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Planning Poker: como usar para estimar o tempo das tarefas?

Estimativas de tempo precisas são essenciais para o sucesso de projetos ágeis, e o Planning Poker se destaca como uma ferramenta eficaz nesse processo. Esta técnica colaborativa reúne a equipe para discutir e avaliar as complexidades das tarefas, resultando em prazos realistas e confiáveis.

Neste artigo, vamos explorar em profundidade o que é o Planning Poker, como ele funciona, quem pode participar e como você pode utilizá-lo de forma eficaz.

O que é o processo de Planning Poker?

O Planning Poker é uma técnica colaborativa de estimativa de tarefas usada em metodologias ágeis, como o Scrum, para estimar o esforço necessário para concluir cada atividade. A técnica é geralmente utilizada no desenvolvimento de projetos e tem como base o consenso da equipe e utiliza story points para quantificar a complexidade e o esforço. O processo, realizado em formato de jogo, envolve a participação ativa de todos os membros da equipe de desenvolvimento.

Conceito e objetivos do Planning Poker

O Planning Poker foi desenvolvido para resolver um dos principais desafios das equipes de desenvolvimento ágil: a dificuldade de gerar estimativas precisas e realistas. Ele promove um ambiente de discussão e colaboração, onde os membros da equipe avaliam e estimam juntos cada tarefa, revelando suas estimativas simultaneamente para evitar influências e vieses. O conceito foi inspirado na técnica Wideband Delphi e adaptado por James Grenning em 2002, sendo posteriormente popularizado por Mike Cohn em seu livro Agile Estimating and Planning.

O processo começa com o Product Owner ou Scrum Master apresentando uma história de usuário (story point) ou tarefa a ser estimada. Após discutir os detalhes e esclarecer dúvidas, cada membro da equipe escolhe uma carta de um baralho com números que representam a complexidade ou o esforço estimado. A sequência numérica, geralmente baseada na sequência de Fibonacci, reflete a complexidade crescente das tarefas à medida que os números aumentam.

Os principais objetivos do Planning Poker são:

  • Promover estimativas colaborativas e precisas: A troca de perspectivas entre os membros da equipe resulta em uma visão mais clara e precisa das tarefas.
  • Aumentar o engajamento: Ao permitir que todos votem, o Planning Poker incentiva uma maior participação e responsabilidade coletiva.
  • Estimular a discussão aberta: Durante o processo, as divergências de opinião são debatidas, permitindo que a equipe chegue a um consenso sobre a estimativa.
  • Evitar vieses: Ao utilizar um método de votação simultânea, o Planning Poker impede que as estimativas de alguns membros influenciem as decisões dos outros.

Vantagens do Planning Poker

O Planning Poker oferece diversos benefícios para as equipes ágeis, tornando o processo de estimativa mais preciso e eficiente. Algumas das principais vantagens incluem:

  • Estimativas precisas: A participação de toda a equipe resulta em estimativas mais realistas e colaborativas, eliminando a ênfase em previsões baseadas apenas em tempo.
  • Transparência e engajamento: Estimula discussões abertas, onde todos podem compartilhar suas opiniões.
  • Identificação precoce de riscos: A troca de ideias ajuda a detectar possíveis obstáculos antes que eles surjam.
  • Priorização das tarefas: Facilita a organização e hierarquização das tarefas no backlog.
  • Aprendizado contínuo: O processo constante de estimativa e discussão promove o desenvolvimento da equipe.

>> Leitura recomendada: Metodologia ágil: definição, benefícios e como implementar na sua empresa

Qual métrica é usada para estimar com o Planning Poker?

A métrica principal utilizada no Planning Poker é chamada de story points ou pontos de história. Os pontos de história são uma unidade de medida relativa para quantificar o esforço necessário para concluir uma determinada tarefa ou história de usuário em um projeto ágil.

No entanto, ao contrário de estimativas baseadas em tempo (como horas ou dias), os story points avaliam a complexidade, volume de trabalho, e os riscos associados à conclusão de uma tarefa.

Story Points e a sequência de Fibonacci

No Planning Poker, os pontos de história são frequentemente baseados na sequência de Fibonacci, uma progressão numérica onde cada número é a soma dos dois anteriores. 

