Longe de ser somente um conjunto de técnicas para organizar tarefas, a gestão de projetos evoluiu para uma disciplina estratégica, essencial para a inovação e o crescimento sustentável. Nos próximos anos, essa área viverá uma verdadeira revolução, impulsionada por inteligência artificial, automação e novas formas de trabalho. Dominá-la é a chave para transformar ideias em realidade e garantir a competitividade do seu negócio.
Em um cenário de transformação digital acelerada, a capacidade de entregar resultados de forma eficiente e previsível deixou de ser um diferencial para se tornar uma condição de sobrevivência.
Neste artigo, vamos explorar desde os fundamentos até as tendências mais avançadas da gestão de projetos. Você aprenderá a escolher a metodologia certa, a usar as ferramentas mais modernas e a liderar equipes de alta performance para entregar resultados excepcionais.
Boa leitura!
- A base da gestão de projetos: conceito, estrutura e aplicação
- 5 vantagens da gestão de projetos
- Gerenciamento do escopo do projeto
- Gerenciamento do cronograma do projeto
- Gestão de custos do projeto
- Do papel à nuvem: a nova gestão de projetos é automatizada
- Há um padrão de qualidade na sua gestão de projetos?
- Metodologias e frameworks de gestão de projetos
- Planejamento: um passo crítico na gestão de projetos
- Tendências de gestão de projetos para os próximos anos
- [Webinar] Evolução tecnológica e os impactos na gestão de projetos
- 6 motivos para utilizar uma ferramenta de gestão de projetos
A base da gestão de projetos: conceito, estrutura e aplicação
De acordo com o Guia PMBOK® 7ª Edição, a referência global do setor, a gestão de projetos é a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do projeto a fim de atender aos seus requisitos. Neste caso, é a arte e a ciência de fazer as coisas acontecerem.
Para entender o conceito, é preciso diferenciar um projeto de atividades contínuas. Um projeto é um esforço temporário que tem como objetivo de criar um produto, serviço ou resultado único. Ele tem um início e um fim, bem definidos. Já os processos ou operações são contínuos e repetitivos, como o suporte ao cliente ou a produção em série.
5 Características essenciais da gestão de projetos
- Objetivo claro: Todo projeto nasce para resolver um problema ou aproveitar uma oportunidade.
- Temporalidade: Possui início, meio e fim definidos.
- Exclusividade: O resultado é único, mesmo que semelhante a outros.
- Recursos limitados: Opera com um orçamento, equipe e tempo pré-definidos.
- Incerteza: Lida com riscos e imprevistos que precisam ser gerenciados.
Por exemplo, desenvolver um novo aplicativo é um projeto. Manter o aplicativo funcionando e corrigir bugs é uma operação contínua. A gestão de projetos é a ponte que garante que a visão do aplicativo se torne realidade, dentro do prazo e do orçamento esperados.
Para reger uma estrutura como essa, alguém deve estar encarregado, como um ponto de sincronização, de alinhamento entre todas as partes. Essa pessoa é o gestor de projetos. Portanto, gerenciar projetos é aplicar conhecimentos, habilidades e técnicas, de forma que todas as perspectivas que compõem este universo complexo, o qual chamamos de projeto, se integrem para trazer os resultados necessários dentro do prazo e do orçamento previstos.
5 vantagens da gestão de projetos
A maior vantagem de uma gestão de projetos bem feita é um resultado de sucesso, disso ninguém duvida. Porém, a jornada que vai levar a esse sucesso precisa ser igualmente satisfatória, contemplando o cliente, o gestor e a equipe, cumprindo os prazos e sem estourar o orçamento.
A seguir, listamos cinco vantagens de uma boa gestão de projetos:
1. Maior controle de processos
A gestão de processos garante que o fluxo de trabalho ocorra de forma natural e eficiente na sua empresa. Dessa forma, é possível centralizar todas as etapas, recursos, prazos e os colaboradores envolvidos no projeto, desde o primeiro contato até a conclusão e entrega do projeto.
