Desbravando novos mercados: saindo do pãozinho e inventando o croissant

Desbravando novos mercados: saindo do pãozinho e inventando o croissant

Quando o assunto é empreender, uma das muitas decisões que você tem que tomar é esta: você vai fazer algo que já existe, como uma padaria, e torcer para que exista mais gente querendo comprar pão do que gente vendendo? Ou você vai inventar algo novo, que as pessoas queiram, e ser o único fornecedor do mercado? Ou seja, criar seu próprio nicho? Hoje, vamos falar um pouco sobre a segunda opção. Hoje, o assunto é a gestão da inovação.

Para que inovar?

Quando você vende um produto tradicional, igual aos outros, sua empresa acaba tendo que adotar uma estratégia simples: a sua diferenciação dos concorrentes será algo como preço, distribuição, ou outros “truques” de mercado que pouco têm a ver com o produto em si. Falamos sobre o assunto neste texto sobre tipos de benchmarking.

No entanto, sabemos que batalhar por preço é uma guerra desleal e danosa ao mercado. Embora os consumidores saiam ganhando, esta estratégia não se sustenta no longo prazo, gerando preços irreais que corroem a capacidade competitiva das empresas. A saída, então, é aplicar a gestão da inovação. Perceber – ou gerar – novas necessidade e explorar nichos não descobertos.

Para saber mais sobre nicho de mercado, um bom começo é ler este texto. A inovação pode ser também uma forma de se adaptar às pressões não mercadológicas. Por exemplo, quando o governo dos EUA obrigaram empresas a realizar longos cadastros sobre seus clientes, elas aproveitaram estes dados para criar ótimos programas de CRM. Ou, em um exemplo até mais próximo, os food trucks, que nasceram no Brasil em parte pela burocracia de abrir um restaurante.

Mais do que isso, criar um novo produto ou inovação tecnológica dá à empresa uma propriedade intelectual, ou seja, um ativo altamente rentável para o futuro, desde que devidamente registrado e bem utilizado. Informe-se sobre o assunto com um advogado ou especialista em patentes.

Gestão da inovação, inovação da gestão

Idris Mootee, autor do livro Design Thinking for Strategic Innovation, afirma: “Gestão da inovação diz respeito a mais do que apenas planejar um novo produto, serviço, extensão de marca ou inovação tecnológica. Diz respeito a imaginar, mobilizar e competir de forma diferente”.

É fácil de entender a ideia. De nada adianta buscar produtos e serviços inovadores se a organização inteira está presa no passado, seja em sua forma de gerir, sua missão ou sua cultura interna. Para o sucesso de sua gestão da inovação, é essencial que toda a organização crie um ambiente que incentive a criatividade e faça os colaboradores se sentirem valorizados. Isso irá encorajá-los a trazer mais e melhores ideias para a mesa.

Mais do que nunca, é tempo de repensarmos o conceito de gestor tradicional, sistemático e antiquado. Mais sobre gestão empresarial disruptiva neste texto aqui.

Montando a matriz da gestão da inovação

Para entendermos melhor o processo de inovar, é interessante falarmos sobre os tipos de inovações e o processo que as cerca. Definir o que se espera da equipe, com base nestes modelos, pode facilitar o processo de criação. Vamos lá:

Pesquisa básica

Se o objetivo de sua empresa é descobrir algo totalmente novo, qualquer tipo de diretriz é uma limitação. Você não está tentando resolver um problema, nem definindo um objetivo. Parcerias com universidades, grupos de pesquisa independentes e incentivo a projetos paralelos são as marcas deste modelo. Sobre projetos paralelos dentro da empresa, recomendamos ler nosso texto sobre intraempreendedorismo.

Inovação incremental

Aqui, o que temos é um aperfeiçoamento constante dos atuais produtos, serviços, processos ou métodos. Faça sua câmera ter mais pixels. Seu computador ser mais veloz. Seu detergente agredir menos a pele. Esse tipo de inovação é muito comum em empresas grandes, com um departamento de pesquisa bem desenvolvido.

Inovação por descoberta

Às vezes, o problema, embora bem definido, é insolúvel até que surja algum componente extra. Por exemplo, televisores só puderam ficar mais leves e maiores quando as tecnologias de LCD e plasma foram desenvolvidas. Este tipo de inovação frequentemente se caracteriza pela cooperação de diversas empresas.

Inovação disruptiva

Este tipo de inovação é uma das mais delicadas, pois frequentemente os consumidores não enxergam o potencial da novidade. O modelo se caracteriza pela presença de incubadoras, que testam as ideias em ambiente controlado. Além disso, é comum a presença de firmas de venture capital, que investem com alta probabilidade de fracasso, na esperança de um ganho gigantesco em caso de sucesso.

