Como a rede de contatos tem se transformado (e transformado as empresas)

Como a rede de contatos tem se transformado (e transformado as empresas)

O cenário de ficar 30 anos em um mesmo emprego é passado. O mundo possui um turnover mais acentuado, mudanças de área são comuns e não é difícil nos depararmos com a criação de um novo modelo de negócio. Nesse universo mais dinâmico, valem mais as relações que você constitui no trabalho do que a famosa indicação do “amigo do amigo”. Por isso, é importante repensar sua rede de contatos e a forma com que você se relaciona com seus colegas – o networking mudou.

A antiga era dos laços fracos

Na década de 70, o sociólogo Mark Granovetter identificou a “força” dos laços fracos de relacionamento na dança das cadeiras de empregos. Por definição, laços fracos são pessoas que você conhece, mas não conhece tão bem assim. A professora do seu filho, o colega de um amigo, uma pessoa que você conheceu por acaso em uma festa. Esse “amigo do amigo” era responsável por indicar vagas que você e as pessoas mais próximas a você não sabiam. Era uma época em que conseguir um novo emprego dependia muito de saber que a vaga existia.

Chegou a vez dos laços fortes

Ilana Gershon, professora associada de Antropologia na Indiana University e autora do livro Down and Out in the New Economy: How People Find (or Don’t Find) Work Today, analisou uma série de entrevistas para conferir o que tinha mudado no networking da década de 70 para cá. Neste artigo, ela pontua que mais de 60% dos entrevistados relataram que alguém com quem já trabalharam no passado os ajudou a encontrar seu emprego. E não apenas colegas, mas chefes e clientes também. Ou seja, laços fortes, que conhecem exatamente como você trabalha, podem falar com convicção se você está ou não apto a uma vaga. Uma recomendação que vale ouro.

Networking é mais dar do que receber

Alaina Levine, especialista em desenvolvimento de carreiras, joga uma luz no caminho de quem quer ampliar sua rede de contatos. Ela afirma: “Networking não é sobre drenar o máximo de outra pessoa. É sobre selar parcerias mutuamente benéficas”. As relações são uma via de duas mãos, em que os dois lados ficam satisfeitos. Ao cultivar novos contatos, tenha em mente que o ideal é fazer algo sem esperar nada em troca. Porque em algum momento essa corrente do bem retornará a você. E na maioria das vezes, retorna mais cedo do que imaginamos.

Saia da sua concha

Se você é tímido(a), ou não se imagina saindo de um evento com cartões de novos contatos, é hora de derrubar algumas barreiras. Principalmente em um ambiente de crise, que muitos se preocupam apenas em reduzir gastos e se fecham para novas relações e oportunidades. Comece pelo digital, participando de fóruns, comentando em artigos, enviando mensagens sobre algo que foi publicado. Procure eventos, desde encontros técnicos da sua área a reuniões da antiga turma da faculdade. Socializar é como se exercitar. Quanto mais tempo você ficar parado, mais difícil será se mexer. Para quebrar o gelo, confira este texto sobre como puxar assunto com que você não conhece (ainda).

Trabalhe o seu marketing pessoal

Seja sincero e consciente de que a forma como você se apresenta ao mundo e comprova essa imagem nas ações do dia a dia terão impacto direto na criação de bons laços, sejam eles fracos ou fortes.

Todo colega de trabalho é um aliado

Até concorrentes internos podem se revelar grandes aliados quando o assunto for oportunidade de emprego. Isso é motivo mais do que suficiente para tratar bem as pessoas que trabalham com você. Respeitar a opinião do próximo, dar o devido crédito e ser solidário vai deixar o ambiente profissional muito mais agradável e ainda pode render boas conexões que definirão o seu futuro.

Cada publicação/compartilhamento é uma pista de quem você é

Trabalhe sua imagem nas redes sociais. Uma das primeiras ações quando estamos diante de um possível bom nome para uma vaga é procurar a pessoa no Facebook. Como o levantamento de uma ficha criminal, recrutadores buscam opiniões polêmicas, fotos, histórico e comentários que possam “desclassificar” o candidato. Definitivamente, é tempo de bom senso. Somos cada vez mais responsáveis pela nossa timeline, e o que você postar pode e será usado contra você nesse “tribunal”.

Um ótimo indicador dessa tendência das redes de contato é a evolução do LinkedIn. Antes considerada apenas um espaço para currículo online, a rede social tornou-se um espaço de geração de conteúdo. O feed abriu espaço para as pessoas exporem suas ideias. E claro, o endorsements. Assim, uma indicação superficial deu lugar a recomendação de pessoas que já trabalharam com você.

Combine laços e aumente as possibilidades

Os laços fracos não estão totalmente descartados, já que ainda representam cerca de 17% da forma como as pessoas encontram seu novo emprego. Este é um dado da pesquisa de Ilana Gershon. E eles têm um papel fundamental na inovação da sua rede de contatos. Isso porque laços fortes são gerados por pessoas que participam de um mesmo círculo social, enquanto laços fracos são pontes que ligam você a outros círculos.

Se pensarmos nos extremos, uma rede de contatos formada apenas por laços fortes gera clusters fechados, ilhas isoladas com pouca inovação. E uma rede formada só por laços fracos coloca o profissional em diversos grupos, mas de forma superficial, como se viajasse rapidamente entre várias “ilhas”, sem criar relações que possam gerar boas recomendações.

Portanto, uma dica para aumentar sua probabilidade de sucesso é combinar naturalmente esses tipos de relacionamento para fazer parte de vários clusters diferentes. E isso não serve apenas para a procura de um emprego, mas para a troca de ideias, o desenvolvimento da criatividade e da inovação.

Integração para a inovação

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