Resiliência no trabalho: quando é indispensável e quando passa dos limites?

Resiliência no trabalho: quando é indispensável e quando passa dos limites?

Não é novidade que enfrentamos dias difíceis. Tempos de crise, demissões em alta, salários menores e número reduzido de vagas. Muitas pessoas têm sofrido com essa dinâmica de um mercado que se mantém em constante mudança, provocando pressões que, por vezes, levam a exaustão física e emocional até os limites da depressão. Por outro lado, alguns de nós aproveitam tais desafios como oportunidades, e acabam construindo novas carreiras de sucesso. Como eles fazem isso? Como conseguem identificar os limites entre o que é aceitável, em termos de trabalho, e o que passa dos limites? A resposta pode ser a resiliência no trabalho.

Atualmente, muito se fala sobre a resiliência no trabalho, que estaria diretamente relacionada ao stress ocupacional. Pessoas resilientes teriam três características que as diferenciariam das demais:

  • Sangue frio: aceitam tranquilamente as dificuldades diárias que enfrentam;
  • Valores: criam objetivos e significados que superam a realidade dos tempos difíceis;
  • Improviso: apresentam grande habilidade de improvisar com o que têm à disposição.

 
A resiliência no trabalho, assim, diz respeito à capacidade que uma pessoa demonstra de adaptar-se e superar as situações adversas a que é exposta. Sendo que, em tempos de recessão, a resiliência torna-se mais importante do que nunca. Felizmente, ainda que não tenha tais habilidades, você pode aprender a ser resiliente.

Como conquistar a resiliência no trabalho?

Quando questionados sobre o que mais exigia da resiliência no trabalho, 75% dentre 835 funcionários entrevistados por Sarah Bond e Gillian Shapiro, na Grã-Bretanha, responderam que lidar com as políticas e as pessoas difíceis do ambiente profissional eram o que mais consumiam do uso da resiliência em seus cotidianos. Os dados estão nesta matéria para a Harvard Business Review, que também revela que precisamos mais de resiliência quando:

– Sentimo-nos desafiados na resolução de assuntos profissionais;
– Tentamos manter o equilíbrio entre o cotidiano profissional e o familiar;
– Somos afastados da zona de conforto para cumprir as obrigações do trabalho;
– Sentimos que as críticas nos atingem de forma pessoal, e não profissional;
– Chegamos ao limite da quantidade ou ritmo de trabalho que conseguimos suportar;
– Precisamos gerenciar políticas ou mudanças de difícil imposição no ambiente de trabalho.

 

De onde vem a resiliência?

Ainda de acordo com esse levantamento, quando questionados sobre de onde tiravam sua própria resiliência, os funcionários responderam que:

– Da empresa onde trabalho;
– Da minha empresa / negócio próprio;
– Dos meus relacionamentos (familiares ou afetivos);
– Somente de mim mesmo.

 
Por mais que não haja, assim, uma fonte específica, essa variedade de respostas mostra que a resiliência no trabalho pode ser conquistada por pessoas distintas e em diferentes ambientes e situações de vida.

Como um professor se tornou mais resiliente

Um exemplo disso é o caso de Joshua Margolis, professor de Administração e Negócios na Harvard Business School, que passou por uma difícil experiência com sua esposa.

Num final de tarde, uma leve nevasca ia caindo, criando uma fina manta de gelo que cobria a estrada de duas vias pela qual o casal trafegava, em um Volvo modelo 1992. De repente, Joshua sentiu os pneus deslizarem pela superfície e perdeu o controle da direção, virando na pista. Enquanto sentia o pânico aumentar dentro de si, ele ouviu a voz tranquilizante de sua esposa, que disse: “Calma, tudo vai ficar bem. Respire fundo, relaxe e mantenha seus olhos na estrada”.

Esse susto fez com que Joshua abrisse os olhos para a importância do exercício da resiliência. A situação foi agravada pela ocorrência próxima do 11 de setembro, o ataque às Torres Gêmeas nos Estados Unidos, e a consequente crise econômica. Com esse pequeno incidente, Margolis refletiu sobre como o mundo estava mudando e as necessidades que surgiriam a partir dessas mudanças, levando esse assunto para a sala de aula.

O exemplo de Foote

Dentro dessa perspectiva, Horton Foote, roteirista aclamado que faleceu em 2009, aos 92 anos, declarou em uma entrevista para o programa de rádio Fresh Air, com Terry Gross: “Todos os dias recebemos notícias ruins […] ouvi minha vida toda sobre como é terrível viver nesses dias. Não acredito, contudo, que haja uma época pior do que a outra – são os problemas que mudam, e, como tais problemas, as capacidades e / ou sistemas necessários para resolvê-los também acabam mudando”.

A resiliência no trabalho, assim, envolve essa habilidade de perceber novos formatos, antecipar tendências e aceitar a mudança. Os gestores recomendam, para incitar essa resiliência, que seus colaboradores tenham perspectiva, mostrem determinação e que compartilhem histórias.

“Vai passar” não é uma frase da boca para fora

Ter perspectiva, nesse sentido, refere-se à percepção de que, assim como a humanidade já enfrentou outras temporadas difíceis e se adaptou, também as empresas podem sobreviver às mudanças. Desde que, claro, adotem a perspectiva da mudança, que faz parte da atitude resiliente.

Já a determinação diz respeito ao diferencial em seu ambiente de trabalho. Os funcionários que se acomodam e encaram o trabalho como uma dívida contraída acabam por ficar ultrapassados – os novos tempos exigem cooperação entre gerentes e funcionários, e não trabalho isolado. Mostrar que você está ciente disso e que quer fazer a diferença não só fará com que seja notado como funcionário ou líder exemplar, como também ajudará a própria empresa a crescer e obter sucesso.

Ensinando a resiliência no trabalho e buscando o equilíbrio

Como Foote fazia, contar histórias pode ser uma excelente maneira de trazer exemplos e ensinar a resiliência no trabalho. O gerente que compartilha histórias em uma reunião de funcionários pode servir-se delas não apenas como ensinamento sobre melhores formas de enfrentar e reagir a situações adversas, mas também para transparecer a importância de aprender com o outro e cooperar.

Enquanto que a importância do estímulo à resiliência no trabalho tenha sido demonstrada, no entanto, é também importante atentar às limitações da resiliência. Por mais que a pessoa resiliente consiga suportar maiores doses de situações estressantes ou limítrofes, deve-se manter o equilíbrio.

É fundamental saber discernir entre enfrentar uma situação difícil e ser explorado(a) por uma carga abusiva de tarefas, por exemplo. A pressão excessiva no trabalho pode causar diversos males à saúde, como é exposto no nosso artigo sobre estresse no trabalho.

Ainda que a resiliência no trabalho seja uma saída positiva para enfrentar as mudanças e as novas dificuldades do mercado, deve-se nortear, sempre, pelo quanto você é capaz de suportar e superar sem estar prejudicando seu cotidiano e a sua saúde.

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