Lições de liderança no basquete: motivação e colaboração no trabalho

Lições de liderança no basquete: motivação e colaboração no trabalho

Em muitos momentos, recorremos a influências externas como fontes de inspiração ou mesmo de motivação. E aqui vale quase tudo: a biografia do seu ídolo, uma referência familiar, um(a) empresário(a) de sucesso ou mesmo os esportes. Em relação a esse último em particular, muitos acreditam que ele possui muitas semelhanças com várias situações da  nossa vida pessoal e também com a forma com a qual lidamos com algumas situações no trabalho. Pensando nisso, reunimos nesse post algumas lições de liderança no basquete

O basquete foi criado em 1891 pelo professor de Educação Física canadense James Naismith, como uma alternativa ao inverno rigoroso, que impedia a prática de esportes ao ar livre como o basebol e o futebol. Além disso, a ideia era que esse jogo também fosse menos violento do que o futebol americano, por exemplo. Sendo assim, Naismith pretendia integrar os seus alunos da Associação Cristã de Moços de Springfield (localizada em Massachusetts, nos Estados Unidos) e promover a coletividade entre os grupos. 

Portanto, além desse apreço pela coletividade, podemos observar também que o basquete é um jogo de estratégia e agilidade, assim como é o trabalho no Mundo VUCA. Confira as lições de liderança no basquete que você vai ver nesse post:

 

Lições de liderança no basquete

Na maioria das vezes, enxergamos uma relação clara entre o papel dos líderes e gestores com o dos treinadores, já que eles são responsáveis pela escolha dos talentos da equipe, elaboração das estratégias, treinamentos, capacitações e também pela motivação. 

Porém, as semelhanças entre o basquete e o trabalho não acabam por aqui, como você pode ver na lista completa abaixo, que reúne os principais itens apontados por este artigo do site s Entrepreneur e por este do Estadão

1. Recrute os melhores talentos

Uma equipe talentosa é capaz de muitas conquistas, ainda mais quando as habilidades desses colaboradores se completam e são capazes de fortalecer o grupo. Os famosos “dream teams” ou time dos sonhos, como são conhecidos no esporte, representam a melhor combinação possível, como foi, por exemplo, o time de basquete olímpico dos Estados Unidos no ano de 1992. Porém, como recrutar um dream team? 

No basquete, os times da NBA (National Basketball Association) estão acostumados a passar pelos “drafts”, que nada mais são que o momento de aquisição de talentos vindos do basquete universitário e também de jogadores estrangeiros.

Portanto, é necessário estruturar os processos seletivos desde o princípio, com uma descrição de cargos e atribuições precisas, para que seja possível encontrar o profissional que vai agregar na sua equipe, fazer um bom onboarding e também investir em capacitações ao longo do tempo em que ele trabalhar com você, garantindo a retenção de talentos

Isso sem contar que, se você e sua equipe aderiram ao trabalho remoto, ou híbrido, esses passos são ainda mais fundamentais. O processo de onboarding remoto é ainda mais delicado que o presencial. Entretanto, ele é fundamental para o bom desempenho desse novo membro do seu time.

2. Capacite a sua equipe

No basquete, os treinadores estão sempre pensando nas melhores estratégias e jogadas que serão capazes de garantir para o time a maior quantidade de pontos e, claro, a vitórias nos jogos. 

Porém, colocar essas estratégias em prática depende de muita prática e capacitação. Nas empresas não é diferente! 

Também vale destacar aqui uma estratégia que está se tornando cada vez mais comum nas empresas: a de errar rápido. Não, você não leu errado! A ideia por trás desse conceito é de que não cometer erros é impossível, porém, é possível realizar experimentos e testes que nos possibilitem identificar com rapidez os erros e os acertos, até que o resultado ideal seja alcançado. Times capacitados são capazes de elaborar boas hipóteses, analisar os resultados e entender com mais rapidez se o caminho que estão percorrendo vai levá-los à vitória ou não.

3. Mantenha um fluxo de comunicação contínuo e transparente

Se alguém ainda tinha dúvida, em 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus, ficou claro para todo mundo que a comunicação é um dos principais fatores que garantem o bom andamento do fluxo de trabalho de uma equipe. 

No basquete, a lógica é a mesma, já que os jogadores precisam estar bem entrosados para realizar as melhores jogadas e o técnico precisa deixar claro para o time o que precisa ser feito. 

