Futuro do trabalho: você está preparado para encarar as mudanças?

Futuro do trabalho: você está preparado para encarar as mudanças?

Internet das coisas, machine learning, inteligência artificial: são muitos os termos que permeiam o universo do futuro do trabalho. E é absolutamente comum que líderes e gestores de negócios fiquem perdidos diante de tantos novos termos e conceitos. Para facilitar, fizemos esse artigo a respeito de como as novas tecnologias podem impactar o mundo do trabalho. Aqui você vai encontrar:

O que é IoT

Internet of Things (IoT), ou internet das coisas, é o termo que designa a vasta rede de aparelhos eletrônicos inteligentes que trabalham juntos na coleta, na análise de dados e na realização de ações autônomas através da tecnologia M2M (machine-to-machine). 

De certa forma, podemos dizer que tudo isso começou quando Alan Turing propôs, há quase 70 anos, um truque que acabou por instigar o estudo da inteligência artificial. Turing adivinhou que as máquinas seriam mais atraentes se fossem transformadas em verdadeiras companheiras dos seres humanos, o que basicamente já é realizado pelos smartphones.

Hoje, se você prestar atenção, vai reparar que nosso cotidiano já foi tomado pela IoT. Campainha eletrônica, aspirador de pó sensorizado, smart TV, aparelho de som com aplicativo, torneiras, irrigadores de jardim, geladeira, relógio de cozinha… São muitos e diversos os eletrodomésticos que contêm chips e dispositivos com instruções que os permitem executar tarefas de forma mais automática, inteligente ou personalizada.

Ian Bogost diz, em seu artigo para o The Atlantic, que essas inovações já seriam suficientes para fazer o comum parecer novo. Por outro lado, ninguém realmente precisa de torradeiras operadas por smartphone. E certamente também não precisamos de gadgets substituindo os antigos controles eletrônicos, deixando os aparelhos “mais inteligentes”. Mas, de acordo com Ian, o fato é que as pessoas querem ter esse luxo – e em números cada vez maiores. Existem, atualmente, 26,6 bilhões de dispositivos conectados e a previsão é que esse número suba para 75,44 bilhões em 2025. 

>> Leitura recomendada: O que é machine learning e como ele tem revolucionado o mercado

O perigo por trás da hiperconectividade

Um dos grandes problemas envolvendo a Iot tem a ver com o número de dados que as grandes empresas detêm sobre nós e nossos comportamentos, visto que os aparelhos podem armazenar inúmeras informações como, por exemplo, nossos comportamentos de compra, trajetos que realizamos ao longo do dia, lugares que frequentamos etc – e não necessariamente usá-los a nosso favor.

Veja, por exemplo, o caso do aspirador inteligente Roomba. Desde 2015, os aparelhos dessa marca criaram mapas das casas de seus usuários com objetivo de trafegar com mais eficiência durante a limpeza. Foi relatado recentemente pela Reuters e Gizmodote, de acordo com artigo de Joshua A.T. Fairfield para a The Next Web, que o fabricante da Roomba, a iRobot, estava planejando negociar esses mapas com a arquitetura das casas com empresas parceiras. Ótimo para a empresa, mas nem tanto para os usuários que não autorizaram que essas informações sobre suas residências fossem compartilhadas com  outras companhias.

A necessidade de sistemas de segurança mais robustos

Aplicativos habilitados para a internet também têm apresentado diversos problemas de vulnerabilidade a ataques e, de forma geral, nunca se falou tanto em segurança cibernética. Afinal, a necessidade de desenvolver sistemas seguros e contratar profissionais capacitados para garantir a segurança de ambientes de rede tem se tornado cada vez mais urgente. 

No mesmo artigo citado anteriormente, Fairfield conta, por exemplo, que hackers recentemente conseguiram invadir um cassino através do aquário. O tanque tinha sensores conectados à internet que mediam a temperatura e a limpeza. Os hackers entraram nos sensores do tanque de peixes e, em seguida, conseguiram invadir o computador usado para controlá-los, tendo acesso, a partir daí, a outras partes da rede do cassino. Os intrusos conseguiram copiar 10 gigabytes de dados dos clientes para algum lugar da Finlândia.

