Futuro do trabalho: Você está preparado para encarar as mudanças trazidas pela automação e IoT?

Futuro do trabalho: Você está preparado para encarar as mudanças trazidas pela automação e IoT?

O avanço do uso comum ao extraordinário dos computadores parece recente. Mas teve início quando Alan Turing propôs, há quase 70 anos, um truque que acabou por instigar o estudo da inteligência artificial. Turing adivinhou que as máquinas seriam mais atraentes se fossem transformadas em companheiras convincentes, o que basicamente já é realizado pelos smartphones. Mas, para muito além de aplicativos, gadgets, fechaduras e tostadeiras inteligentes – ou Internet of Things (IoT) -, a inteligência artificial está provocando verdadeiras transformações que vão impactar o futuro do trabalho.

O universo diverso da Internet of Things

Nosso cotidiano já foi tomado pela Internet of Things. Campainha eletrônica, aspirador de pó sensorizado, smart TV, aparelho de som com aplicativo, torneiras, irrigadores de jardim, geladeira, relógio de cozinha… São muitos e diversos os eletrodomésticos que contêm chips e dispositivos com instruções que os permitem executar tarefas de forma mais automática, inteligente ou personalizada. Entenda mais em nosso artigo sobre machine learning sobre o que significa o aprendizado computacional.

Ian Bogost diz, em seu artigo para o The Atlantic, um jornal americano de notícias online, que essas inovações já seriam suficientes para fazer o mundano parecer novo. Por outro lado, ninguém realmente precisa de travas de bicicleta ou torradeiras operadas por smartphone. E certamente também não precisamos de gadgets substituindo os antigos controles eletrônicos, deixando os aparelhos “mais inteligentes”. Mas o fato, de acordo com Ian, é que as pessoas querem ter esse luxo, e em números cada vez maiores. Existem, atualmente, bilhões de dispositivos conectados, representando um mercado que pode atingir US$ 250 bilhões em 2020.

O perigo por trás da hiperconectividade

Ainda que você não tenha uma campainha antiga ou moderna na sua casa, seus amigos, ao visitá-lo, podem pedir que você abra a porta por uma rápida mensagem no Whatsapp, graças à conectividade possibilitada pelos dispositivos móveis.

O problema de possuir um número ccrescente de aparelhos conectados por meio da Internet of Things, contudo, seria a maior ocorrência de casos como o do aspirador inteligente Roomba.

Desde 2015, os aparelhos dessa marca criaram mapas das casas de seus usuários, permitindo que trafegassem mais eficientemente durante a limpeza. Foi relatado recentemente pela Reuters e Gizmodote, de acordo com artigo de Joshua A.T. Fairfield para a The Next Web, que o fabricante da Roomba, a iRobot, estava planejando compartilhar esses mapas com a arquitetura das casas com empresas parceiras. Ótimo para a empresa, mas nem tanto para os usuários, que podem ser incomodados sem que o tenham autorizado.

A necessidade de sistemas de segurança mais robustos

Joshua A.T. Fairfield conta, ainda, que os dispositivos habilitados para internet são tão comuns, e tão vulneráveis, que hackers recentemente conseguiram invadir um cassino através do aquário.

O tanque tinha sensores conectados à internet que mediam a temperatura e a limpeza. Os hackers entraram nos sensores do tanque de peixes e, em seguida, conseguiram invadir o computador usado para controlá-los, tendo acesso, a partir daí, a outras partes da rede do cassino. Os intrusos conseguiram copiar 10 gigabytes de dados dos clientes para algum lugar da Finlândia.

Ainda que algumas empresas desonestas aproveitem-se da pouca familiaridade com os novos recursos permitidos pela Internet of Things, com a popularização desse recurso aumentará, também, a necessidade de desenvolver sistemas seguros e a contratação de profissionais capacitados a garantir a segurança de ambientes de rede dessas empresas.

Salários maiores podem incentivar maior número de funcionários robôs

De acordo com artigo da Wired, o aumento nos salários pode estimular a substituição de funcionários humanos por robôs. Ao redor do mundo, são diversas as campanhas para conquistar salários mínimos mais altos e leis mais fortes de proteção ao trabalho.

No ano passado, por exemplo, sete estados dos Estados Unidos, entre eles Califórnia e Nova York, aprovaram aumentos futuros em seus ordenados mínimos para US$ 12 ou mais. Dois novos estudos econômicos apontam, contudo, que tais mudanças também podem ajudar as máquinas a assumir mais vagas de trabalhadores humanos.

Preparando-se para a nova era

Darrel West, diretor de estudos de governança na Brookings Institution, afirma que “haverá muitas maneiras pelas quais a robótica e a automação podem prejudicar os trabalhadores”. Observações como essa são importantes para fomentar os debates sobre os impactos produzidos pelo rápido avanço da inteligência artificial.

Ainda de acordo com a Wired, muitos economistas duvidam de que as tecnologias ocasionem desemprego em massa. Argumentam que, historicamente, os trabalhadores afetados pelas transformações tecnológicas acabaram se adaptando a outras áreas.

Ainda assim, estudos recentes sugerem que as autoridades precisam considerar como as políticas governamentais podem acentuar ou suavizar os efeitos dessas mudanças sobre os indivíduos. E Darrell West finaliza: “precisamos pensar em políticas que possam proteger os trabalhadores dos eventuais prejuízos trazidos pela automação”.

Em nosso artigo sobre automação no trabalho, explicamos por que você não precisa temer uma substituição.

Confira, também, 7 exemplos de automação para agilizar o seu trabalho com o Runrun.it e nosso ebook sobre Automação e Transformação Digital no Trabalho.

Contornando as adversidades com o advento da revolução computacional

Que o trabalho está mudando, é fato. De acordo com publicação da McKinsey, as comunicações digitais transformaram o trabalho remoto, ou home office, em algo comum, como citamos em nosso artigo relacionado ao assunto.

Além disso, a economia gig, ou seja, de freelancers e trabalhadores autônomos, está crescendo, e os avanços na inteligência artificial (IA) e na robótica podem abalar o ambiente convencional das organizações. De acordo com o McKinsey Global Institute, pelo menos 30% das atividades associadas à maioria das ocupações nos Estados Unidos podem ser automatizadas – incluindo áreas de conhecimento como Direito e Medicina, anteriormente tidas como imunes.

Dicas para sobreviver ao futuro do trabalho

Para os que enfrentarão o futuro do trabalho, assim, será fundamental possuir a capacidade de adaptar-se às rápidas mudanças nas necessidades do local de trabalho. E nada de acumular conhecimento enciclopédico – a aprendizagem constante ao longo da vida será mais importante que decorar lotes de informações, como já apontamos em nosso artigo sobre economia do conhecimento.

Dentre algumas das tendências, Bob Kegan, da Escola de Educação de Pós-Graduação de Harvard, cita, em entrevista à McKinsey, que o número de funcionários que estão operando em empregos mais comuns e não padronizados vai aumentar, enquanto que o trabalho menos complexo será cada vez mais automatizado.

Já Bror Saxberg, na mesma matéria, diz que, à medida que a tomada de decisão humana torna-se mais rara e também mais complexa, trazendo maiores impacto, torna-se também cada vez mais valioso atrair os profissionais mais capacitados. Sua empresa irá progredir melhor se atrair esses profissionais com maior capacitação, e se detiver a reputação de cuidar bem de seus funcionários.

Confira outras tendências de mercado em nosso artigo sobre o assunto. E aproveite os benefícios da automação para criar um ambiente de trabalho mais eficiente e agradável com a ferramenta Runrun.it. Faça o teste grátis hoje mesmo: http://runrun.it

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