2. Cumprimento do cronograma de projetos
Sabemos que, muitas vezes, os cronogramas acabam não sendo cumpridos, isso porque os projetos podem mudar no meio do caminho e contratempos podem surgir. Portanto, é importante acompanhar e verificar as etapas do cronograma e atentar-se aos prazos, para que o projeto termine dentro do tempo estimado.
Para gerenciar o tempo de forma inteligente existem recursos de controle das atividades, como a planilha de horas trabalhadas ou o timesheet automatizado.
3. Minimização de riscos
Correr riscos faz parte do desenvolvimento de qualquer projeto, dependendo do seu tamanho e de quantas equipes estão envolvidas. Entretanto, isso não significa tomar decisões sem cautela ou deixar de acompanhar o progresso e os custos do projeto. Além disso, a gestão de projetos não pode ser resumida a um eterno apagar de incêndios, mas sim a um acompanhamento saudável e constante.
4. Agilidade na tomada de decisões
O tempo é fundamental no processo de tomada de decisão. Isso porque, se você demorar, pode perder o timing. E se for rápido, pode acabar apenas reagindo à situação e não pensar nas consequências.
Logo, é importante ter equilíbrio nesses momentos e, acima de tudo, ter todas as informações necessárias à disposição para fazer uma boa escolha. Afinal, ter dados à mão é resultado de uma boa gestão de projetos.
5. Maior satisfação do cliente
Um dos maiores vilões da produtividade é o retrabalho, que é ruim para o cliente e para a equipe, que terá de voltar a trabalhar na mesma demanda quando poderia estar atendendo outra.
Agora vamos nos aprofundar sobre a gestão de três dimensões essenciais de um projeto: o escopo, o cronograma e os custos.
Gerenciamento do escopo do projeto
Você certamente está ciente da importância de definir e controlar o escopo do projeto. O problema é que o escopo pode ser mais difícil de gerenciar do que você imagina, porque mudanças no escopo são esperadas durante o ciclo de vida da maioria dos projetos. Vale lembrar que, quando realizadas no meio do projeto, as alterações causam mais impacto nos custos e no cronograma do que quando elas já são previstas na fase de planejamento.
No entanto, caso a alteração no escopo seja necessária depois de iniciado o projeto, as partes interessadas (cliente e equipe) precisam entender exatamente como ela irá impactar nas datas das entregas e nos custos.
Para minimizar o efeito das mudanças tardias durante o ciclo de vida de um projeto, a gestão pode se valer de uma estratégia: detalhá-lo ao máximo e deixar tudo documentado. Para você se aprofundar no assunto, recomendamos a leitura do manual sobre Gerenciamento Eficaz do Escopo do Projeto, elaborado pelo PMI. O link está no final do artigo.
Dividir o projeto em fases pode tornar o controle e a administração mais transparentes. Então, posteriormente, ao fazer uma análise dos projetos desenvolvidos pela equipe, você poderá identificar qual é a fase mais crítica e aplicar melhorias.
Gerenciamento do cronograma do projeto
Muitas vezes, nos referimos ao cronograma como um documento técnico. Todas aquelas datas e números certamente levam a essa percepção. Outra fama negativa associada a ele é a de ser incompreensível, exceto para quem o criou e para aqueles que executam o trabalho.
Para facilitar, pense no cronograma como uma ferramenta de comunicação de gestão. Afinal, ele indica se um projeto está ou não no caminho certo, e precisa ser facilmente interpretado e avaliado. Aqui está a chave para brilhar como gerente de projetos, pois quanto mais preciso e detalhado o cronograma, maiores as chances de o projeto ser concluído no tempo previsto.
Usando o Gantt como aliado do seu cronograma
O gráfico de Gantt é usado para descomplicar a gestão de projetos, uma vez que ele mostra todas as atividades planejadas numa linha do tempo. Na vertical do gráfico ficam listadas as etapas ou tarefas do projeto e, diante de cada uma delas, o tempo necessário para sua execução, na forma de barras horizontais. Também é possível criar um Gantt com as tarefas de cada colaborador, ou ainda, dos seus clientes, dependendo do que sua ferramenta de gestão pode oferecer. Se você ainda não usa uma, confira nosso guia de ferramentas de gestão.

