Criatividade e inteligência de dados: desbloqueie o potencial da sua equipe

Criatividade e inteligência de dados: desbloqueie o potencial da sua equipe

As empresas estão cada vez mais unindo dois conceitos supostamente antagônicos: criatividade e inteligência de dados, que representa a capacidade de fazer uma análise crítica das informações e transformá-las em ações criativas. Essa fusão de habilidades é, geralmente, atribuída às áreas de Marketing e Vendas, muito porque é papel desses profissionais entregar algo instigante para o público da marca. Acontece que criatividade e inteligência de dados não fazem parte apenas desses setores, mas sim devem ser estimuladas em toda a empresa.

O professor da Winchester School of Art, na Inglaterra, Jussi Parikka, por exemplo, apresenta no artigo “Arqueologia da mídia” (2017) que os esforços para criar soluções tecnológicas também partem de movimentos artísticos e, por isso, a relação artista-engenheiro é capaz de gerar inovações surpreendentes. Se você se interessou pelo assunto e quer saber como adotar a criatividade e inteligência de dados na sua empresa, confira o que vamos abordar neste artigo:

 

Por que a inteligência de dados não substitui a criatividade?

Há um mito de que a inteligência artificial é uma ameaça para o trabalho de humanos. Realmente muitas funções são melhor realizadas pelas máquinas, mas se analisarmos de perto essas atividades vemos que elas se estendem apenas a práticas burocráticas. A coleta automática de dados, por exemplo, pode ser desenvolvida com mais agilidade e precisão por sistemas digitais do que por mãos humanas. No entanto, a transformação dessas informações em ações criativas é outra história.

A tecnologia é programada para fazer uma função específica e criatividade não é algo que pode ser encaixotada e executado em termos lógicos. Em outras palavras, a tecnologia carece de inteligência social, que é fundamental para a criatividade. Segundo um artigo, publicado em 2019, Anton Oleinik, especialista em Big Data, diz que as inovações acontecem a partir de conexões sociais, e a inteligência artificial faz o trabalho só de analisar dados e reconhecer padrões. Inclusive, uma das desvantagens das tecnologias é que elas podem reproduzir preconceitos de gênero e raça por não conseguirem incluir certos contextos em suas análises. 

Segundo Oleinik, em entrevista à Fast Company, a inteligência de dados é usada para remover a confusão de números e dados do fluxo de trabalho, mas não de reproduzir a imprevisibilidade da criatividade humana. O pesquisador e co-fundador do site Upworthy, dedicado a narrativas positivas, Eli Pariser explica no livro “O filtro invisível” (2012) que a criatividade surge de ideias muito distintas que juntas criam algo útil. 

Um exemplo é a criação do post-it. O engenheiro da 3M Spencer Silver desenvolveu um adesivo com baixa aderência e ficou anos pensando em uma finalidade útil. Foi então que Arthur Fry, outro cientista da empresa, decidiu usar esse adesivo para segurar partituras do seu coral enquanto ensaiava e encontrou a solução para o problema.

>> Leitura recomendada: Prepare-se para os impactos da inteligência artificial no futuro do trabalho

Como as empresas estão unindo criatividade e inteligência de dados?

Agora que você já sabe que criatividade e inteligência de dados se complementam e não se excluem, é importante saber como as empresas estão aplicando essa combinação. Um estudo realizado pela consultoria McKinsey ouviu 200 CMOs (Chief Marketing Officer) e executivos de marketing sênior para descobrir seus insights e indicar três direções assertivas.

A pesquisa ainda mostra que as empresas têm chances de crescer duas vezes mais se unirem criatividade e inteligência de dados. As organizações são encorajadas a levar os insights embasados em informações para áreas que vão de planejamento de marketing a desenvolvimento de produto e preço. Há a mudança do “eu acho” para o “eu sei”. 

