Alinhamento estratégico: as pedras que estão no caminho da execução

Alinhamento estratégico: as pedras que estão no caminho da execução

Vamos imaginar uma história bastante comum (e frustrante): uma empresa desenvolve uma estratégia para entrar em um novo mercado. O plano parece infalível, com projeções financeiras animadoras. Mas na hora da execução nada sai como esperado e os resultados são desesperadores. A diretoria da empresa, preocupada, solicita explicações. “O problema foi na execução”, dizem os gerentes. “Precisamos de mais recursos”. O board rapidamente aprova um novo orçamento, fornecendo novos recursos. E o alinhamento estratégico permanece igual.

No entanto, após o novo prazo de implementação, o desempenho não passa perto do esperado. A resposta aos novos investimentos não aparecem, e os lucros não se concretizam. Nesse momento, depois de perder tempo e dinheiro, os diretores de alto escalão já não acreditam que o problema seja na execução. E provavelmente, eles estão certos. A questão está na lacuna entre esse alinhamento estratégico e a execução.

Uma pesquisa apresentada neste artigo da Harvard Business Review (em que esse relato é trazido à tona) aponta que as empresas entregam, em média, apenas 63% do desempenho financeiro de suas estratégias. E o pior dessa história: as causas desse gap muitas vezes são invisíveis para a alta administração.

Acontece que, ao tentar executar um plano aparentemente seguro, as lideranças podem tomar decisões equivocadas, perdem o controle da implementação e esquecem de rever o alinhamento estratégico. Ou têm medo de mudar o rumo no meio do caminho. O resultado disso é desperdício de energia, de tempo e de dinheiro. E muita frustração. Veja a seguir quais podem ser essas pedras que ficam no caminho entre estratégia e execução.

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O que está no caminho entre o alinhamento estratégico e a execução

Agora, vamos trazer alguns possíveis gargalos que podem estar entre a estratégia e a execução dos seus planos. Com isso, você pode fazer uma revisão da sua gestão:

1. Planos falhos desde o princípio

Michael Mankins, sócio da Bain & Company, afirma neste artigo na Harvard Business Review, que a lacuna entre estratégia e desempenho raramente é resultado de deficiências na implementação; é porque os planos são falhos desde o começo. A visão de que a estratégia é eterna e imutável também paralisa os gestores, que preferem não mexer no alinhamento estratégico antes de ir até o fim – e fracassar nos resultados.

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2. Estratégias de looooongo prazo

Um alinhamento estratégico precisa ter data para começar a ser executado e para terminar de ser implementado. Sem determinar um prazo, sua estratégia se torna uma estrada sem fim. Com a dinâmica do mercado, se você não fizer mudanças rápidas, pode ser engolido pela concorrência.

Por isso, é importante dividir o tempo em que sua estratégia será executada, traçando objetivos e resultados trimestrais. Envolva os líderes das áreas para que proponham as ações que julgam necessárias para atingi-los. Para ter um fracionamento melhor definido, é possível usar uma metodologia como OKRs (Objectives and Key Results). Assim, fica mais claro quais são os objetivos macro da empresa (ou seja, sua estratégia) e todos entendem como seu trabalho impacta nos resultados.

Ao compartilhar esses objetivos inter-relacionados, que podem ser alcançados de forma individual ou coletiva, sua empresa consegue fazer entregas rápidas e tomar decisões ágeis sem esperar uma reunião de board para corrigir a rota.

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3. Os colaboradores não conhecem as prioridades

Um ponto muito comum que impede a execução do seu plano é não ter uma visão do que é prioridade dentro da estratégia da empresa. Quando as lideranças não sabem o que é importante, os colaboradores trabalham sem foco e não atingem o que é mais prioritário para chegar às ações que levam ao objetivo esperado.

Para implantar a estratégia, é preciso encontrar uma ferramenta de priorização das tarefas. Com um software de gestão do trabalho, é possível automatizar essa priorização. No Runrun.it, os colaboradores podem trabalhar em projetos paralelos de forma organizada, registrando o tempo alocado em cada atividade. As projeções se tornam realistas, pois o sistema registra cada minuto trabalhado e traz projeções em tempo real.

4. Estratégia não alinhada com a cultura

Uma estratégia que não está alinhada com cultura da empresa rapidamente perderá foco na execução. Pior que isso, os fracassos de planejamento e execução podem mudar a cultura da empresa. Segundo a Harvard Business Review, a lacuna entre estratégia e execução promove uma cultura de baixo desempenho.

Isso é, em muitas empresas, os colapsos de planejamento e execução são reforçados por uma nova cultura de apagar pequenos incêndios. Ao invés de se esforçar para garantir que os compromissos sejam mantidos, os gerentes, esperando o fracasso, procuram se proteger das eventuais consequências e gastam tempo cobrindo seus rastros.