Também recomendamos a leitura deste texto de Franklin Valadares, co-fundador e CTO do Runrun.it, sobre tipos de inovação.

Como implantar sua gestão da inovação

Em uma entrevista, Kevin Wells, Vice-Presidente executivo da Global Market Development for Reach Analytics, disse: “Prever a inovação sempre foi parte ciência, parte magia negra e parte sorte. O mundo dos dados nos dá a capacidade de talvez alavancar as partes da ciência e da sorte. Como uma empresa de análise preditiva, temos que tomar nosso próprio remédio. Olhamos para as tendências que os dados revelam e depois avaliamos as variáveis que são mais difíceis de quantificar. E, então, fazemos o que pensamos ser boas decisões de negócios. Mas eles são baseados em fatos mais do que instintos. O big data revela coisas que os seres humanos ignorariam – se você souber como procurar”.

Esta colocação já nos dá uma boa dica de como começar a gestão da inovação. Além de mentes criativas em sua equipe, você precisa de alimento para esta criatividade. Seus colaboradores e gestores devem estar sempre conectados. Devem aproveitar o fluxo gigantesco e constante de dados para perceber necessidades do mercado e detectar nichos não explorados. Leia nosso ebook sobre cultura de resultados.

Mas “estar conectado” não é apenas uma via de mão única, não é apenas ler terabytes de notícias e análises de especialistas. Conecte-se também com pessoas, através de redes sociais e afins, seja com colegas de trabalho, clientes, amigos e até mesmo concorrentes. Com esses dois tipos de conexão – do big data e das redes sociais – você terá uma fonte constante de novas ideias para começar seu trabalho.

Finalmente, estabeleça a seguinte rotina com sua gestão da inovação:

1. Gere a ideia: Faça brainstorms e reuniões informais com intenso feedback. Incentive os colaboradores a criar livremente, baseados em poucas informações e problemas ainda não delimitados.

2. Filtre as sugestões: A partir de uma seleção, discuta as melhores ideias com a equipe e veja quais são as melhores e mais viáveis financeira e tecnicamente.

3. Crie protótipos: Transforme sua ideia em produto e teste no mundo real se suas expectativas serão satisfeitas.

4. Implementação: Agora que o produto existe, é hora de expô-lo ao público. Esta fase deve ser acompanhada de profunda avaliação dos resultados, da aceitação do target e detecção de problemas.

Agora, a partir destes 4 passos, repita o ciclo até atingir o sucesso. Se você achou a ideia interessante, leia mais no texto sobre design thinking, aqui no blog.

E quem paga a conta?

Muitas vezes, querer implantar uma gestão da inovação não basta. Inovar é arriscado. O risco, no entanto, é proporcional à recompensa, e existem diversas fontes de financiamento que podem ajudar a sua empresa a criar um novo nicho ou desenvolver um conceito inovador. Entre as principais, destacamos:

CNPq – O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico possui um programa para empresas, o RHAE, que agrega pessoas em atividades de pesquisa e desenvolvimento, oferecendo bolsas.

FAPESP – As bolsas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) muitas vezes envolvem compartilhamento de patentes desenvolvidas nos eventuais sucessos de projetos. As bolsas podem até ultrapassar um milhão de reais.

Desenvolve SP – Em atividade desde 2009, a Agência de Desenvolvimento Paulista é o parceiro do Governo do Estado de São Paulo na concessão do financiamento para cada fase do negócio, seja ele uma startup ou uma média empresa. Da equipagem de uma empresa ao crescimento dela, a agência oferece uma série de linhas de crédito.

FINEP – A Financiadora de Estudos e Projetos é voltada à inovação tecnológica e trabalha por meio de editais. Por isso, é fundamental que o empreendedor acompanhe os lançamentos pelo website oficial.

BNDES – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é o mais abrangente de todos, financia com juros mais acessíveis empresas e projetos que contribuam para o desenvolvimento social, cultural e tecnológico.

Além dessas, existem diversas linhas estaduais ou até municipais. Se você acha que seu negócio está “patinando” e acha que é preciso repensar seus planos, recomendamos a leitura do nosso texto sobre modelo de negócio.

Inovando melhor por meio da tecnologia

Como vimos, inovar é fundamental, mas não é simples. Uma boa gestão da inovação deve ser fruto da interação entre pessoas e do intercâmbio de ideias em um ambiente fértil e moderno.

Para incentivar esse tipo de ambiente e multiplicar as ideias de seus colaboradores, conte com as ferramentas de gestão mais modernas do mercado, como Runrun.it. Com as funções em nuvem, disponíveis em qualquer dispositivo, você e sua equipe criam muito melhor e mais rápido. Experimente grátis: http://runrun.it

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