Gestão de equipes: quais habilidades você precisa ter

Gestão de equipes: quais habilidades você precisa ter

Se te perguntassem qual o seu segredo para fazer da sua gestão de equipes um case de sucesso, você saberia dizer? Bem, só de você conseguir lidar com as expectativas e reações de todo um grupo de pessoas, já merece meu respeito. Mas, você há de convir que a inteligência emocional necessária para dirigir um time pode ser aprimorada sempre. Por isso, depois de ler este artigo da Harvard Business Review, resumimos em cinco as habilidades que você tem de desenvolver (e demonstrar, não esqueça) para ser um gestor modelo:

1. Autoconsciência

Você diria que tem capacidade de reconhecer e entender como está o seu humor hoje? Sem medo de assumir, você reconhece seus pontos fracos e, sem arrogância, seus pontos fortes? Faça uma reflexão. Como seu estado de espírito pode afetar os outros? Líderes autoconscientes são figuras extremamente interessantes. Primeiro, porque confiam em si mesmos, mas sabem fazer uma autocrítica realista, construtiva. E segundo, porque têm um senso de humor apurado, no sentido de que sabem zombar de si mesmos sem se sentirem rebaixados. São, em suma, pessoas que inspiram no time a autonomia, o desejo de ser alguém forte.

2. Autocontrole

Sabe esses impulsos de ansiedade, medo, às vezes raiva, que estorvam a cabeça da gente? Pois é. Para ser guia de um time, que passa por esse mesmo problema só que em escala maior, o gestor deve redirecionar essas ondas de pessimismo e autossabotagem. É por isso que a gestão de equipes está tão ligada a pensar bem antes de agir. É assim que você saberá lidar tranquilamente com as diferenças entre as pessoas e, com certa serenidade, driblar os obstáculos do percurso. E é assim, também, que você será lembrado como referência de confiança e equilíbrio emocional.

3. Motivação

Esta é uma das habilidades mais críticas, porque é o resumo do que o gestor representa: paixão pelo trabalho, vontade de estar ali. Enfim, razões que extrapolam o salário no fim do mês e o status na roda de amigos. O gestor é um otimista, mesmo diante dos erros e é isso que encoraja. Otimista, mas sensato, é claro. Importante lembrar que você será o símbolo do compromisso com a organização – para não dizer organismo, já que são pessoas que a compõem. E o compromisso da equipe começa quando ela se sente inspirada a perseguir objetivos em nome do coletivo, e não da glória particular.

4. Empatia

Embora simpatia seja crucial para conviver bem, empatia é outra coisa e pode ser traduzida pelo eterno bordão: “Coloque-se no lugar do outro”. Quando o líder da equipe entende as emoções que as outras pessoas podem sentir – o que envolve um autoconhecimento profundo –, dá um generoso passo rumo ao respeito da organização. Além disso, lembre-se de que você será responsável por recrutar e reter talentos na empresa e, como já disse: sem sensibilidade para conciliar diferentes culturas de colaboradores e também de clientes, nada feito.

5. Vínculos

Finalmente, chegamos ao último dos conselhos: crie vínculos com as pessoas encontrando pontos em comum entre você e seus colaboradores. Mas nada de forçar a barra – seja honesto quanto aos seus valores e você já será convincente. E instigue também os outros a se conhecerem melhor dentro da equipe.  E, pense bem, se fosse tão difícil encontrar pontos em comum entre as pessoas, elas não teriam procurado trabalhar na mesma empresa.

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(Bônus) Para se lembrar…

Vai com fé:

  • Crie oportunidades para os membros da equipe experimentaram novas ideias e perspectivas, por exemplo, oferecendo treinamento e palestras;
  • Cultive a cultura do erro amigo na empresa, para que a equipe se sinta confiante compartilhando suas ideias brutas, como insights de um projeto;
  • Cogite separar uma reserva modesta do orçamento para experimentar as boas ideias novas.

Fuja disso:

  • Não convoque reuniões de brainstorming para solucionar metas grandiosas. Em vez disso, concentre a atenção do pessoal em resolver um problema específico, um recorte do todo;
  • Não se atenha a histórias fantasiosas de inovação bem sucedida que tantos contam por aí. Encontre cases realistas, verídicos, e compartilhe;
  • Não use termos técnicos para contar dos resultados e metas sem explicá-los para a equipe. Adote uma linguagem compreensível para todos seguirem seu raciocínio. Isso sim é ser um comunicador.

 

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