Tecnologia no basquete: como a NBA tornou-se a liga de esportes mais inovadora do mundo

Tecnologia no basquete: como a NBA tornou-se a liga de esportes mais inovadora do mundo

Mais uma temporada chegou ao fim. A equipe do Golden State Warriors, um verdadeiro esquadrão liderado por Kevin Durant e Stephen Curry, bateu o Cleveland Cavaliers de LeBron James, faturou a NBA 2017 e se tornou pentacampeã da liga. Foi uma campanha histórica – a melhor em 70 anos de playoffs -, com 16 vitórias e apenas uma derrota. E praticamente o mundo todo acompanhou de perto a façanha. Isso graças ao prestígio das equipes, claro, mas também pelo fato de que a NBA tornou-se a liga de esportes mais inovadora do mundo. Lá, a tecnologia no basquete é utilizada de forma dar ainda mais emoção à torcida. E agora vamos entender mais sobre como isso funciona.

Torcedores vibrando, celulares também

Um exemplo de como essa inovação funciona: no terceiro jogo das finais, logo no início e diante de um ginásio lotado, Stephen Curry fintou LeBron James e acertou uma cesta de três pontos – sua especialidade, aliás.

Alguns segundos depois, os celulares dos torcedores que tinham o bot do Warriors no Messenger do Facebook vibraram com a chegada do vídeo da jogada, acompanhado pela legenda “Steph #SPLASH”. Detalhe: segundos depois. E outro detalhe: nenhum ser humano envolveu-se na transmissão dessa mensagem.

Essa transmissão foi realizada graças a uma ferramenta de geração de clips altamente automatizada utilizada pela NBA e por várias de suas equipes. De acordo com esta matéria do portal Inc., quem está por trás dessa ferramenta é a startup israelense WSC Sports Technologies. E a empresa é uma beneficiária-modelo do ecossistema que a associação de basquete norte-americana vem desenvolvendo nos últimos anos para descobrir e avaliar novas tecnologias.

Uma experiência sem paralelo

Assim como acontece com a NFL, sobre a qual falamos neste artigo do Super Bowl, a NBA vem investindo nesse ecossistema de inovação para dar respostas ágeis e eficientes às demandas da liga, dos times e de seus muitos parceiros.

No entanto, a experiência da NBA no campo da tecnologia parece não ter precedentes. De acordo com especialistas, é a liga de esportes mais experiente em termos de inovação. Uma dessas especialistas é Courtney Brunious, diretora do USC Sports Institute, que afirma que “a NBA tem sido uma das ligas mais revolucionárias em termos de tecnologia, em termos de se manter no topo das inovações”.

Aproximação com o Vale do Silício

A liderança da NBA nesse quesito (e o ímpeto de se movimentar rapidamente no sentido de adotar novas tecnologias) pode ser explicada pelo fato de que os proprietários de alguns times são grupos liderados por capitalistas de risco (como é o caso do Warriors e do Boston Celtics).

No entanto, os esforços começaram para valer em 2014, quando Adam Silver tornou-se o comissário da liga. Ele tratou de aproximar a NBA com executivos do Vale do Silício, que estavam encantados com o sucesso recente de alguns times (como o próprio Golden State Warriors).

A partir de então, a NBA trabalhou com várias das gigantes de tech do Vale, como o Facebook. Mas, quando se tratou de descobrir e avaliar startups, Adam Silver passa os créditos a Melissa Brenner, vice-presidente de mídia digital da liga. “Parece que ela conhece todas aquelas pequenas organizações”, Silver disse à Inc. “Ela as encontra, marca uma reunião e acaba trazendo as que mais nos interessam”.

“Processo rígido”

“Quando se trata de nova tecnologia”, conta Brenner, “nós temos um projeto bem rígido, justo, por meio do qual possamos escolher novas companhias, porque você nunca sabe qual startup exercerá um efeito transformador na experiência dos fãs”.

Mas a NBA procura se manter na vanguarda das pesquisas tecnológicas a serem incorporadas a essa experiência. “Seja no campo da realidade virtual, da realidade aumentada, dos bots ou da inteligência artificial, há tantas novidades tecnológicas de todos os lugares do mundo. E queremos conhecer os que podem fazer a diferença”, conta Brenner.

O processo é rígido, mas multifacetado e até simples. A NBA promove eventos de network em circunstâncias como o All-Star Game para conhecer investidores e startups promissoras. Então, Brenner e sua equipe mantêm contato com as organizações que julgam mais imersas nas últimas tecnologias relacionadas ao esporte. Internamente, especialistas em tudo – de desenvolvimento de negócio a estratégia, passando por mídias sociais e finanças – selecionam os parceiros com maior potencial.

Golden State Warriors, o melhor case da tecnologia no basquete

Campeão da NBA 2017, o time de Oakland, na Califórnia, é a mais bem acabada representação dessa relação da NBA com inovação tecnológica. A começar pela proximidade com o Vale do Silício: a cidade-sede da equipe fica pertinho do São Francisco, principal referência do Vale.

Além disso, os principais donos dos Warriors são todos venture capitalists. E a companhia que comprou os naming rights do (coisa que americano leva muito a sério) é a gigante Oracle.

Câmeras registrando tudo

No entanto, de acordo com o que afirma Felipe Moreno, editor chefe do StartSe e fundador da startup Middi neste artigo, o que realmente diferencia o Warriors é um pensamento de vanguarda.

O time foi o primeiro a colocar dezenas de câmeras em sua quadra para avaliar cada detalhe dos jogadores. E por detalhe, queremos dizer detalhe mesmo: as câmeras conseguem verificar precisamente as chances de cada jogador de acertar a bola na cesta de qualquer distância da quadra. Cada tentativa, drible, corrida, passe (completo ou não) ou movimentação viram dados para alimentar a base estatística da equipe.

Gerando tal quantidade de informações, o time consegue determinar o que cada jogador precisa evoluir individualmente e quais são as melhores táticas para montar um time competitivo contra os adversários. E os treinamentos são altamente direcionados por melhores resultados.

No final, o uso da tecnologia no basquete se resume a uma palavra: superação. Dos adversários, por parte dos times; dos resultados financeiros anteriores, por parte dos gestores; e da emoção nas últimas temporadas, por parte dos fãs.

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