Duvide do que você vê e ouve: synthesized media e a revolução na produção de mídia

Duvide do que você vê e ouve: synthesized media e a revolução na produção de mídia

Em 2017, alguns tópicos dominaram as conversas sobre tecnologia e inovação – como computação cognitiva, inteligência artificial e realidade virtual. Agora, uma nova buzzword surge, ainda que bem incipiente. Trata-se da synthesized media, ou mídia sintetizada.

O que é synthesized media?

De acordo com este artigo do InfoWorld, synthesized media é o próximo passo no processo de identificação de imagens, vídeos e áudios relativos a uma marca, ou mesmo a uma pessoa. Hoje, com recursos de inteligência artificial e computação cognitiva, é possível realizar essa coleta em larga escala, e com uma velocidade sem precedentes.

Mas que processo é este? Bem, tudo começou no momento em que muitas empresas passaram a investir pesado em imagens, em como identificá-las (sejam em vídeo ou estáticas), em como classificá-las e recuperá-las. Depois, veio a etapa de organização: uma estrutura foi conferida a esses dados, de modo a combiná-los com outros recursos. Um exemplo: hoje, há serviços que permitem que você solicite imagens relacionadas à sua marca, ou que, por meio de IA, criem um banner para sua empresa com base em insumos de produtos e marcas.

O passo seguinte nessa trajetória foi o processamento de linguagem natural e geração de fala. Conforme mencionamos neste artigo sobre pesquisa de voz, cada vez mais empresas estão investindo na compreensão da linguagem humana — e, o mais importante, também na intenção. Ou seja, a partir do momento em que uma máquina entende, ela poderá responder com mais precisão.

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O que vem por aí

Quando juntamos todos esses processos, chegamos à próxima etapa: a synthesized media. Ainda em dúvida? Então tomemos outro exemplo: imagine a questão da pesquisa por voz. Como vimos, já temos máquinas que conversam conosco (basta lembrarmos da Siri, da Amazon, cuja última versão está cada vez mais próxima de soar como a voz humana).

Agora, e se a máquina fosse capaz de reproduzir uma voz específica? Permita-nos complicar um pouco mais, adicionando vídeos à voz. Imagine uma celebridade — uma atriz consagrada, por exemplo, e capture vídeos de várias de suas atuações. Com o uso de ferramentas específicas, você poderia criar um vídeo em que a atriz diga o que você quiser.

E, com um algoritmo de imitação de voz, você nem precisaria extrair palavras de falas já existentes — seria possível recriá-las. Eis aí a definição de mídia sintetizada, ou seja, a mídia reproduzida por meio de ferramentas tecnológicas. Em outras palavras, synthesized media é a informação midiática criada por meio de computação cognitiva e sistemas de IA.

“Isto é muito Black Mirror, meu”

Pode soar exagerado, ou talvez até como uma história da série britânica de ficção científica especulativa Black Mirror. Especialmente o episódio “Volto já”, em que, após perder o noivo em um acidente de carro, uma mulher adquire um serviço que, por meio da coleta de dados gerados em vida, permite que ela continue conversando com ele — primeiro via chatbots, depois por voz, e depois… bem, não daremos spoilers.

No entanto, se analisarmos o retrospecto das inovações tecnológicas nos últimos anos, tudo indica que a synthesized media está prestes a ganhar espaço. No texto da InfoWorld, encontramos dois exemplos bem concretos e, por que não?, espantosos.

O primeiro é o Lyrebird, um sistema de IA que, a princípio, podia imitar qualquer som, desde motosserras até macacos em uma floresta. No entanto, com as atualizações, o Lyrebird mostrou-se capaz de reproduzir qualquer voz — inclusive a sua, caro(a) leitor(a).

Outro exemplo é este vídeo de um breve discurso do presidente Obama. Com um detalhe: a voz foi totalmente sintetizada. Foi criado por pesquisadores da Universidade de Washington por meio de um sistema de deep learning (para a reprodução de voz) e da combinação de horas e horas de vídeos. Ou seja, totalmente falso. Um pouco assustador, não?

Polêmicas à parte…

O episódio de Black Mirror sem dúvida apresenta um cenário inquietante. No entanto, o advento da synthesized media pode trazer benefícios, sobretudo para as relações entre marcas e seus consumidores. Como exemplo, podemos citar um aplicativo de um jornal que permitisse ao cliente ouvir as notícias na voz de sua celebridade favorita, personificando a relação com a marca.

Seja como for, é fundamental entender que um número crescente de empresas estão descobrindo os caminhos da mídia sintetizada, que definitivamente torna-se uma tendência cada vez maior.

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