77 erros de português que precisam sumir dos seus e-mails

77 erros de português que precisam sumir dos seus e-mails

Como sabemos, erros de português podem causar ruídos e prejudicar a comunicação de alguma maneira. Isso porque a linguagem é o meio que usamos para transmitir informações, persuadir, entreter, dar  feedbacks etc. 

Pensando nisso, preparamos uma lista com os erros de português e as dúvidas ortográficas mais comuns em e-mails profissionais. Guarde esta lista, caso se esqueça de algo, e aproveite para compartilhá-la com seus colegas! 

A propósito, enviar e-mails pode ser indispensável em alguns momentos, mas já pensou em centralizar a sua comunicação com equipe, parceiros e clientes em um gerenciador de tarefas? Empresas do mundo todo estão substituindo o e-mail por essas ferramentas e transformando a maneira como as pessoas trabalham. 

>> Achamos que essas leituras também podem te ajudar no trabalho:

 

a)  Expressões ou termos que se assemelham

1. Ao invés de / Em vez de

“Em vez de” é usado como substituição. Ex: Escolhi São Paulo em vez de BH.

“Ao invés de” é usado como oposição. Ex: Prefiro grande ao invés de pequeno.

2. De encontro a / Ao encontro de

“Ao encontro de” expressa harmonia. Ex: Obrigada! Sua ajuda veio ao encontro do que eu precisava.

“De encontro a” expressa embate. Ex: Brigaram porque a opinião dele ia de encontro ao que ela acreditava.

3. Através de / Por meio de

“Por meio de” é o mesmo que “por intermédio”. Ex: Conseguimos por meio de muito trabalho.

“Através de” expressa a ideia de atravessar. Ex: Olhava através da janela.

4. Em princípio / A princípio

“A princípio” equivale a “no início”. Ex: A princípio, achei que não seria capaz.

“Em princípio” equivale a “em tese”. Ex: Em princípio, todo homem é igual perante a lei.

5. Se não / Senão

“Senão” significa “caso contrário” ou “a não ser”. Ex: Me avise, senão vou esquecer. Não fez senão o prometido.

“Se não” é usado para expressar uma condição. Ex: Se não puder, nos avise antes.

6. Retificar / Ratificar

“Ratificar” é o mesmo que confirmar. Ex: Os dados ratificaram a previsão.

“Retificar” é o mesmo que corrigir, emendar. Ex: Vou retificar os dados da empresa.

7. À medida que / Na medida em que

“Na medida em que” equivale a “porque”. Ex: Cancelamos a reunião na medida em que a negociação havia sido adiada.

“À medida que” mostra relação de proporção. Ex: A produtividade aumenta à medida que a equipe usa a ferramenta.

8. Eminente / Iminente

“Eminente” significa “excelente”. Ex: É uma professora eminente.

“Iminente” indica que deverá acontecer em breve. Ex: O sucesso do projeto é iminente.

9. Bastante / Bastantes

O uso mais comum de “bastante” é como advérbio de intensidade, como “muito”. Ex: Andei bastante rápido para chegar a tempo.

Mas “bastante” também pode ser um adjetivo, sinônimo de “suficiente”, e neste caso concorda com o substantivo a que se refere. Ex: Recebo bastantes e-mails todos os dias.

10. Sessão / Seção

“Sessão” com “ss” quer dizer o tempo de um evento. Ex: Sessão de cinema, sessão de acupuntura.

“Seção” com “ç” quer dizer “departamento” ou “divisão”. Ex: A seção de arte moderna do museu, a seção de carnes do supermercado.

11. Tachar / Taxar

“Tachar” com “ch” é “censurar”, “rotular”. Ex: Foi tachado de louco.

“Taxar” com “x” é receber taxa, imposto. Ex: Grandes fortunas serão taxadas.

12. Trás / Traz

“Trás” não deve ser confundido com “atrás” e só existe na expressão “para trás”.

Se você está se referindo ao verbo “trazer”, lembre-se da letra z nele e use sempre “traz”.

13. Descrição / Discrição

“Descrição” é o detalhamento de algo. Ex: Não havia uma descrição clara do trabalho.

“Discrição” é a qualidade do que é discreto, não chamativo. Ex: É bom ter discrição durante a negociação.

14. Afim / A fim de 

“A fim de” indica ideia de finalidade. Ex: Irei ao evento a fim de praticar o networking.

“Afim” é um adjetivo, o mesmo que “semelhante”. Ex: Temos ideias afins.

15. Desapercebido / Despercebido

“Despercebido” significa “sem atenção”. Ex: A mudança passou despercebida.

“Desapercebido” significa desprovido, desprevenido. Ex: Estava desapercebido de dinheiro.