No home office, aprendemos que a comunicação é um dos principais pilares da construção da confiança, que é outro ponto fundamental para o bom andamento das etapas e construção do senso de coletivo e bom relacionamento com as lideranças. 

Se quiser saber mais sobre o assunto, o nosso CEO, Antonio Carlos Soares, conversou com a facilitadora de diálogos Debora Gaudêncio sobre como aplicar a comunicação não-violenta no trabalho remoto, criando conexões entre líderes e suas equipes. Confira:

4. Compartilhe os créditos

Em alguns jogos, a gente fica com a impressão de que apenas um ou outro talento individual é capaz de ganhar o jogo sozinho, mas a gente sabe que todo o time é importante para a construção das jogadas, já que nenhuma estratégia de jogo é feita por apenas um jogador. 

O mesmo vale para as empresas, por isso, quando necessário, reconheça o trabalho bem feito do time, dando créditos aos envolvidos. Além disso, você pode optar por uma avaliação 360º ou feedbacks periódicos para garantir que o time está recebendo os incentivos que precisa, assim como promover alinhamentos. 

Isso contribui para a motivação das equipes (e pode até mesmo ajudar a evitar a síndrome do impostor!) e para equipes remotas é um estímulo necessário para manter vivo o espírito de equipe. 

“Para formar um time dos sonhos, as pessoas devem estar engajadas no contexto do negócio. Ninguém brilha ou prospera sozinho, ninguém chega ao topo sozinho. O sucesso de um líder reflete uma equipe poderosa que trabalha de forma coletiva para fazer o negócio crescer, que consegue visualizar toda a floresta e não apenas algumas árvores. Isso se chama ‘visão sistêmica’. O pensamento no todo fica muito claro no dream team dos Chicago Bulls. Times dos sonhos têm pessoas engajadas, talentosas, humanas, competentes, colaborativas e com muita energia para fazer a ‘magia’ acontecer”, opina Alexandre Viegas da Silva, professor da Escola de Gestão e Negócios da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em entrevista ao portal e-investidor, do Estadão

>>Leitura recomendada: Como líderes podem manter a motivação em home office

5. Encoraje atitudes e iniciativas

Por mais que nós já tenhamos comentado acima que o treinador – ou gestor – é o responsável pode desenvolver as estratégias, em uma equipe cheia de talentos é comum que jogadores e colaboradores possam contribuir com seus conhecimentos para que o está sendo desenvolvido na quadra e nos projetos. 

Além disso, nada como uma boa jogada que possa desestabilizar o adversário e que foi bolada pelos jogadores na hora do jogo! Nas empresas, a atitude de dono é valorizada por muitos líderes, justamente por conta dos benefícios que isso pode trazer para o desenvolvimento dos projetos, isso porque colaboradores com esse mindset tendem a enxergar a longo prazo, procurando por soluções que funcionem no presente, mas que também podem ser sustentáveis no futuro. 

Trabalho e saúde mental 

Porém, vale a pena lembrar que atletas de alta performance acabam se esforçando a ponto de prejudicar a própria saúde e o mesmo pode acontecer nas empresas. Em 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus e o consequente aumento de adesão ao home office, muitas empresas começaram a discutir sobre estresse e síndrome de burnout. 

Em novembro do ano passado, nós, do Runrun.it, realizamos uma pesquisa com mais de 1.500 trabalhadores e pudemos ver que devido ao processo de adaptação a essa nova rotina, 43% apresenta dificuldade em se desconectar depois de um dia de trabalho e 61% afirma se sentir esgotado e sem energia física ou emocional após o final do expediente. 

Como consequência, a satisfação no trabalho no segmento de publicidade, propaganda e marketing digital, por exemplo, caiu 29%, em relação a pesquisa realizada pelo Runrun.it em junho de 2020 com colaboradores de agências. Na época, 80% dos colaboradores da área afirmaram estar satisfeitos com a empresa e as lideranças. 

Além disso, 54% considera que não está conseguindo entregar as tarefas e projetos com a qualidade que deveria e 37,87% acredita que a eficiência diminuiu (contra 42% que afirma que o nível de produtividade continua o mesmo). 

Entretanto, analisando pelo lado da sobrecarga, que é uma das principais causas da Síndrome de Burnout, apenas 37% se sente sobrecarregado ou acredita que as atividades realizadas não são equivalentes ao cargo que ocupam atualmente. Porém, esse número aumenta 8% quando olhamos para os cargos de não-decisores.