[ 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89 e 144 ]  ou  [0, ½, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 20, 40 e 100]

A sequência de Fibonacci, com intervalos maiores entre os números, ajuda a equipe a refletir sobre a incerteza envolvida em tarefas maiores ou mais complexas. Em outras palavras, uma tarefa que recebe uma estimativa de 13 pontos de história é percebida como significativamente mais complexa do que uma tarefa com 8 pontos.

Isso reflete uma realidade comum no desenvolvimento de software: à medida que as tarefas se tornam mais complexas, é mais difícil estimar com precisão o esforço necessário para completá-las.

Fatores considerados nos story points

Os pontos de história não medem apenas o volume de trabalho, mas também consideram outros fatores que impactam a complexidade da tarefa, como:

  • Quão difícil será implementar a tarefa do ponto de vista técnico?
  • A tarefa contém variáveis desconhecidas ou riscos que podem complicar sua conclusão?
  • Quanto esforço a equipe de desenvolvimento precisará dedicar para completar a tarefa?
  • Existem dependências externas ou internas que podem influenciar o andamento da tarefa?

Ao combinar esses fatores, a equipe consegue estimar o esforço necessário para realizar a tarefa de maneira mais precisa, considerando não apenas o tempo, mas também os desafios e complexidades envolvidos.

>> Leitura recomendada: Realize uma estimativa realista dos seus projetos com o story points

Quem vota no Planning Poker?

No Planning Poker, todos os membros da equipe de desenvolvimento participam ativamente do processo de votação – desenvolvedores; Product Owner (PO); Scrum Master. O objetivo é garantir que as estimativas reflitam uma perspectiva coletiva, reunindo as diferentes experiências, conhecimentos e pontos de vista dos participantes. No entanto, nem todos os participantes do processo de planejamento estão envolvidos diretamente na votação.

Principais participantes do Planning Poker

1. Equipe de desenvolvimento:

Quem vota: A equipe de desenvolvimento inclui desenvolvedores, engenheiros de software, testadores e outros membros que participam diretamente na execução das tarefas. Eles são os responsáveis pela implementação e têm conhecimento profundo sobre o esforço, complexidade e desafios das histórias de usuário (ou tarefas) em questão.

Por que votam: Como são os responsáveis por realizar o trabalho, é essencial que eles estimem o esforço necessário com base em sua experiência prática. Cada membro da equipe traz uma perspectiva única e insights que podem influenciar a estimativa final, garantindo que todos os aspectos técnicos e de complexidade sejam considerados.

2. Scrum Master (ou facilitador ágil):

Quem participa: O Scrum Master facilita o processo de Planning Poker, garantindo que as regras do jogo sejam seguidas e que a sessão ocorra de forma eficiente.

Não vota: O Scrum Master geralmente não participa da votação, pois seu papel é de facilitar a discussão, apoiar a equipe e remover impedimentos e não influenciar nas estimativas técnicas.

3. Product Owner:

Quem participa: O Product Owner, ou Dono do Produto, é responsável por priorizar o backlog e definir claramente os critérios de aceitação das histórias de usuário. Eles esclarecem as dúvidas da equipe sobre os requisitos e os objetivos de negócios.

Não vota: Embora o Product Owner tenha uma visão clara dos objetivos de negócio, ele não vota no Planning Poker. Isso porque o foco da votação está no esforço técnico e no entendimento da complexidade por parte da equipe de desenvolvimento, enquanto o Product Owner é mais responsável por definir a importância e a prioridade das tarefas.

4. Especialistas convidados (se necessário):

Quem participa: Em alguns casos, especialistas de áreas específicas (como designers, analistas de negócios, ou outros stakeholders técnicos) podem ser convidados para participar da sessão e esclarecer questões técnicas ou de design.

Podem votar ou não votar: Dependendo do nível de envolvimento e conhecimento técnico do especialista, eles podem votar em determinadas tarefas, especialmente se tiverem uma contribuição significativa no desenvolvimento da solução. No entanto, na maioria dos casos, eles estão presentes apenas para oferecer insights, e não para votar diretamente.

Como fazer Planning Poker?

