este número cai bastante: são apenas 11%.

Isto, nas altas esferas. Porque, na estrutura geral de uma empresa, a igualdade de gênero também é um grande desafio. Da quantidade limitada de banheiros femininos ao baixo número de vagas para grávidas, são vários os motivos que levam a um inaceitável desequilíbrio no ambiente corporativo.

Por isso, aqui queremos celebrar algumas líderes que têm mostrado o caminho, que têm quebrado barreiras para inspirar tantas outras. E vamos compartilhar dicas de como a sua empresa pode abrir espaço para a igualdade de gênero.

Exemplos para inspirar

Extraímos das listas de mulheres mais poderosas da Forbes (tanto global quanto brasileira) e da lista da Fortune 500 algumas personalidades que são exemplos de liderança feminina:

Angela Merkel

Chanceler alemã
Merkel já provou ter a fibra de sobra para encarar os desafios de conduzir a Alemanha por tempos difíceis. Ela não apenas tirou o país de uma longa recessão com pacotes de estímulo e subsídios, como fez com que a Alemanha entrasse em 2016 com o superávit de mais de 12 bilhões de euros e uma avaliação AAA de agências de crédito. Os desafios atuais, com a crescente influência da Rússia no bloco europeu e as incertezas vindas dos EUA, são duros: mas Angela Merkel já se provou uma líder capaz o bastante.

Mary Barra

CEO da General Motors
A norte-americana Mary Barra está há dois anos no mais alto cargo de uma das maiores organizações do mundo. O cargo vem como coroação de um trabalho extraordinário realizado ao longo dos 36 anos em que ela está na empresa: Barra alavancou fortemente as vendas dentro dos EUA, manteve uma performance sólida na Europa e obteve novo crescimento no mercado de SUV e de luxo na China.

Para a GM, foi um retorno notável – sobretudo ao se assumir que, há pouco mais de dois anos, a empresa estava enfrentando o recall de 30 milhões de veículos. E, líder incansável, Mary Barra já está traçando os próximos planos: capitalizar essa performance robusta da GM com inovações, como o lançamento de um carro elétrico, entre outras.

Sheryl Sandberg

Diretora de Operações do Facebook
Um exemplo não apenas de liderança feminina, mas de luta pela igualdade de gênero nas empresas. Em novembro de 2015, Sheryl Sandberg, Chief Operating Officer (COO) da maior rede social do mundo, doou 31 milhões de dólares em ações do Facebook para fundos de caridade – a maior parte desse montante foi para a Lean In, organização sem fins lucrativos de Sandberg que atua pela maior presença feminina no ambiente de trabalho e apoia grupos de empoderamento.

Chieko Aoki

Fundadora e presidente da Blue Tree Hotels
Chieko construiu sua carreira no cruzamento de culturas e países bem diferentes entre si. Nascida no Japão, naturalizada brasileira, com parte da experiência acadêmica e profissional ocorrida nos EUA, ela é formada em direito pela Universidade de São Paulo (USP), fez cursos em administração na Universidade de Sofia, em Tóquio, e em gestão hoteleira na Cornell University, nos Estados Unidos.

Além de comandar o Grupo Chieko Aoki, do qual fazem parte a Blue Tree Hotels e o Noah Gastronomia (composto pelos restaurantes Noah e pelas atividades de alimentação hospitalar e catering para grandes eventos), a executiva integra o Conselho de Empresários da América Latina (Ceal), o Grupo de Líderes Empresariais (Lide), o LIDE Mulher (Lidem) e a Academia Brasileira de Eventos. Um formidável exemplo de liderança feminina.

Maria Eduarda Kertész

Presidente da Divisão Internacional da Johnson & Johnson
Até o ano passado, Duda Kertész era presidente da multinacional Johnson & Johnson no Brasil. E foi recentemente promovida à presidência de uma das divisões do negócio de Consumo da Johnson & Johnson nos EUA. Além de se provar uma líder extraordinária (sob o comando da executiva, a empresa cresceu 80% desde 2010), Duda sempre esteve atenta à questão da mulher no mercado de trabalho.