Com as informações apresentadas no Gantt, os gestores conseguem decidir sobre mudanças com maior antecedência. Inclusive, poderão identificar tarefas que estão tomando mais tempo do que deveriam e quais ainda não foram iniciadas.
Gestão de custos do projeto
Durante a gestão de um projeto, é fundamental conhecer quanto tem custado cada uma de suas etapas, em decorrência do número de horas que a equipe se dedicou. No entanto, por falta de tecnologia adequada, essa gestão de custos nem sempre é feita em tempo real ou com a constância que requer.
Para começar, tenha em mente quanto vale o trabalho de cada colaborador. Essa conta não é difícil: basta somar o valor que a empresa gasta com ele por mês (salário, benefícios e impostos) e dividir por 192 (24 dias multiplicado por 8 horas) ou pelo número de horas trabalhadas em um mês. Dessa forma, você saberá se o valor que está cobrando para executar um projeto está de acordo com o que está sendo gasto.
Mas, como dissemos, ao escolher uma metodologia para gerenciar as atividades de sua equipe, avalie se ela inclui uma forma de automatizar o controle das atividades e dos custos. Afinal, é inviável realizar esse controle à mão, num sem fim de planilhas, pela questão do tempo que você perde e pela propensão a errar ao digitar.
>> Leitura recomendada: Como automatizar a planilha de horas trabalhadas
Do papel à nuvem: a nova gestão de projetos é automatizada
Processos transparentes de gestão e de execução do trabalho são vitais para o sucesso de um projeto e a produtividade de uma equipe. A questão é: como definir processos compreensíveis, que as pessoas queiram seguir? Criar uma ferramenta de gestão própria pode sair caro e se tornar inviável.
O que existe no mercado há alguns anos é uma série de softwares de gerenciamento de projetos que não exigem nem sequer instalação, apenas contratação. Neste guia para escolher um software de gestão, damos algumas dicas. E adiantamos: fuja dos estrangeiros e prefira os nacionais com versão mobile. Assim, gestores e colaboradores poderão trabalhar com a maior facilidade possível, gastando o mínimo.
De forma geral, um software de gerenciamento de projetos pode ser entendido como uma ferramenta capaz de estruturar o fluxo de trabalho e, dessa forma, combater as aflições de gestores, como a distribuição de tarefas, o acompanhamento dos prazos e custos e a comunicação com o time.
Alimentados por dados, esses softwares podem mostrar as causas para inúmeras questões que o gestor se faz diariamente e apontar quais direções tomar. A decisão, portanto, fica baseada em números, em fatos, e não mais em intuição. A título de curiosidade: esse processo de avaliar o desempenho e identificar comportamentos benéficos e prejudiciais de uma equipe se chama People Analytics.
Há um padrão de qualidade na sua gestão de projetos?
O principal problema que toda organização enfrenta é executar projetos que atendam ou superem as expectativas de seus clientes. Inúmeros projetos são concluídos fora do orçamento e dos prazos estabelecidos. Por isso, toda vez que um novo projeto é implementado, é comum que a empresa deseje aprimorar o modelo de gestão anterior. Essa vontade é muito saudável e faz todo sentido. Pesquisar melhores práticas, novas metodologias e tecnologias para gerenciar projetos nunca é demais.
As causas mais comuns para a baixa qualidade de um projeto têm a ver com a quebra ou com a falta de normas de qualidade, seja numa estimativa de custos equivocada, num planejamento feito às pressas ou, especialmente, pela escassez de diálogo. Uma equipe que não se comunica, não alinha expectativas e necessidades, tende a conduzir o projeto com precariedade.
De acordo com um artigo sobre o impacto da qualidade na gestão de projetos, elaborado pelo PMI, em busca da perfeição para alcançar um projeto, um grande número de organizações tem adotado e implementado processos de melhoria na qualidade do processo, tais como Gerenciamento da Qualidade Total (GQT), Controle de Qualidade Total (CQT), Controle Estatístico de Processo (CEP), Ciclo PDCA, entre outras.
