“Jovens profissionais precisam de mais autonomia para se sentir parte do negócio” – Luis Calicchio

“Jovens profissionais precisam de mais autonomia para se sentir parte do negócio” – Luis Calicchio

O mercado fitness no Brasil tem se mantido aquecido ao longo dos últimos anos. De acordo com a ACAD, existem mais de 30 mil academias em todo o Brasil e quase oito milhões de alunos, movimentando cerca de US$ 2,5 bilhões. O empreendedor dessa área tem, portanto, muitos desafios para se destacar, seja investindo em tecnologia ou em atendimento.

Formado em administração de empresas, Luis Antônio Calicchio, proprietário da CHANGE Academia, vive isso desde 2008. Motivado por histórias de empreendedores e pela paixão por atividade física, deixou o mercado financeiro para abrir seu próprio negócio. Neste bate-papo, ele fala sobre gestão e também sobre como trabalha com a nova geração.

A conversa com Luis Antônio Calicchio faz parte da série “Meu Trabalho”, de entrevistas exclusivas para o blog do Runrun.it.

Luis Calicchio

1. Como funciona a CHANGE?

A CHANGE busca ir além de uma academia convencional, tendo como grande diferencial os processos de planejamento de treino e acompanhamento do aluno. A resposta positiva de cada um mostra que estamos no caminho certo e dá a segurança para seguir promovendo o bem-estar por meio de técnicas que nenhuma outra academia utiliza. Além disso, a CHANGE conta com um plano de valorização do profissional de Educação Física, o que gera maior retenção dos colaboradores.

2. Qual é o tamanho do time?

Atualmente são 50 colaboradores, com sete equipes divididas por departamento: musculação, ginástica, reabilitação e administrativo.

3. Para fazer a gestão de 50 pessoas, você faz muitas reuniões?

Com clientes, fornecedores e parceiros realizamos aproximadamente 10 reuniões semanais. As reuniões com colaboradores acontecem normalmente uma vez por mês, sempre com o propósito de desenvolvimento, na parte técnica e ou gestão. Também realizo diariamente feedbacks com toda a equipe na medida em que considero necessário. Uma vez identificado algum problema, tratamos isso de forma rápida, é nossa vantagem. Respostas rápidas e assertivas para a solução de problemas ou na identificação de oportunidades.

4. Como proprietário, como funciona sua interação com os clientes?

Temos três unidades (Alphaville, Gramado e a mais recente dentro do Instituto Wilson Mello, todas em Campinas), com cerca de 1.400 alunos. Atuo diretamente na recepção das academias, que considero o melhor ponto de contato com o cliente.

5. Quais os principais desafios diários nessa função?

Promover a melhor experiência ao cliente e manter o time atualizado com as novidades do segmento.

6. O que vocês tentam passar através do ambiente interno das academias?

Descontração, para o aluno se sentir à vontade e estimulado, mas sem perder o profissionalismo. Desenvolvemos uma arquitetura diferenciada para academias, com acabamentos modernos e que geram a sensação de aconchego para, mais uma vez, fazer com que os alunos se sintam em casa. Também criamos uma fragrância exclusiva da academia, com notas que promovem o estímulo tanto aos alunos quanto aos colaboradores. Além disso, contamos com áreas de convivência, com mobiliário de design, que promovem a integração entre todos.

7. Empreender exige muita disciplina. Qual é a sua principal dica de produtividade?

A dica é saber controlar o tempo e ter um bom planejamento. Para isso é necessário disciplina mesmo. Cumprir com aquilo que foi planejado exige disciplina.

8. Quais as principais tendências para o seu setor?

Uma mescla do mundo “virtual” com o real. O crescimento do uso da tecnologia precisa ser equilibrado com o relacionamento presencial e humanizado.

9. Essas são dicas para quem está começando?

Eu diria atenção às novas tecnologias e à inversão da pirâmide etária do país – a população está envelhecendo, se preocupando com o bem-estar, portanto é preciso se atentar às demandas desse público.

10. Quais as mudanças em relação à entrada dessa nova geração no mercado?

Os profissionais mais jovens, para encontrar motivação e estímulo, precisam se sentir parte construtiva do negócio, ter mais autonomia. A relação de trabalho precisa ser mais participativa, na tentativa de ter um time mais engajado com a razão de ser da empresa.

11. Várias áreas têm passado por transformações por conta da tecnologia. O que você nota de impacto no mercado de academias?

Sofremos muitas transformações com a chegada dos aplicativos e com tecnologias de gamificação e realidade virtual. Isso impactou nossa necessidade de melhorar ainda mais o nível de atendimento, mantendo e mostrando a importância de uma relação humanizada.

12. O que mudou na sua atividade de 10 anos pra cá?

Há 10 anos, eu estava iniciando as pesquisas para mudar de carreira, do mercado financeiro para empreendedor do segmento fitness. Como todo empreendedor, no início acabamos sendo responsáveis por tudo dentro da empresa, pois não temos recursos suficientes para contratar pessoas para quem possamos delegar funções. Ao longo do tempo, vamos parando de realizar atividades mais operacionais e focamos nosso tempo em atividades mais estratégicas.

13. Como você se vê profissionalmente em 5 anos?

Me vejo ainda muito ativo, ajudando a empresa a alcançar suas metas e objetivos. Em 5 anos pretendemos ter mais de 5.000 alunos, abrindo mais oito unidades.

14. O que você faz para equilibrar sua vida profissional e pessoal?

Meus hobbies estão diretamente ligados à minha vida profissional, porque são o que me inspiraram a empreender. A prática de atividade física diária me faz uma pessoa muito mais disposta e equilibrada, tanto fisica quanto mentalmente.

15. Que conselhos você daria ao seu ‘eu’ de 10 anos atrás?

Ter mais paciência e saber escutar mais. Pelo meu perfil explosivo, no início de carreira tive atritos que me fizeram criar um ambiente difícil para ter minhas ideias aceitas. Teria sido mais inteligente, de forma mais paciente, ter mostrado os benefícios de seguir o caminho que imaginava ser o mais correto.

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