“Não me conformo com o fato de que nem minha filha nem minha neta viverão uma realidade muito diferente”, disse ela nesta matéria da revista Claudia. Ela se referia ao relatório do instituto de pesquisa McKinsey & Company, baseado em instituições americanas, que indica que as mulheres levarão 100 anos para alcançar o mesmo número de cargos de CEO ocupados pelos homens. Por isso, em seu dia a dia, Maria Eduarda não poupa esforços para que esse cenário se transforme mais rápido.

Paula Bellizia

CEO da Microsoft Brasil
Com uma trajetória de dez anos na Microsoft (de 2002 a 2012), e de dois anos como presidente da Apple Brasil (2013 a 2015), Paula foi nomeada presidente da Microsoft Brasil em julho de 2015. É uma referência feminina na indústria da Tecnologia da Informação. Neste artigo, ela fala sobre a importância de um pensamento inclusivo das empresas para ter mais diversidade. A multinacional desenvolve programas voltados especificamente para mulheres, como a campanha #MeninasPodemProgramar. O objetivo é apresentar novos caminhos profissionais e, assim, conseguir um crescimento da presença feminina em áreas como ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

“Um líder precisa manter uma equipe diversa, e me refiro a experiência, gênero, perfil e idade, refletindo o mercado no qual atuamos para podermos entender melhor as demandas dos consumidores e clientes e gerar criatividade e inovação”, disse nesta entrevista ao portal Na Prática.

Como fazer para promover mais liderança feminina?

Falar sobre os exemplos inspiradores é fundamental. Mas precisamos também entender o que pode ser feito para que esses exemplos se multipliquem. Apontamos três passos para que o cenário mude para valer:

1. Empresas precisam se adaptar

As organizações precisam encontrar formas de viabilizar que a maternidade possa acontecer em paralelo ao crescimento profissional das mulheres. Ações que ofereçam condições para que as mulheres possam cumprir suas tarefas de mãe, principalmente no primeiro ano de desenvolvimento da criança, sem terem que abrir mão das carreiras. Do mesmo modo, é preciso incentivar uma divisão mais igualitária na criação dos filhos, dando apoio aos pais também. Horários mais flexíveis, home office, políticas de contratação de grávidas são caminhos que algumas empresas já seguem.

2. Poder público precisa participar e conscientizar

A participação do Governo também é indispensável. A criação de campanhas de recomendação e de conscientização para a importância de se contratar e se valorizar as mulheres, por exemplo.

O Canadá fornece um grande case nesse sentido. A partir de 2006, o governo desenvolveu uma política sólida de incentivo à igualdade de gêneros nas empresas. O resultado foi que, em 2011, muito dessa igualdade havia sido atingida: vários dos cargos de conselheiras nas empresas do país foram ocupados por mulheres.

Sem falar no próprio poder público, que deu o exemplo. Em 2015, quando o primeiro-ministro Justin Trudeau assumiu, compôs o governo na base do 50/50. E quando questionado sobre o porquê dessa composição, deu uma resposta que entrou para a história: “Porque estamos em 2015”.

3. Apoio masculino

Agora, é fato que nada acontecerá sem o apoio irrestrito por parte dos homens. Afinal, são eles que estão no topo. É preciso ter o suporte de CEOs e conselheiros, é preciso ter o he for she. Se os homens em altos cargos não participarem desse acolhimento, de nada adiantarão campanhas de qualificação e currículos excelentes.

Mais sobre liderança feminina:

 

Promover a diversidade com tecnologia

Além de criar políticas de contratação para construir times mais diversos, é importante ter uma ferramenta em que o gestor tenha uma visão ampla das equipes e do desempenho individual de cada pessoa.

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