Por outro lado, o fato de 54% dos colaboradores e 64% dos líderes terem ideia clara do valor do trabalho que fazem e do impacto de suas ações dentro da empresa pode significar que a maioria dos casos de estresse não chegam a evoluir para a Síndrome de Burnout, já que essa conexão com o trabalho é fundamental para a manutenção da saúde. 

De acordo com os resultados obtidos pela pesquisa, através do somatório das respostas fornecidas pelos entrevistados, 16% apresenta sintomas de estresse baixo, 55% moderado e 29% alto. 

6. Transforme consumidores em fãs

Assim como os torcedores são os grandes defensores de um time, os consumidores, quando se sentem conectados com as marcas são capazes de se tornarem verdadeiros advogados. 

Portanto, adotar como estratégia de gestão de marca esse tipo de relacionamento com os clientes pode ser uma boa pedida se você está procurando por interações, criação de comunidade e também de insights valiosos. Afinal, um dos pilares da metodologia ágil é justamente o envolvimento do cliente durante o desenvolvimento dos projetos, o que deve ser aplicado em qualquer área, sem ficar restrito aos projetos de tecnologia.  

Inclusive, a consultoria Deloitte, no relatório “Tendências globais de marketing para 2021”, elencou as 7 principais tendências de marketing para este ano, dentre as quais podemos destacar: 

  • Propósito; 
  • Experiência humana; 
  • Confiança; 
  • Participação. 
 

Porém, as lições de liderança no basquete não acabam por aqui, afinal muitos jogadores icônicos são fonte de inspiração até hoje, como você confere no próximo tópico! 

>>Leitura recomendada: Trabalho em equipe: O que há por trás de times que se dão bem?

Astros e suas lições de liderança no basquete

1. LeBron James

Considerado um dos melhores de todos os tempos. Foi três vezes campeão da NBA (liga de basquete dos Estados Unidos) em 2012 e 2013 com o Miami Heat, e em 2016 com o Cleveland Cavaliers. Detém inúmeros recordes individuais e também se consagrou bicampeão olímpico, com a medalha de ouro em 2008 e 2012. Um craque dentro e fora das quadras, com lições de liderança no basquete.

  • Lidar com os críticos: “Gosto das críticas. Elas me fazem mais forte.”
  • Sucesso: “O time está em primeiro lugar. Isso me permite ter sucesso e permite que minha equipe tenha sucesso.”
  • Comprometimento: “O compromisso é uma grande parte do que eu sou e no que acredito.”
 

2. Michael Jordan

Um dos principais jogadores da história, ganhou seis títulos da NBA com o Chicago Bulls na década de 1990 e foi eleito o melhor jogador das finais nas seis conquistas. Manteve uma impressionante média de 30,1 pontos por partidas. Foi bicampeão olímpico (1984 e 1992) e entrou para o Hall da Fama do Basquete. Hoje, é dono da equipe Charlotte Hornets, está na lista de bilionários da Forbes e serve de exemplo.

  • Correr riscos: “Posso aceitar o fracasso, todo mundo falha em alguma coisa. Mas não posso aceitar não tentar.
  • Trabalho em equipe: “O talento vence jogos, mas o trabalho em equipe e a inteligência conquistam campeonatos.”
  • Treinamento: “Todo mundo tem talento, mas a habilidade exige muito trabalho.”
 

Inclusive, se quiser saber mais sobre a história de Jordan, você pode conferir a série documental “Arremesso Final”, produzida em parceria pela ESPN e a Netflix, mostra em 10 episódios a ascensão do astro na década de 90, quando jogava pelo Chicago Bulls. 

3. Magic Johnson

Conquistou o título da NBA cinco vezes com o Los Angeles Lakers (1980, 1982, 1985, 1987 e 1988). É apontado como o maior armador da história e entrou no Hall da Fama do Basquete. Ganhou o ouro olímpico em 1992 com os Estados Unidos no chamado “Dream Team”. Após anunciar que contraiu Aids, enfrentou protestos dos colegas de profissão, mas venceu os obstáculos e usou o esporte para inspirar outros portadores do vírus.

  • Superação: “Quando você enfrenta uma crise, você sabe quem são seus verdadeiros amigos.
  • Equipe: “Não pergunte o que seus colegas podem fazer por você. Pergunte o que você pode fazer pelos seus colegas.”
  • Perseverança: “Sempre há metas para tentar alcançar, e vou trabalhar em direção a esses objetivos.”
 

