Respeitar para ser respeitado: dicas para você aprimorar seu perfil de líder

Respeitar para ser respeitado: dicas para você aprimorar seu perfil de líder

Nos idos de 1965, o cantor de soul norte-americano Otis Redding compôs e escreveu a letra de uma canção em que seu “eu-lírico” pedia mais consideração para uma mulher. Dois anos depois, outro grande nome da black music, Aretha Franklin, gravou um cover dessa música, mas revertendo os papéis: era ela quem pedia respeito a um homem. Como você já deve ter percebido, trata-se do clássico absoluto Respect, que tornou-se um hino da luta feminista. “Mas o que isso tem a ver com um texto sobre perfil do líder?”, você pode se perguntar. Bem, de acordo com pesquisas recentes, absolutamente tudo.

De acordo com um estudo fundamental publicado na HBR, que envolveu cerca de 20 mil funcionários em todo o mundo, um atributo indispensável para que o líder seja bem-sucedido em seu papel é, precisamente, demonstrar respeito, o “R-E-S-P-E-C-T” eternizado pela voz de Aretha Franklin.

Todos querem respeito

Essa foi a conclusão apresentada por Christine Porath, professora de gestão na Universidade de Georgetown (EUA), e por Tony Schwartz, presidente e CEO da consultoria The Energy Project.

Os dois conduziram a pesquisa global para avaliar diferentes experiências em ambientes de trabalho em cinco diferentes categorias: saúde e bem-estar; confiança e segurança; satisfação; foco e priorização; sentido e significado.

De acordo com o que Porath afirma à HBR, respeito é indispensável. “Quando se trata de obter comprometimento e engajamento dos colaboradores, nenhum outro atributo de liderança tem um efeito maior neles do que o respeito”, revela ela. “Ser tratado com respeito é mais importante para os funcionários do que reconhecimento e apreciação, do que comunicar uma visão inspiradora, do que fornecer um feedback útil – ou mesmo oportunidade de aprendizado, crescimento e desenvolvimento”, complementa Porath.

Números assombrosos

Como essa percepção se traduziu em dados? Porath, Schwartz e sua equipe verificaram que colaboradores que declararam ser respeitados por seus líderes apresentaram resultados positivos naquelas cinco categorias, em relação àqueles que declararam não serem tratados com respeito.

Alguns números:
– Saúde e bem-estar 56% melhor
– 1.72 vezes mais confiança e segurança
– Satisfação com seus trabalhos 89% maior
– Foco e priorização 92% maior
– Veem 1.26 mais significado e sentido em suas atividades
– 1.1 vezes mais provável que permaneçam na organização.

Além disso, pessoas que declaram ser tratadas com respeito pelos líderes são 55% mais engajadas com o trabalho.

Sem tempo “pra ser legal”

O estudo revelou dados preocupantes, também. Talvez o principal seja o de que mais da metade (54%) dos colaboradores ouvidos declararam não ser regularmente respeitados pela chefia. O resultado é fácil de adivinhar: menos engajamento, menos foco e produtividade, maior turnover – todos fatores bem “dispendiosos” para uma empresa.

Para entender melhor os motivos que levam tantas pessoas a se sentirem desrespeitadas, Christine Porath conduziu uma pesquisa separada com 125 pessoas que, supostamente, comportam-se de forma rude.

Mais de 60% afirmaram que “estão sobrecarregados e não têm tempo para serem legais” – afirmação que Porath rapidamente desconsiderou por se tratar de uma “desculpa vazia, já que a prática de demonstrar respeito não exige tempo extra; é sobre como algo é transmitido – seu tom e sua comunicação não-verbal, e não uma ação separada”, rebate.

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A ausência de um modelo

Outro dado desse estudo paralelo chamou a atenção: 25% das pessoas afirmam não ter um modelo que respeitem no ambiente de trabalho. Estão apenas atuando da forma como os líderes o fazem – em inglês, “monkey see, monkey do” (macaco vê, macaco faz).

Aqui, Christine Porath – que pesquisa há mais de 18 anos os efeitos e as causas do respeito no convívio social – dá uma importante contribuição sobre as origens de comportamentos ofensivos: “Aprendi que a vasta maioria de atitudes desrespeitosas nasce de uma ausência de autoconsciência. Só 4% – esses, sim, masoquistas – afirmam que são desrespeitosos porque é divertido e porque podem se safar; com muito mais frequência, as pessoas simplesmente não percebem como afetam outras. Podem até ter boas intenções, mas falham ao constatar como são percebidas”, finaliza Porath.

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Como ter um perfil de líder mais respeitoso, mantendo a autenticidade e a personalidade

Ao final do estudo, Porath compartilha algumas dicas para líderes que querem tratar seus colaboradores com respeito, mas que falham na questão da autoconsciência. São elas:

1. Peça por feedbacks focados sobre seus melhores comportamentos para dez pessoas (colaboradores, amigos e família): após compilar esses retornos, organize as informações em temas. Procure por padrões como “quando, onde, como e com quem você ‘se coloca na sua melhor versão’?” Use esses insights para aprimorar comportamentos.

2. Descubra suas “lacunas”. Identifique alguns colegas confiáveis que você sabe que fornecerão um feedback honesto. Pergunte a eles sobre o que acham da forma como você trata outras pessoas. O que você faz bem? O que pode ser melhorado? E ouça as respostas com toda a atenção.

3. Trabalhe com um coach. Coaches podem revelar potenciais fraquezas e desenterrar algumas suposições e experiências subterrâneas que, muitas vezes, resultam em comportamento desrespeitoso.

4. Pergunte especificamente sobre como você pode se aprimorar. Uma vez que você veja com clareza quais comportamentos você quer melhorar, use metodologias como o feedforward (em inglês) para coletar informações, sugestões e ideias criativas sobre como atingir seus objetivos.

Uma ferramenta para o líder que respeita e é respeitado

Depois de entender melhor como tratar seus colaboradores com respeito, chega a hora de colocar a mão na massa. Chega a hora de contar com a praticidade de ferramentas de gerenciamento de equipes, como o Runrun.it, que te ajudam a priorizar tarefas, organizar diálogos e avaliar o desempenho de cada colaborador.

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