16. De mais / Demais

“Demais” significa “excessivamente”. Também pode significar “os outros”, na expressão “os demais”.

“De mais” se opõe a “de menos”. Ex: Uns têm privilégios de mais; outros de menos.

17. Tão pouco / Tampouco

Tampouco corresponde a “também não”, “nem sequer”. Ex: Ele não fez o que pedi, tampouco o que você pediu.

Tão pouco corresponde a “muito pouco”. Ex: O fim de semana foi delicioso, mas durou tão pouco.

18. Mau / Mal

Mal opõe-se a bem. Ex: Acordo mal-humorada. Estava malfeito.

Mau opõe-se a bom. Ex: Hoje é um mau dia para conversarmos.

19. Obrigado / Obrigada

Na norma culta, pessoas que se identificam como homens dizem “obrigado”. Já as que se identificam como mulheres dizem “obrigada”. Pensando em uma linguagem inclusiva, profissionais não-binários podem escolher a forma como irão redigir.

20. Descriminar / Discriminar

“Discriminar” significa “separar” e também “discernir”. Ex: Discriminar por orientação sexual é desprezível. As notas fiscais já foram discriminadas.

“Descriminar” significa “inocentar” e também “descriminalizar”. Ex: A juíza descriminou o réu.

21. A cerca de / Acerca de

“Acerca de” é o mesmo que “a respeito de”. Ex: Deveríamos discutir mais acerca de política. Já “a cerca de” indica aproximação. Ex: Moro a cerca de 3 Km daqui.

22. Fim / final

“Fim” é o contrário de “início”. “Final” é o contrário de inicial”. Exemplos: No fim do ano; na parte final do texto.

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b) Grafias e regências verbais que causam confusões

23. Responder o e-mail / Responder ao e-mail

Na maioria das vezes, o verbo responder é transitivo indireto, requerendo a preposição a. Mas há exceções. Vamos nos ater ao caso do termo “e-mail”.

– Quando há apenas um complemento ao verbo responder ele é transitivo indireto, sendo a regência feita com a preposição a, não importa se o complemento se refira a pessoas ou a coisas. Exemplo: Vou agora responder ao e-mail.

– Com a presença simultânea de dois complementos, o verbo passa a ser transitivo direto e indireto. É usado sem preposição quando o complemento se refere a coisas e com a preposição a quando o complemento se refere a pessoas. Exemplo: Vou responder agora o e-mail ao meu supervisor.

24. Seguem as imagens em anexo / Seguem anexas as imagens

Prefira a segunda opção. Para a maior parte dos linguistas, é preferível adotar a expressão “no anexo”, ou ainda, usar a palavra “anexo” como adjetivo, concordando com número e gênero do substantivo a que se refere. No exemplo, o substantivo “imagens” está no feminino e no plural, gerando, portanto, “anexas”.

25. Visar o objetivo / Visar ao objetivo

O verbo visar, no sentido de almejar, pede a preposição “a”. No entanto, quando ele está junto de outro verbo, dispensa-se a preposição. Ex: Visamos viajar para o exterior este ano.

26. Precisar de fazer / Precisar fazer

Assim como o verbo anterior, “precisar” só vem junto da preposição “de” quando há um substantivo. Ex: Precisamos de mais foco. Precisavam tirar umas férias.

27. Media a reunião / Medeia a reunião

Estamos tratando do verbo “mediar”, então lembre-se dos outros verbos irregulares com final “-iar”, como ansiar, incendiar e odiar. Ele anseia pela reunião; ele odeia reuniões; ela medeia a reunião.

28. Interviu, interviram / Interveio, intervieram

O verbo “intervir”, assim como “convir”, se conjuga como o verbo “vir”. Portanto, o correto é usar ele/ela interveio; eles/elas intervieram. Bônus da conjugação no pretérito perfeito: eu intervim; nós interviemos.

29. Quando dispor / Quando dispuser

O verbo “dispor”, assim como “repor”, “propor” se conjuga como o verbo “pôr”. A segunda opção é a correta.

30. Preveu, preveram / Previu, previram

O verbo “prever”, assim como “rever”, se conjuga como o verbo “ver”. Logo, o correto é  previu, previram.

31. Tinha chego, Tinha trago / Tinha chegado, Tinha trazido

“Chego” e “trago” só existem na expressões “Eu chego” e “Eu trago”. Noutro caso, “Ele tinha chegado atrasado e tinha trazido os documentos”.

32. Foi imprimido, Tinha impresso / Foi impresso, Tinha imprimido

O verbo “ser” pede o particípio irregular, que não termina em -do. Por isso se diz “foi impresso” e não “foi imprimido”. O verbo “ter” pede o particípio regular. Por isso se diz “tinha imprimido” e não “tinha impresso”.

