O futuro da publicidade – Tendências que você não pode só ficar assistindo

O futuro da publicidade – Tendências que você não pode só ficar assistindo

A frase “A revolução não será televisionada” cai como uma luva para as previsões dos rumos do marketing e o futuro da publicidade. Na verdade, até pode ser televisionada, mas a dúvida é se os consumidores irão assistir. Em 2017, a publicidade digital nos Estados Unidos cresceu 21% e ultrapassou pela primeira vez os investimentos em TV. Os dados são do último relatório de receita de publicidade na internet da IAB.

Esses números indicam uma mudança na forma das empresas se comunicarem. E quer um spoiler? O futuro da publicidade será personalizado, automatizado, imersivo, experiencial e mensurável. E também não vai parecer publicidade.

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Cada vez mais mobile

Para começar, como já podemos perceber, somos cada vez mais impactados por publicidade em nossos celulares. A publicidade em vídeo e banners cresce e o aparelho domina em todos os cenários. Segundo o mesmo relatório da IAB, de 2016 para 2017, o crescimento do formato de vídeo digital nos Estados Unidos foi de 33%, chegando a US$ 11,9 bilhões. E 54% dessas peças são vistas no celular.

A publicidade em banners, por sua vez, ainda movimenta muito dinheiro no mercado americano, US$ 27,5 bilhões para ser mais exato, com aumento de 23%. Nesse modelo, o celular também desbanca o desktop – 67% dos banners são visualizados na versão mobile.

Neste nosso artigo sobre publicidade mobile, você pode encontrar informações sobre o perfil dos usuários e as tendências nessa plataforma.

Uma publicidade mais relevante

Vivemos hoje em um mundo em que podemos ignorar banners, pular vídeos, e fugir da publicidade convencional usando assinaturas de serviços de streaming. Para sobreviver a este movimento, é necessário que a publicidade se torne cada vez mais pessoal e relevante. Um estudo da Rocket Fuel indicou que 80% dos millenials reconhecem valor em marcas que personalizam as suas ofertas e a sua comunicação.

A.J. Wilcox, fundador da B2Linked, agência de comunicação focada no LinkedIn, afirma que “o futuro da publicidade será esta hiper-personalização e hiper-customização para o indivíduo. E nós já temos todos os dados que importam para atingir as pessoas. Agora, é só uma questão de poder usá-los de maneira escalável.”

Publicidade como ciência

Para a comunicação personalizada de fato, é preciso uma boa dose de tecnologia. É aí que entra a publicidade cognitiva. Em linhas gerais, o machine learning é aplicado para aprender o comportamento de cada ID de dispositivo eletrônico e, consequentemente, de cada usuário. Essa utilização da inteligência artificial na publicidade, associada ao aumento na parcela de smartphones conectados, viabiliza um outro nível de customização e proporciona uma melhoria nos resultados.

De acordo com Francesco Simeone, diretor de negócios da Logan Media Brasil, agência de mídia, marketing e desenvolvimento de soluções para mobile, a chamada publicidade cognitiva é essencial para colocar o foco nas pessoas e em suas narrativas. Neste artigo para o Meio&Mensagem, Simeone afirma que “deve-se aproveitar do machine learning para conseguir personalizar a mensagem em função dos gostos, motivações e hábitos de consumo dos usuários monitorados por uma plataforma human centered (centrado no ser humano)”.

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Futuro da publicidade – os ambientes imersivos

O IDC, líder mundial em inteligência de mercado, prevê neste artigo que, em 2020, mais de um bilhão de pessoas terão acesso regular à realidade aumentada e à realidade virtual. Tecnologias que intensificam a tendência de transformar a publicidade em uma grande experiência para o consumidor.

Essa previsão vai de encontro com o Ericsson Mobility Report. O relatório projeta um alcance da rede 5G, até aqui incipiente, para aproximadamente 20% da população mundial até 2023. Esse número de acesso à internet permite que o futuro da publicidade seja cada vez mais atrelado a tecnologias imersivas, como o VR por streaming. Aqui no blog já falamos sobre a realidade aumentada no marketing, com exemplos de usos e aplicações do sistema.

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A era dos Frenemies

Saturação dos formatos tradicionais, tecnologias disruptivas e novas marcas desconstruindo paradigmas de mercado. Esses ingredientes reunidos criaram uma nova relação na publicidade: os Frenemies. A junção de “friends” e “enemies” é um termo cunhado por Martin Sorrell, fundador da WPP, simplesmente o maior grupo de marketing e publicidade do mundo, ao se referir ao Google e outras empresas com quem faz negócios, mas ao mesmo tempo compete de forma acirrada.

No livro Frenemies: The Epic Desruption of the Ad Business, Ken Auletta aborda as transformações – e as convulções – do mercado do ponto de vista de figuras icônicas como Sorrell. A relação dos frenemies coloca em conflito as empresas tradicionais de publicidade com as organizações de tecnologia do Vale do Silício.

Além de traçar esse cenário de parcerias hostis e competitividade, o autor detalha o poder de adaptação do mercado. Isso para conseguir atrair um público com cada vez mais recursos para se esquivar da publicidade convencional. Portanto, são necessárias iniciativas como a criação de novas agências assumindo o modelo de negócios guiados por dados, ou data driven business, a individualização da comunicação e a busca por pertinência.

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Inove para fazer parte do futuro da publicidade

A publicidade faz parte do dia a dia de todos, alavanca o negócio de empresas e, durante muito tempo, foi o combustível para a maioria das mídias. Porém os dias atrativos de diretor de agência de Don Draper da série Mad Men estão cada vez mais distantes. O romantismo e a arte tiveram que dar espaço para análise de dados e tecnologias disruptivas. Estar atualizado sobre o futuro da publicidade é essencial para qualquer negócio e, para acompanhar as mudanças, adote as tecnologias.

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