>> Leitura recomendada: Ciberataques no meio empresarial: entenda as falhas cometidas para melhorar a segurança da informação da sua empresa

Preparando-se para a nova era do futuro do trabalho

O avanço das tecnologias digitais tem suscitado diversas discussões não somente a respeito da segurança e do uso de dados, mas também de como tudo isso pode impactar o futuro do trabalho. De acordo com artigo publicado na Wired, muitos economistas duvidam que as tecnologias de automação realmente possam ocasionar desemprego em massa, argumentando  que, historicamente, os trabalhadores afetados pelas transformações tecnológicas acabaram se adaptando a outras áreas. 

Mas é fato que o mercado de tecnologias envolvendo automação e IA tem crescido exponencialmente. Segunda a pesquisa da Deloitte, a automação de processos robóticos dentro das empresas tem crescido em média 20% ao ano e 41% dos líderes e donos de negócios afirmam estar usando automação de alguma forma em suas organizações. 

Assim, é esperado que muitos profissionais tenham certo medo de perder seus empregos para os robôs. Mas, conforme aponta esse mesmo relatório da Deloitte, a tendência é que, mais que eliminar cargos, o avanço da tecnologia opere uma alteração mais profunda na natureza dos empregos. A previsão é que, cada vez mais, as atividades repetitivas que realizamos hoje fiquem a cargo das máquinas, de forma que as habilidades mais essenciais dos seres humanos possam ser melhor aproveitadas – ou seja, justamente aquelas que a IA não consegue mimetizar.

O advento dos superjobs

Ainda assim, há grandes chances de vermos alguns cargos sendo eliminados em função da automação. O que devemos ter em mente é que, mais do que isso, o modelo de trabalho é que está mudando. Segundo a pesquisa da Deloitte, 47% dos líderes entrevistados dizem estar aprimorando práticas de trabalho existentes e 36% dizem estar “reinventando o trabalho”. E parte dessa reinvenção passa pelos chamados “superjobs”.

Superjobs, ou “superempregos” em português, são cargos que combinam partes de diferentes trabalhos tradicionais em funções integradas, agregando habilidades essencialmente humanas às tecnologias de automação como a robótica, tecnologias cognitivas e IA. 

Os superjobs devem exigir, sim, uma amplitude maior e mais flexível de habilidades técnicas, assim como uma melhor capacidade de se adaptar a mudanças por parte dos profissionais. Mas, para além disso, trabalhos desse tipo devem dar maior espaço (e também mais valor) às habilidades humanas que dependem de pouco ou nenhum dado para serem executadas: as soft skills.

Valorização das Soft Skills

Soft skills, ou “habilidades leves” em português, são aptidões intangíveis dos seres humanos, como a habilidade de se comunicar, trabalho em equipe, resolução de problemas, adaptabilidade a mudanças, entre outros. O termo surgiu para se opor às hard skills, que designam as capacidades de caráter técnico, como saber operar um software ou uma máquina.

A tendência para o futuro do trabalho é que os empregadores considerem as soft skills tão ou mais relevantes que as hard skills na hora de efetuar contratações, dado que constituem conhecimentos e capacidades complexas e mais difíceis de serem ensinadas e que se aprimoram com o passar do tempo, como curiosidade, empatia, esperança, coragem, criatividade etc. A tendência é que, até 2030, dois a cada três cargos exija o exercício intensivo das soft skills. 

A ferramenta perfeita para a empresa do futuro

Não dá pra saber tudo que o amanhã nos reserva. Mas há coisas que você pode fazer pela sua empresa ainda hoje. Seja para implementar novas práticas flexíveis de trabalho, ou melhorar a capacidade de foco e a produtividade da equipe, um software de gestão do trabalho como o Runrun.it é essencial.

A ferramenta facilita o gerenciamento dos processos dentro da sua empresa, dando uma visão completa do fluxo do trabalho da sua equipe. Você consegue ver exatamente em quais projetos seu time está investindo tempo, o que está em dia e ainda saber estimativas do que pode atrasar, identificando, assim, os gargalos com maior rapidez. Experimente fazendo um teste gratuito: http://runrun.it/

futuro do trabalho

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>