Apontada como uma das tendências para a gestão de processos, a hiperautomação já está entre nós. Descubra mais sobre o termo neste artigo!
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Neste conteúdo você irá conhecer:
- As diferenças entre automação e hiperautomação
- Dados de mercado que comprovam a eficiência do uso dessa nova prática
- Os recursos essenciais que promovem a hiperautomação no seu negócio
- Exemplos práticos da hiperautomação na atualidade
No mundo contemporâneo, o dinamismo do mercado exige que as empresas busquem novas formas de se destacar frente à concorrência e oferecer soluções eficientes aos seus clientes. Logo, a aparição de termos tecnológicos acarreta uma corrida desenfreada para a atualização dos processos.
Dessa vez, a novidade que chama atenção é a hiperautomação. Verdade seja dita, o conceito não é tão novo, já que ele foi apontado como tendência para o futuro, ainda em 2019, pela Consultoria Gartner. De lá para cá, a ideia ganhou força, sendo implementada por corporações com grande maturidade digital como a nova fórmula para escalar seus negócios.
Sua aplicabilidade ganhou força especialmente quando automações baseadas em interfaces no code descentralizaram esse conhecimento da área de programação, possibilitanto que qualquer cidadão automatize suas ações.
Desenhada como uma evolução natural da automação, a hiperautomação oferece práticas mais sofisticadas para as empresas, possibilitando mais agilidade e fluidez nas ações de mensuração e acompanhamento, usufruindo dos recursos de Inteligência Artificial e Machine Learning.
O real impacto da hiperautomação continua sendo estudado, mas projeções de mercado apontam que até o próximo ano, 70% das empresas vão adotar serviços oferecidos por essa nova prática para aprimorar a tomada de decisão e o gerenciamento de projetos.
Quer saber mais sobre a importância da hiperautomação para a sua empresa? Continue lendo este artigo para se informar mais sobre o assunto!
Por que a hiperautomação é o próximo estágio da automação?
A aparição do termo hiperautomação trouxe algumas dúvidas quanto ao seu significado e as comparações com as automações já conhecidas e adotadas nas empresas.
Basicamente, a diferença entre os conceitos está na abrangência e complexidade que eles envolvem. Começando pelo que já é mais familiar, a automação é relacionada ao uso da tecnologia para programar e direcionar processos operacionais repetitivos, como a alocação de responsabilidades e a entrega de tarefas, por exemplo.
Já a hiperautomação representa um passo maior, sendo definida como um conjunto de múltiplas tecnologias mais avançadas, como Inteligência Artificial, Machine Learning e Gerenciamento de Processos (BPM), aplicadas para propósitos mais complexos, como a interpretação de dados, tomada de decisões baseadas em padrões e a projeção de resultados.
A automação possui um papel basilar para alinhar os processos operacionais, enquanto a hiperautomação orquestra recursos sofisticados que aprimoram a tomada de decisão.
Em outras palavras, enquanto a automação cuidaria de processos operacionais, a hiperautomação contribui nos campos táticos e estratégicos, com análises precisas, identificação de falhas e a proposição de práticas que trazem melhorias para a governança das organizações.
Como as empresas olham para a hiperautomação
Os prognósticos para o futuro apontam para a ampliação do uso da hiperautomação por empresas de diversos segmentos de atuação.
Em estudo feito pela McKinsey Brasil, os resultados mostraram que as empresas que se destacam pela maturidade digital alcançam um crescimento três vezes maior que as corporações que ainda optam por práticas analógicas.
Em 2024, 65% das organizações que já utilizam tecnologias de automação vão introduzir recursos de IA, Mineração de Processos, NLP e demais recursos avançados em suas operações. (Fonte: Forecast Analysis: Hyperautomation Enablement Software Worldwide - Gartner)
A combinação de elementos proposta pela hiperautomação aos poucos está sendo abraçada pelos setores de comunicação e finanças, principalmente por enxergarem a capacidade de mensuração de dados e previsão de comportamentos do consumidor como uma oportunidade para entrega de soluções precisas e personalizadas para seus clientes.
A tendência, que já se transformou em realidade, também traz sua contribuição econômica, com a redução de até 30% dos custos, conforme o relatório da Gartner. Sobretudo, a hiperautomação traz para as empresas a possibilidade de melhorar uma série de requisitos, como:
- Coleta de dados;
- Redução de erros manuais;
- Identificação de gargalos;
- Previsibilidade de resultados;
- Transformação de dados em indicadores;
- Aumento da privacidade e segurança da informação;
- Maior governança para os processos internos.
Componentes e recursos que fazem parte da hiperautomação
Para alcançar tamanho estágio de desenvolvimento, a hiperautomação utiliza de recursos e tecnologias já aplicadas pela automação e em planejamentos estratégicos.
Tal procedimento envolve o casamento entre diferentes áreas de conhecimento, como a automação de tarefas, operação de negócios e o processamento de eventos, por exemplo.
Entre os recursos e tecnologias que merecem destaque estão:
- Automação robótica de processos (RPA): Utilização de robôs para a repetição de tarefas manuais e repetidas, como a leitura de telas, digitação de códigos, etc;
- Machine Learning: Abordagem computacional que permite aos sistemas aprenderem padrões e tomar decisões sem serem explicitamente programados;
- Processamento de Linguagem Natural (NLP): Diz respeito à capacidade das máquinas em compreender, interpretar e gerar linguagem humana de forma natural, permitindo a interação eficiente entre computadores e usuários por meio da linguagem.
- Inteligência Artificial (IA): Cria sistemas capazes de realizar tarefas que normalmente exigiriam inteligência humana, como aprendizado, raciocínio, resolução de problemas e compreensão de linguagem.
- Gestão de Mudanças Organizacionais (GCO): Contempla o ato de planejar, implementar e gerenciar alterações nas estruturas, processos e culturas de uma organização.
- Sistemas de Gerenciamento de Processos de Negócios Inteligentes (IBPMS): São plataformas tecnológicas que integram capacidades de automação de processos de negócios, gerenciamento de regras, análise de dados e interação humana para otimizar e aprimorar os processos operacionais.
E, na prática, a hiperautomação já está sendo aplicada?
A resposta para esse questionamento é sim, a hiperautomação já está entre nós e trazendo vantagens para o fluxo de trabalho. Departamentos logísticos, de marketing e financeiros usufruem da prática e colhem os benefícios de substituir práticas manuais por tecnologias avançadas.
Um dos modelos vem do setor de compras. Habitualmente, o processo manual de pagamento de faturas e contratação de fornecedores é longo e custoso. A inserção da hiperautomação quebrou esse paradigma, ao trazer o Machine Learning e agregar recursos de extração de documentos, tornando as atividades mais práticas.
Com ferramentas de leitura com reconhecimento óptico de caracteres (OCR), o departamento consegue pular as etapas de preenchimento manual e automatizar os processos de contas a pagar, evitando assim o acúmulo de demandas e trazendo transparência para a área.
Na cadeia de suprimentos, o uso de mecanismos automatizados auxiliam na gestão de envio de materiais e encomendas, com dispositivos capazes de estimar a hora de entrega de um pedido ou prever se haverá algum atraso. A hiperautomação também consegue trazer mais detalhes para a gestão da frota e do armazenamento, gerando ganhos para a organização do estoque.
Os softwares de gestão são outras ferramentas capazes de criar um ecossistema centralizado e propício para a aplicação da hiperautomação. No Runrun.it, por exemplo, o usuário conta com uma central de automações que unifica os principais processos operacionais, como o ato de delegar tarefas, passar as atividades para as próximas etapas e realizar entregas em massa.
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