Contudo, a criatividade permanece sendo um diferencial das empresas, enquanto que  a inteligência de dados se torna uma bússola na tomada de decisões, pois as informações concretas desbloqueiam a subjetividade das ideias inovadoras, que por vezes podem ser rejeitadas por falta de evidências. Segundo um relatório, de 2018, da agência Walker Sands 56% dos profissionais de marketing acreditam que a criatividade e inteligência de dados são vitais para o desenvolvimento de estratégias eficazes e 41% sentem que as ações são impulsionadas por uma mistura igual de ambas habilidades. 

1. Criatividade e inteligência de dados: parceiros iguais

Segundo a pesquisa, as empresas que mais investem na união de habilidades estão estimulando as capacidades de dados nas funções criativas e da mesma forma as atividades analíticas estão se tornando mais engenhosas. As áreas que mais recebem esses investimentos são as de experiência do cliente e a percepções do consumidor, pois a inteligência de dados pode revelar as intenções, gatilhos e interesses dos consumidores, bem como necessidades não atendidas pelas marcas.

As empresas costumam usar, em média, quatro ou mais tipos de técnicas analíticas e tradicionais para coletar informações, como grupos focais (entrevista com pessoas para mapear suas percepções), pesquisa primária (coleta de dados específica para o seu negócio), estudos de terceiros e orientados por dados, como análise da jornada do cliente, análise avançada (relação de dados pessoais, corporativos e Big Data) e inteligência artificial. 

2. Integração pelo modelo de marketing ágil

As empresas que mais estão investindo na combinação de criatividade e inteligência de dados incentivam o marketing ágil, que significa ter equipes pequenas, ágeis, multifuncionais, co-localizadas e relativamente autônomas, capazes de executar objetivos únicos e focados. Esses times contam com talentos da área da comunicação e de tecnologia, como engenheiros e analistas, permitindo que pessoas com diferentes conjuntos de habilidades e experiências se sentem lado a lado para colaborar. 

O principal ganho desta integração, segundo a McKinsey, é que as equipes são capazes de fazer testes frequentes e rápidos de novas ideias, principalmente porque há menos etapas de aprovação. Como resultado, o processo de criação de novas campanhas ou iniciativas de marketing, geralmente, diminui de meses para semanas ou mesmo dias. 

>> Leitura recomenda: Marketing dirigido por dados: a tendência que junta criatividade e análise de dados a favor de melhores resultados

3. Talentos de “cérebro inteiro”

As empresas estão buscando pessoas talentosas que sejam criativas e não tenham medo dos números. Segundo a consultoria, as empresas estão focadas em encontrar e nutrir pessoas ágeis para trabalhar com colegas com habilidades e conhecimentos diferentes.

Para garantir que esse conjunto de talentos, as empresas estão cada vez mais trazendo certas funções de marketing para dentro da instituição, especialmente aquelas mais próximas da experiência do cliente, como insights do consumidor e análise de dados. A McKinsey também observou que as organizações não costumam contar como uma única agência de publicidade que preste serviços completos. Na verdade, elas preferem usar empresas especializadas em canais emergentes, como realidade aumentada e virtual, ou recursos inovadores como voz.

>> Leitura recomendada: Transformática: fatores-chave para alcançar a maturidade digital nas empresas

Criatividade e inteligência de dados em equipes de vendas

Como vimos no tópico acima, as empresas estão cada vez mais unindo criatividade e inteligência de dados para criar insights sobre o comportamento dos consumidores. Mapear essas informações pode ser uma mina de ouro para a equipe de vendas da sua empresa, pois os profissionais conseguem estar mais preparados para entender o público e surpreendê-lo da maneira certa. Esses movimentos, no entanto, não precisam ser realizados apenas por instituições que dispõem de altos recursos, há várias formas de aplicar criatividade e inteligência de dados de maneiras enxutas e assertivas.

O primeiro passo é organizar as informações que você possui de clientes. A partir desse primeiro mapeamento, é possível ver padrões de consumo. A empresa Agendor, por exemplo, conta que um de seus clientes do varejo passou a pedir o CPF e contato dos clientes para compreender as preferências de compra e oferecer anúncios personalizados. 

