A sua empresa está preparada para a Economia 4.0?

A sua empresa está preparada para a Economia 4.0?

Ler esta pergunta e titubear é absolutamente normal. Segundo a pesquisa da Deloitte, realizada em parceria com a Forbes com mais 1.500 executivos entrevistados ao redor do mundo, apenas 14% acreditam que suas empresas estão preparadas para as mudanças trazidas pela Economia 4.0. Então, também é perfeitamente normal que a sua resposta seja “não”.

Revoluções Industriais moldando a nova economia

O vapor impulsionou a primeira revolução industrial no final do século XVIII. Um século depois, a eletricidade e as linhas de montagem tornaram possível a produção em massa. Nos anos 70, a terceira revolução foi gerada pela automação, pelos computadores e pelas redes conectadas.

Agora, o que estamos vivenciado é a quarta revolução industrial. Trata-se do resultado do avanço exponencial de diversas tecnologias, que, combinadas, potencializam ainda mais suas forças transformadoras.

Já falamos aqui no blog sobre tecnologias disruptivas, e como elas se misturam para mudar os negócios, o mercado de trabalho e a sociedade em si. E essa é justamente a característica que define a Economia 4.0. O digital e o real se misturam de forma indissociável. Estamos alinhando inteligência artificial, IoT (Internet das Coisas) e análises digitais para comandar as ações do mundo real. Na nova ordem, em que pequenos roubam a cena, são formadas novas empresas baseadas na tecnologia e gigantes podem cair, todos se perguntam se suas companhias estão no caminho certo.

Um grande sinal dessa mudança de paradigma é o ranking de marcas mais valiosas do mundo. No topo, não estão mais a boa e velha Coca-Cola, Nike ou outro bem de consumo. Quem dá as cartas são as empresas de tecnologia, como Google e Amazon. Marcas que até são difíceis de definir seu ramo de atuação, já que é tão diversificado e envolve tantas inovações.

4 impactos da Economia 4.0 e por que poucos estão preparados

A pesquisa da Deloitte levantou quatro grandes impactos, que são pilares para se atuar com competitividade nos dias de hoje. São eles: Sociedade, Estratégia, Talento e Tecnologia. Claro que, como tudo nessa era, esses pilares estão conectados e se fortalecem mutuamente.

Sociedade

Vamos começar pelo impacto na sociedade. Na pesquisa, os executivos acreditam que o que moldará a sociedade no futuro não são os governos, mas sim as empresas. O avanço da economia permite a entrega de serviços que antes não alcançavam boa parte da população.

Trata-se de uma sinergia entre inovações tecnológicas e alta escalabilidade, que gera redução de custos e facilita o acesso a novos consumidores. Um exemplo é o micro investimento em massa que hoje os bancos podem disponibilizar graças à tecnologia.

Estratégia

No campo da estratégia, a visão de curto prazo perde cada vez mais espaço. A abordagem ampla e de longo prazo, com sustentabilidade, direciona quem dita as regras. Um negócio pode ser bom agora, mas claramente não ser um “negócio do futuro”. O caso mais evidente é o contraponto entre carros híbridos e a indústria do petróleo. Hoje, a Tesla ainda não é líder de vendas, mas eles estão de olho no amanhã, quando o combustível “fóssil” estará cada vez mais perto do seu fim.

Por outro lado, de acordo com a pesquisa, um desafio atual é a falta de foco. Na lista de prioridades, 56% dos entrevistados também assinalaram como fundamental o aumento de produtividade — um objetivo tradicional, que não abraça conceitos amplos e disruptivos. Pensando da mesma forma e sem fazer algo diferente, como conectar cadeias de suprimento, otimizar processos, tornar os sistemas mais ágeis e alcançar novos mercados, o desempenho não vai melhorar e os resultados tendem a permanecer os mesmos.

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Talento

Quanto mais automação de processos e integração da inteligência artificial na tomada de decisão, o talento se torna mais valorizado. Temos ferramentas para o trabalho operacional e não é mais preciso saber de tudo, mas é importante saber onde e como encontrar a informação certa de maneira rápida. Muitos executivos não absorveram a urgência de se formar um time talentoso para fazer a diferença na Economia 4.0.

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Historicamente, a tecnologia tem criado mais empregos do que os extinguiu. No entanto, a mudança gera incertezas, e confiar em sistemas e estruturas de ensino em vigor hoje não garante a capacitação de talentos para ocupar as vagas recém-criadas. Não é à toa que só 14% dos gestores acreditam que suas empresas estão preparadas para a nova economia.

Tecnologia

A força que impulsiona a quarta revolução industrial é a integração do digital com o real. A aplicação das novas tecnologias promove mudanças profundas nos modelos de negócio. Por isso, as gigantes de tecnologia como Amazon, Google, Apple e Netflix expandem seus campos de atuação e têm uma série de ramificações.

É uma sequência de guinadas na forma de pensar, desenvolver e entregar soluções. Quem usa tecnologias disruptivas para envolver fornecedores, colaboradores e clientes, se beneficia. A questão é que a grande maioria se sente despreparada. Há também o medo da concorrência ser a responsável pela verdadeira mudança, o que é apontado com um dos maiores desafios da nova economia.

O que você está fazendo para se preparar?

A combinação dessas quatro áreas gera as verdadeiras novidades que provocam mudanças dramáticas no nosso dia a dia. Por quanto tempo as pessoas ainda vão se reunir para assistir à TV? Quando a nova estrutura de mobilidade urbana será realidade?

Se passarmos da teoria para a realidade atual no Brasil, a inquietação por “não estar preparado para a Economia 4.0” dá lugar ao entusiasmo ao ver um grande campo a ser explorado.

Segundo um estudo da CNI, 77,8% das empresas brasileiras ainda estão nas gerações tecnológicas 1 e 2. A grande transformação por aqui ocorrerá nos próximos 10 anos, quando mais da metade das indústrias migrará para os níveis 3 e 4, que é o uso da robótica, de novos materiais, armazenamento de energia, big data, tecnologia cognitiva, entre outras soluções.

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Ferramenta para te ajudar rumo à Economia 4.0

O que você pode fazer agora? Formar uma equipe talentosa e usar a tecnologia para elevar o desempenho de forma inteligente. No que se refere ao fluxo de trabalho, pode contar com a plataforma de gestão do Runrun.it.

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