O estudo de uma década sobre líderes brilhantes – e sua gestão estratégica de pessoas

O estudo de uma década sobre líderes brilhantes – e sua gestão estratégica de pessoas

Líderes brilhantes… O que os diferencia dos líderes comuns? Poderíamos parar durante alguns minutos e chegar a alguns palpites. Mas uma equipe de pesquisadores já fez isso por nós – e não foi por alguns minutos. Ao longo de 10 anos, o grupo liderado por Ron Carucci se dedicou a entender o que há por trás da gestão estratégica de pessoas de quem se destaca da multidão. E, depois de quase 3.000 entrevistas, encontraram a resposta para a nossa pergunta. Em um artigo publicado na Harvard Business Review, eles afirmam que existem quatro atributos em que os líderes brilhantes mostram total domínio. Imite! Sem receio. Ou você prefere conviver com a dúvida de ser um(a) chefe medíocre?

1. Eles enxergam a empresa como uma soma de partes

Líderes brilhantes têm um profundo conhecimento de como as diferentes equipes, os projetos e as estratégias se encaixam para trazer os resultados. Outro diferencial é que, mesmo tendo passado por áreas como marketing ou finanças (as mais recorrentes entre os executivos, segundo o estudo), ao chegar à diretoria da empresa, esses líderes não impõem ao time sua mentalidade sem antes entender o que fará sentido para a maioria.

Em vez disso, martelam para integrar toda a organização, adotando processos e metodologias de trabalho que contemplem todos. “Grandes líderes não se intimidam em estar perto da equipe e até auxiliar em tarefas do seu escopo”, Ron pontua. Essa atitude prova sua humildade e é o alicerce para se estabelecer a sensação de que todos ali são interdependentes, não importa a hierarquia ou o departamento.

O estudo ainda identificou que, seguindo o raciocínio de preservar e, às vezes, recuperar a harmonia entre as diversas partes da empresa, uma gestão estratégica de pessoas envolve manter o diálogo alinhado entre as equipes. Pode parecer uma tarefa simples, mas sem um empenho reforçado de manter a transparência, a própria organização pode remar contra si mesma. Duvida?

O estudo cita o caso de uma grande companhia que não conseguia sair da lanterna nos rankings comparativos de satisfação dos clientes. Para tentar reparar isso, houve um corte de gastos no time de vendas, o marketing passou a se focar em produzir um conteúdo de mais qualidade, entre outras mudanças na cadeia de produção.

“Embora bem-intencionadas, as soluções foram decididas isoladamente. A insatisfação dos consumidores permaneceu alta. Foi, então, que o líder de Pesquisa & Desenvolvimento reuniu todos os gestores e, uma vez juntos, vieram à tona as prioridades de cada equipe e a contradição entre elas. Um ano depois, a satisfação dos consumidores melhorou 40%”, conta Ron.

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2. Eles sabem tomar decisões equilibradas como ninguém

Como você deve imaginar, a capacidade de tomar boas decisões é rara. Em uma pesquisa da McKinsey com mais de 2 mil executivos, só 28% disseram que a qualidade das decisões estratégias na sua empresa eram geralmente boas. A grande maioria, 60%, afirmou que más decisões eram tão frequentes quanto as boas, e os 12% restantes revelaram que decisões certeiras eram, digamos, incomuns.

O que pode ajudar a não tomar decisões ruins? Líderes exemplares conhecem a importância de expressar uma opinião, de se posicionar, mas também têm algo muito claro em mente: nenhuma escolha deve ser feita sem antes se equilibrar emoção e razão. Não se sua missão é realizar uma gestão estratégica de pessoas.

Há aqueles que se baseiam unicamente em dados e outros que negligenciam os insights que os números podem trazer. O ideal é reconhecer para onde sua mentalidade pende e se permitir pensar pelo outro lado, seja abrindo-se mais para seu feeling ou valorizando mais os dados.