Já as informações sobre o público em potencial e tendências sobre o seu negócio podem ser identificadas por uma pesquisa netnográfica. O método possibilita a análise do consumidor a partir da observação em interações digitais, como grupos de Facebook e páginas de Instagram. O escritor e pesquisador Robert V. Kozinets desenvolveu essa técnica, em 1995, para compreender a jornada de fãs de Star Wars e Stars Trek. 

A metodologia emprega estudos da antropologia, comunicação, marketing e ciências sociais para entender o comportamento das pessoas a partir de um estudo qualitativo e interpretativo, que identifica tendências e proporciona uma amplitude ao processo de pesquisa de mercado. Por exemplo, se a sua marca tem como persona empreendedores, então, a sua equipe de marketing pode fazer parte de grupos online voltado para esse público para coletar as publicações e os comentários, que vão desmistificando as preferências, incômodos e necessidades desse público. Essas informações permitem que a sua empresa conheça melhor os clientes e identifique qual rede social faz mais sentido usar para se comunicar. 

Liderança resiliente é o elo de criatividade e inteligência de dados

A união de criatividade e inteligência de dados pode tirar muitos colaboradores da zona de conforto. Para não deixar que as equipes percam a confiança no trabalho desenvolvido, o ideal é que os gestores adotem a liderança resiliente, que é a capacidade de enfrentar os obstáculos de forma realista sem deixar de ser otimista e estratégico. 

Segundo um artigo da Harvard Business Review, de  2017, as três principais características da resiliência são:

  1. 1. Aceitação do momento presente – Sem rodeios, a pessoa consegue analisar de forma clara as circunstâncias e tomar decisões objetivas;
  2. 2. Crença profunda em valores que dão sentido à vida – Não há um distanciamento das crenças pessoais, uma vez que ignorar os próprios sentimentos enfraquece a autoconfiança;
  3. 3. Habilidade de improvisar – Capacidade de ser flexível e experimentar.
 

Um artigo, publicado, em 2016, no portal Administradores, mostra que a liderança resiliente torna as instituições mais competitivas, pois proporciona maior autoestima no time, uma vez que os gestores confiam em suas competências, estimulam a realização de tarefas e não temem desafios, pois estão preparados para as transformações. Além disso, um artigo, publicado este ano, indica que quando as pessoas conseguem equilibrar a razão e a emoção tomam as melhores decisões. Dentre as capacidades da liderança resiliente apresentadas pela consultoria estão:

  • Se basear em fatos;
  • Definir prioridades no momento;
  • Cultivar colaboradores engajados e clientes fiéis;
  • Colocar a missão da empresa em primeiro lugar;
  • Fortalecer a transformação digital;
  • Manter-se conectado às preocupações de clientes, equipes e comunidades locais.
 

Use a automação para promover a criatividade no trabalho

Além do mito que a inteligência artificial vai roubar o emprego dos humanos, outra lenda é que a desorganização eleva a criatividade. Existe uma diferença muito significativa entre um ambiente de trabalho rígido, que limita o potencial criativo dos colaboradores, e aquele que fornece ferramentas para você avaliar a evolução das suas atividades e ter registrado de forma ordenada o fluxo de informações das suas tarefas, que sempre podem ser reutilizadas, evitando o desperdício de tempo. 

Com um software de gestão como o Runrun.it, a sua equipe consegue acompanhar de forma clara o trabalho acontecendo, então, se um engenheiro ou um profissional de marketing verem as tarefas um dos outros vão compreender a que pé o projeto está. A plataforma ainda facilita o processo de aprovação, um dos pontos importantes citados pela McKinsey para agilizar a rotina das equipes que unem criatividade e inteligência de dados. 

A ferramenta desburocratiza a rotina do seu time, permitindo que os colaboradores foquem em iniciativas e estratégias relevantes para aumentar a competitividade da sua marca. Além disso, o arquivamento dos dados de maneira segura possibilita que mesmo com a saída e entrada de talentos as informações não se percam e possam ser facilmente acessadas. Crie sua conta grátis e teste agora: https://runrun.it   

Criatividade e inteligência de dados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>