Essas disciplinas têm por objetivo reduzir falhas, gerenciar recursos e riscos, controlar custos e cronograma. Pensando nisso, recomendamos a leitura do ebook: Criando equipes altamente produtivas, que aborda os princípios de qualidade e do contínuo aperfeiçoamento na gestão de projetos, por meio de técnicas como Getting Things Done, Método de Eisenhower e Ciclo PDCA.
Metodologias e frameworks de gestão de projetos
As discussões sobre as melhores metodologias para gerenciamento de projetos podem acabar em debates acalorados. A realidade é que todas elas possuem prós e contras e podem ser aplicadas com resultados positivos. Confira um pouco sobre as principais metodologias e para quais modelos de equipes são apropriadas.
1. Método Tradicional
Esse costuma ser a escolha mais indicada para cenários com equipes muito grandes, em que a documentação detalhada das fases do projeto é uma exigência. O foco está nos processos e no monitoramento do status do projeto conforme as entregas. Ou seja, a ideia é que só existe progresso quando é entregue o todo. Só então é que o cliente irá sinalizar sua satisfação ou insatisfação com o produto/serviço.
No entanto, é um método de estrutura mais rígida, pouco flexível a modificações e com grande exaltação da figura do gerente de projetos. Nessa categoria, se destacam as boas práticas oriundas do PMI e do CMMi.
1.1 Waterfall
A metodologia Waterfall (cascata, em inglês) é considerada a forma mais tradicional de gerenciar projetos. Todas as etapas são seguidas de forma sequencial. As fases básicas geralmente são de definição de requisitos, planejamento, execução e validação e podem variar dependendo do tipo de iniciativa.
É recomendada para projetos de grande escala, com equipes de funções mais tradicionais, em que o planejamento minucioso e um processo mais previsível são primordiais.
O modelo em cascata só permite que o projeto avance quando uma fase está completa. Portanto, voltar algumas etapas, dar saltos para frente ou sobrepor atividades não é permitido. Além disso, no Waterfall, os requisitos são totalmente definidos no início do projeto e geralmente sofrem pouca ou nenhuma alteração durante sua execução.
Com etapas tão bem definidas e sequenciais, os projetos em cascata ficam mais simples de serem compreendidos pela equipe e o fluxo das atividades é mais organizado. Para que o planejamento seja feito, é necessário avaliar e estruturar as etapas com antecedência e prever cenários.
Contudo, o método Waterfall recebe críticas por sua rigidez. Se uma etapa foi inteiramente concluída, voltar atrás e refazer parte do trabalho implica custos elevados. Além disso, os projetos gerenciados em cascata geralmente apresentam resultados somente após a sua conclusão.
Outro problema é a dificuldade de determinar, num estágio inicial, todos os requisitos necessários para a finalização do projeto. A metodologia pode não trazer bons resultados quando ele é muito complexo ou de longa duração.
2. Métodos Ágeis
A adoção de um modelo ágil tende a ser o melhor caminho para equipes menores, em que é preciso flexibilidade diante de constantes mudanças na execução das atividades. Além disso, um método assim propõe a participação mais próxima do cliente, iterações mais curtas e testes automatizados.
Isso não significa, porém, que uma metodologia ágil não possa ser empregada em grandes projetos. Até porque há uma tendência de se combinar elementos das duas metodologias, a tradicional e a ágil, selecionando os pontos que funcionam melhor para o projeto em questão, como no framework Water Scrum Fall.
2.1 Kanban
O kanban é um framework em que as tarefas ficam divididas por etapa ou status. Em um quadro branco, você desenha três colunas: “a fazer”, “fazendo” e “feito” e em seguida define o número limite de tarefas que cada profissional pode ter. Assim, se alguém deseja fazer uma demanda a outro colega que já atingiu seu limite de, suponhamos, três tarefas em andamento, ele deve primeiro ajudá-lo a concluir uma delas. É uma forma de criar um sentimento de responsabilidade colaborativa sobre os resultados.
