As pessoas são marcas, as marcas tentam ser pessoas: sobre marketing de conteúdo eficaz

As pessoas são marcas, as marcas tentam ser pessoas: sobre marketing de conteúdo eficaz

Há alguns anos, só os veículos de mídia e os profissionais de marketing e publicidade tinham voz. Aquela voz capaz de alcançar multidões. Agora, não são apenas eles, mas todos nós. Com a internet e as mídias sociais, nos tornamos não apenas produtores de conteúdo, mas também contadores de histórias. Uns mais, outros menos. Histórias planejadas para serem histórias de fato, ou traços do que foi publicado por alguém sem pretensão ou cuidado algum, que se tornaram parte de sua história.

Outras colunas da Flavia
>> O storytelling pode ajudar a sua empresa a vender mais
>> A credibilidade da comunicação da sua marca na internet
>> O futuro do marketing é contextual, humano e real
>> As marcas que evitaram o clichê em sua comunicação
>> Cultura de conteúdo: incentivando todo seu time a escrever
>> Como a produção de conteúdo pode favorecer sua estratégia de vendas

As opções explodiram, passamos dos mercados de massas para os mercados de hits e pudemos atender anseios nunca antes atendidos. Isso porque, até então, os produtos eram quase nada personalizados. Diante de tanta voz e concorrência, aquela publicidade direta, interruptiva e não segmentada foi perdendo voz. Do outro lado, pessoas que não mais acessavam a internet, mas que agora praticamente moravam nela com seus celulares que as viciaram tanto (elas chegam a olhá-lo 2.617 vezes ao dia).

E se estavam tão conectadas assim só podíamos pensar o seguinte: se essas pessoas querem mais, mais e mais, vamos então criar mais conteúdo. E como essas pessoas respondiam? Sim, queremos mais, porque a cada atualização do feed gostaríamos de ver novidades. Mas, com tanto conteúdo, não temos tempo de ver tudo isso. Somente o que realmente chamar nossa atenção será digno de um clique e leitura.

>> Leitura recomendada: Como lidar com a hiperconectividade

Conteúdo relevante para alcançar o público

Então, o marketing precisou se reinventar. Agora era preciso conquistar essa atenção para ser relevante. E passamos a produzir conteúdo para o público do nosso negócio. Na boa intenção, ele seria maravilhoso, mas com o tempo ele foi perdendo o propósito, as boas histórias não existiam mais (nem tempo para se dedicar a elas) e os profissionais de marketing, preocupados com métricas, calendários e resultados, acabaram ficando perdidos.


95% do conteúdo gerado não consegue se conectar com as pessoas.
Fonte: Content Marketing Institute


Um dos problemas da falta de conexão com o conteúdo é que muitos deles foram concebidos para serem apenas virais. Só isso importava. Se ele pudesse ser viral e povoar as timelines numa velocidade incrível, então ele era bom. Se as pessoas estavam compartilhando e clicando naquilo, então ele era maravilhoso e funcionava, ainda que não gerasse conversão ou que os leads gerados fossem completamente do avesso ao que se buscava.

Se viramos maquininhas de produzir e estamos presos ao compromisso de publicar naquela data exata, não importa sobre o quê, logo o conteúdo deixará de funcionar. O próprio conteúdo virou uma mercadoria (e isso não é uma crítica).

Quem diria que, um dia, filtros para adicionar em suas imagens seriam vendidos como presets (pré-definições para edição de imagem) por R$ 500 e que fãs do criador comprariam insanamente e sem culpa? Que gente incapaz de publicar um livro teria um (best-seller ainda) após contratar um escritor fantasma? A verdade é que se você quer que funcione, não pode apenas e simplesmente publicar conteúdo.


As pessoas agora são marcas, enquanto as marcas tentam ser pessoas.


