Anti-metas: a técnica de aumentar a produtividade (e a felicidade) focando no que você detesta

Anti-metas: a técnica de aumentar a produtividade (e a felicidade) focando no que você detesta

Pode fazer uma pesquisa informal: quase sempre que um conteúdo utiliza alguém de sucesso para inspirar, baseia-se no que essa pessoa faz ou fez. Dificilmente aborda o que a pessoa deixou de fazer para obter o sucesso. É sempre um papo de desafios superados para cá, metas atingidas para lá, e um risco enorme de cair numa vala comum, com dicas sobre rotina de trabalho que provavelmente você (e muita gente) já conhece de cor.

Por isso, um contraponto a esse senso comum merece destaque. Uma ponderação poderosa que você pode fazer é o conceito de “anti-metas”, do qual você talvez ainda não tenha ouvido falar – até porque pode parecer um contrassenso às dicas de sucesso que se espalham aos milhares por aí.

No entanto, como você provavelmente vai perceber agora, as anti-metas podem ser valiosas aliadas de uma carreira bem-sucedida. E não apenas profissionalmente, mas pessoalmente, também, por meio do foco naquilo que odiamos com todas as forças. Contraditório, não? Explicaremos melhor agora.

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Um antídoto para o sucesso profissional que leva ao fracasso pessoal

Ao que tudo indica, o conceito de anti-meta foi formulado por Andrew Wilkinson, empreendedor de tech, neste artigo que ele publicou no Medium.

Wilkinson e seu sócio Chris juntaram-se para encontrar o que praticamente todo mundo busca: uma forma de serem mais felizes no trabalho. Os dois constataram, então, que muitos de seus amigos eram muito mais ricos e bem-sucedidos que eles próprios, mas que enfrentavam sérios problemas na vida pessoal. Agendas lotadas, casamentos na berlinda, poucas horas de sono, e por aí vai.

Depois, Wilkinson e seu sócio perceberam que suas próprias agendas estavam repletas de atividades que não queriam executar. Então, resolveram adotar a lógica da inversão: a ideia de que problemas são mais resolvíveis quando revertidos.

“Diga-me onde vou morrer para que eu jamais vá para lá”

Andrew Wilkinson lembra que a ideia de reversão é antiga. Vem de Charlie Munger, parceiro de negócios do bilionário norte-americano Warren Buffett, conhecido por repetir sempre a frase “diga-me onde vou morrer para que eu jamais vá para lá”. De acordo com o próprio Munger, “grande parte do sucesso na vida e nos negócios vem da consciência daquilo que você deve evitar: morte precoce, um casamento ruim etc”.

Pensando nisso, Wilkinson criou uma descrição para o que chamou de “pior dia possível”:

  • Cheio de longas reuniões
  • Calendário lotado
  • Ter de lidar com pessoas de quem não gostamos ou em quem não confiamos
  • Dever coisas para as pessoas / não estar no controle / obrigações
  • Ter que estar no escritório
  • Viagens
  • Cansaço

A partir daí, eles criaram uma lista inversa, com várias anti-metas:

  • Nunca marcar uma reunião presencial quando ela puder ser realizada online
  • Nada além de duas horas agendadas no calendário por dia
  • Nenhum compromisso de negócios com pessoas das quais não gostamos
  • Nunca desistir de assumir o controle de nossos negócios, sem favores de pessoas que possam precisar de algo da gente
  • Trabalhar de cafés em frente a belos parques, onde possamos ir e vir conforme quisermos sem que nos incomodem
  • Vídeo-conferências ou custear o transporte para que pessoas venham até nós
  • Nunca marcar reuniões pela manhã, dormir mais quando necessário

 

“Problema resolvido”, afirma Wilkinson. Claro que ele e o sócio ainda têm de enfrentar alguns dias inevitavelmente chatos, mas essa lista tornou suas vidas imensamente melhores ao estabelecer anti-metas no lugar de metas. E também conseguiram aumentar a produtividade.

Melhores até que as próprias metas

Há quem diga que anti-metas são até mais poderosas do que metas tradicionais. Como o autor e consultor Justin Gesso, que abriu mão de uma “carreira tradicional” e hoje “é dono de seu próprio tempo e destino”. Neste artigo do site que leva seu nome, ele também reflete acerca das anti-metas.

De acordo com ele, saber evitar as dores é muito mais forte do que estabelecer objetivos. Isso nos poupa uma energia tremenda e “nos permite cobrir distâncias muito maiores”, afirma Gesso.

Para ele, anti-metas são o caminho para acumular “combustível” para trabalhar nas metas de fato. Aliás, metas e ideias “vêm e vão, mas anti-metas vão permanecer porque tratam de atividades das quais você, provavelmente, nunca gostará”, teoriza Gesso.

O medo como combustível

Justin Gesso também reflete sobre nossa dificuldade em tomar uma atitude drástica perante uma vida da qual muitas vezes não gostamos. Ele lembra que “a maior parte das pessoas vai para um trabalho ruim e lida com chefes que odeia porque elas têm medo de não conseguirem prover o sustento da família”.

Ele relembra da própria rotina em empresas em que trabalhou: “eu olhava ao redor, para meus colegas, e percebia que um bom número deles tinha o mesmo trabalho havia anos. O mesmíssimo trabalho. E reclamavam todos os dias, sem parar. Porque tinham medo da mudança”, conta.

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Acontece que o próprio Gesso tinha medo deles. Mais especificamente, tinha medo de ficar como eles. Por maior que fosse a vontade de ganhar uma promoção e conquistar grandes feitos, esse medo a superava. “Este foi meu combustível para adotar as anti-metas”, revela o autor.

Veja e coloque suas anti-metas em ação

A partir daí, Justin Gesso dá dicas de como estabelecer anti-metas e segui-las à risca. Ele afirma que o que realmente as torna efetivas não são só palavras, mas ações. E cita um exemplo alarmista: “se você quer parar de fumar, não basta dizer que cigarro dá câncer de pulmão. Você precisa ir a um hospital para ver as vítimas desse mal. Fale com elas. Decida lá mesmo se você quer ficar como elas”.

Ou, numa situação menos crítica, procure colegas que estão estagnados por anos e fale com eles. Veja de perto o que pode acontecer caso você não comece a listar todas as atividades que quer evitar a qualquer custo.

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