No Runrun.it, você conta com uma versão do kanban chamada Quadros, que fornece a visão do todo do trabalho que está sendo feito, seja por uma equipe, em um projeto ou processo, ou pela empresa inteira. Automaticamente, ele mostra o tempo que cada atividade permanece em cada etapa, ajudando a identificar gargalos.
2.2 Scrum
Também é considerado um framework para gerenciamento ágil de projetos. No scrum, há papéis e responsabilidades bem definidos, assim como diversas etapas a cumprir. O trabalho é dividido em períodos, chamados de sprints. As etapas a cumprir são mantidas numa lista conhecida como backlog. No início de cada sprint, é feita uma reunião de planejamento na qual se priorizam os itens do backlog e a equipe avalia as atividades que cabem dentro do sprint.
Acima de tudo, o scrum é uma maneira de evidenciar problemas no desenvolvimento dos projetos. Ele não vai resolvê-los, mas dará mecanismos para que a equipe tenha maior visão sobre eles e corra atrás de soluções. Isso porque, a cada sprint, acontece uma reunião de avaliação. E, como as sprints não são longas, duram entre 2 e 4 semanas, a remediação é rápida.
Com relação às desvantagens, muitas vezes os prazos para a entrega das atividades não são estipulados de forma coerente, atrasando o resultado final. E, como ele prevê pessoas com funções semelhantes, pode produzir problemas de comunicação, deixando os membros da equipe confusos quanto às suas responsabilidades. Para dar certo, é preciso uma equipe bem ciente de suas incumbências. Para ajudar nessa tarefa, recomendamos a leitura da gestão de projetos no Runrun.it com Scrum.
Para resumir, confira uma tabela comparativa dos métodos:
Planejamento: um passo crítico na gestão de projetos
Pode não ser a parte mais empolgante, mas o planejamento estratégico é fundamental para o seu projeto ter sucesso. Com ele, os gestores identificam os objetivos desejados, minimizam o risco de erros, evitam perder prazos e realizam a entrega do que foi combinado. E se não for feito o planejamento adequado, alinhando as demandas com os clientes e orientando a equipe da forma correta, o projeto certamente não atingirá o resultado esperado.
Um relatório feito pelo PMI mostra o dinheiro desperdiçado pelas empresas por causa de problemas no desempenho dos projetos. Em média, são 99 milhões de dólares perdidos para cada 1 bilhão investido, segundo a pesquisa.
Para evitar isso, os gestores precisam desenvolver um plano de ação, diluindo-o em tarefas e estabelecendo datas para a conclusão. Dessa forma, as etapas serão alcançadas no prazo e você conseguirá tornar os processos mais ágeis e produtivos.
O que faz o planejamento falhar
O principal erro do planejamento na gestão de projetos é não planejar direito. Pode parecer óbvio, mas não adianta realizar um planejamento sem dedicar o tempo e o esforço devido. Segundo um artigo do TechRepublic, são três as razões principais que podem atrapalhar o bom andamento de um planejamento:
1. Impaciência: a vontade de acelerar o passo faz os gerentes não se concentrarem no planejamento. Com isso, não realizam esta etapa de forma adequada e entram logo no modo de execução. O que normalmente acaba resultando, no mínimo, em retrabalho.
2. Falta de compreensão: não entender o impacto do bom planejamento na execução e no sucesso do projeto é uma das causas para que os gestores apressem essa fase.
3. Expectativas irreais: a pressão para finalizar o projeto em um determinado tempo coloca os gerentes em uma situação complicada. Então, com dificuldade para cumprir o prazo, eles pulam o planejamento para tentar compensar.
Criando um projeto assertivo
Por outro lado, se você conseguir evitar esses deslizes comuns e fazer um planejamento cuidadoso, a sua gestão de projetos só tem a ganhar. Por isso, veja cinco dicas para te ajudar a montar um plano certeiro:
1. Definição dos objetivos: é necessário ter uma sólida e clara compreensão sobre o que se espera do projeto. Com isso em mente, fica mais fácil desenhar a estratégia, traçando as etapas e determinando as tarefas e os recursos para cumpri-las.