4. Larry Bird

Foi o único na história da NBA a ser nomeado melhor jogador, treinador e executivo do ano. Durante seus 13 anos no Boston Celtics, ganhou três títulos da NBA e uma medalha de ouro olímpica. Aposentou-se, virou técnico e liderou o Indiana Pacers ao seu auge até a final de 2000. Após deixar o cargo, voltou ao Pacers em 2003 como presidente e foi eleito melhor executivo em 2012. Com tanto sucesso, é um exemplo de lições de liderança no basquete.

  • Ser um bom líder: “Liderança é fazer com que os jogadores acreditem em você.”
  • Dar o máximo: “Se você der 100% o tempo todo, as coisas vão dar certo no final.”
  • Qualificação: “Vencedor é alguém que reconhece seus talentos, trabalha para desenvolvê-los em habilidades e usa essas habilidades para atingir seus objetivos.”
 

5. Shaquille O’Neal

Eleito como um dos maiores pivôs de todos os tempos, ganhou quatro títulos da NBA, sendo três pelo Los Angeles Lakers e um pelo Miami Heat, em 19 anos de carreira. Além do sucesso nas quadras, lançou quatro álbuns de rap, participou de 12 filmes, trabalhou como apresentador de TV e hoje é comentarista. Como mostra este artigo no Entrepreneur, o astro pode inspirar a sua liderança.

  • Resolução de crises: “Nunca se preocupe com o problema, sempre se preocupe com a solução.”
  • Alta performance: “Excelência não é um ato singular, mas um hábito. Você é o que você faz repetidamente.”
  • Liderança: “Quando o general não entra em pânico, as tropas não entram em pânico.”
 

6. Oscar Schmidt

Maior jogador de basquete de todos os tempos no Brasil, se tornou o maior cestinha da história (49.737 pontos). Foi incluído no Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete e no Hall da Fama do Basquete dos Estados Unidos. Teve como maior conquista o ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987 pelo Brasil. E, entre as lições de liderança no basquete, sempre refutou seu apelido de “Mão Santa”, se autodenominando o “Mão Treinada”.

  • Treinos e mais treinos: “Não existe talento sem treinamento.”
  • Preparação: “O impossível só vira realidade se você estiver bem preparado quando a chance aparecer.”
 

As histórias do basquete para te inspirar

Também retratado na telona, o esporte conta com produções que servem de motivação e inspiração para gestores e líderes. Se você gosta de um bom filme, confira a nossa lista com dicas e lições de liderança no basquete.

1. Coach Carter – Treino para Vida (2005)

Baseado em fatos reais, o filme conta a história de Ken Carter (Samuel L. Jackson), que aceita se tornar técnico de basquete na sua antiga escola. Mas ele impõe novas regras para os atletas fazerem parte do time, cobrando bom desempenho acadêmico e comportamento adequado. O treinador precisou vencer a resistência inicial dos jogadores para ajudá-los a melhorar na escola e ter sucesso no esporte. Um exemplo de liderança e motivação.

2. Hoosiers (1986)

Trata da história de um pequeno time de basquete com o novo técnico Norman Dale. Após um passado complicado, ele precisa superar a rejeição dos atletas e os vizinhos tentando expulsá-lo. No entanto, com sua paixão pelo esporte, o treinador não desiste e consegue engajar a equipe. Ainda conta com a ajuda de um cidadão local para reerguer a autoestima da cidade e vencer o campeonato estadual de Indiana. Ganhou grande repercussão nos Estados Unidos por seu aspecto inspirador e entra na nossa relação de lições de liderança no basquete.

3. Caminho para a Glória (2006)

Filme baseado em uma história real. Retrata a história do primeiro time de basquete universitário dos Estados Unidos a jogar apenas com atletas negros como titulares. Com o técnico Don Haskins, a equipe do Texas chegou à final do campeonato nacional norte-americano (NCAA), em 1966. Explora temas como racismo, discriminação e tensão racial.

Ferramenta de gestão para liderar bem

Uma coisa os times de basquete e o seu time na empresa tem em comum: ambos estão buscando o sucesso! Porém, para conquistá-lo você precisa de treinamento, talento e claro, usar as ferramentas certas. 

O Runrun.it é uma plataforma completa de gestão do trabalho, que possibilita acompanhar em tempo real o que está sendo desenvolvido, definir prazos de entrega e ainda obter a visão do todo, além de manter a comunicação transparente, independente de onde você e seus colaboradores estiverem. Crie uma conta grátis agora: https://runrun.it

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2 thoughts on “Lições de liderança no basquete: motivação e colaboração no trabalho

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