33. A curto, médio, longo prazo / Em curto, médio, longo prazo

A expressão temporal exige a preposição “em”.

34. Por hora / Por ora

A palavra “ora” não só existe como significa “agora”. Exemplo: Por ora, vamos trabalhar na possibilidade do carro alcançar 400 km por hora.

35. Quando ver / Quando vir

“Quando vir” se refere ao verbo ver no futuro e na condicional. Ex: Quando eu te vir, vou te dar um abraço apertado! A expressão  “quando ver” não existe.

36. Eu quiz / Eu quis

A menos que você se refira a um quiz (aqui estão vários!), escreva “quis”.

37. A nível de / Em relação a

As expressões informais “a nível de” e “em nível de”, apesar de comuns, não são recomendadas no ambiente corporativo e nem aceitas pelos gramáticos. A norma culta explica que na linguagem coloquial, essas construções se aproximam de outras locuções, como “em âmbito”, “em termos de status”. Contudo, é melhor usar palavras de sentidos indiscutíveis como “em relação a” ou “em termos de”..

38. Benvindo / Bem-vindo

Mesmo após a última reforma ortográfica, a grafia correta continua sendo a com hífen.

39. Esquecer / Esquecer-se de 

O verbo “esquecer” só é usado com a preposição “de” quando vem acompanhado de um pronome oblíquo (me, te, se, nos…). O mesmo vale para o verbo “lembrar”. Ex.: Não esqueça a reunião; Não vou me esquecer da reunião;  Lembre-me da reunião; Isso lembra o que discutimos na reunião.  

40. Fazem dez anos / Faz dez anos

No sentido de tempo decorrido, o verbo “fazer” só é usado no singular.

41. A dois anos / Há dois anos ou Dois anos atrás

Para indicar tempo passado, usa-se o verbo haver. O “a” como expressão de tempo é usado para indicar apenas tempo futuro ou distância. Ex: Falarei com o diretor daqui a cinco dias. Ele mora a duas horas do escritório.

42. Haviam muitos, Vão haver muitos / Havia muitos, Vai haver muitos

No sentido de existir, o verbo “haver” fica sempre no singular. Já nas locuções verbais, ele concorda com o sujeito. Ex: Elas haviam feito um ótimo trabalho.

43. Estamos quite / Estamos quites

“Quite” deve concordar com o sujeito a que se refere. Ex: Estou quite com você.

44. Aonde está / Onde está

“Onde” se refere a um lugar em que alguém ou alguma coisa está. “Aonde” é formado pela preposição “a”, porque indica movimento. Quem vai, vai a algum lugar. (On de você está? Aonde você está indo? Para onde você está caminhando?) Nessa mesma lógica, não existe a expressão “daonde”, pois quem vem, vem de algum lugar. Existe apenas “de onde”.

45. Assistir a palestra / Assistir à palestra

O verbo assistir, no sentido de ver, exige a preposição “a”. Caso contrário, significa “ajudar”. Ex: A enfermeira assistiu o paciente por horas.

46. Admite-se vendedores / Admitem-se vendedores

Quem admite, admite “algo”. Quando isso ocorre, o verbo é chamado de transitivo direto. Direto porque não há preposição entre ele e o objeto da frase, como acontece, por exemplo, na frase “Precisa-se de vendedores”, em que há a preposição “de”. Assim sendo, quando o verbo é transitivo direto, ele concorda com o sujeito da oração. Se “vendedores” está no plural, então o correto é  “Admitem-se vendedores”. O mesmo vale para o verbo “alugar”.

47. Precisam-se de vendedores/ Precisa-se de vendedores

Quem precisa, precisa “de algo”. Essa preposição “de”  classifica o verbo “precisar” como transitivo indireto. Quando isso ocorre, o verbo fica no singular. Portanto, “Precisa-se de vendedores” é o correto.

48. Implicar em retrabalho / Implicar retrabalho

O verbo “implicar” tem sentido de “requerer” e também de “acarretar” e, em ambos casos, não admite preposição. Logo, o certo é “Implicar retrabalho”.

49. Somos em cinco / Somos cinco

Não se usa a preposição “em” nessa expressão.

50. Entre eu e você / Entre mim e você

“Entre eu” só pode ser usado antes de um verbo no infinitivo. Ex.: “Passou-se um bom tempo entre eu começar o trabalho e você me ajudar.”

51. Eles tem / Eles têm

“Tem” refere-se à 3ª pessoa do singular do verbo “ter” no Presente do Indicativo. “Têm” refere-se ao mesmo tempo verbal, porém na 3ª pessoa do plural. Vêm, Convêm e Retêm.