Quer uma dica de exercício prático para aperfeiçoar sua tomada de decisão? Priorize. “Por serem tão hábeis em se livrar da indecisão, os melhores líderes são também os melhores em priorização. Mesmo porque, não é possível avançar com uma empresa se as metas de crescimento competem pelo tempo da equipe”, Ron explica. É preciso trabalhar com poucos, de preferência três grandes objetivos, para se liderar uma empresa e eles sabem disso.

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3. Eles conhecem muito bem o mercado e as tendências

O terceiro ponto em que uma liderança acima da média prevalece é no conhecimento sobre o mercado em que sua empresa atua, e sobre as condições da economia local. Assim, se você vislumbra se tornar referência, não pode ser um(a) alienado(a) às notícias da semana e à tendências dos próximos anos – tanto em relação à mudança de hábitos das diferentes gerações quanto à conquista de direitos e autonomia dos trabalhadores.

“Brilhar como líder implica saber o que dá dinheiro à empresa, mas também reconhecer que investimentos devem ser feitos para manter a equipe e os consumidores satisfeitos, mesmo que os últimos nem sempre saibam o que exatamente resolveria os seus problemas”, Ron acrescenta.

Sobre o estudo que o grupo chefiado por ele realizou, o pesquisador afirma que os líderes que mais pontuaram no atributo “Conhecer o mercado” eram também conhecidos por sua curiosidade inata, sua noção do momento financeiro em que sua empresa está e por sua disposição para seguir as tendências que identificam.

Graças a esse olhar crítico e persistente, líderes-modelo reconhecem oportunidades de negócio mais rapidamente que os demais e, desse modo, levam vantagem em relação à concorrência. Você pode se perguntar: existe algum meio de lapidar meu olhar? Sem dúvida. Mas exige suor.

Em vez de dialogar com o mesmo perfil de pessoas, com repertórios semelhantes, e informar-se exclusivamente sobre o mercado referente ao seu ramo, você pode fazer pequenos sacrifícios diários, até atingir uma “segunda zona de conforto”. Basicamente, em vez de tentar se convencer do que você já acredita, busque a diversidade de pensamento. Se suas ideias forem realmente poderosas, elas resistirão ao embate.

4. Eles acreditam em relações humanas duradouras

O que faz de uma empresa um emprego dos sonhos? À parte o ambiente agradável, um alto salário e benefícios que nenhuma outra oferece, está a possibilidade de trabalhar com pessoas brilhantes. Essas pessoas são aquelas que podemos chamar de líderes 360º, porque conseguem se relacionar bem com superiores, pares e colaboradores – adaptando sua abordagem em cada contexto. É o famoso “jogo de cintura” e uma dose de carisma.

Seu legado é uma reputação positiva dentro da empresa, por conseguir dar resultados sem jamais deixar de dividir o crédito com quem contribuiu. “Não é de se espantar”, Ron diz, “que dos quatro atributos aqui citados, a habilidade de se relacionar tenha sido o divisor de águas entre os excelentes e os bons líderes”.

O estudo mostrou que, enquanto os maiores lideravam demonstrando humildade e se importando com as pessoas, os “vice-líderes em termos de liderança” eram pegos em suas tentativas de usar discursos sobre o valor do trabalho em equipe, quando, na realidade, pensavam em seu próprio bem apenas.

Se você desconfia que está agindo dessa segunda maneira, copie o costume daqueles que motivaram a extensa pesquisa de 10 anos. O costume de pedir feedback e assumir suas deficiências e preconceitos. Somos influenciados bem mais do que imaginamos pelo meio e uns pelos outros e, talvez, você esteja reproduzindo comportamentos e falas sem avaliar sua gravidade. Assumir isso não é o fim do mundo, mas pode ser o começo de um novo.

Ron conta que há uma série de pesquisas sobre a importância das relações humanas profundas. Uma delas da Harvard Business Review revelou que o medo de parecerem incompetentes, tidos como impostores, e também vulneráveis era prejudicial para o relacionamento de 60% dos CEOs e executivos, segundo eles mesmos.

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