Chegou o momento de jogar! Mas antes de realizar uma sessão de Planning Poker, é importante seguir algumas regras básicas para garantir que o processo seja produtivo e colaborativo:

  • Só jogam as pessoas que forem participar efetivamente da construção dos itens.
  • Scrum Master deve ser o facilitador do jogo.
  • Product Owner deve estar disponível para tirar dúvidas.
  • Todos devem ter os baralhos de Planning Poker.
  • Product Owner deve apresentar os itens priorizados ao time.

5 passos para jogar Planning Poker

1. Preparação

O Product Owner ou Scrum Master prepara uma lista detalhada de itens do backlog que precisam ser estimados. É essencial que os itens sejam claros e bem descritos, para que todos os participantes tenham as informações necessárias.

2. Discussão

O facilitador apresenta uma tarefa do backlog e oferece contexto sobre o que é esperado. Os membros da equipe discutem, tiram dúvidas e compartilham suas perspectivas sobre a atividade. Essa discussão inicial é fundamental para alinhar o entendimento.

3. Votação

Após a apresentação da tarefa, é hora de jogar! Cada membro da equipe de desenvolvimento recebe um conjunto de cartas, normalmente baseadas na sequência de Fibonacci (1, 2, 3, 5, 8, 13, 21…). Cada um escolhe a carta que melhor representa sua estimativa de esforço. As cartas são reveladas simultaneamente, e as discrepâncias entre os votos são discutidas para a equipe chegar a um consenso.

4. Análise e reestimativa

Se as estimativas forem divergentes, a equipe discute as razões por trás dessas diferenças. Normalmente, os estimadores com valores mais altos e mais baixos compartilham seus pontos de vista. Com base nessa discussão, uma nova rodada de estimativas é feita até que a equipe chegue a um consenso.

5. Documentação

O valor consensual é registrado como a estimativa oficial para o item do backlog. Esse processo se repete para cada item, e as estimativas são usadas para planejar a sprint e organizar as tarefas da equipe.

>> Leitura recomendada: Mais produtividade e colaboração entre equipes: conheça os squads

Como utilizar pontos Scrum no Runrun.it?

Integrar o Planning Poker com o Runrun.it é uma maneira eficaz de garantir que suas estimativas e planejamento estejam sempre alinhados e acessíveis a todos os membros da equipe. Com essa integração, você centraliza todas as estimativas, tarefas e prioridades em uma única ferramenta de gestão de projetos. Veja como você pode fazer isso:

1. Configurando os pontos scrum

No Runrun.it, você pode criar tarefas e atribuir pontos Scrum a elas com base na complexidade e no esforço estimado. Essa configuração permite que toda a equipe visualize rapidamente o que precisa ser feito e a carga de trabalho associada a cada tarefa, facilitando a priorização.

>> Leitura recomendada: Veja como aplicar Scrum com o Runrun.it

2. Acompanhando o progresso das tarefas

A visualização em Kanban do Runrun.it permite que você defina o processo de desenvolvimento das tarefas e monitore o progresso em tempo real. A equipe pode visualizar quantos pontos foram completados e como isso se alinha com a capacidade planejada para a sprint.

Além disso, o dashboard do Runrun.it facilita o acompanhamento de prazos e prioridades, facilitando a identificação de gargalos e tomada de decisões informadas para otimizar a eficiência do seu time.

3. Utilizando o gráfico de gantt

O gráfico de Gantt do Runrun.it permite visualizar o cronograma dos projetos em desenvolvimento. Com os pontos Scrum atribuídos, você pode facilmente acompanhar como as tarefas se distribuem ao longo do tempo, garantindo que todas as atividades estejam no caminho certo para serem concluídas no prazo estabelecido.

4. Definindo SLA por etapa

Definir SLAs (Service Level Agreements) por etapa no Runrun.it ajuda a monitorar a eficiência dos fluxos de trabalho. Você pode estabelecer prazos específicos para a conclusão de tarefas baseadas em pontos Scrum, e o sistema envia notificações automáticas, caso esses prazos sejam ultrapassados, garantindo que sua equipe se mantenha focada e produtiva.

Com o Runrun.it, você otimiza o fluxo de trabalho, centraliza informações e automatiza processos, facilitando o planejamento, execução e acompanhamento de projetos em tempo real. Teste grátis: https://runrun.it.

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