Convergência tecnológica: como o conceito vem transformando as empresas de TI

Convergência tecnológica: como o conceito vem transformando as empresas de TI

Definitivamente, a TI de hoje não é mais o que era há alguns anos. Da década de 1980 até meados de 2010, a posição de um CIO (Chief Information Officer, o cargo máximo da área) não mudou muito, é verdade — o papel de liderar a adoção de tecnologias nas empresas permaneceu o mesmo; mas, dessa época para cá, muitos fatores vêm modificando profundamente o universo da gestão. A convergência tecnológica é um dos que merecem mais destaque. Agora vamos entender melhor o motivo.

O que é convergência tecnológica?

Você já deve ter ouvido o termo por aí. De forma abrangente, “convergência tecnológica” é a expressão usada para definir o uso de uma única estrutura de tecnologia para diferentes serviços. Uma solução que unifica plataformas de dados, voz, vídeo e de toda a infraestrutura de TI.

A convergência tecnológica só tem se tornado acessível por causa do desenvolvimento das tecnologias de base existentes. Com esse avanço, é possível a união de diferentes serviços, que compartilham entre si a mesma estrutura.

Seu celular é convergente

Um ótimo exemplo de convergência tecnológica são os smartphones. Em um único aparelho, há vários dispositivos embutidos, como câmera, agenda eletrônica, despertador, TV, internet, GPS, filmadora, calculadora e até mesmo lanterna. São itens que expandem o uso do celular, cuja função principal é a de basicamente enviar e receber chamadas e mensagens de texto. Todos em um só aparato, graças à convergência tecnológica.

No mundo da gestão, a convergência tecnológica se traduz nas ferramentas que dão às companhias a possibilidade de reunir, em uma mesma plataforma, todos os seus serviços de comunicação. Por exemplo: e-mails, telefonia fixa e móvel, suporte a áudio e videoconferência, além de processos produtivos, de logística e demais métodos de colaboração.

Os benefícios e as tecnologias que estão convergindo

Este texto do blog AT&T Shape se propõe a ser um guia para a convergência tecnológica. De acordo com a matéria, os principais benefícios dessa transformação são:

  • Dispositivos que economizam tempo e recursos;
  • Melhora no desempenho humano;
  • Criação de novas formas de comunicação;
  • Encorajar a aceitação de novos produtos, pois algumas das funções já são bem conhecidas;
  • Ter somente uma infraestrutura de base reduz custos da operação.

Mas quais são as inovações que estão contribuindo para o avanço da convergência tecnológica? Bem, a nuvem exerce papel fundamental aqui, como a estrutura que permite essa unificação. Ou seja, é o modelo de trabalho online que proporciona tráfego mais ágil de dados e a resolução de problemas de armazenamento — neste artigo você aprende tudo sobre o que é computação em nuvem.

Outros conceitos aceleram o processo de convergência. Como a Internet das Coisas, ou IoT, que permite que os mais diversos dispositivos troquem dados e informações entre si (para saber mais, leia este artigo sobre futuro do trabalho).

A tecnologia de blockchain, que designa uma cadeia de blocos distribuídos e compartilhados para gerar um índice global de transações de um determinado mercado, também é protagonista na convergência — informe-se mais a respeito neste artigo sobre o que é blockchain.

O descompasso entre a realidade e os CIOs

Com todos esses adventos, é fato que a forma de gerenciar uma operação, com os métodos e os processos estruturados ao longo das últimas décadas, não vale mais. Tornou-se obsoleta, e a convergência tecnológica exerce papel crucial nesta mudança.

Neste artigo para o portal CIO, Cezar Taurion, head de Digital Transformation da Kick Ventures e autor de nove livros sobre transformação digital e inovação, é categórico. “A grande maioria dos CIOs não tem conseguido acompanhar este ritmo [de inovação]”, afirmou.

Taurion credita esse descompasso a dois fatores preponderantes: “o papel que os CIOs são obrigados a cumprir nas suas empresas”, mantendo a TI funcionando de acordo com preceitos já quase obsoletos; e a transformação digital, que leva a uma intimidade cada vez maior com a tecnologia. Ou seja, “usar sofisticados apps em nuvem hoje é tão corriqueiro para um profissional de TI quanto para um agrônomo ou um advogado”, disse o especialista.

O desafio de manter a relevância

Para Cezar Taurion, o CIO “já está perdendo — se não perdeu — o controle da inovação digital nas empresas”. Mas o que fazer para permanecer relevante? Como o gestor de TI pode retomar o protagonismo na vanguarda dessa inovação?

É fundamental desenvolver e executar os novos conceitos e soluções tecnológicas. Para ele, o cloud computing “será a nova infraestrutura” (para saber mais, leia o nosso artigo sobre cloud first, cloud only); a mobilidade (aplicativos e chatbots) será “o meio de acesso à informação”; as mídias sociais refletem “os hábitos da sociedade”; e a Inteligência Artificial será “a base das killer applications”, ou seja, dos aplicativos vencedores.

>> Leitura recomendada: Inteligência artificial na gestão: para onde vamos?

O grande problema dos gestores de TI atuais, segundo o executivo da Kick Ventures, é tratar essas inovações de forma separada, isolada e divergente. Pelo contrário: “são parte integrante e indissolúvel da transformação digital. E tentar desenhar estratégias isoladas para cada uma é o primeiro sintoma do insucesso à frente”.

Ampliando horizontes

Com a convergência tecnológica, você, como gestor(a) de TI, precisa assumir de forma estratégica e proativa a liderança da transformação dos negócios. Isso significa o fim da função meramente operacional; é preciso que você exerça o papel de interlocutor de tecnologia junto ao CEO e aos demais C-levels.

Como o próprio Cezar Taurion lembra, não é um processo fácil, até porque implica em “mudanças significativas”. Inclusive, no recrutamento de pessoas, já que o gestor deve buscar qualificações adequadas para as novas expectativas tecnológicas. “Muda o perfil da TI, muda o perfil de seus profissionais, e muda o perfil do CIO”, comentou Taurion.

A convergência tecnológica está fazendo com que os gestores de TI saiam de suas zonas de conforto. Diante dessa revolução, sobram apenas duas alternativas: assumir a liderança do processo de transformação digital ou perder de vez a relevância.

Uma ferramenta online para começar a convergir agora mesmo

A convergência tecnológica é um caminho sem volta, não há dúvida. Mas o importante é não temê-la, e sim procurar abraçá-la o quanto antes. Afinal, quando utilizadas da forma correta, as ferramentas que permitem essa convergência só trarão benefícios.

Um exemplo é o Runrun.it, que nasceu a partir dos problemas reais enfrentados na gestão de uma equipe de TI. Com o software, você reúne ferramentas de comunicação, gestão de tarefas, tempo e desempenho num só lugar – convergindo para mais produtividade e resultados melhores. Experimente grátis hoje mesmo: http://runrun.it.

 

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