2. Prazos e custos: os gestores precisam estipular as datas de cada etapa e colocar tudo em um cronograma para guiar a equipe. E, considerando o período para a realização e a equipe envolvida, precificar o valor do projeto se torna mais simples.
3. Gerenciar a equipe: a comunicação transparente é peça-chave para mostrar o que se espera de cada profissional durante o projeto. Quando o time conta com colaboradores e fornecedores externos, uma gestão de pessoas eficaz passa a ser ainda mais importante.
4. Gestão da qualidade: para avaliar o andamento do projeto, é preciso adotar indicadores de desempenho, os famosos KPIs. Com as métricas, é possível enxergar se tudo está funcionando e fazer ajustes de cronograma, verba ou pessoas a fim de atingir os objetivos. Para ajudar no processo, vale conhecer o ciclo PDCA. O método consiste em quatro etapas: planejar, fazer, verificar e agir/corrigir. É um modo de gestão interativa justamente para aprimorar os processos de forma contínua e melhorar os resultados.
5. Antecipação de problemas: analise previamente todos os aspectos do projeto para identificar os obstáculos. Todo plano estratégico precisa contar com ações de contingência para o caso de algo não previsto acontecer no decorrer do processo.
Tendências de gestão de projetos para os próximos anos
A gestão de projetos está entrando em uma fase marcada por transformações estruturais profundas.
Além da adoção de novas ferramentas, o que vemos é uma mudança na própria natureza do trabalho, na forma como as equipes se organizam e no papel que o gerente de projetos ocupa dentro da empresa. A combinação de inteligência artificial, análise de dados, novas demandas de governança, mudanças sociais e a reconfiguração do ambiente de trabalho está redesenhando esse campo, e quem entender essas tendências agora estará muitos passos à frente.
Inteligência Artificial como força-motriz da nova gestão de projetos
A presença da Inteligência Artificial na gestão de projetos deixou de ser novidade para se tornar infraestrutura.
Hoje, a IA funciona como uma camada estratégica que amplia a capacidade humana. Com algoritmos capazes de analisar grandes volumes de dados, prever comportamentos e mapear riscos em tempo real, a gestão de projetos se torna muito mais precisa e preventiva.
A análise preditiva, impulsionada por machine learning, permite identificar atrasos potenciais antes que eles apareçam nos cronogramas.
Isso muda completamente a lógica do gerenciamento tradicional, que sempre foi muito mais reativo do que proativo. A IA também começa a atuar como uma espécie de “copiloto” do gerente de projetos, recomendando o caminho mais eficiente, redistribuindo recursos conforme gargalos surgem e sugerindo ajustes finos no sequenciamento das atividades.
Por isso, em vez de substituir profissionais, ela os capacita a tomar decisões com maior segurança, velocidade e clareza.
Da intuição aos dados: por que sua gestão precisa ser data-driven
Se no passado os projetos dependiam quase exclusivamente da intuição ou da experiência subjetiva das lideranças, o cenário atual exige precisão. A gestão moderna passou por uma transformação profunda: a tomada de decisão deixou de ser baseada no “eu acho” para ser orientada por indicadores robustos e visíveis em tempo real.
Essa mudança cultural, conhecida como data-driven, é o que separa empresas que apenas reagem a problemas daquelas que preveem cenários. Ao utilizar um software de gestão como o Runrun.it, você troca as planilhas estáticas por Dashboards automatizados, que traduzem dados complexos em assertividade.
Na prática, a gestão orientada a dados elimina as disputas interpretativas. Em vez de reuniões longas para tentar descobrir por que um projeto atrasou, você tem acesso imediato a KPIs avançados, como:
- Desempenho de custos e orçamento: para saber se o valor investido está dentro do planejado;
- Variação de prazo e cronograma: identificando desvios antes que se tornem gargalos críticos;
- Capacidade produtiva da equipe: visualizando a alocação de recursos sem depender de suposições.