Já reparou que as marcas estão em busca da humanização? Mudam seus discursos e linguagens, apoiam causas, se materializam e até se humanizam apostando em porta-vozes que possam aproximá-la do público que querem atingir. Simplesmente porque apenas conteúdo puro e bruto não tem funcionado mais. E do outro lado, as pessoas agora se cuidam como se fossem marcas, alinhando a mensagem que querem transmitir, ocupados em conseguir público, fãs, publicando seus melhores ângulos em fotos perfeitamente clicadas sempre em busca de atenção. Não era o contrário antes?

Valorizando a atenção para um marketing de conteúdo eficaz

Afinal, como ser um bom produtor de conteúdo em uma época em que qualquer um pode ser um produtor de conteúdo e se ninguém mais tem tempo para ver o que está sendo criado? E para piorar tudo mais um pouquinho, as fake news se ampliaram de um modo que desacreditamos ainda mais do que lemos.

Na era em que a atenção virou uma valiosa moeda, é preciso entender que para ganhar o olhar de quem você quer atrair é preciso deixar de ser clichê. A verdade é que as pessoas não estão distraídas; pelo contrário, elas nunca estiveram tão focadas. E elas só vão ler o que passar nessa peneira do foco (tudo isso em pouquíssimos segundos).

>> Leitura recomendada: Comece uma nova fase do seu marketing de conteúdo

Para entender se está funcionando, é preciso ir além das métricas de sempre. Mudamos a forma de falar com o público e criamos produtos específicos para os anseios deles. Por que mesmo ainda esperamos multidões acessando o que produzimos se de repente vender para meia dúzia já garante o que gostaríamos de alcançar?


Que valor você agregou ao dia de quem leu o conteúdo que produziu?


Tanta gente preocupada em fazer barulho e arrastar multidões, pouca gente se preocupando sobre a relevância do que foi produzido. E talvez, mais preocupante que isso, muita gente sendo levada pela embalagem, pelo montante, pelo bafafá. É possível conseguir resultados inacreditáveis em pouco tempo ligando seu modo mentiroso-sensacionalista-golpista. Isso poderá lhe render muito tráfego e até vendas, mas nunca poderá lhe garantir uma imagem capaz de se perpetuar, de ser lembrada e acreditada, de fato.

Um bom conteúdo é sobre você mesmo. É preciso criar algo que não seja feito apenas para ser aprovado, mas que leve adiante experiências, conselhos e aprendizados. Engajamento é muito mais do que números de comentários, é sobre o quanto o que você criou é capaz de levar alguém a agir, a levantar do sofá, a acreditar. É sobre cativar as pessoas.


Todo mundo pode contar histórias, mas apenas algumas delas valem a pena serem lidas.


Contar boas histórias não é algo que se faz do dia para a noite após mudar por conta própria o seu título no LinkedIn. É sobre conseguir se conectar com o lado humano. Precisa de emoção e empatia para inspirar uma ação e, justamente por isso, existem grandes nomes, conhecidos por serem storytellers dos bons.

Mas não desanime, um bom e possível primeiro passo é preocupar-se ao menos com a forma do que você está produzindo. Se for apenas um amontoado de palavras ou uma oferta direta, grande chance de ser ignorado. É importante preocupar-se com a história que está sendo contada, com o contexto. E para isso é essencial pensar na narrativa, na sequência de eventos e como eles se organizam dentro da história, sempre se lembrando de colocar o cliente no centro de tudo.

Se você estiver fazendo isso, certamente estará no caminho para a produção de um conteúdo, e de um marketing de conteúdo eficaz.

>> Leituras recomendadas:
Entenda as vantagens dos conteúdos customizados
6 passos para contar a história da sua marca


Ser eficaz com uma ferramenta de automação

Se para você conquistar a atenção das pessoas é preciso um conteúdo cativante e eficaz, para melhorar a sua gestão é fundamental uma ferramenta de automação. Com o Runrun.it, você organiza o seu fluxo de trabalho, gerencia a produção de conteúdo, formaliza a comunicação com a sua equipe e automatiza os processos. Com isso, você ganha tempo para se preocupar com a história que vai contar para o seu público e para os seus clientes. Teste grátis agora e veja como a ferramenta vai te ajudar: http://runrun.it

Gif_Signup-1-1-3

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>