Os avanços (e a falta deles) na igualdade de gênero

Os avanços (e a falta deles) na igualdade de gênero

2017 foi um ano de muitas discussões sobre a importância da igualdade de gênero. Ainda que muitas feridas estejam expostas, parece que vai levar muitas décadas para que o problema seja resolvido. Talvez séculos – segundo o Fórum Econômico Mundial vai levar 217 anos para que as mulheres tenham os salários equiparados aos dos homens. O problema, no entanto, pode ser muito pior: pesquisas apontam que muitas pessoas acreditam que está tudo bem. Aqui trouxemos recortes em que estes avanços (ou a falta deles) ficam evidentes.

Globalmente, as mulheres geram 37% do PIB mundial, apesar de representar 50% da população mundial em idade de trabalhar. De olho em dados como este, nos últimos dez anos, a McKinsey tem pesquisado as mudanças no cenário com o relatório Women Matter, que pode trazer diversos insights para empresas que pretendem iniciar ações do tipo. Neste ano, com ajuda de 16 colaboradoras (líderes em empresas de todo o mundo), o estudo destaca os dez atributos de uma organização inclusiva. Confira quais são:

  • Não-ortodoxa: as políticas, regras, normas e práticas são constantemente desafiadas a ter em conta as necessidades de todos e não apenas um grupo dominante.
  • Polimórfica (flexível): diversos estilos de liderança são usados, reconhecendo que a eficácia vem em muitas formas.
  • Empoderada: ao invés de “comando e controle”, todos são capacitados e têm a capacidade de moldar o futuro.
  • Multifacetada: a organização espelha a sociedade em que vivemos – multicultural e reflete uma ampla gama de religiões, culturas e etnias.
  • Meritocrática e justa: os processos são justos e todos são tratados de forma igual, em configurações livres de viés.
  • Segura: o ambiente é sem medo, não-hierárquico e não-violento.
  • Respeitosa: as mulheres são consideradas pares. Todos têm a mesma proporção de voz e podem ser ouvidos por todos.
  • Equilibrada: a organização permite o equilíbrio entre vida profissional e vida. Há uma compreensão de que o desempenho não está vinculado à presença física e ao compromisso de tempo.
  • Global e ágil: existe uma conectividade completa, em escala global, e faz uso de tecnologia.
  • Inventiva: o(a) CEO tem mentalidade avançada e é cercado(a) por mentes arrojadas e criativas.

 

Dados do Women in the Workplace 2017

O estudo Women in the Workplace 2017, também conduzido pela McKinsey em parceria com Lean In, tem uma hipótese forte para o avanço ser tão lento. É uma questão um tão óbvia quanto complexa: temos pontos cegos quando se trata de diversidade e não podemos resolver problemas que não vemos nem compreendemos claramente.

Muitos colaboradores acreditam que as mulheres estão bem representadas na liderança quando veem algumas em altos cargos. Quando ficamos confortáveis ​​com o status quo, não sentimos nenhuma urgência pela mudança. Além disso, a maioria dos homens não compreende completamente as barreiras enfrentadas pelas mulheres. Como resultado, eles estão menos comprometidos com a diversidade de gênero. E sabemos, como lembra o estudo, que não é possível ter avanços sem a participação de todos.

O Women in the Workplace 2017 tem como base dados de 222 empresas que empregam mais de 12 milhões de pessoas, e inclui também uma pesquisa de mais de 70.000 funcionários. Nesse ano, um outro aspecto importante foi tratado: as empresas também ignoram a realidade das mulheres negras, que enfrentam maiores obstáculos e recebem menos apoio. “Quando as empresas têm uma abordagem única para alavancar as lideranças femininas, mulheres negras acabam desatendidas e deixadas para trás”, afirma o artigo.

Confira 3 aspectos que prejudicam as mulheres:

Já no começo, o ambiente é distorcido em favor dos homens

As mulheres de nível inicial são 18% menos propensas a serem promovidas do que seus pares masculinos. Se as mulheres de nível inicial fossem promovidas na mesma proporção que os homens, o número de mulheres nos níveis de vice-presidente sênior e de C-suite seria mais do que o dobro. Assim, as mulheres são menos otimistas em relação às suas perspectivas, e são menos predispostas do que os homens a aspirar um cargo de topo.

Para mulheres negras, é ainda pior

Mulheres negras recebem menos apoio dos gerentes e são promovidas mais lentamente ainda. Para elas, o contato com colegas de alto nível é ainda menor – com menos oportunidades de acessar essas pessoas. Ao deixar o mercado, essas mulheres são mais interessadas em iniciar um negócio próprio.

Homens acham que está tudo bem

Os homens são mais propensos a pensar que o local de trabalho é equitativo; enquanto as mulheres veem mais espaço para melhorar. Na verdade, quase 50% dos homens pensam que as mulheres estão bem representadas na liderança em empresas onde apenas um em cada dez líderes seniores são mulheres. Além disso, 15% dos homens acha que serão prejudicados com ações do tipo.

Outros artigos nossos que tratam do tema:

 

Mais conteúdos e pesquisas sobre a igualdade de gênero:

 

Como sua empresa pretende ajudar nessa realidade?

Muitas empresas já começaram a se perguntar o que podem fazer para mudar esse cenário. Mas o discurso é só da boca pra fora? É possível medir a efetividade das ações? Como desvendar os aspectos invisíveis que são citados como principais obstáculos dos avanços na igualdade de gênero? São algumas questões que precisaremos responder nos próximos anos.

Além disso, acreditamos que um passo é escolher ferramentas que contribuam com um ambiente mais inclusivo e diversificado. O Runrun.it é um exemplo disso, porque ajuda qualquer perfil a organizar e executar tarefas, além de mostrar quem tem melhores resultados.

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2 thoughts on “Os avanços (e a falta deles) na igualdade de gênero

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