A previsibilidade como vantagem competitiva
A capacidade de antecipar riscos é, talvez, a maior vantagem dessa abordagem.
Essa inteligência transforma o papel do gestor. O foco deixa de ser o microgerenciamento de tarefas e passa a ser a estratégia.
Com dados confiáveis em mãos, você constrói uma base sólida de credibilidade com clientes e stakeholders, comprovando o valor do trabalho entregue com evidências, e não apenas promessas.
Sustentabilidade e ESG em projetos
Ignorar os fatores de sustentabilidade e ESG (Ambiental, Social e Governança) no gerenciamento de projetos é ficar para trás.
A sustentabilidade está se consolidando como uma métrica central de sucesso, exigindo que os gerentes de projeto integrem checkpoints ESG em todas as fases do ciclo de vida do projeto. Isso se traduz em ações concretas, como a redução da pegada de carbono das operações, a promoção de cadeias de suprimentos éticas e a garantia de diversidade e inclusão nas equipes. Essa tendência demanda uma visão de longo prazo, alinhando os resultados do projeto aos objetivos de negócio, valores globais, e expectativas da sociedade. Trata-se de uma evolução que une ética e estratégia de negócio inteligente.
Empresas globais e brasileiras já estão na vanguarda dessa transformação. A cerveja Patagonia, por exemplo, consolidou sua marca em torno do ativismo ambiental, utilizando materiais reciclados e doando parte de seus lucros para causas ecológicas.
No Brasil, a Natura é um caso emblemático, com um modelo de negócio que integra a conservação da biodiversidade amazônica e o desenvolvimento social de comunidades locais. Gigantes da tecnologia como a Microsoft buscam a neutralidade de carbono e investem massivamente em projetos de reflorestamento e energia renovável.
No setor de bens de consumo, a Unilever, com seu Plano de Vida Sustentável, demonstra como a sustentabilidade pode ser incorporada em cadeias de valor complexas. Essas organizações não apenas respondem a uma demanda de mercado, mas também utilizam o ESG como um motor para inovação e resiliência em seus projetos.
A Inteligência emocional como diferencial competitivo na gestão de projetos
Você já liderou um projeto onde o cronograma era perfeito, as ferramentas eram ótimas, mas, ainda assim, a entrega falhou? Em um ambiente corporativo cada vez mais complexo, uma verdade precisa ser dita: projetos raramente falham apenas por razões técnicas; eles falham, na maioria das vezes, por razões humanas.
A aplicação da Inteligência Emocional (QE) pode aprimorar fatores críticos de sucesso. Mais do que uma “habilidade interpessoal”, a QE tornou-se um ativo estratégico para o líder moderno, muitas vezes superando o QI e a experiência técnica na hora de garantir resultados.
Organizações que investem nessa competência relatam uma redução de até 36% nos índices de burnout. E como isso se traduz no dia a dia?
- Segurança psicológica: Em vez de pressionar uma equipe atrasada, o líder com QE investiga a causa raiz. Muitas vezes, o problema não é competência, mas processos travados ou medo de errar.
- Gestão de conflitos: Transforma atritos em oportunidades de crescimento, garantindo que as decisões considerem o impacto humano.
- Visibilidade sem culpa: Ao usar ferramentas que centralizam a comunicação e dão clareza ao fluxo de trabalho, você remove a subjetividade e cria um ambiente de confiança, não de vigilância.
As empresas modernas não buscam mais meros “distribuidores de tarefas”. Elas procuram líderes capazes de navegar pelas dinâmicas emocionais, gerenciando o estresse coletivo para formar times mais resilientes e intrinsecamente motivados.
Leitura recomendada >> Conheça as real skills, as novas habilidades essenciais
Cibersegurança e a proteção de dados na entrega do seu projeto
A segurança da informação deixou de ser uma pauta exclusiva dos departamentos de TI. Com a consolidação do trabalho híbrido e remoto, onde equipes acessam dados críticos de diferentes locais e dispositivos, a cibersegurança tornou-se uma responsabilidade compartilhada. Além disso, representa, principalmente, uma competência essencial para o gestor de projetos moderno.
