Profissional do futuro: conheça as transformações que a Economia 4.0 vem causando no mercado de trabalho

Profissional do futuro: conheça as transformações que a Economia 4.0 vem causando no mercado de trabalho

Um exercício muito comum no cinema e na literatura é projetar o nosso futuro através da ficção científica. Agora, é fato que o mercado de trabalho não costuma ser tão abordado nessas histórias. Mas, a julgar pelas revoluções que já estão se desenvolvendo, como automação e inteligência artificial, trata-se de uma área que será profundamente afetada. É hora de dar a devida atenção a isso, olhando mais de perto como será o profissional do futuro.

O que é este profissional do futuro?

A “quarta revolução industrial” define os trabalhadores ideais da nova economia. O conceito é o resultado do avanço exponencial de diversas tecnologias, que, combinadas, potencializam ainda mais suas forças transformadoras.

A Economia (e a indústria) 4.0 é o tempo das tecnologias disruptivas, e de como elas juntas podem mudar os negócios, o mercado de trabalho e a sociedade em si.

O digital e o real se misturam de forma indissociável. Estamos alinhando inteligência artificial, IoT (Internet das Coisas) e análises digitais para comandar as ações do mundo real. Ou seja, é um tempo de muitas transformações.

Disrupção muito mais intensa

De acordo com este relatório da empresa de consultoria Bain & Company, os dados demográficos, a automação e a desigualdade têm potencial para mudar dramaticamente o mercado de trabalho de 2020 em diante.

Segundo o estudo, o envelhecimento da população, a adoção de novas tecnologias de automação e o aumento da desigualdade devem alavancar novos riscos e oportunidades no mercado de trabalho. O relatório foca nos Estados Unidos, é verdade, mas podemos tirar importantes lições dos dados apresentados.

A pesquisa revela que, até 2030, as empresas norte-americanas vão investir cerca de US$ 8 trilhões em tecnologias de automação. Isso pode fazer com que trabalhadores sejam dispensados duas ou três vezes mais rápido do que aconteceu em transformações anteriores — que são:

1. Agricultura e indústria (de 1900 a 1940), em que 40% dos trabalhadores perderam seus empregos ao longo de 40 anos;
2. Manufatura (de 1970 a 1990), em que aproximadamente 13% foram dispensados em quase 20 anos;
3. Construção (de 2007 a 2010), na qual cerca de 0,5% perderam o posto em três anos;
4. Grande transformação, que se dará de 2020 em diante e, de acordo com as previsões, 20% a 25% poderão perder seus empregos nos próximos dez ou vinte anos.

Como líderes devem se preparar para essas mudanças

Para os gestores, é evidente que o mercado 4.0 também trará mudanças profundas. O perfil dos colaboradores vai mudar (e já está mudando), as tecnologias vão avançar com mais intensidade e novas ferramentas surgirão.

Em suma, é preciso se preparar. Então, ainda conforme o relatório da Bain & Company, estes são alguns pontos que você deve ficar atento em relação ao profissional 4.0:

A volatilidade macroeconômica vai aumentar

A combinação de múltiplas forças macroeconômicas deve se fortalecer, fazendo com que períodos de longa estabilidade sejam mais raros. Ou seja, algumas tendências de mercado de trabalho que tinham longas trajetórias podem se reverter muito mais rapidamente do que aconteceu nas décadas passadas.

Por exemplo: de acordo com o relatório, os mercados de classe média tendem a se erodir. Hoje, a maioria dos produtos e serviços é criada com base em um modelo de três camadas: famílias de baixa renda, de renda intermediária e de alta renda.

No mercado profissional do futuro, as pressões sobre essa camada intermediária podem favorecer o surgimento de um modelo de duas camadas: famílias de alta renda, representando cerca de 20% do mercado, e famílias de renda menor constituindo os 80% remanescentes.

>> Leitura recomendada: Futuro do trabalho: o que sua empresa precisa saber

A gestão de capital será mais complexa

As expectativas são de que as taxas de juros também sejam mais voláteis. Pelo estudo, é provável que as taxas subam potencialmente antes de caírem a níveis históricos, o que deve tornar a gestão de capital mais desafiadora para investidores.

Este cenário, claro, vai interferir no dia a dia do profissional do futuro. Porque os juros voláteis resultam em precaução dos investidores, o que pode emperrar contratações. Ou seja, como gestor, você pode ter que fazer mais com os mesmos recursos.

Ascensão e queda das novas tecnologias de inovação

A próxima onda de investimentos em inovação deve trazer muitas oportunidades; mas, para os realizadores do estudo, este movimento vai se tornar perigoso conforme ganha momentum.

O que isso quer dizer? Que as empresas podem sentir pressão competitiva para investir em tecnologias de automação — um movimento similar ao que aconteceu nos anos 1990 e 2000, quando as organizações foram obrigadas a criar cadeias globais de suprimento.

Porém, para evitar que sejam pegos do lado errado do ciclo de investimento (ou da bolha), os gestores e investidores deverão dedicar mais atenção ao monitoramento dos riscos de olho em como esse ciclo de investimento progride.

A escassez de candidatos altamente qualificados vem aí

O relatório da Bain & Company revela, também, que o trabalho altamente qualificado e remunerado deve se tornar mais escasso. Isto porque o ritmo de migração dos trabalhadores dispensados para postos que exigem mais qualificação provavelmente será muito lento para aliviar essa escassez. Os colaboradores devem se capacitar para ocupar este espaço e evoluir para ser um profissional do futuro.

Alemanha dá o exemplo

Alguns países já estão se preparando para as profundas mudanças que vão ocorrer no mercado profissional do futuro. Principalmente no que se refere a mudar as formas tradicionais de se pensar a jornada de trabalho.

A Alemanha é um desses países. De acordo com esta matéria, a partir de 2019, os trabalhadores da indústria metalúrgica e eletrônica do país poderão reduzir temporariamente sua carga horária de trabalho para até 28 horas semanais.

Em contrapartida, as empresas poderão aumentar a jornada daqueles que desejam trabalhar além do atual limite de 35 horas por semana. A flexibilização temporária da carga horária no setor foi alcançada por meio de negociações sindicais, e pode resultar em uma pequena revolução nas atuais jornadas de trabalho estáticas.

Como se preparar para receber o profissional 4.0

Você não tem que necessariamente mexer na carga horária da sua empresa, mas algumas medidas certamente podem te ajudar a se adaptar aos novos tempos e para ser um profissional do futuro.

Por exemplo, investir em trabalho remoto (para saber mais, baixe nosso ebook dedicado ao tema). Este artigo também traz dicas e tendências para o recrutamento de pessoas. E, para os profissionais, é indispensável conhecer as habilidades digitais e criativas que serão valorizadas no futuro. Este artigo sobre competências digitais tem mais informações a respeito disso.

Outra dica é aproveitar os benefícios da automação para criar um ambiente de trabalho mais eficiente e agradável com uma ferramenta de gestão online como o Runrun.it. Com ela, você organiza o fluxo de trabalho, monitora todas as tarefas e os recursos utilizados, gerencia a comunicação da sua equipe com transparência e aumenta a produtividade de seus colaboradores. Faça o teste grátis hoje mesmo: http://runrun.it

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