52. Chegar em São Paulo / Chegar a São Paulo

Verbos de movimento exigem a preposição “a”.

53. Preferir… do que / Preferir… a

A regência do verbo preferir é com a preposição “a” e não “do que”.

54. Meio-dia e meio / Meio-dia e meia

O correto é meio-dia e meia, pois o numeral fracionário concorda em gênero com a palavra hora.

55. Meia ansiosa / Meio ansiosa

A menos que você esteja dizendo que a meia do seu pé está ansiosa, o correto é no masculino, sempre que quiser dizer “um pouco”. No sentido de “metade”, concorde com o substantivo. Ex: Meia hora, meia xícara de chá.

56. Menas / Menos

“Menas” não existe.

57. Perca de tempo / Perda de tempo

“Perca” é verbo. Ex: Não quero que você perca sua fé em mim. “Perda” é substantivo. Foi uma perda incalculável.

erros de português - dicas do runrun.it

c) Abandonando pleonasmos

58. Na minha opinião pessoal = Na minha opinião

59. Repetir de novo = Repetir

60. Multidão de gente = Multidão

61. Encarar de frente = Encarar

62. Duas metades iguais = Metades

63. Preferir mais = Preferir

64. Há anos atrás = Há anos ou Anos atrás

65. Elo de ligação = Elo

d) Descomplicando o uso da crase

Motivo de erros de português há gerações, a crase é simplesmente quando duas letras se fundem numa só: a preposição “a” e o artigo feminino “a”.

Algumas pessoas inclusive preferem ler “à” como “a a”. Tendo isso em mente, fica bem mais fácil entender quando a crase é necessária.

Veja alguns erros:

66. De segunda à sexta / De segunda a sexta

Você está dizendo “De segunda até sexta” e não “De segunda até a sexta”. Portanto, não há duas vezes o “a”. Logo, não faz sentido haver crase.

67. Das 17 até às 18h / Das 17 às 18h

É o mesmo caso do item acima. Das 17 às 18h é o correto.

68. À partir de / A partir de

Nenhum verbo exige crase antes. Vale lembrar que “apartir” não existe.

69. À prazo / A prazo

Prazo é uma palavra masculina e, portanto, não acompanha o artigo feminino “a”, necessário para haver crase.

70. Refiro-me aquilo / Refiro-me àquilo

As palavras “aquilo” e “aquele”, masculinas, levam acento quando provêm da fusão do “a” preposição com a letra “a” de “aquilo”. Ex: Refiro-me àquilo que você disse na reunião ontem.

71. Disse à você / Disse a você

Não ocorre crase antes de pronomes pessoais (eu, você, ele, ela, nós, vocês, eles, elas), uma vez que nenhum deles vem acompanhado do artigo feminino “a”.

72. A vista, a disposição, a beira, a espera, a base / À vista, à disposição, à beira, à esper, à base

Sem o acento grave, todas essas expressões são apenas substantivos.

73. Vou à Curitiba, Vou a Bahia / Vou a Curitiba, Vou à Bahia

Quando estiver se referindo a cidades e países, lembre-se: Vou a, volto de… Crase pra quê? Vou a, volto da… Crase há! No exemplo: Vou a Curitiba (porque volto dE Curitiba) vs. Vou à Bahia (porque volto dA Bahia)

e) Descomplicando os porquês

Por fim, um dos mais célebres erros de português é a confusão que se faz entre os porquês. Veja como é mais simples do que parece!

74. Sempre que a palavra “motivo” estiver implícita na expressão, use “por que” (por qual motivo), mesmo que não seja uma pergunta.

75. Caso haja pontuação (ponto final, de exclamação ou interrogação) após, acentue a palavra “quê”, ficando “por quê”.

76. Se é possível substituir por “pois”, use “porque”.

77. Se é possível trocar pela palavra “motivo”, use o substantivo “porquê”.

Exemplo 1: Você não sabe por que [motivo] eu fiz aquilo e agora me pede que eu explique por quê. Mas eu não irei dizer o porquê! Ainda estou triste porque você me ofendeu.

Exemplo 2: Você fez isso porque me amava? Eu nem sei por que [motivo] eu ainda continuo com você. Eu não sei por quê. Deve ser assim mesmo, a gente nunca sabe o porquê total de continuar amando.

E-mails? Você ainda troca e-mails?

Agora que você deu um importante passo para não cometer mais erros de português em e-mails, é hora de avançar ainda mais.

O número de e-mails e a forma como a troca de demandas fica desordenada provavelmente são um pesadelo diário para você e sua equipe.

O fim do pesadelo está na contratação de uma ferramenta de gestão de projetos, tarefas e fluxo de trabalho, como o Runrun.it. Crie sua conta grátis e sinta a diferença: http://runrun.it

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