Mais do que configurar firewalls, proteger o projeto significa garantir a governança dos processos.
Por isso, ao planejar seu projeto, é essencial integrar pilares de segurança que sustentem toda a gestão. O primeiro deles é o controle de acesso granular, garantindo que cada colaborador visualize apenas as informações relacionadas à sua função, algo reforçado por relatórios de permissões que reduzem o risco de vazamentos acidentais de dados sensíveis.
Outro elemento indispensável é a rastreabilidade: em ambientes colaborativos, registrar “quem fez o quê e quando” assegura transparência, facilita a identificação de gargalos e permite detectar rapidamente qualquer alteração indevida no escopo. Por fim, a autenticação segura fortalece a proteção do ambiente, com recursos como Single Sign-On (SAML 2.0) e autenticação em duas etapas (2FA) garantindo que apenas pessoas autorizadas tenham acesso e possam interagir com os dados da empresa.
Incorporar protocolos de segurança ajuda a construir um ambiente de trabalho confiável onde sua equipe possa focar no que realmente importa: a entrega de valor.
Essa abordagem proativa protege os ativos de informação, fortalecendo a confiança junto a clientes e stakeholders.
[Webinar] Evolução tecnológica e os impactos na gestão de projetos
A tecnologia trouxe muitas facilidades para o mercado de trabalho. Isso significa que você não precisa mais fazer a sua gestão através de planilhas, e-mails e post-its. Nesse vídeo, Rafael Gontijo, coordenador de Vendas do Runrun.it, fala um pouco sobre o novo mindset de gestão do trabalho, ressaltando quais são as vantagens de usar um software de gerenciamento de tarefas para administrar seus projetos.
6 motivos para utilizar uma ferramenta de gestão de projetos
1. Segurança de dados
Saber gerenciar as informações relevantes para a sua empresa é fundamental para tomar decisões satisfatórias e até para fazer a gestão à vista.
2. Ganho de produtividade
Com a tecnologia, você será capaz de acompanhar em tempo real tudo que acontece no projeto, para saber exatamente em que cada colaborador está trabalhando. Com esse controle, fica mais fácil saber quais colaboradores estão entregando mais e melhor e quais são seus gargalos.
3. Melhor comunicação
Gerenciar uma equipe apenas através do e-mail pode causar grandes confusões por conta de informações desencontradas e pela falta de registro das decisões importantes. Ao utilizar uma ferramenta de gestão única, você não corre esse risco e a comunicação entre todos da empresa fica bem mais transparente.
4. Padronização
Ter um fluxo de trabalho e processos bem definidos significa que todos sabem o que fazer e qual papel estão ocupando na engrenagem da empresa. Como tudo está registrado na ferramenta de acordo com o padrão, as informações não precisam ser normalizadas e fica fácil fazer o acompanhamento.
5. Gestão de tempo eficiente
Uma ferramenta de gestão completa, como o Runrun.it, por exemplo, possui time tracking integrado. Com isso, você consegue extrair dados de quanto tempo um projeto demorou para ser concluído ou quanto tempo demorou em cada etapa. E também se você está fazendo a precificação de serviços de maneira correta.
6. Automatização de relatórios
Fazer relatórios para avaliar os números finais e de acompanhamento do projeto é uma das tarefas mais árduas do gestor. Utilizando uma ferramenta de gestão, você consegue automatizar a geração desses relatórios e partir direto para a análise dos dados.
O software ideal para a sua gestão de projetos
Se você é um Gerente de Projetos, sabe que a principal dor é a falta de controle sobre o que está, de fato, acontecendo. As planilhas e e-mails se transformam em um pesadelo de informações fragmentadas. Você precisa de uma visão clara para garantir que os prazos sejam cumpridos e que os recursos estejam alocados de forma eficiente.
O Runrun.it entende essa realidade. Nossa missão é transformar essa complexidade em clareza para que você tome decisões mais rápidas e informadas.