Liderança autocrática vs. Liderança democrática

Liderança autocrática vs. Liderança democrática

A liderança é um processo de influência intencional e explícita de uma pessoa sobre as outras, com a finalidade de guiar, estruturar e facilitar atividades e relacionamentos em grupo. Ou seja, ela deve comover, inspirar e mobilizar pessoas na busca de um objetivo comum. Pesquisadores da área de gestão costumam concordar que há dois tipos básicos: a liderança autocrática, em que a autoridade está concentrada em uma única pessoa, e a liderança democrática, em que as pessoas sob a autoridade de um líder também têm voz no processo de decisão.

Cada tipo influencia de modo distinto o ambiente de trabalho, o comportamento dos profissionais e o desenvolvimento das atividades. Fugindo de uma visão maniqueísta, não pretendemos oferecer uma fórmula ou uma resposta pronta sobre qual é o certo ou errado. Melhor que isso,  convidamos você a reflexões sobre as influências de ambos os estilos nos resultados e no comportamento das pessoas.  Boa leitura e boa escolha!

As vantagens e desvantagens da liderança autocrática

Os autocráticos são bons em tomar decisões rápidas e podem produzir melhores resultados quando elas são necessárias. Eles mobilizam a equipe em direção a uma visão comum e se concentram em objetivos finais. Se esse estilo foi resumido em uma frase, seria “vem comigo”. Pode  funcionar muito bem quando a equipe precisa de uma nova visão, porque as circunstâncias mudaram, por exemplo. Eles podem inspirar um espírito empreendedor e entusiasmado para o cumprimento de uma missão.

Do lado negativo, as pessoas que trabalham para gestores autocráticos muitas vezes sentem como se suas contribuições não fossem valorizadas, o que pode inibir a iniciativa dos colaboradores e fazer com que eles evitem responsabilidades. Para o palestrante Renato Migliacci, “se o líder  for pouco habilidoso e não tiver uma boa consciência do seu papel, negligenciado o impacto de suas ações, poderá gerar um grande problema para o desenvolvimento de sua equipe”. Também não é o melhor estilo quando se está trabalhando com uma equipe de especialistas, já que profissionais desse nível não necessitam de supervisão rígida e orientação em tempo integral rígida, mas sim de liberdade  e autonomia para colocar em prática seus conhecimentos e habilidades.


Os prós e contras da liderança democrática

Já na liderança democrática, a troca de ideias entre subordinados e líder melhora a satisfação e moral dos subordinados. Com isso, a abstenção e a rotatividade são reduzidas. O líder assume uma atitude de apoio, integrando-se ao grupo e sugerindo alternativas. Um bom líder democrático toma atitudes adequadas para ajudar quando necessário e incentiva os membros do grupo a participar, mas mantêm a palavra final sobre assuntos importantes.

Do lado negativo, o processo de decisão pode ser muito mais demorado, resultando em atrasos. Outro ponto está relacionado à maturidade do time: uma equipe muito jovem e inexperiente tende a não desempenhar bem nas mãos de um líder democrático. Ele é mais recomendado quando há uma certa senioridade no time. O excesso de democracia em uma equipe inexperiente tende a prejudicar os resultados. Quanto mais sênior for o time, melhor é o aproveitamento da experiência coletiva.

Estilos diferentes para tarefas diferentes

Em 1939, o psicólogo Kurt Lewin e sua equipe estudaram os estilos de liderança. No projeto de Lewin, crianças em idade escolar foram distribuídas em dois grupos. Cada um tinha um líder caracterizado como autocrático ou democrático. As crianças foram instruídas pelo líder para completar um projeto de artes.

A pesquisa atestou que, para esse tipo de tarefa um líder 100% autocrático é ineficiente, pois a criatividade diminuiu sob a liderança autoritária. Por outro lado, as crianças do grupo democrático produziram um trabalho de qualidade superior.  

A liderança autocrática se comporta muito melhor para a orientação em tarefas mais operacionais. A conduta democrática prospera em atividades que envolvem planejamento, análise  e criação.

Contexto é tudo!

Cabe ao líder do processo identificar qual o melhor caso para aplicação de cada um dos modelos de liderança. Ambientes diferentes vão demandar posturas e comportamentos diferentes. Um gestor pode escolher um estilo de liderança, levando em consideração:

      a)   A tarefa a ser executada;

      b)   As pessoas da equipe;

      c)   E a situação.

Isso se chama liderança situacional. No artigo, “Os melhores líderes são aprendizes constantes”, publicado na Harvard Business Review, Kenneth Mikkelsen diz queum gestor eficaz tanto manda cumprir ordens como sugere aos subordinados a realização de certas tarefas, ou ainda os consulta antes de tomar alguma decisão. O desafio está em contextualizar”. Ou seja, ele sabe quando aplicar cada estilo, com quem e em que circunstâncias.

E o autoconhecimento se mostra fundamental para que fragilidades e fortalezas sejam administradas de forma eficiente (aliás, conheça melhor seu estilo de profissional através do Teste DISC). Você pode até ter tendência a um perfil específico, mas tem de ter flexibilidade suficiente para aprender e incorporar outras características caso necessário.

Liderança Produtiva!

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