A organização se torna menos autocrítica e menos intelectualmente honesta sobre suas deficiências. Consequentemente, perde sua capacidade de executar. Conforme o artigo, essa mudança ocorre rapidamente e, uma vez que ela tenha se enraizado, é muito difícil reverter.

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5. Não existe metodologia nem tecnologia para executar

Sem escolher uma metodologia, como já falamos, você também pode criar uma grande lacuna entre estratégia e execução. O mesmo vale para a tecnologia. É preciso agir com velocidade e adaptabilidade na execução e isso só um software de gestão oferece para a sua empresa.

Com a tecnologia certa, os gestores conseguem acompanhar em tempo real o andamento dos projetos e de cada tarefa. No caso do Runrun.it, a funcionalidade do Dashboard centraliza as informações mais relevantes, de forma direta. Você cria suas próprias métricas, utilizando filtros, seleciona somente o que interessa e arrasta os blocos para onde quiser. Com isso, você consegue controlar o tempo investido nas tarefas e clientes, prever gargalos e prazos estourados e aumentar a produtividade da empresa.

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6. Falha na comunicação

A comunicação é um fator chave para que você diminua o gap entre estratégia e execução. Isso porque sem comunicar objetivos a estratégia não sai do papel; sem alinhamentos constantes com a equipe, as ações podem ficar sem rumo e os projetos sem prioridade. Além disso, os líderes precisam ouvir aqueles que têm a responsabilidade de fazer a operação acontecer no dia a dia. Abra o diálogo:

– Quais são as dificuldades dessas pessoas?
– Qual é o escopo de trabalho delas?
– Quais recursos estão em falta?

 

Também é importante manter toda a comunicação interna formalizada, para evitar erros, retrabalho, conflitos e desmotivação. É preciso adotar medidas que eliminem os riscos do “telefone sem fio”. Formalizar a comunicação é uma forma de anular os ruídos entre gestores e colaboradores.

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7. Não existe visibilidade dos resultados da operação

Por fim, é muito comum também que a média gestão não tenha ferramentas que deem visibilidade para a operação e para saber o que, de fato, está sendo realizado. Ao ter acesso a dados confiáveis e atualizados, o(a) gestor(a) terá os insumos para tornar a sua equipe mais engajada na estratégia. Isso porque com dados consolidados em mãos é fácil de fazer correções rápidas para manter a empresa na direção desejada.

O Runrun.it permite que você monitore, em tempo real, todas as demandas e projetos realizados. Com o time intelligence, o software dá a visibilidade das métricas em forma de dados e informações importantes para gerar decisões.

As vantagens e os perigos do conceito “fail fast”

O pensamento de errar e corrigir rapidamente (“fail fast”) pode ser positivo em pequenos projetos, pois permite mudanças aceleradas. Mas, por outro lado, oferece riscos porque nem todas as empresas têm estrutura e fôlego para falhar constantemente. E é bem possível que você falhe na execução se não fizer o controle de horas ou não centralizar seus projetos em uma ferramenta.

Segundo este artigo do Tech Republic, as melhores empresas procuram evoluir e progredir através de testes e aprendizado. “Pode parecer uma diferença semântica, mas testar e aprender é significativamente diferente do que falhar rapidamente”, diz o autor Patrick Gray.  Uma forma de agir rapidamente é aplicar um framework de cultura de experimentação (saiba mais no nosso artigo). Esse conceito envolve a implementação de novas ideias ou soluções em toda a organização, sem restringir isso a apenas alguns departamentos.

A ideia central é montar um processo de experimentos que tenham hipótese, observação, mensuração e aprendizado em cada teste. Além disso, a experimentação precisa ser adotada em toda a empresa. E os gestores, juntamente com os executivos, precisam ter uma mentalidade aberta às opiniões de todos. Isso permite criar uma flexibilidade maior no alinhamento estratégico da sua empresa.

Uma tecnologia que te acompanha da estratégia à execução

O Runrun.it é a tecnologia em gestão de trabalho que atua em todas as pontas do gerenciamento de uma empresa: no fazer operação, organizando a estratégia e melhorando a produtividade geral das equipes; no medir os resultados, mapeando custos/prazos e entendendo melhor as métricas que devem ser controladas, o que ajuda a definir metas e reconhecer talentos; e no saber a estratégia, desenvolvendo projetos que realmente coloquem a estratégia na prática.

Através dos relatórios do Runrun.it, você tem dados precisos para controlar os custos da empresa e o trabalho das equipes. Afinal, você é quem decide quais são os clientes e projetos mais estratégicos, e não pode deixar que seus recursos invistam tempo nos menos importantes. Faça o teste grátis: http://runrun.it

 

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